Platão – Aula de Revisão para Filosofia Enem e Vestibular

O pensamento de Platão influencia o mundo ocidental há dois milênios e meio. Veja os destaques sobre Platão nos clássicos do Mundo das Ideias, e do Mito da Caverna nesta aula de revisão para a prova de Filosofia Enem e vestibular. Vem!

O conteúdo platônico é demasiadamente extenso. Por isso vamos sintetizar aqui uma pequena parte dos ensinamentos de Platão para o seu Resumo Enem e Vestibular. Ele viveu na Grécia, quatrocentos anos antes da Era Cristã. Ele nasceu em 428 A.C, ou 427 A.C. não há consenso sobre isso. Vem com o Blog para mandar bem em Filosofia.

Cabe lembrar que Platão fora aluno de Sócrates. Antes de estudar com Sócrates, Platão fora aluno de Crátilo, que por sua vez já tinha sido aluno de Heráclito de Éfeso. Bom, para lembrar da importância deste histórico, é porque Heráclito era um pensador pré-socrático: ele acreditava que no universo tudo fluía.

É original do filósofo Heráclito a famosa frase: “não podemos nos banhar duas vezes nas águas de um mesmo rio porque a água não é mais a mesma”.

Para Crátilo isso realmente era verdadeiro, tanto que levou ao extremo está interpretação e chegou a afirmar que: “a água que toca as pontas do dedos de um pé não é mesma que toca o calcanhar”. Neste sentido fica clara a noção de movimento, ou seja, não necessariamente o movimento da Física como o conhecemos, mas o filosófico que afirma que tudo na vida flui e se transforma.

Esta herança ficou marcada na obra de Platão, que mais tarde viria a ser instruído por Sócrates. Para Platão a filosofia tinha um significado diferente da de Sócrates. Apesar das duas filosofias se comunicarem e em alguns momentos até se confundirem. Veja Platão em uma escultura da época.

Platão - Filosofia Enem e VestibularPorém como devemos lembrar a filosofia socrática nos conduzia à auto-reflexão, afirmado que o conhecimento verdadeiro estaria no uso da razão e no reconhecimento deste para com nossa própria ignorância. Só assim nos tornaríamos pessoas virtuosas.

O método de filosofar de Platão chamava-se Diálogo. A grande diferença entre a maiêutica socrática e o diálogo platônico está na escrita, algo não feito por Sócrates, pois os seus ensinamentos eram orais; e pela tentativa de Platão conduzir seu interlocutor a perceber as fraquezas de seus argumentos levando este a entender a necessidade construir conceitos sobre o que se discute.

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Platão e o Mundo das Ideias

Para Platão, em sua filosofia o importante seria a formulação de conceitos. Sim conceitos, e por que conceitos? Os conceitos servem para facilitar a nossa comunicação.

Pessoas que falam uma mesma língua reconhecem e se familiarizam com maior facilidade com outras pessoas que comungam dos mesmos significados. Outro exemplo são as regras matemáticas e geométricas, elas são conceituais: c2 = b2 + a2, Triangulo, três lados.

Por este motivo dizemos que Platão era um racionalista. Ele criou a teoria do Mundo das Ideias na qual afirmava que neste mundo tudo era perfeito e imutável, ou seja, no nosso pensamento.

Mas, também existia o Mundo das Coisas, ou Mundo Sensível, este no qual vivemos. E aqui no mundo sensível tudo seria imperfeito, mutável. Daí a influencia pré-socrática de Platão, ou seja, no mundo sensível tudo flui tudo muda, nada é perfeito.

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Platão e o Mito da Caverna

Para ilustrar melhor essa divisão de mundos Platão criou a Alegoria da Caverna. Nesta alegoria ele conta que havia um grupo de prisioneiros que viviam ali desde o nascimento, todos acorrentados nos braços e pescoços. Todos ficavam sentados de costa para a saída da caverna. Atrás deles havia um muro.

Atrás deste muro havia soldados que guardavam a entra e saída da caverna e ali também havia uma grande fogueira acesa que iluminava a parede que os prisioneiros conseguiam enxergar. Estes soldados com o auxilio da luz da fogueira projetavam imagens na parede de dentro da caverna. As imagens que os prisioneiros viam eram consideradas verdadeiras para eles porque eram as únicas coisas que conheciam.

Certa vez um dos prisioneiros se solta e foge para longe da caverna. No primeiro momento fica sego por causa da intensidade da luz. Depois de algum tempo seus olhos se acostumam com a luz e ele começa a enxergar o mundo de forma diferente da qual conhecia.

Após algum tempo retorna a caverna e conta para seus companheiros o que viu fora da dela. Alguns dos companheiros ficam admirados, outros desconfiam. Estes últimos como medo do prisioneiro que voltara do exterior se revoltam e decidem silenciá-lo. O prisioneiro que retornou é espancado até a morte.

Aula Gratuita sobre O Mito da Caverna

Veja um aula com a síntese sobre O Mito da Caverna para você nunca mais esquecer. É um resumo online com o professor Alan, do canal Curso Enem Gratuito. Confira:

Com esta alegoria Platão que mostra como nós comportamos no cotidiano e lidamos com o diferente. Platão firmava que somente através da razão podemos entender o que nos cerca.

Por isso os conceitos nos ajudariam a falar uma mesma linguagem. Além disso, seriamos como os prisioneiros que aprendem só com a experiência, ou seja, enxergamos apenas o que vemos e não refletimos sobre isso.

Temos então que treinar a nossa razão, pois o que a visão nos mostra é o que existe no Mundo Sensível e neste caso tudo flui nada é eterno.

figura_06.jpgImagem: Alegoria da Caverna

Dica 3 – A relação entre Poder e Política e suas implicações nas relações sociais e, por consequência, no Estado, é o objetivo desta aula de Filosofia Enem – https://blogdoenem.com.br/burocracia-estado-poder-politica-filosofia-enem/

Assim Platão inaugura a sua metafísica (Além da física) Para explicar de onde vem o conhecimento Platão criou a Teoria da Reminiscência. Nesta teoria ele afirma que a alma pertenceria ao Mundo das Ideias e que ela de antemão já teria aprendido muitas coisas. Ao nascermos, a alma encarnaria no corpo. O corpo, este no qual vivemos pertence ao Mundo Sensível.

Tudo o que a alma sabia previamente no Mundo das ideias foi esquecido quando ela atravessou as águas do rio do esquecimento. Daí a importância da educação. Para Platão a escola serve para relembrarmos o que a nossa alma já sabia. Neste sentido o conhecimento vem antes da experiência. Assim atribuímos uma capacidade inata ao seres humanos, o pensar. E o que inatismo? Inatismo é capacidade humana de fazer algo sem ter a necessidade de aprender por meio da experiência.

Platão também desconfiava da Arte. Para ele tudo o que existe no mundo sensível é imperfeito. Ora o artista imita a vida. Ao imitar reproduz na arte a cópia da cópia. Por este motivo Platão achava que a Arte teria atributos enganadores, pois ela poderia enganar os homens uma vez que somos suscetíveis as paixões percebidas pelos nossos sentidos.

Já na política Platão idealiza um Estado perfeito, contrário à democracia. Ele assim como Sócrates sugere a aristocracia. Assim Platão divide o Estado como um corpo humano. Na cabeça os governantes, no peito os soldados no baixo-ventre os trabalhadores.

Desafios

Questao 01

(UFSJ 2010) Na obra “O que é Filosofia”, de Caio Prado Júnior, “O Mundo das ideias”, para Platão, pode ser assim descrito:

a) Os dados da experiência são reflexos ou cópias irretocáveis e perfeitas das ideias.

b) Todas as ideias que podemos registrar em nossa mente, em estado de vigília.

c) Um processo de construção do mundo sensível.

d) O pensamento, a função pensante e a atividade racional do Homem.

Questão 02

(UEL 2011) Leia o texto a seguir.

Para esclarecer o que seja a imitação, na relação entre poesia e o Ser, no Livro X de A República, Platão parte da hipótese das ideias, as quais designam a unidade na pluralidade, operada pelo pensamento. Ele toma como exemplo o carpinteiro que, por sua arte, cria uma mesa, tendo presente a ideia de mesa, como modelo. Entretanto, o que ele produz é a mesa e não a sua ideia. O poeta pertence à mesma categoria: cria um mundo de mera aparência.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria das ideias de Platão, é correto afirmar:

a) Deus é o criador último da ideia, e o artífice, enquanto co-participante da criação divina, alcança a verdadeira causa das coisas a partir do reflexo da ideia ou do simulacro que produz.

b) A participação das coisas às ideias permite admitir as realidades sensíveis como as causas verdadeiras acessíveis à razão.

c) Os poetas são imitadores de simulacros e por intermédio da imitação não alcançam o conhecimento das ideias como verdadeiras causas de todas as coisas.

d) As coisas belas se explicam por seus elementos físicos, como a cor e a figura, e na materialidade deles encontram sua verdade: a beleza em si e por si.

e) A alma humana possui a mesma natureza das coisas sensíveis, razão pela qual se torna capaz de conhecê-las como tais na percepção de sua aparência.

Questão 03

(Cesgranrio – 2005) Na República idealizada por Platão a justiça pode ser alcançada quando

a) Na hierarquia das classes cada uma desempenhar apenas a função que lhe compete e de acordo com a virtude que lhe é própria.

b) A classe governante, seja ela qual for, garantir e respeitar os direitos de isonomia e de isegoria para todos os cidadãos de todas as classes.

c) A diferença entre as classes sociais for eliminada através da comunidade de bens, de mulheres e de ocupações.

d) As virtudes da sabedoria, da coragem e da temperança estiverem de igual modo desenvolvidas em todas as classes sociais.

e) As leis passarem a ser elaboradas pelo conjunto dos cidadãos, sem distinção de classe social ou gênero sexual.

Questão 04

(UFU 2008) Leia o trecho abaixo.

E que existe o belo em si, e o bom em si, e, do mesmo modo, relativamente a todas as coisas que então postulamos como múltiplas, e, inversamente, postulamos que a cada uma corresponde uma idéia, que é única, e chamamos-lhe a sua essência (507b-c).

PLATÃO. República. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. 8ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 1996.

Marque a alternativa que expressa corretamente o pensamento de Platão.

a) Somente por meio dos sentidos, em especial da visão, pode o filósofo obter o conhecimento das idéias.

b) No pensamento platônico, o conhecimento das idéias permite ao filósofo discernir a unidade inteligível em face da multiplicidade sensível.

c) Para que a alma humana alcance o conhecimento das idéias, ela deve elevar-se às alturas do inteligível, o que somente é possível após a morte ou por meio do contato com os deuses gregos.

d) Tanto a dialética quanto a matemática elevam o conhecimento ao inteligível; mas, somente a matemática, por seu caráter abstrato, conduz a alma ao princípio supremo: a idéia de Bem.

Questão 05

(FESP RJ – 2008) Na sua República, Platão expõe, no Livro VII, a famosa “alegoria da caverna”. Sócrates, personagem central do diálogo, busca com ela fornecer a Glauco, seu interlocutor, uma imagem do que dissera antes. Para ele, a saída do prisioneiro da caverna é “a ascensão da alma para a região do inteligível”. No limite extremo desta região encontra-se a idéia suprema, comparada ao sol. Ela precisa ser contemplada por quem quiser:

a) Agir com sabedoria exclusivamente na vida pública

b) Agir com sabedoria exclusivamente na vida particular

c) Agir com sabedoria tanto na vida pública como na particular

d) Abdicar de agir em prol da dedicação ao pensamento puro

e) Deixar de agir apenas na vida privada em prol da ação política

Você consegue resolver estes exercícios? Então resolva e coloque um comentário no post, logo abaixo, explicando o seu raciocínio e apontando a alternativa correta para cada questão. Quem compartilha a resolução de um exercício ganha em dobro: ensina e aprende ao mesmo tempo. Ensinar é uma das melhores formas de aprender!