A Colonização Portuguesa no Brasil: resumo de História Enem

Os principais temas do período colonial sempre caem nas questões de Ciências Humanas do Enem. Confira no resumo aulas gratuitas sobre a Colonização Portuguesa no Brasil

Todo ano o Enem sempre cobra de você conteúdos que se relacionam ao período da Colonização Portuguesa no Brasil. Foram nossos primeiros três séculos e quase meio de história após a chegada de Pedro Álvares Cabral ao nosso litoral. Tivemos o ciclo Pré-Colonial, de 1500 a 1530, de pouca expressão histórica. Foi um período mais de reconhecimento do que de fato era a “Terra Brasilis”.  Mas, daí em diante Portugal tratou a colônia a ferro e fogo, explorando economicamente nossas riquezas utilizando trabalho escravo. 

Tivemos os ciclos do Pau Brasil, da Cana de Açúcar e o Ciclo do Ouro, todos de extrema exploração das riquezas da colônia. São temas clássicos nas questões de história.  E, ao mesmo tempo, tivemos no Brasil Colonial a Escravidão, que foi uma longa e incompreensível Idade Média em meio à Modernidade. Esta longa noite durou 350 anos de sujeição e tráfico negreiro.

Veja também o lado das Revoltas Coloniais Nativistas, com rebeliões de índios, de escravos e de “brasileiros”, que mesmo descendentes de portugueses já vislumbravam neste solo uma pátria de liberdade.

A colonização portuguesa no Brasil

A Colonização Portuguesa pode cair numa questão interdisciplinar, numa imagem para interpretação de texto, ou mesmo dentro dos textos de apoio para o tema da  redação. Afinal, está impregado em nossa história o período da Colonização Portuguesa no Brasil.

O Período Pré-Colonial

Veja agora com a professora Ana Cristina Peron o ciclo de 1500 a 1530, denominado na literatura da história do Brasil como o Período Pré-Colonial.

O ano de 1500 é o marco da descoberta de Pindorama, que era como os indígenas denominavam as nossas terras. Mas, com a chegada de Pedro Álvares Cabral, tudo mudou. A história que ele contou é que se pedeu no Oceano Atlântico. Teria que ir para as Índias, no Oceano Índico, navegando ao Leste para contornar a África.

Mas, ele navegou a Oeste, chegando no Brasil. Você acredita nessa história maluca de que “foi por acaso”? Eles ficaram aqui por dez dias, e depois seguiram viagem direitinho, inclusive com uma Caravela voltando  para a península Ibérica, sem errar o caminho de volta. Muito estranho tudo isso…

Pau Brasil, Açúcar… e a Escravidão

A partir de 1531 Portugal passou a extrair as riquezas naturais disponíveis e de interesse comercial na época. As madeiras nobres da Mata Atlântica eram (e são até hoje) de excelente qualidade. E, também havia a madeira abundante do Pau Brasil, que fornecia soluções especiais de tinturas na época.

Mas, os portugueses eram poucos, e no início tentaram a mão de obra indígena. Inicialmente por escambo de quinquilharias trazidas da Europa, e depois forçando o trabalho escravo. Porém os indígenas dominavam o território e foram se afastando dos portugueses, e os cativos fugindo sem cessar.

Os portugueses deram sequência no trabalho escravo trazendo cativos capturados e vendidos na costa da África, lucrando no Tráfico Negreiro e com o resultado econômico da mão de obra escrava. Veja como foi a triste história do Tráfico Negreiro.

O Período Colonial

Confira com o professor Felipe, do canal do Curso Enem Gratuito, uma aula-resumo sobre os principais aspectos do Brasil Colonial, desde a ocupação inicial do litoral, as atividades econômicas, as soluções administrativas que Portugal experimentou em diferentes momentos, e as rebeliões nativistas, que foram todas sufocadas com mão de ferro.

Mandou bem o professor Felipe. Ele é um especialista nestes temas, e tem outras aulas especiais para você entender também os principais aspectos das atividades econômicas e sociais durante o Brasil colonial.

As Capitanias Hereditárias

Você já viu diversas vezes nos livros didáticos de História do Brasil o mapa das Capitanias Hereditárias. É uma figura meio estranha, com uma linha vertical cortando o nosso mapa. Ao Sul, terminando onde hoje é o município de Laguna, em Santa Catarina. E, ao Norte, terminando na Ilha de Marajó. E, pelo lado Leste desta linha vertical, estão as Capitanias Hereditárias.

Primeiro entenda a linha reta de Norte a Sul: é a linha do Tratado de Tordesilhas, firmado entre Portugal e Espanha antes mesmo da “descoberta” do Brasil.  Este tratado dizia que “as terras que viessem a ser descobertas” num hipotético continente sulamericano seria divididas a Oeste daquela linha para o Reino de Castela (Espanha); e ao Leste para Portugal.

E, sobre as Capitanias Hereditárias, veja agora no resumo da professora Ana Cristina Peron:

Viu só como Portugal pensou nas Capitanias Hereditárias apenas para explorar mais ainda as riquezas do Brasil? E foi assim por muitos e muitos séculos.  Confira agora mais um ciclo de exproriação das riquezas brasileiras em favor da Coroa Portuguesa:

O Ciclo do Ouro no Brasil

Portugal mantinha uma relação meramente exploratória e extrativista em relação ao Brasil. Foi assim logo no começo com as tentativas de escravizar os indígenas na exploração do pau-brasil. Em seguida, com a escravidão de africanos para o plantio da cana de açúcar e a produção nos engenhos.

Quando os portugueses começaram a buscar as áreas mais ao interior do país em busca de ouro e diamantes, mantiveram o estilo mão de ferro. Veja como foi no Ciclo do Ouro.

Percebeu como era muito dura a vida no país naqueles tempos?

As Revoltas Coloniais Nativistas

Muita gente pensa que nos tempos da colônia era tudo “paz e amor” nas terras do Brasil em relação a Portugal. Mas, longe disso. Os protestos existiram sim, apesar das severas punições inclusive com penas de morte decretadas pelo representantes de Portugal.

Tivemos por aqui diversas rebeliões e revoltas contra o governo exploratório, com mão de ferro, que a coroa portuguesa impunha às atividades econômicas no país.

Veja no resumo gratuito com o professor Felipe:

Dentre as revoltas nativistas, temos a Guerra dos Emboabas, a Revolta dos Mascates, a Revolta de Beckman e a Revolta de Filipe dos Santos (Revolta de Vila Rica). Dentre as separatistas, temos a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana.

Excelente este resumo da aula com o professor Felipe veja as revoltas nativistas no Brasil Colonial.

1808 – A fuga da Corte Portuguesa para o Brasil

Veja agora como as coisas começaram a mudar em 1808 com a chegada da família real de Portugal aqui no Brasil. Eles fugiram de Portugal para escapar de Napoleão Bonaparte, que estava dominando os territórios da Europa Ocidental.

A corte portuguesa conseguiu fugir com apoio da esquadra inglesa, e se transferiu “de mala e cuia” para o Brasil. Para suprir os interesses da Corte foram criados o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a organização das Forças Armadas, e surgiram as primeiras faculdades também.

Veja esta mudança na Colonização Portuguesa no Brasil

Os livros de história trataram Dom Joao VI como se fosse “um bobo”. Mas, na verdade ela era mesmo muito esperto. Enganou Napoleão Bonaparte, garantiu a integridade do território de Portugal, e ainda criou um Império confirmando o amplo território brasileiro.

Dom João voltou para Portugal e deixou no Brasil o filho Dom Pedro I cuidando das coisas. Éramos ainda parte do Império até que, e 1822  o país realizou a separação formal de Portugal, sem que uma guerra fratricida provocasse milhares de mortos. Bastou um grito, às margens de um riacho chamado Ipiranga.

A Independência do Brasil

Veja agora o capítulo final dos tempos de Brasil Colônia. Eis que num dia 7 de setembro, no ano de 1822, Dom Pedro I puxa da sua espada poderosa, aponta para o céu infinito, e desafia os portugueses ausentes: Independência ou morte! Mortes não ocorreram como consequência ali. E, a Independência, aos poucos foi se construindo.

Mas, será que somos mesmo independentes de Portugal, ou ainda mantemos por aqui em nossa cultura, hábitos e costumes muito de Portugal, além do Idioma? Confira aula gratuita sobre A Independência do Brasil:

Muito bom este resumo. Nota dez para o professor Felipe. E, para você também tirar uma nota dez, experimente agora fazer um Infográfico, desde 1500 e até 1822, colocando ali os principais episódios dos tempos do Brasil Colonial.

Dica 1: Tudo sobre a Redação no Enem: https://blogdoenem.com.br/category/cainaprova/redacao/
Dica 2: Confira todas as notas de corte do Sisu: https://blogdoenem.com.br/category/basicao/notas/
Dica 3: As melhores apostilas para você se dar bem no Enem: https://blogdoenem.com.br/category/apostila-enem/

História do Brasil - Enem 2013

Gostou aí? Bom, né?! O Blog do Enem trará mais conteúdos para vocês se saírem bem no Enem. Fiquem ligados e tentem resolver os seguintes exercícios sobre essa importante fase da história de nosso país!

Exercícios:

1) (UEL-PR) No Brasil colônia, a pecuária teve um papel decisivo na:

a) ocupação das áreas litorâneas.
b) expulsão do assalariado do campo.
c) formação e exploração dos minifúndios.
d) fixação do escravo na agricultura.
e) expansão para o interior.

2) (UFSE) O texto abaixo refere-se à atividade pecuarista no Brasil Colônia: O gado podia penetrar o Sertão. Não tinha o problema seríssimo do transporte, porque transportava a si mesmo. A mão de obra exigida era pouca. Sem a complexidade da agricultura, principalmente da canavieira, tinha na amplitude do sertão o caminho de sua expansão, acompanhando os rios rumo ao interior. Assinale a única alternativa NÃO contida no texto.

a) A criação do gado era pouco exigente com respeito à mão de obra.
b) A agricultura açucareira era atividade mais complexa do que a criação de gado.
c) A penetração do gado no Sertão não envolvia custos no transporte.
d) A pecuária não tinha maior produtividade do que as atividades agrícolas.
e) O Sertão apresentou-se como caminho adequado para a expansão e criação do gado.

(ENEM-2001) Os textos referem-se à integração do índio à chamada civilização brasileira.

I. “Mais uma vez, nós, os povos indígenas, somos vítimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar cultural, social e até fisicamente.A justificativa é a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil não pode suportar esse ônus.(…) É preciso congelar essas idéias colonizadoras, porque elas são irreais e hipócritas e também genocidas.(…) Nós, índios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa língua, nos nossos costumes.
Marcos Terena, presidente do Comitê Intertribal Articulador dos Direitos Indígenas na ONU e fundador das Nações Indígenas, Folha de S. Paulo, 31 de agosto de 1994.

II. “O Brasil não terá índios no final do século XXI (…) E por que isso? Pela razão muito simples que consiste no fato de o índio brasileiro não ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. A história não é outra coisa senão um processo civilizatório, que conduz o homem, por conta própria ou por difusão da cultura, a passar do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um estágio civilizatório.”
Hélio Jaguaribe, cientista político, Folha de S. Paulo, 2 de setembro de 1994.

Pode-se afirmar, segundo os textos, que:

a) Tanto Terena quanto Jaguaribe propõem idéias inadequadas, pois o primeiro deseja a aculturação feita pela “civilização branca”, e o segundo, o confinamento de tribos.
b) Terena quer transformar o Brasil numa terra só de índios, pois pretende mudar até mesmo a língua do país, enquanto a idéia de Jaguaribe é anticonstitucional, pois fere o direito à identidade cultural dos índios.
c) Terena compreende que a melhor solução é que os brancos aprendam a língua tupi para entender melhor o que dizem os índios. Jaguaribe é de opinião que, até o final do século XXI, seja feita uma limpeza étnica no Brasil.
d) Terena defende que a sociedade brasileira deve respeitar a cultura dos índios e Jaguaribe acredita na inevitabilidade do processo de aculturação dos índios e de sua incorporação à sociedade brasileira.
e) Terena propõe que a integração indígena deve ser lenta, gradativa e progressiva, e Jaguaribe propõe que essa integração resulte de decisão autônoma das comunidades indígenas.

RESPOSTAS: 1) E;  2) D;  3) D.