Tudo sobre o curso de Medicina: curso de graduação, notas de corte e mercado de trabalho

Seu sonho é cursar Medicina? Então você já sabe que tem que estudar mais do que todos os outros vestibulandos! Conheça melhor o curso de graduação em Medicina, o mercado de trabalho e veja as notas de corte para conquistar uma vaga no curso mais concorrido do País!

Os vestibulandos que escolhem o curso de Medicina normalmente são obstinados: já sabem o que querem e não pensam duas vezes antes de se dedicar aos estudos noite e dia para ultrapassar a concorrência. Mas, se você ainda não tem certeza de que esse é o seu sonho, uma boa ideia é conhecer melhor como é a graduação em Medicina e como é a vida de um profissional formado neste curso.

Como é o curso de Medicina

A duração média do curso de graduação em Medicina é de seis anos. Depois de formados, os médicos normalmente optam por fazer uma residência médica de dois a quatro anos para se especializar em alguma área.

O currículo do curso de graduação de Medicina é bem exigente, com grade curricular distribuída em tempo integral e plantões em hospitais. Nos primeiros dois anos de curso, o aluno vai aprender disciplinas básicas, como patologia e anatomia. O estudante só vai ter contato com os pacientes no terceiro ano de faculdade. Antes, ele terá muita teoria sobre o corpo humano e uma vasta leitura para aprender da melhor forma como funciona nosso organismo.

A grade curricular de Medicina inclui disciplinas como fisiologia, biologia molecular e celular, patologia geral, imunologia, histologia, embriologia, genética clínica; medicina legal e epidemiologia analítica.

O mercado de trabalho

Em grandes cidades do país a concorrência para se firmar na carreira de Medicina é grande, pois há um maior número de médicos em atuação no mercado. Já nas regiões interioranas do Brasil a carência de profissionais é maior e, consequentemente, as oportunidades também. Na Região Norte, por exemplo, há prefeituras que chegam a pagar mais de R$ 15 mil como salário inicial para quem aceitar se mudar para lá e trabalhar em regime integral.

Uma área muito aquecida no mercado de trabalho é a de medicina diagnóstica, que compreende os exames de imagem e a patologia clínica. Boas áreas para se especializar atualmente são: anestesia, cirurgias complexas, terapia intensiva e emergência. Cirurgia plástica também está em boa onda.

A bolsa de um residente (o médico que está fazendo uma especialização) gira em torno de R$ 2,5 mil. O salário inicial do profissional começa na faixa de R$ 4 mil em concursos públicos para jornada de 20 horas semanais. Mas as chances de crescimento são inúmeras.

Outro mercado de trabalho que surgiu para médicos em início de carreira é o Programa Mais Médicos, no qual a bolsa já no começo é de 10 mil reais.

Tanto que, no auge da carreira, o médico pode ganhar de R$12 mil a R$ 18 mil se estiver em um emprego público ou atuar como professor universitário. Quem cria uma clínica própria e alcança boa reputação na área em que atua pode ganhar muito mais. Uma consulta com profissionais de alta performance pode chegar facilmente à faixa de R$ 300 a R$ 1000.

O perfil do médico após a formação

O profissional que se forma no curso de graduação em Medicina conta com um vasto campo de atuação e ainda pode fazer uma especialização em alguma área ou atuar como clínico-geral. Também pode trabalhar nas áreas da embriologia, cardiologia, farmacologia, entre outras. São diversas oportunidades em um amplo campo de trabalho, que também inclui pesquisa na área médica.

Portanto, o médico contará com diversas oportunidades para atuar em sua área de preferência. Poderá até mesmo ser um profissional autônomo, abrir sua clínica, atuar em planos de saúde, ou seja, oportunidades não vão faltar no mercado de trabalho para médicos.

Notas de corte para Medicina

Entrar em Medicina não é fácil, pois as notas de corte do Sisu, no Prouni e no Fies são as mais altas entre todos os cursos de graduação.

Para entrar nas melhores universidades a nota de corte está na faixa dos 800 pontos. Há universidades que colocam menos de 10% das vagas de Medicina no Sisu, e as notas explodem até os 900 pontos. Mas, pelas Cotas, nas universidades menos procuradas, a nota de corte do Sisu para Medicina pode cair para a faixa dos 700 pontos.

Na edição de 2018 do Sisu, a maior nota de corte para Medicina foi na Universidade de São Paulo (USP) no campus da cidade de São Paulo, com 819,92 pontos. Em seguida veio a Universidade de Brasília (UnB) com 815,31 pontos. No terceiro lugar, novamente a USP com a disputa das vagas para Medicina em Ribeirão Preto (810,45 pontos).

As notas de corte de Medicina no Prouni 2018 chegaram a 814,88 pontos na ampla concorrência. E, nas cotas, chegou a 805 pontos na maior nota de corte, e a 734,50 na menor nota nesta categoria.

Os melhores cursos de Medicina do Brasil

Confira abaixo as instituições públicas de ensino que possuem cursos de Medicina avaliados com conceitos 4 ou 5 no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes).

O Enade leva em conta uma série de critérios, como: o desempenho dos estudantes do curso em uma prova realizada anualmente, o corpo docente, a infraestrutura, os recursos didático-pedagógicos, além dos programas de pós-graduação. Todos são sintetizados em um único indicador, que varia de 1 a 5.

Os cursos com nota acima de 3 são considerados satisfatórios pelo Ministério da Educação. Aqui, consideramos os melhores cursos com aqueles avaliados com conceito 4 ou 5 no Enade.

  • Universidade Federal de Viçosa (UFV) – conceito 5
  • Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto ( FAMERP) – conceito 5
  • Universidade Estadual do Ceará (UECE) – conceito 5
  • Universidade de Brasília (UnB) – conceito 4
  • Universidade Federal do Piauí (UFPI) – conceito 4
  • Universidade Estadual de Londrina (UEL) – conceito 4
  • Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) – conceito 4
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) – conceito 4
  • Universidade Estadual de Maringá (UEM) – conceito 4
  • Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) – conceito 4
  • Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) – conceito 4
  • Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) – conceito 4
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – conceito 4
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – conceito 4
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR) – conceito 4
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – conceito 4
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – conceito 4
  • Universidade Federal de Alagoas (UFAL) – conceito 4
  • Universidade Federal da Bahia (UFBA) – conceito 4
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) – conceito 4
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – conceito 4
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – conceito 4
  • Universidade Federal do Ceará (UFC) – conceito 4
  • Universidade Federal de Goiás (UFG) – conceito 4
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – conceito 4
  • Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) – conceito 4
  • Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) – conceito 4
  • Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) – conceito 4
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – conceito 4
  • Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) – conceito 4
  • Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) – conceito 4
  • Universidade Federal de Rondônia (UNIR) – conceito 4
  • Universidade Federal do Cariri (UFCA) – conceito 4
  • Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) – conceito 4
  • Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) – conceito 4
  • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) – conceito 4
  • Fundação Universidade Federal do Vale do Rio São Francisco (UNIVASF) – conceito 4
  • Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) – conceito 4
  • Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – conceito 4
  • Universidade Federal do Tocantins (UFT) – conceito 4
  • Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) – conceito 4
  • Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – conceito 4
  • Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) – conceito 4

Esse post foi produzido por Layal Antanios, jornalista, fotógrafa, redatora e blogueira há mais de quatro anos de diversos blogs e sites da web e fotógrafa de agência de fotojornalismo.