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Redação Enem 2026: 3 temas para ficar atualizado

Jaqueline Padilha 30 abril, 2026 Atualizado em 30 abril, 2026

Estar atualizado sobre os principais  debates da sociedade brasileira é um pré-requisito para tirar uma boa nota no Enem. Principalmente por conta do formato das provas que costumam interdisciplinares. Além disso, o Enem é...

Redação Enem 2026: 3 temas para ficar atualizado

Estar atualizado sobre os principais  debates da sociedade brasileira é um pré-requisito para tirar uma boa nota no Enem. Principalmente por conta do formato das provas que costumam interdisciplinares. Além disso, o Enem é famoso pelas questões interpretativas exigindo pensamento crítico sobre a realidade. 

No entanto, com o excesso de informações, muitas vezes é difícil entender o que realmente é relevante estudar – principalmente como tema de redação. 

Pensando nisso reunimos 3 assuntos que estão em alta e podem aparecer no Enem em 2026. Para cada um deles, também indicamos repertórios culturais que podem fortalecer sua argumentação durante a redação. 

Banalização e auto diagnóstico de transtornos mentais na internet 

Atualmente é comum termos pessoas compartilhando experiências pessoas e o cotidiano nas redes sociais. Seja através de relatos ou participando de trends cresce o número de conteúdos sobre doenças e transtornos mentais como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno Bipolar, Narcisista e etc. 

Este movimento apresenta aspectos positivos como a redução de estigmas, apoio de comunidades, aumento do debate sobre o tema e até mesmo uma identificação por parte de pessoas que antes não compreendiam seus próprios sintomas.

No entanto, existe um cenário perigoso com riscos significativos – como o aumento de autodiagnósticos baseados em informações superficiais e muitas vezes mentirosos. 

Existe o chance de cair em conteúdos enganosos e sensacionalistas que podem levar a uma identificação indevida e até mesmo a automedicação. 

Esse fenômeno é ainda mais preocupante entre jovens, que estão mais expostos a esse tipo de conteúdo e, ao mesmo tempo, encontram-se em fase de desenvolvimento emocional e cognitivo. Vale enfatizar que diagnósticos em saúde mental exigem avaliação criteriosa, realizada por profissionais qualificados, considerando múltiplos fatores e contextos. 

Além disso, a banalização desses transtornos pode gerar efeitos negativos, como a deslegitimação das experiências de pessoas que convivem com diagnósticos clínicos reais. 

O correto é sempre buscar ajuda especializada caso haja suspeitas ou sintomas clínicos. 

Saúde mental é um assunto sério e que deve ser debatido com responsabilidade. 

Repertório:

  • Documentário Ansiedade: o mal do século (Rádio e TV Justiça)
  • Documentário Eu não sou louco (sobre o CAPS) 

Ambos disponíveis no Youtube. 

Impacto do consumo excessivo de conteúdos superficiais no desenvolvimento de crianças e adolescentes 

O aumento da exposição de crianças e adolescentes a telas tem preocupado os cientistas, já sendo vistas em situações do cotidiano. 

Professores reclamam da dificuldade de concentração, crianças com irritabilidade e dificuldade de comunicação e diagnóstico de ansiedade e depressão cada vez mais recorrentes nesses grupos. 

Embora os efeitos de longo prazo ainda não podem ser medidos, estudos indicam que há impacto significativo no desenvolvimento cognitivo e comportamental, principalmente na primeira infância. 

Os celulares sendo o dispositivo mais comum nas casas brasileiras reforça a preocupação pois, muitas vezes esses conteúdos são superficiais, criados para “viciar”. Esse padrão pode dificultar a construção de atenção prolongada e pensamento crítico. 

Dados do Projeto PIPAS mostram que uma parcela significativa de crianças com menos de 5 anos passa mais de duas horas diárias em frente a telas, enquanto 24% das residências sequer possuem livros em casa. Esse contraste evidencia uma mudança no padrão de estímulo cognitivo oferecido às crianças desde os primeiros anos de vida. 

Além do comprometimento do desenvolvimento cognitivo há uma perda na capacidade de desenvolvimento motor e adoecimento visual. Além de estimularem um consumo cada vez mais individual, diminuindo a capacidade de socializar. 

Importante ressaltar que muitas famílias vivem uma realidade de sobrecarga e muitas vezes veem nos celulares um recurso facilitador no cuidado. 

Proibir o uso de telas não é o caminho. Afinal a tecnologia já é parte do dia a dia, mas limitar a quantidade de exposição e fazer a supervisão dos conteúdos é essencial para manter a saúde digital infantil. 

Diante disso, especialistas não defendem a proibição total das tecnologias, mas sim o uso equilibrado e supervisionado. A mediação adulta e a limitação do tempo de exposição são fundamentais para manter a saúde de crianças e adolescentes. 

Repertório:

Direito à moradia em contexto de desastres climáticos 

Os desastres causados por eventos climáticos têm crescido nos últimos anos e evidenciado a urgência do debate sobre mudanças climáticas e seus impactos sociais. No Brasil, recentemente vimos que o estado praticamente inteiro do Rio Grande do Sul ficar embaixo d’água.Também, em  2022, deixando mais de 200 mortes aconteceram os desabamentos na região de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Situações que ilustram como essas tragédias afetam o direito à moradia. 

Para além das perdas imediatas — como vidas humanas e danos materiais —, esses eventos geram consequências prolongadas inestimáveis. Muitas famílias ficam desabrigadas, perdem parte de sua história e ainda enfrentam dificuldades significativas para reconstruir suas vidas. 

Nesse cenário, o direito à moradia digna, garantido constitucionalmente, torna-se um desafio. A ausência de políticas públicas eficazes de prevenção, contenção de riscos e realocação de comunidades aumenta a vulnerabilidade de populações , muitas vezes já marginalizadas. 

Existe um padrão recorrente, nestes cenários –  momentos de grande mobilização social e solidariedade durante a crise, seguidos por um esquecimento repentino no período pós-desastre. Como resultado, muitas famílias permanecem em situação de abandono por parte das instituições, tendo dificuldade de reconstruir suas vidas. 

É importante destacar que a comunidade científica aponta, há décadas, a necessidade de ações preventivas e estratégias de mitigação. No entanto, a discussão e a implementação dessas medidas ainda acontecem de forma insuficiente ou ineficiente. 

Dessa forma, discutir os impactos das mudanças climáticas no acesso à moradia não é apenas uma questão ambiental, mas também social e política, que envolve os direitos fundamentais e a busca por justiça social.

Repertório:

Série Explicando (episódio sobre furacões)Documentário A cheia do Rio Grande (Globoplay)

Documentário A cheia do Rio Grande (Globoplay)

Jaqueline Padilha

Jornalista formada pela UFSC e Redatora da Rede Enem.

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