Competência 1 da redação do Enem: o uso da Norma Padrão

Confira agora como fazer uso da Norma Culta do Idioma Português para gabaritar os 200 pontos da Competência 1. O texto deve ser escrito dentro das regras da Norma Padrão na Redação.

Para chegar ao máximo de pontos nesta competência 1  da redaçãoé preciso não deixar passar erros de ortografia ou de gramática. Para gabaritar os 200 pontos na correção desta competência é preciso evitar desvios da norma padrão na redação. Sem vacilos na escrita do Idioma Português. Confira os passos da nota máxima na Competência 1.

Você já sabe: a nota 1000 acontece pela soma de 200 pontos em cada uma das cinco competências exigidas na correção da Redação: 1 Uso correto do Português; 2 Compreender e Desenvolver o Tema; 3 Argumentar em defesa do seu Ponto de Vista; 4 – Capacidade de argumentação; 5 – Criar a Proposta de Intervenção.

Veja, na prática, como aplicar as 5 Competências da Redação do Enem. Confira no resumo de hoje a análise de um texto aprovado na correção oficial com a nota máxima. na competência 1, relacionada ao uso correto da Norma Padrão na Redação. O texto é da participante Isabella Gadelha, que tirou a nota 1000 no Enem 2020. As dicas e a análise são da professora Daniela Garcia, do Curso Enem Gratuito.

A Norma Culta na Redação

Veja agora o parágrafo de Introdução do texto nota mil da redação da candidata Isabella Gadelha, da Paraíba. O foco de análise é o uso da Norma Padrão na redação, da Norma Culta do Idioma.

Nise da Silveira foi uma renomada psiquiatra brasileira que, indo contra a comunidade médica tradicional da sua época, lutou a favor de um tratamento humanizado para pessoas com transtornos psicológicos. No contexto nacional atual, indivíduos com patologias mentais ainda sofrem com diversos estigmas criados. Isso ocorre, pois faltam informações corretas sobre o assunto e, também, existe uma carência de representatividade desse grupo nas mídias.

Veja o comentário da professora Daniela Garcia, do canal do Curso Enem Gratuito:

A primeira coisa que você precisa observar nesta introdução é que a candidata utiliza uma linguagem objetiva e simples. Ela não utiliza nenhum grande rebuscamento. E não precisa, mesmo. Ela fez o texto de maneira bastante tranquila.

O texto é tranquilo, sem recorrer ao uso de palavras difíceis ou muito diferentes. A linguagem é simples e objetiva. A dica serve para você não se preocupar em “aparecer” com palavras difíceis para os avaliadores. Isso é apenas um mito, que não procede.

Desse ou deste?

Tem um detalhe importante na última frase “. Isso ocorre, pois faltam informações corretas sobre o assunto e, também, existe uma carência de representatividade desse grupo nas mídias.” A candidata utilizou a palavra “desse”. Muitos candidatos ficam em dúvida sobre o uso do “deste” ou do “desse”, com medo de perder pontos no Enem.

Porém, é importante esclarecer que dentro das normas de correção da redação do Enem, que fazem parte do Manual da Correção, os avaliadores do Ministério da Educação foram orientados a não observar esta norma, pois há conflitos de interpretação entre principais gramáticos, que são os autores da área.  No Enem, não vai fazer diferença no seu texto. Tanto faz usar “deste” ou “desse”.

Citações e a Norma Culta na Redação

Observe agora uma forma correta de fazer citações de nomes de livros, filmes, séries, canções ou qualquer obra de arte numa redação do Enem. A candidata Isabella Gadelha fez corretamente uma citação dentro do segundo parágrafo do Desenvolvimento. Veja o texto original:

Ademais, a carência de representatividade nos veículos midiáticos fomenta o preconceito contra pessoas com distúrbios psicológicos. Nesse sentido, a série de televisão da emissora HBO, “Euphoria”, mostra as dificuldades de conviver com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), ilustrado pela protagonista Rue, que possui a doença.

Veja duas questões muito importantes:

– Perceba que o nome da série que foi citada (Euphoria), está escrito entre aspas no texto da redação da Isabella. Ela fez o uso correto das aspas para identificar o nome da série. Mandou muito bem a Isabella, respeitando a Norma Padrão do Idioma.

– Outro aspecto que ela também fez de maneira correta foi o uso da sigla que identifica a doença do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). Primeiro a Isabella colocou o nome completo, por extenso, e só depois é que colocou a sigla. É o jeito mais correto de se escrever dentro da Norma Culta do Idioma: primeiro por extenso, e depois a sigla, entre parênteses.

Muitas vezes os candidatos tentam colocar somente a sigla para “economizar linha”, e correm o risco de perder pontos ali na Competência 1 da redação do Enem. Se for uma sigla muito conhecida, tipo IBGE, os avaliadores podem considerar aceitável apenas o uso da sigla. Mas, procure sempre colocar o nome antes da sigla. É o certo a fazer para garantir os pontos da Norma Padrão na redação.

As dicas da Competência 1

A  professora Daniela Garcia produziu uma série especial de resumos com as principais dicas para você gabaritar em todas as cinco competências da Redação do Enem. Veja agora como fazer o uso da Norma Culta na Redação, que é a competêcia número 1.

E tem mais da professora Daniela no canal do Curso Enem Gratuito. Você pode conferir  as dicas para todas as 5 competências da Redação do Enem. Veja agora o texto integral do texto nota 1000 da Isabella Gadelha, e preste atenção na Competência 1 da redação, no uso da Norma Culta do idioma Português.

Redação Enem Nota 1000

Isabella Gadelha – Enem 2020

Nise da Silveira foi uma renomada psiquiatra brasileira que, indo contra a comunidade médica tradicional da sua época, lutou a favor de um tratamento humanizado para pessoas com transtornos psicológicos. No contexto nacional atual, indivíduos com patologias mentais ainda sofrem com diversos estigmas criados. Isso ocorre, pois faltam informações corretas sobre o assunto e, também, existe uma carência de representatividade desse grupo nas mídias.

Primariamente, vale ressaltar que a ignorância é uma das principais causas da criação de preconceitos contra portadores de doenças psiquiátricas. Sob essa ótica, o pintor holandês Vincent Van Gogh foi alvo de agressões físicas e psicológicas por sofrer de transtornos neurológicos e não possuir o tratamento adequado. O ocorrido com o artista pode ser presenciado no corpo social brasileiro, visto que, apesar de uma parcela significativa da população lidar com alguma patologia mental, ainda são propagadas informações incorretas sobre o tema. Esse processo fortalece a ideia de que integrantes não são capazes de conviver em sociedade, reforçando estigmas antigos e criando novos. Dessa forma, a ignorância contribui para a estigmatização desses indivíduos e prejudica o coletivo.

Ademais, a carência de representatividade nos veículos midiáticos fomenta o preconceito contra pessoas com distúrbios psicológicos. Nesse sentido, a série de televisão da emissora HBO, “Euphoria”, mostra as dificuldades de conviver com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), ilustrado pela protagonista Rue, que possui a doença. A série é um exemplo de representação desse grupo, nas artes, falando sobre a doença de maneira responsável. Contudo, ainda é pouca a representatividade desses indivíduos em livros, filmes e séries, que quando possuem um papel, muitas vezes, são personagens secundários e não há um aprofundamento de sua história. Desse modo, esse processo agrava os estereótipos contra essas pessoas e afeta sua autoestima, pois eles não se sentem representados.

Portanto, faz-se imprescindível que a mídia – instrumento de ampla abrangência – informe a sociedade a respeito dessas doenças e sobre como conviver com pessoas portadoras, por meio de comerciais periódicos nas redes sociais e debates televisivos, a fim de formar cidadãos informados. Paralelamente, o Estado – principal promotor da harmonia social – deve promover a representatividade de pessoas com transtornos mentais nas artes, por intermédio de incentivos monetários para produzir obras sobre o tema, com o fato de amenizar o problema. Assim, o corpo civil será mais educado e os estigmas contra indivíduos com patologias mentais não serão uma realidade do Brasil. (Fonte)

Dica da hora:

Como fazer uma Introdução Perfeita na Redação do Enem. Veja agora com a professora Daniela:

As dicas da Introdução:

  1. A introdução da redação do Enem é uma parte muito importante do texto dissertativo-argumentativo.
  2. É na introdução que você tem uma possibilidade de deixar uma boa impressão e trazer um primeiro elemento que mostre o seu repertório sociocultural.
  3. Além disso, na introdução da redação você irá apresentar o seu ponto de vista e mostrar ao seu leitor como esse posicionamento será desenvolvimento no decorrer do texto.
  4. Ou seja, este único parágrafo te ajuda na argumentação e organização do seu texto.
  5. Confira no vídeo-resumo acima.

 

Parabéns. Você chegou ao final do resumo da Competência 1 da redação, que é sobre a Norma Padrão no texto dissertativo-argumentativo.

A norma padrão na redação Enem