A Unesco lançou o seu Relatório de Monitoramento Global da Educação, que aponta que 273 milhões de crianças em todo o mundo estão fora da escola. O número aumenta pelo sétimo ano consecutivo e levanta um alerta: será possível alcançar as metas e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU ODS 4 até 2030?
Essas metas são destinadas a educação inclusiva, equitativa e de qualidade a qual o Brasil se comprometeu em fazer parte.
Mas afinal por que esses dados são importantes? Além de ampliarem a visão de mundo, muitas dessas informações podem ser utilizadas como repertório em questões e na redação do Enem. E, como sabemos, você é um estudante bem informado e preocupado com a educação no Brasil, reunimos as principais informações importantes divulgadas pela Unesco.
Quantas crianças estão fora da escola?
Dos 273 milhões de crianças fora da escola no mundo:
- 79 milhões estavam em idade de cursar o ensino fundamental;
- 64 milhões em idade de cursar o ensino médio;
- 130 milhões em idade de cursar o ensino médio superior.
Entre os principais motivos que são apontados para justificar esse crescimento estão o aumento da população mundial, aumento de conflitos e guerras e redução de orçamento destinado para a educação.
Por outro lado, um dado positivo: 76% dos países possuem políticas para realocar os recursos em favor de escolas mais vulneráveis.
Número preocupantes no mundo
Alguns dados reforçam a gravidade da situação:
- 1 em 6 crianças em idade escolar está fora da escola;
- Apenas 2 em cada 3 estudantes terminaram a educação secundária (ensino médio);
- Mais de 1 em cada 6 crianças vive em áreas de conflito;
- As regiões do mundo com pior desempenho são África Subsaariana e partes da Ásia.
Avanços na conclusão escolar
Apesar dos número desafiadores, alguns avanços são animadores:desde 2000, a taxa mundial de conclusão na educação primária aumentou de 77% para 88%.
Além disso, nos anos finais do ensino fundamental foram de 60% para 78%. Já no ensino médio o crescimento foi de 37% para 61%.
Entretanto, o ritmo ainda é lento. Se não avançarmos, a meta de alcançar os 95% de conclusão no ensino médio só será atingida em 2105.
Diferenças de acesso à educação
Um dos indicativos mais positivos é a diminuição das diferenças de gênero, principalmente na educação primária e secundária. Em países como Nepal, por exemplo, as meninas alcançaram rapidamente os meninos. E em algumas regiões do mundo, elas superaram eles – graças às políticas e campanhas voltadas à igualdade de gênero.
Na inclusão de pessoas com deficiência, desde o ano 2000, a proporção de países com leis sobre educação inclusiva aumentou de 1% para 24%.
Os países que preveem, em sua legislação, a educação de crianças com deficiência em ambientes educacionais passou de 17% para 29%.
E o Brasil?
Para a Unesco o Brasil se destaca na criação de leis de inclusão de pessoas com deficiência na educação Com destaque para o reconhecimento em lei de grupos como no caso de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), como público de direito.
Porém aponta que ainda falta uma política de implementação efetiva dessas políticas em nível nacional.
Iniciativas apontadas como positivas:
- Estatuto da Pessoa com Deficiência;
- Política Nacional de Educação Especial;
- Plano Nacional da Educação.
Ainda há esperança?
Sempre há esperança, principalmente quando estamos falando de Brasil.
Políticas como o Encceja, Pé-de-Meia, Prouni, Sisu e Fies já vem mudando a realidade do ensino médio e superior.
Além disso, Projetos como o Curso Enem Gratuito também contribuem para a transformação da realidade da educação brasileira, democratizando o acesso a conteúdos e ajudando milhares de estudantes a se prepararem para o Enem e vestibulares.
