Enem 2013 – Descomplicamos a Língua Portuguesa para vocês

Aprendendo a não temer o Português, e chegar no Enem 2013 com tudo!

Para muitos brasileiros a ortografia é vista como um monstro, não de sete cabeças, mas de mil e uma. Desnecessário dizer que ninguém é culpado por sentir tamanho temor perante sua língua materna, e isso ocorre por diversos fatores cuja explicação segue-se abaixo. Espero que de alguma forma isso tire um pouco esse pavor pela gramática e te ajuda na hora do Enem 2013.

Muitos gostam de culpar os escudeiros da gramática normativa, dizendo que estes esquecem que a cima de tudo que a Gramática é subordinada à Língua, não o contrário. Insistindo no ensino de uma ortografia (arcaica) repleta de termos que sequer tem uso no dia a dia dos próprios falantes, e que ainda por cima, 90% dos termos ensinados por eles, fazem parte da ortografia Portuguesa, com a justificativa de que ”lá se fala de forma mais bonita e correta”.

Só para desencargo da minha consciência (mesmo admitindo que essa visão seja radical demais): isso não passa de um tremendo papo furado! Toda Língua é bela em suas dimensões e complexidades. Está na hora de aprendermos essa lição, essa apreciação perante a nossa Língua, o nosso Português. Repleto de variações, e em constantes mudanças. O Português de Portugal nos trouxe uma base, mas nossa independência já aconteceu há anos luz (na verdade o Latim nos trouxe uma base, e nem por isso saímos por aí querendo que todos saibam falar Latim, concorda?).

Claro que seguindo um padrão histórico teria de ser assim: Fomos colônia de Portugal, herdamos o português. É a lógica. Contudo, também é lógico o motivo da nossa Língua lá fora ser conhecida como ”brasileiro” – a nossa fala se distanciou tanto da ortografia portuguesa que nos é ensinada, ou seja, nosso país se desenvolveu de tamanha forma, que talvez possamos estar ainda vivos no dia em que nossa Língua terá o nome que acompanhe nossa fala, e inclusive nossa pátria amada, salve, salve: O brasileiro como idioma!

Imagino que este seja o momento em que alguém grita ao fundo: Tirem essa Linguista daqui.

Vamos com calma, sou apenas uma escritora que acredita que a Língua (no quesito ortográfico) pode ser aprendida de forma bem menos complicada que parece. Não estou querendo queimar dicionários, e muito menos livros de gramática. Sei que esta deve ser apreciada sem moderação (e também sem preconceitos).

Acredito que há uma forma de aprender português para concursos sem muito esforço, da mesma forma que acredito que primeiramente, o falante da nossa Língua deve entender porque parece difícil este aprendizado. Desde pequenos somos ensinados a vangloriar uma ortografia que não condiz com a Língua da qual falamos e/ou ouvimos.

Agora que os motivos já foram citados a cima, posso continuar este artigo com a consciência limpa. Nossa fala e nossa escrita são divergentes principalmente no quesito da fonologia, e isso se deve à região e ao nível sócio econômico do falante da Língua. Tem gente que diz iSquêro, tem gente que diz iXquêro, e todos querem dizer isqueiro. Todos estão certos devido às variantes linguísticas, mas se escrevessem de tal forma em alguma prova, é claro que seria um desvio ortográfico e perderiam ponto.

A melhor forma de não trocar fonemas na hora de responder uma questão, ou na hora da temida redação, é começar a praticar o quanto antes, fazendo provas anteriores desses concursos, além é claro de escrever e escrever e escrever.

Mas como em casa de ferreiro espeto é de pau, também tenho dificuldade às vezes em lembrar como se escrevem certas palavras, e é aqui que entra minha dica:

fragmentar a palavra, encontrando seu radical. Se estiver na dúvida de como se escreve determinada palavra, faça a brincadeira de ”onde está o radical”. Depois de encontrar o radical da palavra que deseja escrever, veja o que é o sufixo, prefixo, vogal temática, etc. Aos poucos usando isso com a comparação, você vai perceber que existem certos padrões ortográficos.

Gostaria de lembrar que esta recomendação de análise mórfica não é para ser feita na hora do concurso, isso é um exercício que deve ser executado muitas e muitas vezes antes da prova. Na hora H você deve se acalmar, e se tiver dúvidas aí sim seguir o conselho de análise mórfica, e não se esqueça de que você terá o tempo contado.

Mas agora que você sabe que não precisa temer nossa Língua, espero que esteja mais calmo e desejo uma boa sorte nas provas, e claro: não se esqueça de estudar para o Enem 2013!

Post escrito por Anastácia Ottoni.

Enem 2013
Como NÃO escrever na hora da prova.

Agora que você já sabe mais sobre a Língua Portuguesa e o Enem 2013, conhece nossa rede de blogs?

– Blog do Fies

– Blog do Prouni

– Blog do Sisu

Gostou do post? Use os botões abaixo e ao lado para espalhar por suas redes sociais (sabemos que o Facebook está aberto ai no cantinho do seu computador). E claro, também usar os espaços para comentários abaixo, deixando sua critica, sugestão e também xingamentos.

Nossas redes sociais são:

Facebook: /RedeEnem (Clique AQUI para saber como receber TUDO sobre o Enem 2013)

Twitter: @RedeEnem

Canal no Youtube: Rede Enem

Google+ : Rede Enem