Descubra como filmes indicados ao Oscar 2026 podem virar repertório na redação do Enem, com contextos históricos e ideias de argumentos.
A 98ª cerimônia do Oscar acontece em 15 de março de 2026, no Teatro Dolby, em Los Angeles. Nesta edição, o cinema brasileiro chega ao maior número de indicações da história do país: cinco, com destaque para “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, concorrendo a Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. Outras obras como “Pecadores” (Sinners), de Ryan Coogler, batem o recorde histórico de 16 indicações em uma única cerimônia, superando “Titanic”, “Eva ao Desnudo” e “La La Land”, que tinham 14 cada.
Para você que está se preparando para o Enem, essa temporada oferece algo além do entretenimento: um conjunto de obras que trata de problemas históricos e sociais com profundidade analítica. Usar cinema como repertório sociocultural na Competência 2 é demonstrar que você conhece o problema real que aquela obra discute, e que consegue articulá-lo com o tema proposto. O critério que o INEP chama de produtividade é exatamente esse: a referência precisa sustentar, aprofundar ou refutar um argumento. Os filmes desta edição são especialmente úteis porque todos partem de contextos históricos documentados, o que aumenta o peso argumentativo de qualquer citação.
O Agente Secreto
Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, o filme se passa no Recife de 1977, durante o governo do general Ernesto Geisel. O protagonista, Marcelo, é um especialista em tecnologia que retorna à cidade carregando uma nova identidade, fugindo de um passado associado à resistência ao regime. O longa venceu o Prêmio de Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Cannes 2025, além do FIPRESCI de melhor filme da competição oficial. No Oscar 2026, concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco.
Contexto histórico
O ano de 1977 (em que o filme se passa) corresponde ao governo Geisel, período em que o regime já havia iniciado uma abertura política lenta e gradual, mas mantinha o aparato de vigilância e repressão intacto. O Serviço Nacional de Informações (SNI) coordenava e catalogava informações sobre cidadãos: eram rastreados, fotografados e grampeados. De acordo com dados compilados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), estima-se que o regime perseguiu, prendeu ou torturou cerca de 50 mil pessoas. O saldo total foi de 434 mortos e desaparecidos políticos documentados, além de mais de 8 mil indígenas mortos por políticas de ocupação da Amazônia.
A censura à imprensa foi oficializada em 1967 e se intensificou após o AI-5, controlando jornais, livros, filmes e músicas. Artistas e intelectuais criaram formas codificadas de resistência, como letras com metáforas, teatro de subversão velada, cinema político. O longa de Mendonça Filho é filmado nos locais reais de Recife onde esses acontecimentos ocorreram, incluindo o Cinema São Luiz, a Rua da Aurora e o campus da UFPE.
O que esse filme tem a dizer para a sua redação
O conceito de panoptismo, desenvolvido pelo filósofo Michel Foucault com base no modelo arquitetônico do Panóptico de Jeremy Bentham, descreve uma lógica de controle social em que os indivíduos passam a se comportar como se estivessem sendo permanentemente observados, mesmo que não estejam. A Ditadura Militar aplicou essa lógica de forma sistemática: o SNI não precisava estar em todo lugar, bastava que as pessoas acreditassem que estava. O filme de Mendonça Filho representa esse mecanismo na experiência cotidiana de Marcelo, que vive em um ambiente de desconfiança institucionalizada.
Para temas de redação relacionados à democracia, liberdade de expressão, vigilância estatal ou violência institucional, esse contexto histórico concreto é um dos mais robustos disponíveis. O fato de o Brasil ter levado mais de três décadas para instalar uma Comissão Nacional da Verdade (criada em 2011, com relatório final publicado em 2014) também é dado relevante para argumentos sobre memória histórica e justiça de transição.
Pecadores (Sinners)
Com 16 indicações ao Oscar 2026 (o maior número da história da cerimônia), “Pecadores”, dirigido por Ryan Coogler, se passa no Delta do Mississippi em 1932. Os irmãos gêmeos Smoke e Stack (Michael B. Jordan) retornam à cidade natal após anos em Chicago e tentam abrir um juke joint (um bar com música ao vivo exclusivo para a comunidade negra) na noite em que uma ameaça sobrenatural emerge. O filme recebeu 97% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Contexto histórico
O Mississippi de 1932 era um dos estados mais violentos para a população negra nos Estados Unidos. Desde o final da Guerra Civil (1865), o sul americano havia construído um sistema paralelo de dominação racial chamado Leis Jim Crow, um conjunto de estatutos estaduais e locais que legalizavam a segregação racial. O nome vem de uma personagem racista da cultura popular do século XIX, usada para caricaturar negros como ignorantes.
As leis vigoraram entre 1877 e 1965 e determinavam a separação compulsória de brancos e negros em praticamente todos os espaços da vida pública: escolas, restaurantes, bebedouros, banheiros, ônibus, trens, bibliotecas, parques, hospitais e até cemitérios. A doutrina jurídica que sustentava o sistema era o princípio “separados, mas iguais”, consagrado pela Suprema Corte dos EUA no caso Plessy v. Ferguson (1896). Na prática, as instalações destinadas à população negra eram consistentemente inferiores e subfinanciadas.
Em estados como o Mississippi, as restrições iam além da segregação física. Após a Reconstrução, dos 147 mil afro-americanos em condições de votar naquele estado, apenas 9.036 conseguiram se registrar. O direito ao voto foi sistematicamente suprimido por testes de alfabetização aplicados seletivamente, taxas eleitorais e intimidação armada. A Ku Klux Klan, fundada em 1865 no Tennessee como organização paramilitar de veteranos confederados, infiltrou-se nas estruturas de governo e promoveu linchamentos e ataques a comunidades negras com virtual impunidade.
O Delta do Mississippi era, nesse contexto, a região com maior concentração de trabalhadores negros em condições análogas à servidão: meeiros e arrendatários que entregavam a maior parte da colheita ao proprietário branco e viviam em dívida perpétua. Foi também nessa região que nasceu o blues, gênero musical surgido nas plantações e campos, no qual os trabalhadores expressavam dor, resistência e espiritualidade. O blues foi historicamente demonizado pelas igrejas protestantes (majoritariamente controladas por estruturas de poder branco) como música do demônio, e depois apropriado pela indústria fonográfica branca ao longo do século XX sem reconhecimento ou remuneração adequados aos criadores originais.
As leis Jim Crow só foram formalmente abolidas com a Lei dos Direitos Civis de 1964 e a Lei dos Direitos de Voto de 1965, após décadas de resistência, da qual fazem parte a Marcha sobre Washington (1963), o boicote aos ônibus de Montgomery (1955-56) liderado por Rosa Parks, e as ações da NAACP nos tribunais federais desde o início do século XX.
O que esse filme tem a dizer para a sua redação
“Pecadores” usa a metáfora sobrenatural para representar um mecanismo histórico real: qualquer sistema que tente absorver, esvaziar ou destruir a expressão cultural de uma população marginalizadas opera, por definição, como uma estrutura vampiresca. A trilha sonora composta por Ludwig Göransson (indicada ao Oscar) reforça a estrutura histórica: o blues que nasce da dor da escravidão e da segregação é, ao mesmo tempo, o que atrai os vampiros e o que mantém a comunidade viva.
Para temas de redação sobre racismo estrutural, identidade cultural, representatividade nas artes ou desigualdade racial no Brasil, o contexto americano das Leis Jim Crow funciona como espelho histórico. O Brasil não teve leis de segregação formais, mas construiu mecanismos igualmente eficazes de exclusão racial: nas taxas de encarceramento, na distribuição de renda, no acesso à educação e na representação em espaços de poder.
Frankenstein
Com 9 indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante para Jacob Elordi, o “Frankenstein” de Guillermo del Toro é ambientado em 1857, na Era Vitoriana. Oscar Isaac interpreta Victor Frankenstein; Elordi interpreta a Criatura, um morto ressuscitado que nasce em sofrimento, aprende a pensar e a ler, e é condenado a existir como outsider. Del Toro declarou publicamente que recusou o uso de CGI e inteligência artificial na produção.
Contexto histórico
O romance original de Mary Shelley, publicado anonimamente em 1º de janeiro de 1818, nasceu em um momento histórico específico e carregado de tensões científicas. A Inglaterra da época estava no auge da Revolução Industrial: a transição do trabalho artesanal para a produção fabril, que deslocou milhões de trabalhadores e criou novas formas de exploração social. Ao mesmo tempo, experimentos de galvanismo (a ideia de que a eletricidade poderia reativar tecidos orgânicos mortos) ganhavam espaço público. Luigi Galvani e Giovanni Aldini realizavam demonstrações em que corpos de animais e humanos mortos apresentavam movimentos ao receberem choques elétricos. Erasmus Darwin, avô de Charles Darwin, especulava publicamente sobre a possibilidade de reanimar matéria inerte por estímulos elétricos.
Shelley escreveu o romance aos 18 anos, em 1816, o chamado “ano sem verão”, quando a erupção do vulcão Tambora, na Indonésia, lançou cinzas que escureceram o hemisfério norte e forçaram um grupo de escritores (incluindo Lord Byron e Percy Shelley) a um confinamento criativo em Genebra. O livro foi considerado fundador do gênero da ficção científica e da literatura gótica moderna.
O romance é também considerado um dos primeiros textos de bioética na história da literatura. Pesquisas acadêmicas publicadas nos Arquivos Brasileiros de Ciências da Saúde descrevem o texto de Shelley como uma reflexão sobre a ética da responsabilidade e sobre o “uso da ciência com consciência”. Victor Frankenstein é descrito nessa literatura como o retrato de um cientista que acredita que o avanço do conhecimento justifica qualquer meio, incluindo a violação de túmulos e o abandono de toda vida social.
Por que isso importa para o Enem
O paralelo entre Victor Frankenstein e os desafios contemporâneos da Inteligência Artificial é um dos argumentos mais sofisticados que um candidato pode construir. Sistemas de IA generativa são treinados com dados produzidos pela sociedade e quando esses dados carregam preconceitos raciais, de gênero ou classe, os sistemas os reproduzem em escala industrial. Em março de 2023, pesquisadores do MIT e Stanford documentaram que algoritmos de reconhecimento facial têm taxas de erro significativamente maiores para rostos de mulheres negras do que para homens brancos. Em 2024, a União Europeia aprovou o AI Act, o primeiro marco regulatório amplo para IA no mundo, classificando sistemas em níveis de risco e impondo obrigações de transparência.
O problema que Frankenstein coloca (quem é responsável pela criação e pelas consequências do que foi criado) é exatamente o problema que esses marcos regulatórios tentam resolver. No Brasil, o debate sobre regulação da IA ainda está em fase de projetos de lei, o que torna o tema especialmente relevante para uma redação sobre tecnologia, ética ou responsabilidade científica.
A história da bioética como campo do conhecimento também é útil aqui: o termo foi cunhado em 1970 pelo oncologista americano Van Rensselaer Potter, que a definia como uma “ponte entre o conhecimento biológico e os valores humanos”. O campo surgiu, em parte, como resposta a escândalos de pesquisa científica sem consentimento, como o Experimento Tuskegee (1932-1972), em que afro-americanos com sífilis foram deliberadamente deixados sem tratamento para que pesquisadores pudessem observar o curso da doença.
Bugonia
Dirigido por Yorgos Lanthimos e com roteiro de Will Tracy (criador de “Succession” e “The Menu”), “Bugonia” acompanha dois conspiracionistas, Teddy (Jesse Plemons) e Don (Aidan Delbis), que sequestram a CEO de uma gigante farmacêutica (Emma Stone) convictos de que ela é uma alienígena infiltrada para destruir a Terra. O filme recebeu 4 indicações ao Oscar 2026 e 88% de aprovação no Rotten Tomatoes. O título vem de um ritual folclórico descrito por Virgílio nas “Geórgicas”: a crença de que abelhas podiam ser geradas espontaneamente do cadáver de uma vaca sacrificada.
Contexto histórico
O fenômeno do conspiracionismo moderno não é novo, mas ganhou escala sem precedentes com as redes sociais. Estudos documentam que o Brasil é o maior produtor de desinformação antivacina da América Latina. Uma pesquisa do Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas mapeou 81 milhões de mensagens publicadas entre 2016 e 2025 em comunidades de teorias da conspiração no Telegram, em 18 países. O Brasil foi responsável por mais de 580 mil conteúdos falsos sobre imunização. Em 2025, o volume de conteúdo antivacina circulando no país ainda era 122,5 vezes maior do que em 2019.
Uma pesquisa da Avaaz e da Sociedade Brasileira de Imunizações revelou que 67% dos brasileiros entrevistados identificaram como verdadeira pelo menos uma declaração factualmente falsa sobre vacinas quando apresentados a uma lista de mitos. Pesquisas publicadas na Fiocruz e no PMC (National Institutes of Health) apontam que nove em cada dez brasileiros leram ou ouviram ao menos uma informação falsa sobre Covid-19 durante a pandemia, e que sete em cada dez acreditaram em ao menos uma desinformação.
Pesquisadores identificam um padrão estrutural na produção de fake news em saúde: elas partem de um dado real, superdimensionam um risco marginal, e constroem uma narrativa de medo. Por trás dessa produção, há frequentemente interesse comercial (grupos que vendem “reversão vacinal”, “detox” e produtos pseudocientíficos). Segundo pesquisadores do NetLab/UFRJ, grupos antivacinistas no Twitter (atual X) coordenaram mais de 100 mil retuítes de conteúdo falso em resposta ao lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação em 2023, superando o engajamento pró-vacinação.
A crise de confiança nas instituições não é, porém, apenas um problema de “má informação”. Pesquisadores da USP apontam que o conspiracionismo cresce a partir de uma desconfiança nas elites políticas e intelectuais que, em muitos casos, tem raízes em problemas reais: escândalos de corrupção, pesquisas com conflito de interesse, e experiências históricas de abuso por parte de instituições médicas e científicas sobre populações vulneráveis.
Por que isso importa para o Enem
O título “Bugonia” é uma chave de leitura. Assim como abelhas não nascem de cadáveres, as teorias da conspiração criam “vida” (narrativas que se propagam e se reproduzem) a partir de material morto: ressentimento, desconfiança acumulada e fatos distorcidos. A sátira de Lanthimos não trata conspiracionistas como simplesmente loucos, mas como produto de uma ruptura social específica.
Para temas de redação sobre educação midiática, saúde pública, polarização política ou o papel das plataformas digitais na democracia, os dados concretos disponíveis sobre a crise de desinformação no Brasil transformam esse filme em um ponto de partida para um argumento fundamentado em evidências.
Hamnet
Dirigido por Chloé Zhao (vencedora do Oscar por “Nomadland”, 2021) e com roteiro de Maggie O’Farrell, adaptado de seu próprio romance best-seller, “Hamnet” recebeu 8 indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz para Jessie Buckley. O filme parte de um fato histórico documentado: em agosto de 1596, Hamnet Shakespeare, filho de 11 anos do dramaturgo William Shakespeare, morreu de peste bubônica em Stratford-upon-Avon. Menos de dois anos depois, Shakespeare estreou “Hamlet” em Londres. O filme não conta a história de Shakespeare, mas de Agnes, sua esposa, que viveu esse luto quase sozinha enquanto o marido permanecia em Londres.
Contexto histórico
Agnes Shakespeare (batizada Anne Hathaway) é uma das figuras mais apagadas da história literária inglesa. Ela aparece nos registros históricos em apenas alguns documentos: o contrato de casamento, em 1582, quando ela tinha 26 anos e Shakespeare 18 (o que era incomum para a época), e o testamento de Shakespeare, em 1616, no qual ele deixou para ela “a segunda melhor cama” da casa. Esse detalhe (citado por séculos como prova de indiferença conjugal) foi reinterpretado por historiadores contemporâneos, que sugerem que a “melhor cama” era reservada para hóspedes e que a “segunda melhor” era a cama nupcial. Mas a interpretação secundária persiste porque ela encaixa na narrativa que relegou Agnes ao apagamento.
A Inglaterra elizabetana (século XVI) era uma sociedade estruturada pela separação rígida entre as esferas pública e privada, e essa separação tinha uma dimensão de gênero clara: o espaço público (do trabalho, da política, da arte) era masculino; o espaço privado (do lar, da criação dos filhos, do cuidado com os doentes) era feminino. O trabalho doméstico e de cuidado não era remunerado, não era registrado e não era considerado “trabalho” em nenhum sentido produtivo. Essa separação está na base do debate contemporâneo sobre o trabalho de cuidado não remunerado.
Dados do IBGE mostram que, no Brasil, mulheres dedicam em média 10,4 horas por semana a mais do que homens em trabalhos domésticos e de cuidado não remunerados. A ONU estima que o trabalho doméstico não remunerado representa entre 10% e 39% do PIB dos países, dependendo do método de cálculo. Esse trabalho (historicamente feminino) não aparece nas estatísticas econômicas convencionais.
A peste bubônica, contexto da morte de Hamnet, foi a doença mais devastadora da história europeia. A Peste Negra (1347-1351) matou entre 30% e 60% da população europeia. Surtos menores continuaram pelo século XVI e XVII, e as famílias que sobreviviam a eles enfrentavam o luto sem o aparato de suporte psicológico que hoje reconhecemos como necessário. O luto era esperado em silêncio, especialmente para as mulheres.
Por que isso importa para o Enem
“Hamnet” oferece pelo menos dois eixos argumentativos bem documentados:
O primeiro é a invisibilidade histórica do trabalho feminino. Agnes criou três filhos, gerenciou a propriedade familiar, cuidou dos doentes e quase não existe nos registros históricos. O filme de Chloé Zhao explicita essa estrutura ao colocar Agnes como protagonista de uma história em que ela foi, na realidade, personagem secundária por séculos. Para temas que abordem desigualdade de gênero, mercado de trabalho ou políticas públicas para mulheres, essa perspectiva histórica longa é um argumento mais robusto do que exemplos contemporâneos isolados.
O segundo eixo é a saúde mental e o luto. Em 1596, não havia linguagem clínica para descrever o que hoje chamaríamos de luto complicado, depressão ou transtorno de estresse pós-traumático. As mulheres, especialmente, eram esperadas a absorver a dor em silêncio. O filme mostra as consequências disso na trajetória de Agnes. Para temas sobre saúde mental, redes de apoio ou políticas de cuidado, o contraste entre o sofrimento historicamente silenciado e a linguagem contemporânea sobre saúde emocional é um argumento com profundidade histórica.
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