O Império Romano: a história desta Civilização no Enem e no vestibular.

O Império Romano é um épico na história do Ocidente. Ele surge 27 anos do nascimento de Cristo, e chegou a ocupar praticamente toda a Europa Ocidental, inclusive a Bretanha, o Norte da África, e o Leste do Oriente Médio. Durou até o ano de 476 da era atual. O legado cultural está até hoje influenciando as nossas vidas.

Olhe atentamente para o mapa abaixo. Observe o ponto onde está escrito “Roma”. Agora examine toda a área em verde.

Esta extensa área com aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros quadrados esteve sob o domínio de uma civilização que se originou de um pequeno povoado da Península Itálica.Enem 2013Este foi um feito incrível, pessoal! E, a história de como os romanos conseguiram esta façanha faz parte dos conteúdos da prova do Enem. Então vamos juntos analisar as principais características desta civilização.

A Origem da Civilização Romana – O nascimento de Roma ocorreu por volta do ano 1000 a.C. quando povos sabinos e latinos ergueram uma fortificações, onde futuramente se localizaria a cidade, com o intuito de deter invasões etruscas.

Uma origem mítica para a criação da cidade, menciona a lenda de Rômulo e Remo, irmãos gêmeos, abandonados ao nascer e amamentados por uma loba.

Diz a lenda que após crescerem, teriam derrotado o usurpador do trono de sua avô e fundado Roma. Rômulo teria sido o primeiro rei de Roma, dando origem a Monarquia. Então a primeira forma de governo em Roma, que vocês devem entender para este conteúdo do Enem, foi a Monarquia.

Durante a Monarquia a sociedade já estava dividida entre patrícios (grande proprietários rurais) e plebeus (comerciantes, camponeses e pequenos proprietários de terras). O senado era formado exclusivamente por patrícios.

Esta corte era uma instituição importante, sendo que o rei acumulava funções executivas judiciais e religiosas. O último rei de Roma foi Tarquínio, expulso de Roma pelo senado.

O senado, então, aboliu a monarquia e implantou a república. Dentre os períodos que normalmente se divide a história de Roma, a República é um dos pontos fortes para estudar para a prova do Enem.O Império Romano destacadaAs maiores conquistas territoriais de Roma ocorreram durante a república, mas a hegemonia patrícia foi pouco a pouco combatida pelos plebeus.

Além de ocupavam as fileiras do exército e garantirem a segurança dos domínios de Roma, os plebeus começaram a exigir leis que lhes garantissem maiores direitos.

Embora reformas tenham sido feitas para amenizar a tensão entre estes dois grupos, elas nunca deixaram de existir, pois a desigualdade social era muito grande.

Na sociedade romana uma classe que aumentou muito seus números, durante a republica, foram os escravos. Estes eram capturados em guerras durante a expansão e a produção começou a depender cada vez mais de sua força de trabalho.

Com o prestígio adquirido nas guerras e as tensões sociais entre os grupos, alguns líderes militares (generais) tomaram o poder. Os vários golpes militares sinalizaram a ruína em que se encontrara o poder republicano e abriram espaço para o Império.

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Esta foi à última forma de governo em Roma. Agora, prestem atenção no desfecho da crise do império romano, pois será importante para o próximo conteúdo de história que veremos para o Enem .

No século I a.C. o general Otávio se tornou o primeiro imperador. Mas imenso império conquistado pelos romanos iria ruir por diversos fatores, entre eles a dificuldade de manutenção e controle de suas fronteiras. Foi durante o império que a religião oficial de Roma se modificou.

O antigo culto aos deuses e seus rituais deram lugar a uma religião monoteísta nascida no oriente; o cristianismo. No início os imperadores romanos perseguiram os cristãos e condenaram a morte seus seguidores. Mas, acabaram por se converter e disseminar a nova religião dentro das fronteiras do império. Porém, o império romano já estava fragilizado.

A vasta extensão de seu território e seus inúmeros problemas internos acabaria por levá-lo a ruína. Nem mesmo a divisão do império em duas partes foi capaz de evitar sua queda. Por volta do século III as invasões bárbaras deram o último golpe que dissolveu o império romano do ocidente.

Apesar dos romanos terem sido derrotados, essa parte é importante memorizar para a prova do Enem, suas práticas, conceitos, saberes e a religião cristã ajudaram a moldaram a feição do mundo ocidental que estava por surgir. Da junção entre saberes bárbaros e romanos se formou a Europa Feudal.

O Legado do Império Romano

No campo religioso foram politeístas até a ascensão cristã, ao fim do império. Suas divindades eram ligadas ao cotidiano geral da civilização e suas cerimônias estavam inseridas em assuntos militares, agrícolas, artes e mesmo o comércio.

Desta maneira, as divindades se assemelhavam ou assimilavam as divindades gregas com outros nomes e/ou representações (Júpiter é Zeus/ Minerva é Atenas, entre outros).2Os restos mortais de Rafael Sanzio estão no prédio desde o renascimento.  Cabe ressaltar que muitos edifícios tinham em suas paredes diversas esculturas que, no mais das vezes, apresentavam conquistas militares e grandes feitos.

A aproximação a cultura grega ocorreu também nas artes. O teatro foi intensamente explorado pelos romanos, as obras de Homero e outros grandes autores gregos foram traduzidas para o latim.

Nomes como Políbio, Tito Lívio e Plutarco figuram como grandes historiadores, algumas das principais obras biográficas de governantes, generais, entre outros próceres da antiguidade são de autoria de Plutarco. Tito Lívio escreveu a obra História de Roma, composta por 142 volumes.

Durante o governo de Otávio Augusto Roma viveu o período de ouro de sua cultura. Por todo o império, sobremaneira a capital, recebeu um grande numero de obras arquitetônicas com influências variadas, como por exemplo, o arco e a abóboda.

No esquema abaixo você pode conferir elementos do arco romano e suas diversas partes e funções da mesma.3

Dica: Revise também o período monárquico de Roma! Veja este excelente post do professor Bruno: https://blogdoenem.com.br/roma-antiga-monarquia-e-republica/

Em se tratando de entretenimento, considerando o grande número de escravos, grande parte da população livre possuía muito tempo de ócio, elemento perigoso para a manutenção da paz. Assim sendo, diversas formas de entretenimento foram criadas, entre elas as arenas de gladiadores.

O Coliseu, certamente a mais famosa, era palco de confrontos, muitas vezes até a morte entre gladiadores e mesmo homens contra animais ferozes capturados em todas as partes do império. A política do pão e circo foi justamente criada e aplicada para evitar que o grande numero de homens livres se revolta-se  contra o Estado.

A filosofia latina foi profundamente marcada pela filosofia grega e correntes filosóficas como estoicismo, epicurismo, ceticismo e cinismo marcaram o período de hegemonia romana. O imperador Marco Aurélio foi considerado um grande filósofo estóico.

Outra grande contribuição cultural romana foi o direito romano. Para se ter uma ideia, o direito praticado hoje em nosso país deriva de tradições e códigos de leis romanos. O direito em Roma era dividido em três áreas distintas, privado, estrangeiro e público.

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As leis romanas, a partir do período republicano seriam compiladas no “Jus Civile” (código civil). Além disso, algumas expressões comuns no mundo jurídico provem de Roma e seu idioma, o Latim. (ex: Habeas Corpus, Habeas Data, stricto sensu). Além disso, o português, o francês, o italiano e o espanhol, entre outros idiomas, derivam diretamente do latim.

Por fim, desde o início do império, a partir do governo dos primeiros imperadores, o cristianismo, doutrina baseada nas pregações e vida de cristo foi proibida e perseguida pelo Estado romano.

No entanto, já no ocaso do grande império, Constantino (imperador) liberou e ajudou a organizar a religião, e por fim, de proibido, o cristianismo viria a se tornar um dos maiores legados da cultura e período de dominação romana para as civilizações ocidentais.

Basta observar que a própria hierarquia católica segue o padrão do império, sendo o papa (dentro da doutrina católica) comparado à figura do imperador.

O vídeo abaixo apresenta um resumo sobre a Civilização Romana. De forma bem simples e divertida veja as informações que vão te ajudar na prova do Enem.

Gostaram dos poderes do Pater familas? No Brasil a lei impede que alguém tenha tanto poder assim sobre sua família. Mas, infelizmente não é assim em todos os lugares do mundo.

Minhas duas dicas de filmes que podem ajudar na compreensão deste conteúdo de história para Enem são: GladiadorRoma. Ao assistirem o filme Gladiador pensem na política do “pão e circo” para entreter a população e vejam que ela surtia efeito. Já Roma é uma série da HBO muito bem produzida e que retrata o final da República e início do Império.

Dica 03 –  História Enem – Revise sobre Pré-História e Antiguidade Oriental ttp://blogdoenem.com.br/historia-enem-revise-com-aulas-gratis/

EXERCÍCIOS para você resolver e compartilhar

1. (CPS 2011) Os combates de gladiadores surgiram no sul da Itália, chegaram a Roma no meio século III a.C. e foram oficializados pelo Senado, em 105 a.C. Inicialmente realizados durante as cerimônias fúnebres, pouco a pouco eles foram perdendo seu caráter sagrado e se transformaram em manifestações laicas, no início da era cristã. Apesar de escravos, os gladiadores eram esportistas de alto nível, pois cabia aos promotores das lutas oferecerem um espetáculo de qualidade. Esses combates representavam, para os gladiadores, cair nas graças da multidão, fato que os levava à fama.

Para conquistar o reconhecimento do povo, cidadãos importantes, desde líderes locais até o próprio imperador, ofereciam esses espetáculos ao público.

O governo de Otávio Augusto (30 a.C.- 14 d.C.), visando aumentar a popularidade e diminuir as revoltas dos pobres da cidade de Roma, ampliou a “política do pão e circo”.
(Revista História Viva, ano V, nº 56. Adaptado)

Sobre esse momento da história romana, é válido afirmar que
a) esses espetáculos públicos tinham um caráter puramente religioso e evitavam as revoltas sociais, pois os romanos temiam a ira de seus deuses.
b) a “política do pão e circo”, no fim da era cristã, manteve o caráter sagrado dos combates de gladiadores, pois muitos desses participantes ofereciam sua vida ao deus cristão.
c) a política do “pão e circo”, ampliada por Otávio Augusto, pôs fim às desigualdades sociais entre patrícios e plebeus.
d) os combates entre gladiadores, promovidos nos estádios, serviam para diminuir a insatisfação popular contra os governantes.
e) as lutas de gladiadores surgiram no sul da Itália para pôr fim a revoltas sociais ocorridas no governo de Otávio Augusto, no século III a.C.

2. (Ufpr 2011) O cristianismo católico tornou-se religião oficial do Império Romano no ano de 380 d.C., data da edição do famoso édito de Tessalônica, outorgado pelo Imperador Teodósio. Desde a sua criação até este momento, a caminhada foi dura e difícil para os seguidores de Cristo. Exemplo disso foram as perseguições movidas por alguns imperadores romanos, eternizadas pelos relatos fantásticos e emotivos de vários escritores e historiadores cristãos.
Podemos apontar como principais causas dessas perseguições:

a) O ódio e a intolerância tanto das autoridades como da população pagã do mundo romano, que viam na figura de Cristo e na comunidade cristã uma ameaça ao poder do Imperador.
b) A constante penetração de elementos cristãos tanto nas filas do exército imperial romano como em cargos administrativos de elevada importância, que poderiam servir de “mau exemplo” tanto em termos políticos como ideológicos.
c) Aspectos de índole moral, na medida em que os cristãos eram acusados pelos pagãos de realizarem orgias e assassinatos de crianças em seus rituais.
d) A associação entre os cristãos e os inimigos bárbaros que punha em risco a estabilidade política e religiosa interna do mundo imperial romano.
e) A necessidade de oferecer à população de Roma “pão e circo”, com os cristãos sendo sacrificados na arena do Coliseu para minimizar a ameaça de revoltas populares contra as autoridades imperiais.

3 .(Fuvest) A expansão de Roma durante a República, com o consequente domínio da bacia do Mediterrâneo, provocou sensíveis transformações sociais e econômicas, dentre as quais:

a) marcado processo de industrialização, êxodo urbano, endividamento do Estado.
b) fortalecimento da classe plebéia, expansão da pequena propriedade, propagação do cristianismo.
c) crescimento da economia agropastoril, intensificação das exportações, aumento do trabalho livre.
d) enriquecimento do Estado romano, aparecimento de uma poderosa classe de comerciantes, aumento do número de escravos.
e) diminuição da produção nos latifúndios, acentuado processo inflacionário, escassez de mão-de-obra escrava.

4. (Ufv) A respeito das classes que compunham a sociedade romana na Antiguidade, é CORRETO afirmar que:

a) os “plebeus” podiam casar-se com membros das famílias patrícias, forma pela qual conseguiam quitar suas pendências de terra e dinheiro, conseguindo assim certa ascensão social.
b) os “plebeus” compunham a classe formada pelos camponeses, artesãos e alguns que conseguiam enriquecer-se por meio do comércio, atividade que lhes era permitida.
c) os “clientes” eram estrangeiros acolhidos pelos patrícios e transformados em escravos, quando sua conduta moral não condizia com a de seus protetores.
d) os “patrícios” foram igualados aos plebeus, durante a democracia romana, quando da revolta dos clientes, que lutaram contra a exclusão social da qual eram vítimas.
e) os “escravos” por dívida eram o resultado da transformação de qualquer romano em propriedade de outrem, o que ocorria para todos que violassem a obrigação de pagar os impostos que sustentavam o Estado expansionista.

RESPOSTAS

1. D No governo de Otávio Augusto, as lutas de gladiadores faziam parte do que denominamos política do “pão e circo”. Ou seja, para aliviar as tensões sociais, eram promovidos espetáculos de luta com distribuição de comida na entrada dos jogos. Isto servia para distrair a população e impedir maiores revoltas.

2. D Os cristãos, devido a suas crenças, não consideravam o Imperador um deus, e se recusavam a adorá-lo. Foram identificados por esse motivo com os “bárbaros” e considerados uma ameaça a estabilidade política e religiosa do império.

3. D Durante a República, Roma expandiu muito suas fronteiras e isto significou um enriquecimento do Estado romano, devido as riquezas obtidas das novas regiões conquistadas. Além disso a expansão fez aumentar muito o numero de escravos e aparecer uma rica classe de comerciantes.

4. B Os plebeus eram formados por camponeses, artesãos, comerciantes e pequenos proprietários rurais.