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Biologia Revisão Genética: Probabilidade aplicada à genética

Dentro da biologia, através da genética, podemos utilizar cálculos matemáticos para prever as probabilidades de um indivíduo herdar certas características.

Então, para gabaritar as questões de genética e arrasar no vestibular, vamos revisar probabilidade aplicada à genética?

Basicamente, as características genéticas que você e eu apresentamos são uma espécie de “loteria” em que temos a sorte (ou o azar) de herdarmos de nossos pais. Por isso, para se dar bem nas questões deste conteúdo, não basta você ser fera nos conceitos básicos desse conteúdo! Saber o que é gene, fenótipo, genótipo e diferenciar os tipos de herança é essencial. Porém, estar afiado nos cálculos de probabilidades é vital para gabaritar as questões de genética! Aí você pensa: “- Poxa, já não bastam todas as questões de matemática? Ainda tenho que estudar isso também na biologia?” Pois é, querido (a) vestibulando (a), disso não dá para fugir! Mas, não se preocupe! Vamos te dar super dicas que vão te ajudar a tirar de letra as questões de probabilidade genética!

Dica 1: Antes de continuar estudando a probabilidade aplicada à genética, que tal dar uma revisadinha básica nos conceitos de genética? Então veja este post sobre o assunto com aula da Khan Academy e dicas da professora Juliana Evelyn dos Santos: https://blogdoenem.com.br/biologia-introducao-genetica/

Para introduzir o assunto, veja esta vídeo-aula do professor Eduardo do canal “Curso online gratuito”:

E aí, gostou do vídeo? Beleza! Então, para dar aquela fixada no conteúdo, veja as dicas que preparamos para você:

Regra da multiplicação ou regra do “e”:  Você vai utilizar essa regra quando precisar calcular a probabilidade de dois eventos ocorrerem ao mesmo tempo, porém independentemente um do outro, ou seja, acontecimentos em que a possibilidade de um ocorrer não afeta a dos demais. No vídeo, o professor Eduardo começa a explicar esta regra com a utilização do exemplo das moedas. Vejamos a situação: tenho duas moedas e quero saber qual a probabilidade de que depois de lançadas ambas caiam com a face “cara” para cima. Para uma moeda é fácil: só há duas possibilidades: cara ou coroa. Então, eu tenho a possibilidade de ½ de sair “cara” em uma jogada. Se eu jogo as duas moedas ao mesmo tempo, cada uma terá ½ de ficar com a face “cara” voltada para cima, independentemente da outra, ou seja, uma não influencia no movimento da outra. Então, para que elas apresentem “cara” e “cara” eu preciso multiplicar a possibilidade das duas apresentarem esta face: ½ . ½ = ¼. Podemos aplicar a mesma regra em genética. Por exemplo, imagine que seu vestibular cobrou a seguinte questão: qual a probabilidade de um casal heterozigoto para o albinismo ter um filho do sexo masculino albino? Veja: o problema quer que você calcule duas características independentes: albinismo e sexo. Então, desse cruzamento, como o professor Eduardo mostra no vídeo, há ¼ de chances de o casal ter um filho albino e ½ de chance de ter um filho menino. Logo, aplicamos a regra do “e” e multiplicamos as probabilidades isoladas  de cada evento: ¼ albino . ½ menino = 1/8 menino albino.

Dica 2: Que tal revisar a 1ª lei de Mendel e o mecanismo de dominância completa? Veja este post com vídeo-aula e super dicas sobre o assunto: https://blogdoenem.com.br/biologia-genetica-lei-mendel/

Regra da adição ou regra do “ou”: Você irá utilizar esta regra quando dois acontecimentos são mutuamente exclusivos, ou seja, se um ocorre, o outro não acontece. Por exemplo: qual a possibilidade de sair o número 1 ou o número 5 em um lançamento de dado? Bem, isoladamente é fácil: para que o dado caia com a face 1 virada para cima temos a probabilidade de 1/6 uma vez que o dado possui 6 lados. A mesma probabilidade ocorre para o número 5. Então, como eu quero saber a possibilidade de um acontecimento ou de outro, a probabilidade será calculada pela soma dos acontecimentos independentemente. Logo: 1/6 para que o dado caia com a face 1 + 1/6 para que o dado caia com a face 5 = 2/6 = 1/3 de probabilidade que o dado caia com a face 1 ou 5 para cima. Agora, para aplicar à genética, vamos ao exemplo do professor Eduardo: Qual a probabilidade de um casal heterozigoto para o albinismo ter um filho menino ou albino? Para albinismo já sabemos que a proporção é de 1 para 4 (1/4) e para menino é de 1 para 2 (1/2). Então, como as opções são excludentes, precisamos soma-las: ¼ de probabilidade de ser albino + ½ de probabilidade de ser menino = 6/8. Outro exemplo: qual a probabilidade de um casal ter dois filhos: um do sexo feminino e outro do sexo masculino? Fique atento à “pegadinha” nesse caso – há duas maneiras de um casal ter um menino e uma menina: tendo primeiro uma menina e depois um menino ou tendo primeiro um menino e depois uma menina. Então, vamos calcular: primeiro menina e depois menino  (1/2 . ½ =1/4) OU (+) primeiro menino e depois menina (1/2 . ½=1/4). Logo: ¼ + ¼ = 2/4, ou ½.

Agora que você está ligado nos macetes para a resolução de questões de genética, que tal testar seus conhecimentos?

Para isso, observe a imagem a seguir:

Biologia - Gêmeos

Em 2006, a inglesa Kerry Richardson deu à luz a gêmeos com cor de pele e olhos completamente diferentes.

Em cima desse exemplo, vamos calcular uma possibilidade genética?

Qual a probabilidade de um casal de olhos castanhos heterozigoto para esta característica (lembre-se que o gene para olhos castanhos é dominante em relação ao gene para olhos azuis) ter dois filhos, um menino com olhos castanhos e uma menina com olhos azuis?

Resposta: Há duas possibilidades de esse casal ter essa combinação de filhos: primeiro uma menina de olhos azuis e depois um menino de olhos castanhos OU primeiro um menino de olhos castanhos e depois uma menina de olhos azuis. Então, em um cruzamento de heterozigotos para a cor de olhos temos a possibilidade de ¼ para o nascimento de uma criança de olhos azuis e ¾ de olhos castanhos. Para a determinação do sexo ½ para cada sexo. Então:

[(¼ olhos azuis e ½ menina) e (3/4 olhos castanhos e ½ menino)] OU [(3/4 olhos castanhos e ½ menino) e (¼ olhos azuis e ½ menina)] = [(1/4 . ½) . (3/4 . ½)] + [(3/4 . ½) . (1/4 . ½)] = [1/8 . 3/8] + [3/8 . 1/8] = 3/64 + 3/64 = 6/64 = 3 / 32.

Logo a probabilidade desta combinação ocorrer é de 3/32.

Dica 3: Quer treinar seus conhecimentos em Biologia? Baixe esta apostila de biologia gratuitamente! https://blogdoenem.com.br/biologia-enem-apostila-gratuita/
Dica 4: Precisa revisar mais conteúdos de biologia? Veja os vídeos de Biologia da Khan Academy já traduzidos para o Português pela equipe da Fundação Lemann no http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/#videos
Juliana Biologia Enem
Os textos e exemplos acima foram preparados pela professora Juliana Santos para o Blog do Enem. Juliana é formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de Ciências e Biologia em escolas da Grande Florianópolis desde 2007. Facebook: https://www.facebook.com/juliana.evelyndossantos.