História Enem – Veja agora tudo sobre a Idade Média (parte 2)

Vamos continuar a aula sobre a Idade Média? Veja como a Igreja se tornou uma poderosa instituição na época e como ela transformou a sociedade medieval! Bons estudos!

Para que o conteúdo de Idade Média ficasse mais fácil de estudar para a aula de História Enem, a aula sobre o período medieval foi dividida em duas partes. Na primeira aula (https://blogdoenem.com.br/enem-2013-idade-media-feudalismo/), você viu como era a Idade Média, sem aqueles mitos de castelos, princesas e príncipes, certo? Nesta segunda parte, veremos como a Igreja Católica se transformou em uma instituição poderosa e estudaremos em detalhes as Cruzadas. Vamos lá!

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Embora a Igreja Católica tenha sido uma instituição muito importante neste período, seu poder foi se formando aos poucos e ao longo dos séculos. E isso não significa que tenha conseguido o controle total sobre a vida das pessoas na Idade Média. Houve muita resistência tanto de setores da população como dos poderes leigos, ou seja, da nobreza.  O importante para você memorizar quando estiver estudando História Enem para 2013 é que o caminho para a grandeza da Igreja Católica  foi aberto quando o imperador Constantino  tornou o Cristianismo a religião oficial do Império Romano. A partir deste momento, a Igreja se alastrou pelos domínios do Império que abraçava a maior parte da Europa, partes do norte da África e o Oriente Próximo.

História Enem
Judeu sendo morto por Cruzados (Biblioteca Francesa Iluminura de 1250).

A Igreja Católica Romana considerava que sua missão espiritual era superior às questões temporais. Ou seja, obter a salvação, e com isso a glória eterna deveria ser o objetivo de todo ser humano. E apenas  seguindo os ensinamentos da Igreja a salvação seria possível. Em História Enem deste ano, é essencial compreender que não havia espaço para pensamentos, valores ou atividades que fossem, de alguma maneira, contrários ou inimigos dos propósitos da Igreja.

Após a conversão dos bárbaros, havia pouca resistência ao estabelecimento do controle eclesiástico. Este controle fez da Igreja a mais poderosa força que moldou a civilização medieval, que alcançou seu maior desenvolvimento nos séculos XII e XIII. A educação, a filosofia, a ciência natural,  a literatura, a música, a pintura,  a escultura e  a arquitetura tornaram-se departamentos da Igreja. Até a economia passou para a esfera eclesiástica. Promulgando a teoria do “justo preço”, prescrevia a fórmula para estabelecer o preço das mercadorias e condenava aqueles que praticavam a usura (cobrança de juros). A Igreja determinava também a ocorrência ou restrição das guerras. Vamos ver a seguir a partição da Igreja nas Cruzadas, para a sua prova de História Enem de 2013.

Quando o assunto é Idade Média, fique atento para questões que podem aparecer em História Enem sobre as Cruzadas.

Em 1095, o papa Urbano II convocou os cristãos para participar de expedições com o intuito de retomar a Terra Sagrada. Os cruzados (como ficaram conhecidos os expedidores) receberam esse nome por carregarem uma grande cruz, principal símbolo do Cristianismo, estampada nas suas vestimentas. Não esqueça, quando estiver revisando este conteúdo de História Enem, que a participação era voluntária e, em troca, os  participantes ganhariam o perdão de seus pecados.

Mas a  Igreja não era a única interessada no êxito dessas expedições: a nobreza feudal tinha interesse na conquista de novas terras; cidades mercantilistas como Veneza e Gênova queriam ampliar seus negócios até o Oriente; e todos estavam interessados nas especiarias orientais, pelo seu alto valor, como: pimenta-do-reino, cravo, noz-moscada, canela, sedas e outros. Movidas pela fé e pela ambição, entre os séculos XI e XIII, partiram para o Oriente oito Cruzadas.

A primeira (1096 – 1099) não tinha participação de nenhum rei. Formada por cavaleiros da nobreza, em julho de 1099, tomaram Jerusalém, esta foi a única que teve sucesso, lembre disso em História Enem! A segunda (1147 – 1149) fracassou em razão das discordâncias entre seus líderes Luís VII, da França, e Conrado III, do Sacro Império. No ano de  1189, Jerusalém foi retomada pelo sultão muçulmano Saladino. A terceira cruzada (1189 – 1192), conhecida como ‘”Cruzada dos Reis”, contou com a participação do rei inglês Ricardo Coração de Leão, do rei francês Filipe Augusto e do rei Frederico Barbarruiva, do Sacro Império. Nessa cruzada foi firmado um acordo de paz entre Ricardo e Saladino, autorizando os cristãos a fazerem peregrinações a Jerusalém. A quarta cruzada (1202 – 1204), financiada pelos venezianos, interessados nas relações comerciais também fracassou. A quinta (1217 – 1221), liderada por João de Brienne, fracassou ao ficar isolada pelas enchentes do Rio Nilo, no Egito. A sexta (1228 – 1229) retomou brevemente Jerusalém, Belém e Nazaré, cidades invadidas pelos turcos. A sétima (1248 – 1250) foi comandada pelo rei francês Luís IX e pretendia, novamente, tomar Jerusalém, mais uma vez retomada pelos turcos. A oitava (1270) e última cruzada foi um fracasso total. Os cristãos não criaram raízes entre a população local e sucumbiram.

Sobre as Cruzadas o mais  importante de História Enem é são suas consequências como o enfraquecimento da aristocracia feudal, o fortalecimento do poder real, a expansão do mercado e o enriquecimento do Oriente.

Assista, a vídeo-aula abaixo sobre os motivos que levaram ao movimento da Cruzadas e saiba mais sobre este assunto que faz parte do conteúdo de História Enem para a prova deste ano.

Na vídeo-aula acima, você deve ter notado a importância que as questões religiosas tinham na vida do homem medieval, e para se preparar em História Enem para 2013, sugiro sobre este assunto os filmes Cruzadas e o Nome da Rosa. O filme Cruzadas relata o final do Reino de Jerusalém, a morte do rei leproso e o confronto dos cristãos com o sultão Saladino. Já o filme O Nome da Rosa , tem no enredo assassinatos num monastério e é ótimo para perceber a vida religiosa e as transgressões dos monges.

EXERCÍCIOS DE HISTÓRIA ENEM:

1 (UNIFOR/CE) Leia atentamente o trecho a seguir:

Deixai os que outrora estavam acostumados a se baterem, impiedosamente, contra os fiéis, em guerras particulares, lutarem contra os infiéis (…) Deixai os que aqui foram ladrões, tornarem-se soldados. Deixai aqueles que outrora se bateram contra seus irmãos e parentes, lutarem agora contra os bárbaros, como devem. Deixai os que outrora foram mercenários, a baixos salários, receberem agora a recompensa eterna. (…) Papa Urbano II, em Clermont, França, em 1095. In Leo Huberman. História da riqueza do homem. Trad. São Paulo: Zahar, 1984. p. 28

O Papa Urbano II, no Concílio de Clermont, convocou os cristãos a retornarem à Terra Santa, ocupada pelos muçulmanos, dando origem:

A – às expedições militares motivadas exclusivamente pelo sentimento religioso de retomar as terras da cristandade aos infiéis;
B – ao movimento da cristandade em direção ao Oriente unicamente para estabelecer relações comerciais com os muçulmanos;
C – às expedições religiosas da Igreja Bizantina para manter contato mais próximo com os muçulmanos, importantes para o controle da região
D – às expedições cristãs empreendidas contra os muçulmanos, motivadas pelo fervor religioso, conquistas territoriais e interesses comerciais
E – às expedições cristãs organizadas pela Igreja com o intuito de conquistar terras e fortuna para a nobreza do Império Bizantino.

2 .(UFRGS) Considere os trechos a seguir, extraídos de documentos históricos redigidos, respectivamente, por um cristão e um muçulmano a respeito da Conquista de Jerusalém em 1099, no contexto da Primeira Cruzada

Texto 1: “Na sexta-feira (15/07) de madrugada, organizamos um assalto geral à cidade sem poder tomá-la (…). Nesse momento, um dos nossos cavaleiros, chamado Lietaud, escalou as muralhas. Então, desde que ele subiu, todos os defensores fugiram dos muros para o meio da cidade, e os nossos os perseguiram, matando-os e golpeando-os, até o Templo de Salomão, onde houve uma tal carnificina que os nossos marcharam em seu sangue até os calcanhares.” Gesta Francorum et Alforum Hierosolimitanorun. Paris: Librairie Ancienne Honoré Champion, 1924. p. 202

Texto 2: “A população foi passada ao fio da espada e os francos massacraram os sarracenos da cidade durante uma semana. Na mesquita al-Aqsa (…), os francos massacraram mais de setenta mil pessoas, entre as quais uma grande multidão de imãs e de doutores sarracenos, devotos e ascetas que tinham deixado suas terras para viver vida piedosa retirados nesses lugares santos.” IBN AL-ATHIR. In: GABRIELI, F. Chroniques arabes des croisades. Paris: Sindbad. a 1972, p. 62. A partir da leitura dos textos e do contexto histórico, é possível concluir que:

  1. O ataque a Jerusalém foi contra os muçulmanos, uma vez que a cidade estava sob seu domínio;
  2. A população que se encontrava na cidade, por ocasião do assalto, era composta de guerreiros;
  3.  A população que buscou abrigo em templos religiosos foi poupada da fúria dos da fúria dos invasores.

Quais estão corretas?

A – apenas I
B – Apenas II
C – Apenas III
D – Apenas II e III
E – I, II e III

3. (UFPE) Analise as afirmativas abaixo relacionadas com a existência das Cruzadas:
1) As Cruzadas eram expedições organizadas pelos senhores feudais, com a finalidade de reativar a vida nos feudos.
2) As Cruzadas, expedições marcadas por interesses religiosos e econômicos, contavam com a participação da Igreja Católica.
3) As Cruzadas não trouxeram contribuições para a economia no Ocidente, pois criaram conflitos inexpressivos e exarcebaram o fanatismo religioso.
4) A participação da população pobre nas Cruzadas foi significativa e aponta para um dos momentos de crise do sistema feudal.
5) Os lucros dos nobres nas Cruzadas contribuíram para revitalizar a economia feudal, com a adoção do trabalho assalariado.

Está(ão) correta(s):

A – 1, 2, 3, 4 e 5;
B – 2 e 4 apenas;
C – 5 apenas;
D – 2 e 3 apenas;
E – 1 apenas.

RESPOSTAS:

1.D; 2.A; 3.B.