Manual Básico traz vacina contra a “fake política” no Brasil

Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau são os clássicos do Enem na filosofia política. Mas, e “na vida real”, como é que fica a relação da sociedade com os políticos em tempos de fake news, negacionismo, e falsas narrativas? Veja agora um livro que promete ser uma vacina contra a má políica.

Saiu agora no Brasil o “Manual básico para não ser enganado por políticos”. O livro traz as dicas para você não ser enganado por discursos políticos, sejam eles no espectro da direita política, da esquerda, ou de posturas centristas.

A proposta de Ricardo Holz, autor do Manual Básico, é a de apresentar uma leitura de como acontece o jogo eleitoral no Brasil: quais são os caminhos, as formas, as origens e as consequências. Uma fotografia do mundo real da política nacional para os leitores.

Manual Básico de cidadania

O propósito do livro, segundo Ricardo Holz, é dar um suporte principalmente aos eleitores mais jovens para que possam fazer a leitura da realidade política e, com isso, reduzir o risco de serem enganados por candidatos ou propostas que sejam apenas uma jogada de marketing.

Holz foi presidente da Associação Brasileira de Estudantes por Educação a Distância. É formado em Políticas Públicas, e participou de um programa para a formação de líderes na Universidade de Harvard.

Download gratuito

Você pode fazer o download gratuito do livro e conferir os cinco capítulos que apresentam de maneira simples e direta os temas de como funcionam as campanhas eleitorais, a questão ideológica, a contratação e a democracia direta.

O livro (veja a capa) mostra o quão fundamental é, que cada cidadão saiba qual a função de um vereador, senador ou deputado federal ou mesmo a real diferença entre o poder executivo e legislativoManual Básico para não ser enganado por políticos. Download gratuitoCada eleitor ou cidadão pode, assim, mensurar a qualidade do serviço prestado pelos eleitos ou mesmo julgar se determinados candidatos possuem ou não as habilidades mínimas para tal cargo. Afinal, toda essa estrutura é paga e bem paga com o dinheiro dos impostos recolhidos de cada um de nós.

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“Todas essas questões e tantas outras são muito importantes e saber responder a cada uma delas é dever de todo cidadão”, afirma Ricardo Holz, que é adepto da causa de melhorar a qualidade dos Recursos Humanos que se apresentam para o jogo político no país.

Os clássicos do pensamento político

Confira com os professores do canal do Curso Enem Gratuito, quais os fundamentos do pensamento politico que contém as bases em que foram construídas as sociedades democráticas do Ocidente nos últimos Séculos. Veja Jean-Jacques Rousseuau; Thomas Hobbes; e Nicolau Maquiavel.

Jean-Jacques Rousseau e o Iluminismo

O pensamento de Rousseau influenciou fortemente a estrutura do Iluminismo. Os reflexos alcançaram as bases da Revolução Francesa, a Independência Americana, e até na Inconfidência Mineira, aqui no Brasil. Confira na aula acima com o professor Alan Ghedini.

Nicolau Maquiavel e o exercício do poder

Confira com a professora Paula Pille como foi que Maquiavel provocou um choque no pensamento político ao fazer uma abordagem do real jogo do poder concentrado na mão de um príncipe. Ele trabalhou as formas que um governante deveria se pautar para manter o poder.

A ideia principal de Maquiavel significava uma ruptura com os cânones da Idade Média na Europa, onde imperava uma influência do pensamento cristão. O pragmatismo das decisões de governo foram um choque na época.

Os pensadores e o Estado Moderno

Agora, para fechar o resumo sobre o pensamento político nas provas do Enem, confira como professor Alan Ghedini uma resenha dos grandes clássicos.

O professor Alan mostra uma rápida retomada histórica: o mundo viveu teocracias no Egito e Mesopotâmia, monarquia/república/império em Roma e, também, o feudalismo. Quando surgem as monarquias nacionais unificadas e, depois, os governos pós revoluções burguesas, o Estado muda muito. E alguns teóricos buscaram compreender essa proposta de Estado moderno. Vamos ver quais são eles?

  1. Maquiavel, por exemplo, separava a ética da política. Segundo suas ideias, para que um governante se mantivesse no poder não necessitava ser bom, mas parecer bom.
  2. Thomas Hobbes separava o poder o Estado de questões religiosas. O Estado laico não nasceu ali, mas a noção de divisão desses poderes já plantava suas sementinhas nas suas teorias. Para ele, o poder do príncipe é inquestionável. Tanto Maquiavel quanto Hobbes são considerados teóricos do absolutismo.
  3. Mais pro finalzinho do período moderno, entrando na contemporaneidade, John Locke e Rousseau também buscaram entender o papel do Estado.
  4. Locke foi um dos primeiros conceituadores do liberalismo e, para ele, a função do Estado é garantir a vida, a liberdade e a propriedade.
  5.  Já para Rousseau, o Estado seria um legitimador das desigualdades. Para ele, o ser humano nasce propenso nem à bondade nem à maldade, mas ao se inserir num contexto social considerado civilizado, ele é corrompido.
  6. Caminhando mais para frente, chegaremos em teóricos como Max Weber e Karl Marx.
  7. Para Weber, o Estado detém o monopólio da força física para manter a ordem vigente.
  8.  Para Karl Marx, o Estado é ruim. É como se fosse uma mesa de negócios da burguesia, onde são combinadas táticas para explorar a classe trabalhadora. Sendo assim, o comunismo pressupõe a ausência de Estado.

 

João Vianney dos Valles Santos

Psicólogo e jornalista, Vianney é diretor do Blog do Enem. Tem doutorado em Ciências Humanas, coordenou o Laboratório de Ensino a Distância da UFSC, e Dirigiu o Campus Unisul Virtual. É consultor de EaD da Hoper Educação.
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