Entenda como se inscrever com estratégia, acompanhar o sistema corretamente e evitar armadilhas que eliminam candidatos todos os anos.
O período de inscrições do SiSU 2026 finalmente chegou e, com ele, aquela mistura de ansiedade e expectativa que todo estudante conhece bem. Você estudou, fez o Enem e agora quer garantir sua vaga no ensino superior. Mas atenção: ter uma boa nota não é suficiente se você não souber navegar corretamente pelo sistema.
Todo ano, milhares de candidatos com pontuação adequada ficam de fora não por falta de mérito, mas por erros evitáveis no processo de inscrição e acompanhamento. A boa notícia? Com as estratégias certas, você pode evitar essas armadilhas e aumentar significativamente suas chances de conquistar aquela vaga tão sonhada.
Pensando em você, preparamos este post completinho com cinco dicas fundamentais baseadas nos erros mais comuns que os candidatos cometem. Bora lá?
Acompanhe as notas de corte diariamente
Esse é provavelmente o erro mais subestimado pelos candidatos: acreditar que basta fazer a inscrição e esperar o resultado final. O SiSU é um sistema dinâmico. A cada dia, novos candidatos se inscrevem, outros trocam de opção, e as notas de corte oscilam constantemente.
Sua posição confortável na segunda-feira pode virar uma classificação arriscada na quinta-feira. E o pior: muitos candidatos só descobrem isso quando já é tarde demais para fazer ajustes estratégicos.
O que fazer: Reserve alguns minutos todos os dias para verificar sua classificação no sistema. Anote as variações das notas de corte e fique atento aos movimentos bruscos. Lembre-se: você pode trocar suas opções de curso quantas vezes quiser durante o período de inscrição, mas só se estiver acompanhando de perto conseguirá identificar o momento certo de fazer essa mudança.
Não olhe só para a nota de corte
Aqui está uma informação que pode mudar completamente sua estratégia: a nota de corte não conta toda a história. É preciso analisar também o número de vagas disponíveis em cada modalidade.
Vamos a um exemplo prático: imagine que você está inscrito em dois cursos. No primeiro, sua nota está apenas 2 pontos acima da nota de corte, mas a modalidade oferece apenas 5 vagas. No segundo, você está 5 pontos acima do corte, e há 30 vagas disponíveis.
Qual opção é mais segura? Diferente do que pensamos num primeiro momento, pode ser a segunda. Com mais vagas, a lista de espera tende a rodar mais, e as oscilações nas notas de corte são menos bruscas. Já em modalidades com poucas vagas, uma pequena variação pode tirar você da zona de classificação.
O que fazer: Ao escolher seus cursos, analise a relação entre sua nota, a nota de corte e o número de vagas. Use o histórico das edições anteriores para entender como aquela modalidade específica costuma se comportar. Essa análise mais completa faz toda a diferença na hora de definir suas opções. Utilizar a nossa ferramenta de Simulador do SiSU pode ser a chave nesse momento.
Seja estratégico na escolha das duas opções
Existe uma tentação grande de usar as duas opções de inscrição para cursos “dos sonhos”, aqueles mais concorridos, com a esperança de que “vai que dá certo”. Esse é um dos maiores erros estratégicos que um candidato pode cometer.
A estratégia mais inteligente é equilibrar sonho e realismo. Use uma das opções para aquele curso que você realmente deseja, mesmo que seja mais difícil. Mas reserve a outra para uma alternativa mais realista, onde sua nota oferece uma margem de segurança maior.
Pense assim: se você colocar duas opções impossíveis e não conseguir nenhuma, ficará completamente de fora na chamada regular e terá que apostar tudo na lista de espera, que é bem mais incerta. Já com uma opção estratégica, você aumenta suas chances de garantir ao menos uma vaga, e ainda pode tentar a lista de espera para o curso dos sonhos.
O que fazer: Faça uma análise honesta da sua nota em relação aos cursos que você deseja. Identifique uma opção onde você tenha chances reais (nota acima da média histórica) e use isso como sua rede de segurança. Sua outra opção pode ser mais ousada, mas ter pelo menos um plano B sólido é fundamental.
Atenção redobrada com a lista de espera
Aqui está uma informação crucial que muita gente descobre tarde demais: depois da chamada regular, o SiSU não gerencia mais nada. A partir do momento em que você manifesta interesse na lista de espera, todo o processo passa a ser responsabilidade da universidade.
Isso significa que você não vai receber notificações pelo sistema do SiSU. Não vai aparecer alerta no seu celular. Se você não for atrás, simplesmente não vai saber se foi convocado.
Todo ano, vagas são perdidas porque candidatos aprovados não acompanharam as chamadas da lista de espera no site da instituição. Alguns nem sabem que foram convocados até semanas depois, quando já não há mais nada a fazer.
O que fazer: Assim que o resultado da chamada regular sair, se você não for selecionado no curso que mais deseja, manifeste interesse na lista de espera imediatamente. Depois, anote o site da universidade nos seus favoritos e crie lembretes para verificar todos os dias. Leia atentamente o edital da instituição sobre lista de espera: lá estão todas as datas de convocação e os procedimentos específicos.
Organize sua documentação com antecedência
Esse é o erro mais frustrante de todos: ser aprovado e perder a vaga por problemas na documentação. Acontece com mais frequência do que você imagina, especialmente com candidatos que concorrem por cotas de renda.
A comprovação de renda é um processo que exige vários documentos específicos, muitos deles que você não tem em casa e precisa solicitar com antecedência. Carteira de trabalho, declarações de imposto de renda, contracheques, comprovantes de benefícios sociais – a lista pode ser extensa, e cada universidade tem suas particularidades.
Muitos candidatos só começam a juntar essa documentação depois de serem aprovados, quando o prazo para matrícula já está correndo. Aí começa a correria: documento que demora para sair, banco que está fechado, cartório com fila enorme. Resultado? Indeferimento por falta de comprovação, mesmo tendo o direito à vaga.
O que fazer: Durante o período de inscrição do SISU, já providencie toda a documentação necessária para matrícula. Leia com atenção os editais dos cursos que você escolheu e faça uma lista completa do que será exigido. Se você concorre por cotas, dê atenção especial aos documentos de comprovação – solicite tudo que precisa ser emitido por terceiros com antecedência. Organize tudo em uma pasta (física ou digital) e deixe pronta. Se você for aprovado, é só apresentar. Se não for aprovado nessa edição, a documentação serve para a próxima tentativa.
Bônus: entenda realmente as cotas que você escolheu
Antes de finalizar, um alerta importante: certifique-se de que você realmente se enquadra nas cotas que está selecionando. Escolher uma modalidade de cota por parecer “mais fácil”, sem ter direito a ela, não vai funcionar. Na hora da comprovação, você será indeferido e perderá a vaga.
As principais modalidades de cotas são:
- Escola pública: para quem cursou todo o ensino médio em escola pública
- Renda: para famílias com renda per capita de até 1,5 salário mínimo
- Étnico-racial: autodeclaração como preto, pardo ou indígena
- PCD: pessoa com deficiência
Cada uma tem critérios específicos e exige documentação própria. Se você tiver dúvidas sobre seu enquadramento, procure orientação na sua escola ou em canais oficiais antes de se inscrever.
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