A Distribuição Regional das indústrias brasileiras – Geografia Enem

O Brasil tem uma industrialização tardia. Durante quatro séculos de colônia e de Império o país dependia de importações de manufaturados e tinha uma economia agrária. A grande mudança só acontece em 1930, com Getúlio Vargas. Veja!

Esta aí um conteúdo interessante de se conhecer: a distribuição espacial das indústrias brasileiras! Além de interessante, tem grandes chances de cair na sua prova do Enem. Então, vem relembrar este conteúdo de Geografia.

A origem da indústria brasileira tem marcadores históricos vinculados ao período da colonização pelos portugueses, quando a economia era basicamente de produção de matérias primas ou de extração de produtos para a exportação, atendendo os interesses de Portugal. No Brasil ocorria uma produção limitada a setores como fiação, calçados, vestuário e implementos agrícolas básicos.

Mesmo após a proclamação da Independência do Brasil (1822) e durante os ciclos do Império e nos primeiros quarenta anos após a Proclamação da República (1892) o país permanecia como importador de produtos industrializados e com a economia interna focada na agricultura.

A indústria de então estava focada em suprimentos de menor complexidade como velas, sabão, chapéus, tecidos, implementos agrícolas e de embarcações para navegação costeira e fluvial.

Getúlio Vargas e a mudança na Indústria Brasileira

O principal marco de mudança significativa na indústria brasileira só viria a ocorrer em 1930, quando Getúlio Vargas assume o poder e coloca com bandeira principal romper com a oligarquia agrária e promover a modernização do país. Veja uma aula completa sobre a Era de Getúlio Vargas na Presidência da República:A Era Vargas na Presidência da República As principais âncoras para deflagrar estas mudanças de Getúlio Vargas foram as indústrias do aço e do cimento. O eixo inicial foi a Região Sudeste, principalmente nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Na segunda metade da década de 1950 ocorre outra ruptura significativa durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, que foca suas bandeiras para expandir a indústria brasileira nos segmentos da produção de automóveis, na abertura de rodovias, e na construção de usinas hidrelétricas.

Até a década de 70, as atividades  principais da indústria brasileira se concentraram na região Sudeste. Porém, desde então as empresas brasileiras acabaram procurando novas localidades dentro do território nacional, em busca de vantagens e incentivos oferecidos pelo governo.

Mesmo que, nos últimos anos, a atividade industrial no Brasil tenha se expandido para outras regiões, ainda se verifica uma concentração de indústrias na região Sudeste e Sul do Brasil. Veja no gráfico a seguir:Fonte: FERREIRA, Graça M. L.- Atlas geográfico. 3 ed. 2011, p.11

Resumo sobre o espaço industrial brasileiro no Sudeste 

Veja com o prof. Carrieri, do Curso Enem Gratuito, uma aula simples e rápida para você fixar bem o desenvolvimento industrial.

Muito bom este resumo. Confira agora a aula completa:

Região Sudeste

Como vimos, São Paulo apresenta a maior concentração industrial do Brasil. Na década de 1950 há uma onda de instalações industriais no ramo de montadoras automobilísticas no chamado ABCD paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano e Diadema) impulsionando fortemente a industrialização paulista. Veja na imagem acima a linha de montagem do Volkswagen modelo Fusca, em 1959, ainda num galpão provisório.

Durante a década de 1990 há um desencadeamento de situações que trouxeram transformações nessa região industrial. A abertura da economia brasileira para a competição externa; a pressão de sindicatos em busca de melhores condições de trabalho; e a introdução da automação no processo industrial, foram fatores que levaram algumas indústrias fecharem as portas e se transferirem para outras regiões brasileiras.

As empresas passaram a buscar mão de obra menos organizada, mais barata, com menos impostos e mais incentivos fiscais. Esse processo é conhecido como Desindustrialização, processo contrário a expansão da indústria.

No entorno da metrópole houve a formação de novos núcleos industriais, como é o caso de Campinas, com o auxílio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolveu-se uma indústria voltada às tecnologias de ponta, atraindo investidores para essa região em busca de desenvolver a produção de equipamentos de telecomunicações e de informática.

Outras cidades que merecem destaque nesta expansão são; São José dos Campos se desenvolveu na indústria química, farmacêutica e aeronáutica; e São Carlos, com a indústria de ótica, informática, instrumentação e mecânica de precisão.

Ainda na Região Sudeste os estados de Minas Gerais e Espírito Santo há um importante polo industrial no ramo siderúrgico propiciado pelas grandes reservas de ferro e manganês (essenciais a siderurgia) em Minas Gerais , conhecido como Quadrilátero Ferrífero , juntamente com o Porto de Tubarão, no Espírito Santo.

Vale ressaltar que o Porto situado no estado do Espirito Santo, é fundamental para o processo de escoamento da indústria siderúrgica, sendo fundamental para atrair investidores.

No Espírito Santo, encontra-se a maior fábrica de celulose do mundo, pertencente à empresa Aracruz e integrado a uma vasta plantação de eucalipto e ao um porto privativo, o Portocel. Essa região recebe muito destaque no mercado global como um grande exportador de minério e celulose.

Região Sul

Nos estados da Região Sul do Brasil, destacam-se o polo industrial da região de Curitiba – Paraná; que exerce o polo tecnológico de indústrias de ponta nas áreas da informática, biotecnologia, química e alimentos, e São José dos Pinhais que se destaca pelas montadoras de automóveis .

Já em Santa Catarina, a produção industrial se concentrava inicialmente no Vale do Itajaí, onde se observa a presença de indústrias metalúrgicas, indústria de alimentos e agropecuária, facilitada pelos portos de Itajaí e Navegantes na questão de transporte e logística. Nas região de Brusque instalou-se um expressivo centro têxtil e de confecção.

Na região Oeste do Estado surgiu um modelo de indústria integrada com produtores rurais, que envolvia a criação de aves e suínos pelos produtores, e o processamento industrial da carne por frigoríficos especializados em processamento e comercialização da proteína animal.

A capital Florianópolis se destaca pelos setores de serviços, mas também possui um desenvolvimento industrial de tecnologia e eletrônica.

No Rio Grande do Sul, encontramos expressividade nos setores de couros e calçados na região da capital Porto Alegre, ou no município de Caxias onde se destacam a indústria química e de equipamentos de transporte de cargas.

Região Nordeste

Por muito tempo a região nordeste do Brasil foi considerada como uma região agrícola, porém a partir do século XX, houve um investimento industrial nessa região devido aos incentivos que o governo estava a oferecer, a fim de expandir a industrialização nesses territórios. A região que mais se expandiu com a industrialização foi a chamada Zona da Mata ( Área que se estende do Rio grande do Norte a Bahia), que desenvolve-se o polo industrial da telecomunicação.

Região Norte

Assim como a região nordeste, a região norte recebeu incentivos fiscais dos governo para a industrialização desta região, instalando-se na Zona Franca de Manaus, entre os projetos industriais mais relevantes , destacam-se o processamentos de minérios e outras matérias primas e a indústria eletroeletrônica.

O Estado do Maranhão fica na transição das Regiões Nordeste e Norte, e por razões logísticas e de recursos naturais passou a se beneficiar de portos e ferrovias para a exportação de produtos agrícolas e da mineração. Veja na imagem porto operado pela mineradora Vale naquele estado. 

Também tem videoaula sobre as outras regiões do Brasil! Confira:

Veja os mapas dos principais setores  da Indústria Brasileira:

mapa da indústria brasileira

Fonte: Atlas Escolar do IBGE: Brasil principais setores industriais

 

Agora, se ainda sobrou algum gás, que tal testar seus conhecimentos?

1) A produção industrial brasileira é grande e diversificada, mas sua distribuição espacial revela, ainda hoje, forte concentração geográfica. Apesar da relativa desconcentração industrial em curso, iniciada nos anos 1970, quando se consideram os valores recentes da produção de cada estado em relação ao valor total do país, nota-se que mais de 70% da produção industrial do Brasil, em ordem decrescente de importância, são de responsabilidade dos seguintes estados:

a) Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
b) Paraná , Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
c) São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
d) Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
e) São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

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Os textos e exemplos acima foram preparados pela professora Priscila Colturato para o Blog do Enem. Priscila é formada em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina.