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O Primeiro Reinado no Brasil Império – Aula de revisão de História Enem. Confira.

Revise tudo sobre o Brasil Império e o Primeiro Reinado em mais esta aula preparatória para a prova de História Enem. Cai também nos Vestibulares. Confira abaixo aula gratuita e exercícios para você resolver.

O Primeiro Reinado no Brasil Império – Você está em dia com este conteúdo da História do Brasil?

Pode cair sim no Enem e no Vestibular. Vamos lá revisar? Este ciclo denominado O Primeiro Reinado no Brasil Império começa logo após a Proclamação da Independência do Brasil em relação a Porugal, em 1822,  e vai até 1831.  

O ciclo de 1822 a 1831 foi especialmente conturbado. O país tinha declarado a Independência de Portugal no famoso ‘Grito do Ipiranga’, com o slogan Independência ou Morte, no dia 7 de setembro de 1822. Mas, nem tudo seria fácil depois disso. Na imagem você tem o Imperador Pedro I num quadro em que ele toca a coroa do Império Brasileiro,  cravejada de pedras preciosas. A pintura foi feita em 1825 por Henrique José da Silva (1792-1834).  Dom Pedro I por_Henrique_José_da_Silva

Logo em seguida à Independência de Portugal o imperador auto-proclamado Dom  Pedro I tratou de dar continuidade à formação da burocracia do Estado. O Exército ganhou status de permanência, e a organização política demandou a elaboração de uma nova Constituição para definir os limites e as co petências dos poderes.

Conservadores e Liberais dividiram-se na disputa pelo novo desenho do Estado Brasileiro. A Monarquia gozava de amplo apoio Conservador para um reinado centralizador, enquanto os Liberais desejavam maior autonomia para as províncias e um poder com Monarquia Constitucional.

Conflitos e mais conflitos no Primeiro Reinado:

Foi neste ambiente turbulento após a independência do Brasil de Portugal que foi convocada logo no ano seguinte uma Assembleia Constituinte, em 3 de maio de 1823. O propósito era formar um conjunto de leis para o Império Brasileiro.

 Estas leis precisariam contemplar os interesses da aristocracia agrária local, que constituía a força política e econômica da época. Porém, era importante assegurar também a liberdade comercial recém conquistada do Brasil. Se você precisar fazer uma revisão do processo que levou à Independência do Brasil em relação a Portugal para entender melhor o Primeiro Reinado, veja aqui uma aula gratuita sobre a Independência:  independência do Brasil

A Constituição da Mandioca

Esta constituição de 1824 ficou conhecida como a “Constituição da Mandioca”, pois assegurava direitos políticos apenas àqueles que pudessem pagar a taxa de 150 alqueires (medida de produtos agrários, utilizada na época) de mandioca. Ou seja, somente os grandes proprietários rurais é que possuíam condições de pagar esta taxa.

Neste contexto, José Bonifácio entrou em desacordo com D. Pedro I, pois não concordava com a postura política do mesmo, que buscava autonomia absoluta no poder do Brasil. Em 12 de novembro de 1823, D. Pedro I, apoiado pelos militares e pelo Partido Português, deu um golpe, desfazendo a Assembleia Constituinte à força e impôs uma nova constituição, em 1824.

 O Poder Moderador – A Constituição de 1824, elaborada por um Conselho de Estado convocado por D. Pedro I, possuía uma característica peculiar: o poder moderador. Este poder permitia que D. Pedro I exercesse poder absoluto, podendo vetar decisões das demais instâncias políticas do governo. Estas fortes tendências autoritárias do imperador causaram tensões políticas, uma vez que o imperador deixou de lado interesses da aristocracia agrária.

De um lado grupos liberais, compostos por brasileiros, e de outro, grupos conservadores, compostos principalmente por portugueses que apoiavam o imperador. A Inglaterra também apoiava D. Pedro I, pois a figura autoritária de um imperador era positiva, na medida em que mantinha a unidade do vasto império brasileiro, garantindo um forte mercado consumidor dos produtos ingleses.

A Confederação do Equador

Olinda e Recife recusaram-se a aceitar a Constituição Outorgada de 1824. Figuras importantes, como Cipriano Barata, Frei Caneca e Pais de Andrade apoiaram este movimento contra o autoritarismo de D. Pedro I.

É importante lembrar que neste contexto a situação do nordeste era complicada. O açúcar (forte produto da região) não estava conseguindo competir com o açúcar de beterraba europeu, o que gerou uma crise na economia da região. Outro fator a ser destacado é que, quando esta agitação política cresceu, muitos negros e mulatos envolveram-se, o que afastou a aristocracia rural liberal do movimento. Essa divisão enfraqueceu o movimento, facilitando a ação repressiva do império, causando a derrota e morte dos líderes revolucionários.

Política externa no Primeiro Reinado

A aceitação da independência do Brasil foi gradual. Vale destacar o caso de Portugal, que só reconheceu a independência brasileira após receber a indenização de 2 milhões de libras esterlinas, paga através de empréstimo concedido ao Brasil, pela Inglaterra. Ou seja, o Brasil pagou pela independência que já havia conquistado, o que gerou grandes dívidas externas com a Inglaterra.

A guerra pela Província Cisplatina

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O conflito teve início quando, em 1825, Juan Antonio Lavalleja tomou a região da Cisplatina (atual Uruguai) e a tornou independente do Brasil, anunciando ligação com a Argentina. D. Pedro resolveu declarar guerra à Argentina. A Inglaterra interveio no conflito, pressionando o Brasil e a Argentina a assinar um acordo de paz. Veja na imagem acima imagem do conflito eternizada pelo pintor uruguaio Juan Manuel Blanes (1830-1901), de 1877.

A guerra durou até 1828, e o exército brasileiro foi derrotado, gerando grandes prejuízos pelos enormes gastos e empréstimos, além do grande número de soldados mortos. A província Cisplatina conseguiu declarar a sua independência, tornando-se a República Oriental do Uruguai.

Fim do Primeiro Reinado

No fim do Primeiro Reinado, o Brasil encontrava-se endividado, e D. Pedro I tinha conquistado má fama por conta de suas tendências autoritárias e suas decisões políticas. Havia um clima “antiportuguês”, pois existiam cada vez mais atritos entre o imperador e os políticos brasileiros.

Em Portugal, a disputa pelo trono português atraiu a atenção de D. Pedro I, o que causou ainda mais insatisfação dos brasileiros.

Em 13 de março de 1831, ocorreu a “Noite das Garrafadas”, noite em que brasileiros foram agredidos a garrafadas pelos portugueses partidários de D. Pedro I. Este foi o golpe final do Primeiro Reinado, pois, na madrugada do dia 7 de abril de 1831, D. Pedro I abdicou o trono em favor do seu filho de 5 anos.

Plano de Estudos de História Enem

Os professores do Curso Enem Gratuito prepararam para você uma seleção completa com aulas de revisão para os 10 Temas de História que mais caem no Enem. Tem o Brasil República, a Ditadura Militar, As Grandes Navegações, a 2ª Guerra Mundial e outros cinco temas que sempre caem. Confira aqui o Plano de Estudos de História Enem:

Os 10 Temas de História que mais caem no Enem
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Aula Gratuita sobre O Primeiro Reinado

Saiba mais sobre Brasil Império nesta aula do professor Alexandre Schiavone, do canal AulaLivre,  disponível no Youtube. Após assistir, revise o que você aprendeu respondendo aos nossos desafios!

Desafios para você resolver e compartilhar as respostas nas Redes Sociais.

Questão 01

Qual país europeu envolveu-se diretamente nos acontecimentos políticos e econômicos do Brasil no período do Primeiro Reinado?

a) Espanha

b) França

c) Portugal

d) Inglaterra

e) Holanda

Questão 02

Quais províncias que se recusaram a aceitar a carta constitucional outorgada de 1824, originando o conflito que ficou conhecido como “Confederação do Equador”?

a) Olinda e Recife

b) Pernambuco e Bahia

c) São Paulo e Rio de Janeiro

d) Cisplatina e Rio Grande do Sul

e) Espírito Santo e Minas Gerais.

Questão 03

O fuzilamento de Frei Caneca está ligado ao seguinte fato da História do Brasil:

a) Inconfidência Mineira

b) Confederação do Equador

c) Revolta dos Canudos

d) A Praieira

e) Revolução Farroupilha

Questão 04

A organização do Estado brasileiro que se seguiu à Independência resultou no projeto do grupo:

a) liberal-democrático, que defendia a soberania popular, o federalismo e a legitimidade monárquica.

b) maçônico, que pregava a autonomia provincial, o fortalecimento do executivo e a extinção da escravidão.

c) liberal-radical, que defendia a convocação de uma Assembleia Constituinte, a igualdade de direitos políticos e a manutenção da estrutura social.

d) cortesão, que defendia os interesses recolonizadores, as tradições monárquicas e o liberalismo econômico.

e) liberal-conservador, que defendia a monarquia constitucional, a integridade territorial e o regime centralizado.

Questão 05

(UFPR) Com a abdicação do imperador D. Pedro I em 1831, o fracasso do primeiro reinado tomou corpo. Com relação a isso, considere os fatos abaixo:

I. A imigração europeéia para o Brasil ocorrida nesse período

II. A eclosão da guerra na Província Cisplatina (1825-1828) contra as Províncias Argentinas, a qual consumiu recursos do Estado em formação, e cujo principal resultado foi a criação da República Oriental do Uruguai, em 1828.

III. A indisposição do Imperador nas negociações com os deputados das províncias do Brasil, que levou ao fechamento da Assembleéia Constituinte, em 12 de novembro de 1823, e à imposição de uma carta constitucional em 1824.

IV. A queda do gabinete dos Andradas, que levou o Imperador a se cercar de inúmeros portugueses, egressos de Portugal ainda ao tempo do governo de D. João VI.

Tiveram influência direta no desfecho do primeiro reinado os fatos apresentados em:

a) I, II e III somente.

b) I, III e IV somente.

c) III e IV somente.

d) II, III e IV somente.

e) I e II somente

 Você consegue resolver estes exercícios? Então resolva e coloque um comentário no post, logo abaixo, explicando o seu raciocínio e apontando a alternativa correta para cada questão. Quem compartilha a resolução de um exercício ganha em dobro: ensina e aprende ao mesmo tempo. Ensinar é uma das melhores formas de aprender!