A pandemia do Coronavírus no Brasil e os números do Covid-19

As questões relacionadas à Pandemia do Coronavírus entraram para os temas de História, de Biologia e de Sociologia para o Enem. E também podem virar Tema de Redação. Veja agora o que é a Pandemia, o vírus e a Covid-19. E confira os números mais recentes das mortes no Brasil e no mundo

Os números da pandemia do Coronavírus e do Covid-19 no Brasil estão mudando para pior, todo dia. São mais de 584 mil mortes no país. É importante você saber como “ler os dados” para poder interpretar o que de fato aconteceu, o que está acontecendo, e o que pode ser feito de previsão para o futuro próximo.

Muitos conceitos do campo da Biologia, da Estatística, da Medicina e de outras áreas entraram para o vocabulário do dia a dia, e podem cair no Enem, no Encceja e nos vestibulares.  O Covid-19 é a pior pandemia da história do Brasil.

Em 1918 o país teve a Gripe Espanhola, que matou 35 mil pessoas, o que foi tratado como uma tragédia sanitária. Na Europa a Peste Negra matou um terço da população em 1340. E o Cólera foi a tragédia em diversos países logo depois da Primeira Guerra Mundial.

A Pandemia do Coronavírus e o Covid-19 no Brasil

Confira abaixo a crise do Coronavírus no Brasil, com os números mais recentes. E veja aqui o resumo das piores pandemias da história.  Veja a tabela com atualização diária dos principais números da Pandemia do Coronavírus no Brasil e do Covid-19.

Assim você fica sabendo qual o total de infectados e das perdas já sofridas no país, o rítmo das vacinas, e a comparação com os números equivalentes em todo o mundo. Confira depois das tabelas: 1 – O que é a Pandemia; 2 – O que é o vírus; e, 3 –  Como o vírus se reproduz.

A fonte de informações  sobre as mortes na pandemia, para que você possa consultar e citar nos trabalhos de escola ou na redação, é o painel global do Covid-19, da Johns Hopkins University, dos Estados Unidos. Todos os dias a Universidade atualiza os dados do mundo inteiro. Os dados do Brasil o Conasss atualiza diariamente.  E o Blog do Enem traz a síntese para você.

Os números do Covid-19 no Brasil

Veja no quadro-resumo que o Brasil aumentou de 498.499 mortos no dia 18 de junho de 2021 para 584.171 em três meses, no dia 7 de setembro. Em todo o mundo eram 4.482.097 óbitos acumulados até a mesma data. A participação do nosso país nas mortes globais continua muito acima da média dos demais países.

As análises que são feitas no quadro acima comparam os números do Brasil com as médias mundiais de mortes pelo Covid. No Brasil morre-se quase cinco vezes mais do que na média dos demais países.

Veja no quadro par você perceber como é mais grave o cenário da Pandemia no Brasil dentro do contexto internacional.   Em relação à população mundial, os 213 milhões de habitantes do Brasil representam 2,73% do total. Porém, na quantidade de mortos pelo Covid-19, o país já tem mais de 12,7% das perdas.

Isto signfica que no Brasil morre-se muito mais que na média dos demais países. A taxa de óbitos no Brasil é 4,7 vezes mais alta do que a média mundial. Quase cinco vezes mais.

Fatores do alto número de mortes no Brasil

Desde os meses de março até agosto de 2021 morreram mais pessoas por dia no Brasil do que na soma de todos os países da Europa. As mortes caem rapidamente no mundo todo, mas caem mais devagar no Brasil, ainda em níveis muito altos, em função do atraso na vacina e da política negacionista. Veja aqui O que é o Negacionismo.

Dentre  os fatores apontados pelos epidemiologistas e demógrafos reunidos em artigo científico publicado na revista Science em abril de 2021, coordenado pela professora Márcia Castro (Harvard University), estão o comportamento negacionista do presidente da república e a falta de alinhamento do Ministério da Saúde em relação às recomendações da Organização Mundial da Saúde.

O profesor João Vianney, psicólogo e doutor em Ciências Humanas pela UFSC, e Diretor do Curso Enem Gratuito, listou os principais aspectos indicados por ele como definidores do mau desempenho no controle da Pandemia no Brasil.

  1. A postura negacionista do Governo Federal, em que o próprio presidente da república dizia desde o começo de 2020 que o vírus provocaria apenas “uma gripezinha”;
  2. O desrespeito às recomendações da Organização Mundial de Saúde;
  3. O Boicote ao uso de máscaras e realização sucessiva de aglomerações pelo próprio presidente;
  4. Incentivar a população no uso de remédios sem eficácia contra o vírus; e, principalmente,
  5. O fato do Ministério da Saúde não ter comprado as vacinas que foram oferecidas ao Brasil em 2020, com destaque para as 70 milhões de doses em pré-venda pela Pfizer, e que foram desdenhadas pelo presidente Jair Bolsonaro, dizendo que quem tomasse a vacina poderia “virar jacaré”.

 

Veja a taxa de mortes por milhão de habitantes

Outro indicador importante para analisar o desempenho de cada país no combate ao Covid-19 é a taxa de mortos por milhão de habitantes. A taxa média mundial no dia 7 de setembro estava em 587 vidas perdidas. No Brasil, porém, a mesma taxa estava em 2.742 registros de morte em cada um milhão de habitantes.

Veja a lista de mortes por milhão de habitantes em todos os países no portal mundial Statista.com. A taxa brasileira, infelizmente,  está entre as maiores do mundo. Estamos entre os 10  piores países do mundo no combate à Pandemia.

O Brasil só fica atrás do Peru e de poucos e pequenos países europeus que tiveram mortes acentuadas de idosos que moravam em abrigos para a terceira idade, e que faleceram no inverno de 2020, quando ainda não estavam desenvolvidos os protocolos médicos para lidar com a doença. O Brasil está no grupo dos seis piores países do mundo no combate à Pandemia.

Traduzindo a taxa de mortes para uma escala de 100 mil habitantes, para exemplificar: A relação é de que, na média mundial, em cada cidade com cem mil habitantes foram perdidas 58 vidas. Enquanto isso, no Brasil, em cada cidade com cem mil habitantes, morreram 274 pessoas de Covid-19. Veja aqui as mortes de hoje em cada Estado e no Distrito Federal.

487 mil vidas poderiam ter sido salvas

A taxa brasileira é 4,7 vezes maior que a média mundial. Já morreram 458 mil pessoas a mais no Brasil do que seria o padrão equivalente para a média dos demais países. Ou seja, se a condução da política nacional de saúde tivesse ficado apenas “na média mundial”, as mortes no país estariam na faixa de cem mil óbitos, e mais de quatrocentas e trinta mil vidas teriam sido poupadas.

O médico e cientista ganhador do Prêmio Nobel de Medicina em 2020 denunciou internacionalmente o excesso de mortes pela Pandemia no Brasil, culpando diretamente por isso o comportamento e as decisões do presidente da república, Jair Bolsonaro.

O Ranking de vacinação do Covid-19

Há muitas formas de se computar a quantidade de vacinas aplicadas em um país. É possível contar pelas “doses únicas aplicadas”;  contar pela quantidade de pessoas que já receberam “as duas doses”, quando as vacinas assim o determinam pelo padrão de fábrica. E, há vacinas de dose única também, em que contar as “doses únicas” seria o mesmo que contar a quantidade de pessoas imunizadas.

No Brasil há divulgação diária de rankings que consideram a quantidade de doses únicas, e rankings que consideram a quantidade de pessoas que já tomaram as duas doses, e que estariam estatisticamente na conta de “imunizados”. Estas contas divergem de maneira radical, portanto.

Porém, o critério considerado mais relevante no quesito das vacinas é a Taxa de Cobertura, que é o percentual da população com a imunização completa, com as duas doses das vacinas disnibilizadas no Brasil. Isto significa fazer a conta observando o percentual de pessoas imunizadas em relação ao total da população.

Baixa cobertura vacinal no Brasil

Se o critério dos epidemiologistas estabelecer, por exemplo, que 70% da população teria que estar vacinada para dar uma segurança de imunização na sociedade, a meta é buscar este indicador.  Veja como o Brasil ainda está bem atrasado no ranking da Taxa de Cobertura,  pois apenas pouco mais de 30% da população já recebeu duas doses da vacina até agora.

O país perdeu um tempo precioso discutindo Cloroquina, Invemectina e outros remédios ineficazes,  e que foram divulgados insistentemente pelo próprio presidente da república.

Com este baixo índice de vacinação o Brasil está abaixo do Uruguai, República Dominicana,  Portugal, Grécia, Marrocos, Turquia, Mongólia, Bermudas e do Chile, por exemplo. É uma taxa consideradamuito baxa internacionalmente.

O que é uma Pandemia

Pandemia acontece quando um tipo de doença que atinge uma grande quantidade de pessoas em boa parte do planeta num determinado espaço de tempo. Exemplos: Gripe Espanhola, AIDS, H1N1, e o Covid-19.

Epidemia ocorre quanto um tipo de doença surge de maneira repentida e que rapidamente se espalha em uma determinada população.

Endemia ocorre quando um tipo de uma doença que afeta uma grande quantidade de pessoas em uma determinada região, de maneira persistente ou cíclica. Exemplo: a Malária (maleita) na Região Amazônica.

As Diferenças entre Pandemia e Surto

Confira agora com a professora Juliana Evelyn Santos, coordenadora pedagógica do Curso Enem Grautito, as características de uma Pandemia, e quais as diferenças para Surto, e para Endemia.

As dicas da Juliana:

  1. Em março de 2020 a OMS decretou que a disseminação do Novo Coronavírus deveria ser considerado como uma pandemia.
  2. Esse termo é usado com muita cautela pela organização, uma vez que pode dar a impressão de que uma doença está fora de controle e que nada mais pode ser feito, gerando pânico entre a população.
  3. No entanto, com o crescimento do número de casos do vírus COVID-2019, essa classificação não pôde ser mais evitada.
  4. Isso porque o número de contaminados fora do país de origem, a China, tinha se multiplicado por 13 vezes em apenas duas semanas.
  5. Além do termo “pandemia”, existem outros relacionados a manifestação coletiva de doenças, como “epidemia” e “surto”.
  6. Você sabe a diferença? Nesta aula, a professora Ju te explica.
  7. Dúvidas? Deixa nos comentários. 😉

 

O que é o vírus

Aprenda agora o que é o vírus que provoca o Covid-19. Entenda o que é a família do Novo Coronavírus. O vírus procura uma célula do organismo hospedeiro para se reproduzir. É nesta fase que ele provoca as defesas do organismo, e que pode acontecer a instalação da doença do Covid-19.

Confira como é o Ciclo Viral com a professora Juliana Evelyn Santos, do canal do Curso Enem Gratuito:

As dicas da Juliana:

  1. De início, você tem que lembrar que os vírus não conseguem fazer nada se eles estiverem fora de uma célula hospedeira! Então ele precisa parasitar uma célula para usar a maquinaria celular/estrutura celular dela para conseguir produzir suas próprias estruturas. Sem isso, o vírus é uma partícula inerte.
  2.  E aí que o vírus pode fazer dois tipos de ciclos diferentes dentro de uma célula. Para isso, ele precisa entrar dentro da célula ou pelo menos injetar o seu material genético nela.
  3. Os vírus vão ter diferentes maneiras para entrar dentro de uma célula. Basicamente dividimos em três tipos diferentes de introdução viral dentro de uma célula.
  4. O que você vai assistir na aula acima é um exemplo bem simples, do bacteriófago. O bacteriófago é um vírus que vai parasitar especificamente células bacterianas.
  5. Esse vírus tem uma estruturinha que parece uma nave espacial, que além da cápsula de proteínas e o material genético dentro dessa cápsula, ele também vai ter uma cauda que vai servir tanto para ele conseguir se acoplar na célula tanto para conseguir injetar material genético dentro dela.
  6. Essa cauda forma como se fosse uma agulha que vai dissolver a membrana da célula para injetar somente seu material genético dentro da célula, o resto do vírus fica para fora.
  7. Confira nos detalhes no resumo completo em vídeo.

 

O Mercado de Trabalho no Mundo Pós-Pandemia

O Blog do Enem fez um resumo especial para orientar você nas suas (difíceis) escolhas profissionais após a Pandemia. Têm profissões que  vão desaparecer. E outras que vão explodir de tantas oportunidades.

Veja agora o mundo do trabalho pós-pandemia

Veja um resumo completo comparando a Pandemia do Coronavírus e o Covid-19 no Brasil com a Peste Negra, a Gripe Espanhola, e o Cólera.