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Veja como evitar os vícios de linguagem mais comuns – Redação do Enem

Erros bastante comuns na linguagem falada, os vícios de linguagem podem comprometer a sua nota na redação do Enem. Confira aqui algumas dicas de como evitá-los.

“Há dez anos atrás”, “subiu pra cima”, “encarar de frente”. Se escutar expressões como essas já incomoda os professores de gramática, o que dizer do corretor que se depara com tais deslizes em sua redação na prova do Enem.  

Preparamos algumas dicas para que os vícios de linguagem não acabem com o esforço de tantos meses de estudo e dedicação.  vícios de liguagem

Os  principais vícios de linguagem

Bastante comuns na língua falada, os vícios de linguagem são um tipo de deturpação na forma culta da língua. As causas para cometermos esse tipo de deslize são várias. Entre elas estão a falta de conhecimento, o costume ou mesmo falta de atenção.

Dica 1: você domina a leitura e a interpretação de textos? Que tal estudar um pouco mais o assunto?https://blogdoenem.com.br/redacao-portugues-enem-interpretacao-textos/

A seguir, confira os vícios de linguagens mais comuns:

Barbarismo

É o desvio em relação à grafia ou à pronúncia das palavras. Um caso comum de erro na pronúncia seria dizer “pobrema” em lugar de “problema”. Na grafia, um tipo de erro recorrente é escrever “advinhar” em vez de “adivinhar”. Na maior parte dos casos, isso acontece porque o aluno confunde o som da pronúncia da palavra com a escrita.

No caso de erro morfológico, a gafe ocorre ao conjugar um verbo. Escrever “se eu pôr a roupa”, quando o correto seria: “se eu puser a roupa”. Em caso de erro semântico, troca-se uma palavra por outra e muda-se o sentido da frase. Por exemplo: “absolver o assunto”. O certo seria: “absorver o assunto”.

Dica 2: você sabe quando empregar o “há” em suas redações? Confira as dicas do professor Wilson Nunes: https://blogdoenem.com.br/redacao-ha-enem-vestibular/

Arcaísmo

O caso do arcaísmo é o de ocorrência mais rara. É o emprego de palavras antigas que há muito tempo deixaram de ser usadas. Esses termos, quando usados, causam estranheza ao leitor. Um exemplo seria usar “vossa mercê” em vez do pronome mais comum: “você”.

Ambiguidade

Esse é um vício de linguagem recorrente nas redações do Enem e também o que mais compromete o entendimento do texto. Se você não ficar atento, certamente perderá alguns pontos ao cometer um erro desse tipo.

A ambiguidade ocorre quando uma frase possui sentido duplo. Veja o exemplo: “onde está a gata da sua irmã?”. A frase possui dois sentidos. A irmã pode ter uma gata, ou ela está sendo elogiada por sua aparência física. Sem um contexto, é impossível definir.

Vícios de Linguagem - Ambiguidade
Dica 3: problemas na hora de concluir seu texto? Confira algumas dicas para garantir a nota máxima na redação do Enem: https://blogdoenem.com.br/redacao-conclusao-enem-vestibular/

Cacófatos

Trata-se de um som desagradável presente na frase. Um cacófato não chega a ser um erro, mas prejudica a leitura do texto, por isso deve ser evitado. Um exemplo de cacófato seria: “ele nunca gasta mais do que deve”.

Eco

Esse erro geralmente ocorre por desatenção. Quando terminar de escrever sua redação, revise o texto com bastante cuidado. Procure por sons desagradáveis ou repetições desnecessárias.

O eco é um recurso bastante utilizado em poesias, mas na redação do Enem vai diminuir a qualidade do texto, além de distrair o leitor. Veja um exemplo: “não comente com o Vicente que meu dente está dormente”.

Dica 4: entenda como as redações do Enem são corrigidas: https://blogdoenem.com.br/corrigem-redacoes-enem-vestibular/

Pleonasmo

O pleonasmo ocorre quando há redundância na informação que está sendo transmitida. Exemplo: “o garoto saiu para fora”.

Neologismo

Esse é mais um recurso linguístico bastante usado em poesia, mas que não cabe em uma redação. Trata-se de palavras criadas que não foram ainda incorporadas oficialmente ao idioma. Um exemplo bastante comum entre os brasileiros é dizer “refri” em vez de refrigerante.

Solecismos

Caracterizam-se por erros de sintaxe. Ocorre pela falta de conhecimento das normas formais da Língua Portuguesa. Veja alguns casos.

1. Quando há erro de concordância: “sobrou diversos brigadeiros”. O certo seria “sobraram”.

2. Erro de regência: “minha mãe assistiu o programa”. O correto seria: “minha mãe assistiu ao programa”.

3. Erro de colocação: “Me empresta uma caneta?”. O correto seria: “Empresta-me uma caneta?”.

Plebeísmo

Essa é uma ocorrência cuja nomeação deriva da palavra Plebeu. Caracteriza-se pelo uso de expressões que denotam algum tipo de falta de instrução daquele que fala ou escreve. Exemplos de plebeísmo são as gírias comumente encontradas na oralidade, mas que não devem constar numa redação de maneira alguma.

Quando estiver compondo a sua redação, tenha cuidado para não cometer os erros acima listados. Nunca deixe de revisar seu texto. Essa é uma das formas mais eficazes de evitar os vícios de linguagem.

A seguir, apresentamos um vídeo de 6min com dicas dos professores Wagner e Carla do Centro Universitário Uniseb Interativo. Nele você vai encontrar os vícios de linguagem mais recorrentes na língua falada:

Victor Toscano é jornalista e mora em São Paulo. Foi professor de inglês em diversas escolas e trabalhou como assistente editorial. Atualmente, realiza traduções, dá aulas particulares de inglês e atua como redator online. Twitter: @victor_toscano