Roma Antiga: Monarquia e República – Revisão de História para o Enem!

Neste post você confere um resumo sobre as origens da Civilização Romana, seu período monárquico e suas principais características

Roma Antiga: Nesta postagem faremos um resumo quanto à origem da civilização romana, os povos que a formaram e a forma como organizaram a política e sociedade romanas no início de seu desenvolvimento.

Vem com a gente revisar Roma para arrebentar nas questões de história do Enem e dos vestibulares!

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Fonte: http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/17/artigo134840-1.asp

Você certamente já ouviu falar sobre a origem mitológica da civilização romana onde os gêmeos Rômulo e Remo (descendentes de Eneias de Tróia e filhos de Marte e Réa Silvia) são encontrados e alimentados por uma loba às margens do Tibre, e posteriormente entregues a uma família camponesa. Todavia, em termos práticos e científicos a Itália pré-romana era dividida em diversos territórios, ocupados por diferentes povos em níveis de desenvolvimento distintos.

Situada na parte central da península itálica, mais precisamente nas planícies do Lácio, região ocupada anteriormente por celtas, gauleses, etruscos, gregos e cartagineses. Por sua vez, os romanos descendem dos etruscos e latinos.

A origem da cidade baseou-se na organização da comunidade tendo por base os gens, pequenos clãs familiares, divididos em cúrias (formada por uma dezena de gens), por sua vez distribuídos em quatro tribos (cada uma delas composta por dez cúrias). A partir do aumento populacional, assim como na Grécia, a sociedade seria dividida em classes e a propriedade privada estabeleceria a desigualdade social, bem como, um governo de orientação monárquica se instituiria.

Durante o período monárquico os romanos receberam maior influência dos Etruscos, povo situado ao norte da região italiana. Este período teve duração de aproximadamente 241 anos (750 – 509 a.C) e sete reis teriam governado Roma: Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Holístico e Anco Márcio (de existência não confirmada), seguidos de Tarquínio, Sérvio Túlio e Tarquínio (O Soberbo), estes últimos de existência comprovada.

O período monárquico caracteriza-se pelo aumento gradativo da produção agrícola, bem como pela expansão de Roma pelas margens do rio Tibre. Em termos de organização social, a pirâmide abaixo indica os habitantes de Roma segundo características financeiras e de cidadania.

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Fonte: http://image.slidesharecdn.com/romamonarquiaerepblica-150417142755-conversion-gate01/95/roma-monarquia-e-repblica-7-638.jpg?cb=1429299032

A imagem mostra a pirâmide social romana durante o Período Monárquico

Ao analisar a imagem acima podemos verificar que no topo da escala social estavam os Patrícios, aristocratas de nascimento. Este grupo possuía a posse das terras e rebanhos e eram praticamente os únicos cidadãos com direitos políticos plenos, desempenhando funções políticas e religiosas. Das quatro tribos romanas, três delas agregavam esta aristocracia, composta pelos gens mais poderosos da cidade.

Logo abaixo dos patrícios estavam os Clientes, camada intermediária formada, geralmente, por estrangeiros. Os clientes possuíam certa riqueza material de acordo os as atividades que desenvolviam – sobremaneira o comércio. Todavia, não possuíam direitos políticos e sua segurança dependia do “obsequium”, relação de favor ou fidelidade política que estabeleciam com um ou mais patrícios.

Os Plebeus, por sua vez, embora fossem homens livre, nascidos em Roma, não possuíam muitas terras e direitos políticos. Prestavam serviço militar obrigatório e junto com os clientes compunham a maioria real da população de Roma durante a monarquia. Porém, gradativamente conquistaram certa representação política.

Por fim, na base da pirâmide estavam os escravos. O escravo tornava-se cativo por duas situações, ou por dívidas contraídas junto a um patrício, ou por guerras. Neste período não formavam um grande número haja vista o receio constante de rebeliões, no entanto, nos períodos republicano e imperial o modo de produção romano seria completamente dependente do constante afluxo de escravos para o mundo romano.

Politicamente a sociedade romana organizava-se em três instituições principais:

REI: Cargo eletivo e vitalício. No entanto, não hereditário. Após a morte do rei, outro monarca era elegido a partir de uma lista tríplice (um representante de cada uma das três tribos patrícias). O rei não possuía poderes absolutos, muitas de suas decisões deveriam ser aprovadas pelo senado.

SENADO: Conselho de anciãos formados exclusivamente por patrícios, no caso, o chefe de cada gen, ou seja, o cargo de senador era exercido pelo patriarca de cada família patrícia (famílias mais ricas e tradicionais que compunham as três tribos patrícias). O senado era responsável por elaborar a lista tríplice para escolha do novo rei.

ASSEMBLÉIA CURIAL: Era formada pelos cidadãos, homens, adultos em condição de servir ao exército e membros das trinta cúrias. Esta assembléia elegia o novo rei a partir de uma lista tríplice elaborada pelos senadores e composta por senadores. Além disso aprovavam guerra e paz e julgavam apelações de penas capitais, funcionando como uma ultima instancia para o condenado a morte.

Últimos Reis e as principais características de seus reinados:

Sérvio Túlio: Durante seu reinado verifica-se grande urbanização da cidade e ampliação de seus domínios. No campo social, Sérvio Túlio dividiu a sociedade novamente, eliminando a divisão gentílica e adotando um sistema que separava os cidadãos romanos em apenas patrícios e plebeus, de acordo com o grau de riqueza de cada indivíduo. Tais mudanças ficaram conhecidas como Reformas Servianas. Suas reformas terminaram por melhorar a condição dos Plebeus, mas o objetivo por trás de seus atos era o fortalecimento do próprio poder real. De certa maneira, Sérvio Túlio deu sequencia ao trabalho iniciado por seu antecessor, Tarquínio Prisco.

Tarquínio – O Soberbo: Foi o último rei de Roma, tendo sido deposto pelo senado tendo em vista seu reinado de característica despótica. Tarquínio buscou reduzir o poder do senado interferido nas propriedades dos senadores. Foi responsável pela construção do Templo de Júpiter e da Cloaca Máxima (sistema de esgoto). Conforme dito, foi deposto por patrícios, insatisfeitos com o aumento do poder real e plebeus, que lutavam pela abolição da escravidão por dívidas, terras e representação política (direitos).

Após o golpe que o depôs, Roma entraria em sua era republicana, mascada pelas disputas entre plebeus e senadores por representação política e pela grande expansão do território romano simbolizadas pelas guerras entre Roma e o grande império comercial marítimo de Cartago, cidade fundada por fenícios no norte da África, que dominava a navegação em comércio em grande parte do Mar Mediterrâneo.

Para saber mais sobre Roma, veja esta videoaula do canal “MundoEdu”  do Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=GRSzPZ5LcYk

Exercícios:

1- Foi durante o período da Monarquia que a cidade de Roma foi constituída, dando origem posteriormente ao maior Império da Antiguidade. Sobre o mito de origem da cidade de Roma é correto afirmar que:

a) Foi fundada por Cícero e Tito Flávio, órfãos amamentados por uma cabra.

b) Foi fundada pelos irmãos Tibério e Caio Graco, criados por uma loba.

c) Foi fundada por Rômulo e Remo, abandonados no rio Tibre e amamentados por uma loba.

d) Foi fundada por César e Otávio Augusto, após as vitórias militares na Gália.

Resposta: C

 

2- Roma foi influenciada em sua formação por uma variedade de povos que habitavam a Península Itálica. Dentre as alternativas que seguem, quais dos povos listados abaixo não influenciaram a formação de Roma:

a) Etruscos.

b) Gregos.

c) Sabinos.

d) Persas.

e) Latinos.

Resposta: D

Bruno História
Os textos e exemplos acima foram preparados pelo professor Bruno Anderson para o Blog do Enem. Bruno é historiador formado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de história em escolas da Grande Florianópolis desde 2012. Facebook e Twitter.