Sinais de Pontuação – Guia completo de Gramática vestibular e Enem.

Tem duvidas sobre pontuação? Não sabe como usar a vírgula? Nem o travessão? Acompanhe o Guia Completo de Pontuação do Blog para vestibular e Enem. Confira abaixo e acabe com suas dúvidas.

Você sabe usar corretamente os sinais de pontuação? Veja aqui uma revisão completa para a Redação vestibular e Enem. Vale também para as questões de gramática. Confira!

pontuacao

Para que servem os sinais de pontuação? Eles são recursos gráficos próprios da linguagem escrita e tentam reproduzir aquilo que fazemos oralmente através de pausas, entonações, inflexões, ou seja, tentam reproduzir a riqueza melódica da oralidade. Obviamente isso não é totalmente possível, mas não é nenhuma novidade que o sentido de uma frase pode mudar completamente se mudamos as pontuações de lugar.

Precisamos dominar o uso dos sinais de pontuação, para fazer com que o leitor compreenda corretamente aquela parte do texto que vai além das palavras.

Lembre-se, os sinais de pontuação têm, portanto, os seguintes objetivos:

  1. Assinalar as pausas e as inflexões de voz (entoação) na leitura;
  2. Separar palavras, expressões e orações que devem ser destacadas;
  3. Esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambiguidade.

[tabs type=”vertical”][tabs_head][tab_title]Vírgula ( , )[/tab_title][tab_title]Ponto e vírgula ( ; )[/tab_title][tab_title]Dois pontos ( : )[/tab_title][tab_title]Ponto final ( . )[/tab_title][tab_title]Interrogação ( ? )[/tab_title][tab_title]Exclamação ( ! )[/tab_title][tab_title]Reticências ( … )[/tab_title][tab_title]Travessão ( – )[/tab_title][tab_title]Aspas ( “ ” )[/tab_title][tab_title]Parênteses ( )[/tab_title][tab_title]Colchetes ( [ ] )[/tab_title][tab_title]Asterístico ( * )[/tab_title][tab_title]Parágrafo ( § )[/tab_title][/tabs_head]

[tab] A vírgula indica uma pequena pausa, suspendendo a voz por um momento antes de continuar a frase. Acredito que dos sinais de pontuação que utilizamos na língua portuguesa, a vírgula é o que mais tem o poder de alterar sentidos e gerar ambiguidades. Dê uma olhada na imagem abaixo:

O PODER DA VÍRGULA

Vírgula pode ser uma pausa…
ou não.

Não, espere.
Não espere…

Ela pode ser a solução.

Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

Ela pode sumir com o seu dinheiro.

23,4.
2,34.

A vírgula muda uma opinião.

Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Pode criar heróis…

Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

A vírgula pode condenar ou salvar.

Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

– Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
– Se você for homem, colocou a virgula depois de TEM.

VIU? UMA VÍRGULA TEM PODER!

Ou seja, a vírgula deve ser usada com muito cuidado. Imagine só escrever algo na sua redação ou nas questões dissertativas e o corretor entender outra coisa!? Você pode perder pontos preciosos.

Mas, afinal de contas, onde eu uso a vírgula?

1. Para separar os termos de uma mesma função sintática.

Ex.: O menino berrou, chorou, esperneou e, enfim, dormiu.
Nessa oração, a vírgula separa os verbos.

Ex.: A casa tem três quartos, dois banheiros, três salas e um quintal.
Aqui, a vírgula separa os objetos diretos.

Ex.: Pedro, Mariana, Joana e Carlos foram ao cinema.
Já neste exemplo, o sujeito composto é separado por vírgulas.

Atenção! Perceba que o último item não é separado por vírgula, mas pela preposição e.

2. Para destacar elementos destacados, como:

a) uma conjunção
Ex.: Estudamos bastante, portanto, merecemos um descanso.

b) um adjunto adverbial
Ex.: Esta turma, com certeza, será aprovada.

Obs.: a rigor não é obrigatório separar com vírgulas o advérbio ou locução adverbial, principalmente quando a expressão é pequena, a não ser que a ênfase exija.

c) um vocativo
Ex.: Vamos logo, Lucas, não quero chegar atrasado.

d) um aposto
Ex.: Juliana, a menina mais inteligente da turma, tirou a melhor nota.

e) uma expressão explicativa (isto é, ou seja, quer dizer, por exemplo, ou melhor, etc.)
Ex.: O sol, ou seja, o centro do sistema solar, exerce força gravitacional sobre todos os elementos a sua volta.

3. Para separar termos destacados de sua posição sintática original.

Ex.: O cartão da biblioteca, você trouxe [ ]?

Ex.: Uma vontade indescritível de beber água, eu senti [ ] quando li Vidas Secas, de Graciliano Ramos.
Antecipação dos complementos verbais.

Ex.: Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair [ ]!
Antecipação de adjunto adverbial.

4. Para destacar pleonasmos antecipados ao verbo.

Ex.: Os boletins, nós os recebemos hoje!

5. Para indicar a elipse de um termo.

Ex.: Juliana ficou feliz; eu, triste.

6. Para isolar termos repetidos.

Ex.: Está um calor, um calor que não dá para aguentar!

7. Para separar orações intercaladas.

Ex.: O essencial, insistiram os pais das crianças, era concluir as tarefas antes do início das férias.

8. Para separar orações coordenadas assindéticas.

Ex.: O tempo não para no porto, não apita na curva, não espera por ninguém.

9. Para separar orações coordenadas adversativas, conclusivas, explicativas e algumas alternativas.

Ex.: Esforçou-se muito, mas não alcançou o resultado que esperava.
(adversativa)

Ex.: Vá com calma, que ainda temos muito por fazer.
(explicativa)

Ex.: Estude bastante, pois assim você se sai bem no Enem.
(conclusiva)

Ex.: As pessoas ora trabalham, ora descansavam.
(alternativa).

[box type=”shadow” ]Atenção! Já que entramos no campo das conjunções, tem uma que gera muita polêmica em relação ao uso da vírgula. Trata-se da conjunção aditiva “e”. Ela é antecedida por vírgula apenas em três casos:

– Quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes. Ex.: O homem vendeu o carro, e a mulher protestou.

– Quando a conjunção “e” se repetir com a finalidade de dar ênfase: Ex.: E chora, e grita, e pula num escândalo sem fim.

– Quando a conjunção “e” assumir um significado que não seja o de adição, podendo ser de adversidade ou consequência, por exemplo. Ex.: Estudou tanto, e ainda assim não foi dessa vez.[/box]

10. Para separar orações subordinadas substantivas e adverbiais quando estiverem antes da oração principal.

Ex.: Quem espalhou a fofoca, todos queriam saber.

Ex.: Somente quando voltei, lembrei que precisava terminar aquele trabalho.

11. Para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas

Ex.: Essa menina sagaz, que mandava bem em tudo, nos deixou comendo poeira.

12. Após os advérbios “sim” e “não”, usados como inícios de resposta, ou ao inícios de uma frase.

Ex.: – Você está gostando do meu texto?
Sim, até onde li, está muito bom.
– Termina de lê-lo hoje?
Não, infelizmente só amanhã.

13. Em datas, para separar o nome da localidade.

Ex.: São Paulo, 14 de outubro de 2006.

14. Após a saudação em correspondências.

Ex.: Atenciosamente,
Com amor,
Respeitosamente,

[/tab]

[tab] O ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula, mas menor que o ponto. Fica bem no meio do caminho. Ele é usado nos seguintes casos:

1. Para separar orações coordenadas não unidas por conjunção, mas que, ainda assim, mantêm relação entre si.

Ex.: O rio está poluído; os peixes estão mortos.

2. Para separar orações coordenadas, quando pelo menos uma delas já possui elementos separados por vírgula.

Ex.: Dez vereadores votaram a favor da lei; nove, contra.

3. Para separar itens de uma enumeração.

Ex.: A Matemática se divide em: geometria; álgebra; trigonometria; financeira.

4. Para separar um período que já se encontra dividido por vírgulas.

Ex.: Ele não disse nada, apenas olhou ao longe, sentou por cima da grama; queria ficar sozinho com seu cão.

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[tab] É usado:

1. Para fazer uma citação ou introduzir uma fala.

Ex.: Ele respondeu: não, muito obrigado!

2. Para indicar uma enumeração.

Ex.: Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não brigue com seus colegas e não responda à professora.

3. Antes de orações apositivas.

Ex.: Só aceito com uma condição: você vai ao show comigo.

4. Para indicar um esclarecimento, resultado ou resumo do que se disse.

Ex.: Marcelo era assim mesmo: não tolerava ofensas.
Resultado: corri muito, mas não alcancei o ladrão.
Em resumo: montei um negócio e hoje estou rico.

[box type=”shadow” ]Atenção! Os dois-pontos costumam ser usados na introdução de exemplos, notas ou observações. Veja:

O Cálculo de juros simples é feito quando a taxa (de juros) incide sempre sobre o capital.
Exemplo: Suponha que você tenha feito um empréstimo de R$ 1.000,00 e irá pagá-lo ao fim de 3 meses, com juros simples de 5% ao mês. Qual o valor dos juros e o montante ao final do período?

Nota: memorize todas as fórmulas necessárias para a prova de matemática.

Observação: alunos que forem pegos colando, terão seu exame recolhido e serão imediatamente desclassificados.[/box]

[/tab]

[tab] O ponto final representa a pausa máxima da voz. A melodia da frase indica que o tom é descendente. Assim, é empregado:

1. Para fechar o período de frases declarativas e imperativas.

Ex.: Contei ao meu namorado o que eu estava sentindo.
Façam o favor de prestar atenção naquilo que irei falar.

2. Nas abreviaturas.

Ex.: Sr. (Senhor)
Cia. (Companhia)

[/tab]

[tab] O ponto de interrogação é usado ao final de qualquer interrogação direta, ainda que a pergunta não exija resposta. A entoação ocorre de forma ascendente.

Ex.: Onde você comprou este computador?
Quais seriam as causas de tantas discussões?
Por que não me avisaram?

[box type=”shadow” ]Atenção! O ponto de interrogação não é utilizado em perguntas indiretas. Ex.: Perguntei quem era a menina.[/box]

Perceba que o ponto de interrogação pode aparecer ao final de uma pergunta intercalada, entre parênteses. Ex.: Trabalhar em equipe (quem o contesta?) é a melhor forma para atingir os resultados esperados.

Da mesma forma. o ponto de interrogação pode realizar combinação com o ponto admirativo. Ex.: Eu?! Que ideia!

[/tab]

[tab] O ponto de exclamação é utilizado após as interjeições, frases exclamativas e imperativas. Pode exprimir surpresa, espanto, susto, indignação, piedade, ordem, súplica, etc. Possui entoação descendente.

Ex.: Como as mulheres são lindas!
Pare, por favor!
Ah! Que pena que ele não veio…

[box type=”shadow” ]Atenção! O ponto de exclamação substitui o uso da vírgula de um vocativo enfático. Ex.: Ana! venha até aqui![/box]

[/tab]

[tab]As reticências marcam uma suspensão da frase, que muitas vezes se deve a elementos de natureza emocional. São empregadas:

1. Para indicar continuidade de uma ação ou fato.

Ex.: O tempo passa…

2. Para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.

Ex.: Vim até aqui achando que…

3. Para representar, na escrita, hesitações comuns na língua falada.

Ex.: “Vamos jantar amanhã?
– Vamos…Não…Pois vamos.”

Ex.: Não quero sobremesa…porque…porque não estou com vontade.

4.  Para realçar uma palavra ou expressão.

Ex.: Não há motivo para tanto…mistério.

5. Para realizar citações incompletas.

Ex.: O professor pediu que considerássemos esta passagem do hino brasileiro:
“Deitado eternamente em berço esplêndido…”

6. Para deixar o sentido da frase em aberto, permitindo uma interpretação pessoal do leitor.

Ex.: “Estou certo, disse ele, piscando o olho, que dentro de um ano a vocação eclesiástica do nosso Bentinho se manifesta clara e decisiva. Há de dar um padre de mão-cheia. Também, se não vier em um ano…” (Machado de Assis)

[box type=”shadow” ]As reticências e o ponto de exclamação, sinais gráficos subjetivos de grande poder de sugestão e ricos em matizes melódicos, são ótimos auxiliares da linguagem afetiva e poética. Seu uso, porém, é antes arbitrário, pois depende do estado emotivo do escritor.[/box]

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[tab]O travessão (—) é maior que o hífen (-) e que o meia-risca (–). Costuma ser empregado:

1. No discurso direto, para indicar a fala da personagem ou a mudança de interlocutor nos diálogos.

Ex.: – O que é isso, mãe?
– É o seu presente de aniversário, minha filha.

2. Para separar expressões ou frases explicativas, intercaladas.

Ex.: “E logo me apresentou à mulher, – uma estimável senhora – e à filha.” (Machado de Assis)

3. Para destacar algum elemento no interior da frase, servindo muitas vezes para realçar o aposto.

Ex.: “Junto do leito meus poetas dormem
– O Dante, a Bíblia, Shakespeare e Byron –
Na mesa confundidos.” (Álvares de Azevedo)

4. Para substituir o uso de parênteses, vírgulas e dois-pontos, em alguns casos.

Ex.: “Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita, eternamente selvagem, a arte é a superioridade humana – acima dos preceitos que se combatem, acima das religiões que passam, acima da ciência que se corrige; embriaga como a orgia e como o êxtase.” (Raul Pompeia)

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[tab]As aspas têm como função destacar uma parte do texto. São empregadas:

1. Antes e depois de citações ou transcrições textuais.

Ex.: Como disse Machado de Assis: “A melhor definição do amor não vale um beijo de moça namorada.”

2. Para representar nomes de livros ou legendas.

Ex.: Camões escreveu “Os Lusíadas” no século XVI.

[box type=”shadow” ]Obs.: para realçar títulos de livros, revistas, jornais, filmes, etc. também podemos grifar as palavras, conforme o exemplo: Ontem assisti ao filme Central do Brasil.[/box]

3. Para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias, expressões populares, ironia.

Ex.: O “lobby” para que se mantenha a autorização de importação de pneus usados no Brasil está cada vez mais descarado.(Veja)

Ex.: Com a chegada da polícia, os três suspeitos “se mandaram” rapidamente.

Ex.: Que “maravilha”: Felipe tirou zero na prova!

4. Para realçar uma palavra ou expressão.

Ex.: Mariana reagiu impulsivamente e lhe deu um “não”.

Ex.: Quem foi o “inteligente” que fez isso?

 

[box type=”shadow” ]Obs.: em trechos que já estão entre aspas, se necessário usá-las novamente, empregam-se aspas simples. Ex.: “Tinha-me lembrado da definição que José Dias dera deles, ‘olhos de cigana oblíqua e dissimulada’. Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar.” (Machado de Assis)[/box]

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[tab]Os parênteses têm a função de intercalar no texto qualquer indicação que, embora não pertença propriamente ao discurso, possa esclarecer o assunto. Empregam-se:

1. Para separar qualquer indicação de ordem explicativa, comentário ou reflexão.

Ex.: Zeugma é uma figura de linguagem que consiste na omissão de um termo (geralmente um verbo) que já apareceu anteriormente na frase.

2. Para incluir dados informativos sobre bibliografia (autor, ano de publicação, página etc.)

Ex.: “O homem nasceu livre, e em toda parte se encontra sob ferros” (Jean- Jacques Rousseau, Do Contrato Social e outros escritos. São Paulo, Cultrix, 1968.)

3. Para isolar orações intercaladas com verbos declarativos, em substituição à vírgula e aos travessões.

Ex.: Afirma-se (não se prova) que é muito comum o recebimento de propina para que os carros apreendidos sejam liberados sem o recolhimento das multas.

4. Para delimitar o período de vida de uma pessoa.

Ex.: Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987).

5. Para indicar possibilidades alternativas de leitura.

Ex.: Prezado(a) usuário(a).

6. Para indicar marcações cênicas numa peça de teatro.

Ex.: Abelardo I – Que fim levou o americano?
João – Decerto caiu no copo de uísque!
Abelardo I – Vou salvá-lo. Até já!
(sai pela direita)
(Oswald de Andrade)

 

[box type=”shadow” ]Obs.: num texto, havendo necessidade de utilizar alíneas, estas podem ser ordenadas alfabeticamente por letras minúsculas, seguidas de parênteses (Note que neste caso as alíneas, exceto a última, terminam com ponto e vírgula).

Ex.: No Brasil existem mulheres:
a) morenas;
b) loiras;
c) ruivas.[/box]

Os Parênteses e a Pontuação

Veja estas observações:

1) As frases contidas dentro dos parênteses não costumam ser muito longas, mas devem manter pontuação própria, além da pontuação normal do texto.

2) O sinal de pontuação pode ficar interno aos parênteses ou externo, conforme o caso. Fica interno quando há uma frase completa contida nos parênteses.

Ex.: É importante ter atenção ao uso dos parênteses. (Eles exigem um cuidado especial!)
Vamos confiar (Por que não?) que cumpriremos a meta.

Se o enunciado contido entre parênteses não for uma frase completa, o sinal de pontuação ficará externo.

Ex.: O rali começou em Lisboa (Portugal) e terminou em Dacar (Senegal).

3) Antes do parêntese não se utilizam sinais de pontuação, exceto o ponto. Quando qualquer sinal de pontuação coincidir com o parêntese de abertura, deve-se optar por colocá-lo após o parêntese de fecho.

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[tab]Os colchetes têm a mesma finalidade que os parênteses; todavia, seu uso se restringe aos escritos de cunho didático, filológico, científico. Pode ser empregado:

1. Em definições do dicionário, para fazer referência à etimologia da palavra.

Ex.: amor- (ô). [Do lat. amore.] 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de sua terra. (Novo Dicionário Aurélio)

2. Para intercalar palavras ou símbolos não pertencentes ao texto.

Ex.: Em Aruba se fala o espanhol, o inglês, o holandês e o papiamento. Aqui estão algumas palavras de papiamento que você, com certeza, vai usar:
1- Bo ta bon? [Você está bem?]
2- Dios no ta di Brazil. [Deus não é brasileiro.]

3. Para inserir comentários e observações em textos já publicados.

Ex.: Machado de Assis escreveu muitas cartas a Sílvio Dinarte. [pseudônimo de Visconde de Taunay, autor de “Inocência”]

4. Para indicar omissões de partes na transcrição de um texto.

Ex.: “É homem de sessenta anos feitos […] corpo antes cheio que magro, ameno e risonho” (Machado de Assis)

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[tab] O asterisco, sinal gráfico em forma de estrela, costuma ser empregado:

1. Nas remissões a notas ou explicações contidas em pé de páginas ou ao final de capítulos.

Ex.: Ao analisarmos as palavras sorveteria, sapataria, confeitaria, leiteria e muitas outras que contêm o morfema preso* -aria e seu alomorfe -eria, chegamos à conclusão de que este afixo está ligado a estabelecimento comercial. Em alguns contextos pode indicar atividades, como em: bruxaria, gritaria, patifaria, etc.

* É o morfema que não possui significação autônoma e sempre aparece ligado a outras palavras.

2. Nas substituições de nomes próprios não mencionados.

Ex.: O Dr.* conversou durante toda a palestra.

Ex.: O jornal*** não quis participar da campanha.

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[tab]O símbolo para parágrafo, representado por §, equivale a dois ésses (S) entrelaçados, iniciais das palavras latinas “Signum sectionis” que significam sinal de secção, de corte. Num ditado, quando queremos dizer que o período seguinte deve começar em outra linha, falamos parágrafo ou alínea. A palavra alínea (vem do latim a + lines) e significa distanciado da linha, isto é, fora da margem em que começam as linhas do texto.

O uso de parágrafos é muito comum nos códigos de leis.

Ex.: § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

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*Elaborado com conteúdo dos Sites Só Português e Brasil Escola.

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