Física dos esportes: você já parou para pensar nela?

O ano de 2016 teve duas disputas olímpicas no Brasil e no meio de tantos jogos, você parou para pensar como funciona a física dos esportes? Não, então vem com a gente descobrir como essa ciência influencia nos resultados dos atletas!

Você é do tipo que não perde um campeonato de futebol ou que acompanha todos os jogos das olimpíadas? E em um ano onde o maior evento esportivo mundial aconteceu no Brasil e com os Jogos Paraolímpicos que acabaram de terminar, você já parou para pensar como funciona a Física dos esportes?

Um velocista precisa correr uma prova de 100 metros no menor tempo possível para ser o vencedor de uma corrida, para acertar um pênalti é preciso levar em consideração o ângulo em que o chute foi aplicado e o lutador de judô precisa acertar um ponto certo para conseguir derrubar o adversário. Parece até meio óbvio não é mesmo? Mas não é. Por detrás de cada um desses esportes existem forças, ângulos e velocidades, que se bem articulados podem levar o atleta ao pódio e se mal aplicados podem até lesionar alguma parte do seu corpo.

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Conseguimos te convencer que praticar esportes não é apenas chutar, nadar, correr e saltar? Então, vem com o blog do Enem que vamos mostrar como funciona a física dos esportes.

Física dos esportes: Basquete

O basquete é um esporte que existe há mais de 100 anos e que tem como objetivo passar a bola por dentro de um cesto para marcar ponto. A prática dessa atividade, seja na marcação de pontos ou impedindo que os adversários cheguem até o seu lado da quadro exigem técnicas que podem ser aprimoradas com o conhecimento em mecânica.

No passe, por exemplo, um jogador precisa arremessar a bola para seu colega de equipe antes que um adversário tome a posse da bola. Como a física dos esportes pode ajudar em uma hora dessas? Simples, para que a bola atinja a velocidade necessária para chegar até o outro jogador, é necessário aplicar forças por meio da flexão dos dedos, punhos e extensão dos cotovelos. Em passes mais longo e que exigem forças maiores, os membros responsáveis pela aplicação das forças são as pernas e o tronco.

Já o arremesso, combina o movimento do passe com a trajetória da bola. Assim, é necessário ainda pensar na velocidade, ângulo da soltura e resistência do ar. A marcação do ponto, nesse caso, depende da distância do cesto, velocidade e ângulo de lançamento.

Dica: Vamos relembrar a composição dos movimentos? Clique aqui e confira alguns exercícios sobre queda livre e lançamento oblíquo.

Física dos esportes: Natação

Já na natação, a velocidade do atleta depende do comprimento de sua braçada, que nada mais é do que a distância que os braços do nadador percorrem dentro da água em determinado tempo. Outro dado importante nesse esporte é a frequência da braçada, ou seja, o número de braçadas que o nadador realiza por minuto. Essas grandezas são inversamentes proporcionais, ou seja, quando uma delas aumenta, a outra diminui.

O resultado de um atleta em uma prova depende do balanceamento entre a velocidade e a frequência e isso varia com o estilo do nado. O que também varia dependendo do estilo de nado é a força de propulsão: no crawl, a força de propulsão vem dos braços; no nado peito, das pernas e no estilo borboleta, de ambos. A água entra na prova para dificultar esses movimentos.

Você lembra de alguns atletas vestindo super-maiôs em alguma competição? O objetivo dessas peças é reduzir o atrito com a água para o nadador deslizar mais facilmente e, assim, obter melhores resultados. Aqui você encontra a evolução do maior da natação: de 1900 a 2010, quando foram proibidos em disputas olímpicas.

E aí, ficou interessado em saber mais sobre a física dos esportes? Neste vídeo você encontra mais informações sobre a física na natação. E para encontrar mais conteúdos de física, você pode acessar o curso enem gratuito.

Texto escrito pela professora Rô Menezes com base no livro Física 1 do Grupo de Reelaboração do Ensino de Física (GREF-USP)