Alterações biológicas e desequilíbrio ambiental – Resumo de Biologia Enem

Revise as principais alterações biológicas realizadas pela ação do homem, e cujas consequências podem gerar desequilíbrio ambiental. É hora de se garantir para mandar bem nas questões de Biologia e Meio Ambiente no Enem, no Encceja e nos vestibulares!

O equilíbrio dos ecossistemas é algo extremamente delicado. Pequenas alterações em determinada população ou na disponibilidade de recursos pode desequilibrar o ecossistema e levar a extinção de espécies.

Conhecer as principais alterações biológicas que podem ocorrer no ambiente é fundamental não só na sua formação acadêmica, como também pessoal. Além disso, o Enem adora cobrar questões sobre as ações humanas e sua influência no ambiente. Então, fique ligado (a) neste super post e gabarite as questões de Biologia do Enem e dos vestibulares!

Em um ecossistema são construídas inúmeras relações entre as diferentes espécies e seus nichos ecológicos. Essas relações são interdependentes e alterações em uma delas podem influenciar outras relações coexistentes, levando a um desequilíbrio ambiental.

Naturalmente catástrofes podem levar a alterações na disponibilidade de recursos e até mesmo na densidade populacional de determinada espécie. Porém, não há dúvida que os maiores alteradores ambientais somos nós, os seres humanos.

Dentre as infelizes mudanças que podemos realizar estão as alterações biológicas, onde interferimos diretamente na presença e quantidade de indivíduos de determinada espécie em um ambiente.

  • Importante: Neste post-aula vamos abordar dois tipos de alterações biológicas:
  • 1 – A inserção de espécies exóticas; e,
  • 2 – A extinção de espécies.

Introdução de espécies exóticas

Quando temos um ecossistema em equilíbrio, podemos notar que natureza impõe fatores que impedem o crescimento exagerado de uma população. Chamamos estes fatores de resistência ambiental. Dentre os fatores de resistência ambiental podemos citar, por exemplo, a quantidade limitada de recursos, competição entre espécies, parasitismo, predação, entre outros.

Quando introduzimos uma nova espécie em um ambiente, estas resistências ambientais podem acabar não ocorrendo, pois os fatores limitantes podem não se encaixar para esta nova espécie (pode não haver predadores para esta espécie, pode haver grande quantidade de alimento ou ainda grande oferta de território para reprodução).

Isso faz com que a nova espécie possa aumentar sua população rapidamente, requisitando muitos recursos e ocupando nichos ecológicos dos organismos nativos. Isso irá gerar desequilíbrios ecológicos.

Um bom exemplo de espécie exótica que vem gerando desequilíbrios ecológicos em terras brasileiras é o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei). Este mexilhão é originário do sul da Ásia e invadiu a América do Sul pelo rio da Prata, na região de Buenos Aires, provavelmente trazida pela água de lastro dos navios. No Brasil foi registrado pela primeira vez em 1999.

Além de ocupar nichos ecológicos de mexilhões nativos e prejudicar suas populações, os mexilhões dourados geram também problemas econômicos: eles se incrustam em tubulações de captação de água, entupindo-as. A usina de Itaipu, por exemplo, já enfrenta problemas por conta deste mexilhão.Biologia Enem: mexilhões invadindo hidrelétrica abandonada

Espécies exóticas X espécies exóticas invasoras

Muitas espécies exóticas foram introduzidas no Brasil, intencionalmente ou acidentalmente. Trazemos espécies para nossos ambientes para os mais diversos fins – geralmente comerciais, como a produção de alimentos.

Porém, existem espécies exóticas cujo crescimento populacional é facilmente controlado pelos seres humanos ou pelos próprios fatores de resistência ambiental, não causando desequilíbrios ambientais consideráveis.

Um exemplo de espécie exótica é o flamboyant, muito utilizado na arborização de praças por conta de seu sombreamento. Mas, existem espécies exóticas que se tornam incontroláveis e invadem os ambientes, causando sérios desequilíbrios ecológicos, como o mexilhão-dourado.

Outro exemplo de espécie exótica invasora muito bem estabelecida no Brasil é o Pinus (Pinus elliottii). O Pinus se reproduz e se dispersa facilmente e, além disso, é um amensal que produz substâncias que impedem o crescimento e desenvolvimento de plantas nativas, alterando totalmente as florestas brasileiras. Alterações biológicas e o desequilíbrio ambiental

 

A Extinção de espécies:

As espécies podem se extinguir por processos naturais, como o que ocorreu com os dinossauros. Porém, a influência das atividades humanas na extinção de espécies é inegável. No Brasil, o principal fator que leva a extinção de espécies é o desmatamento. O desmatamento destrói e fragmenta habitats, acabando com nichos ecológicos e isolando geneticamente populações.

Além disso, a caça indiscriminada (utilizada principalmente para o tráfico de animais) leva à extinção muitas espécies. No sul do Brasil, por exemplo, a exploração de baleias no século passado para a produção de óleo quase levou à extinção destas espécies no litoral brasileiro.

A extinção de uma espécie não só é uma perda inestimável para o patrimônio biológico do planeta, como também desequilibra ecossistemas e aniquila potenciais usos e descobertas científicas a cerca deste grupo de organismos. Para evitar a extinção de espécies se fazem necessárias ações educativas e também punitivas, em cumprimento às leis ambientais do nosso país.

 

Conseguiu aprender um pouco mais sobre os desequilíbrios ambientais? Beleza! Que tal finalizar sua revisão assistindo uma videoaula? Veja esta aula da professora Bárbara Leite do canal FAMA Faculdade Macapá, do Youtube:

E aí curtiu o vídeo? Ótimo! Agora, veja as dicas, e depois testes seus conhecimentos.

Dica 1: Antes de continuar estudando as alterações biológicas que ocorrem nos ecossistemas, que tal dar uma revisada em alguns conceitos básicos de ecologia? Eles podem te ajudar a passar no vestibular! Veja este super post com dicas da professora Juliana Santos e videoaula do canal Descomplica.

Dica 2: Revise também as cadeias alimentares, com dicas de Biologia do Blog do Enem.

Dica 3: Revise também as sucessões ecológicas! Veja este super post com dicas da professora Juliana Evelyn dos Santos e videoaula do professor Artur Ramos.

Dica 4: Você conhece as principais características analisadas em uma população analisadas na conservação de um ecossistema? Não? Então se liga neste post! Ele pode te ajudar no Enem!

Exercícios

01 – (UEPA/2014)   Sabe-se que tanto o desflorestamento quanto o reflorestamento podem determinar um aumento na quantidade de microrganismos. Por exemplo, na medida em que se destrói o ambiente natural de insetos, transmissores de doenças, que em seu meio picariam apenas animais silvestres, eles se adaptam ao ambiente humano, fazendo deles e de seus animais de estimação as suas principais vítimas. Esses fenômenos têm sido observados no Brasil. Temos sido testemunhas do incremento de doenças causadas por microrganismos como os arbovírus (vírus transmitido por insetos) da febre amarela e da dengue e como protozoários causadores da leishmaniose e da malária, dentre outros.

Adaptado de: http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos /art_39/docs/

Baseado no texto, afirma-se que:

a) o desflorestamento inaltera o tamanho das populações e a biodiversidade.
b) as doenças citadas no texto têm suas frequências diminuídas.
c) reflorestamento e desflorestamento promovem o desequilíbrio ecológico.
d) a alteração ambiental gera uma relação intraespecífica dos insetos com os arbovírus.
e) ocorre aumento no predatismo do vírus da dengue e da febre amarela.

Gab: C

02 – (UNICAMP SP/2013) No decorrer de sua existência, a espécie humana tem sido uma das principais responsáveis pelo desaparecimento de muitos organismos de nosso planeta. Nos tempos mais remotos, a caça indiscriminada de animais mais vulneráveis, como, por exemplo, aves não voadoras, era um dos principais motivos de extinção de várias espécies. Atualmente o ser humano continua sendo o principal promotor da perda de biodiversidade. Um conjunto de possíveis causas de extinção de espécies nos tempos atuais é:

a) fragmentação de hábitat, uso de cobaias em pesquisas científicas e caça controlada.
b) fragmentação de hábitat, introdução de espécies exóticas e poluição.
c) poluição, introdução de espécies exóticas e reprodução de espécies em cativeiro.
d) poluição, reprodução de espécies em cativeiro e crendices populares.

Gab: B

03 – (UEPA/2013) Recentemente foi divulgado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) a Lista Vermelha de espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção. Os dados são alarmantes: 12.259 espécies de animais e plantas estão ameaçadas de extinção e esse número pode aumentar porque 48 espécies já desapareceram da natureza, existindo apenas alguns exemplares mantidos em cativeiros ou em cultivos. A destruição de ecossistemas e de habitats são fatores que alteram a biodiversidade. Um exemplo dessa perda, no Brasil, é a destruição da Floresta Amazônica para a plantação de pasto e outros cultivos, o que influi na dinâmica das chuvas na região.

(Adapatado de http://www.premioreportaje.org/ index.php? pageId= sub&lang= pt_BR&currentItem= article&docId= 7782&c= Brasil&cRef= Brazil&year= 2004&date= dezembro%202003

Além das consequências do impacto ambiental abordadas no texto, identifique outras nas afirmativas abaixo.

I. Erosão e empobrecimento do solo.
II. Diminuição da Biodiversidade.
III.   Ameaça ao fornecimento de alimentos, de remédios e de energia.
IV. Redução dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera.
V. Elevação dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera.

A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:

a) I, II, III e IV
b) I, II, III e V
c) I, III, IV e V
d) II, III, IV e V
e) I, II, III, IV e V

Gab: B

04 – (FGV/2012)    A construção do rodoanel na região metropolitana de São Paulo tem por objetivo diminuir o tráfego de caminhões nas áreas mais centrais, bem como tornar o escoamento de cargas mais ágil. Trata-se de um grande empreendimento responsável diretamente por inúmeras alterações ambientais, sendo uma delas a divisão de trechos de vegetação nativa em áreas menores.

Uma consequência imediata desse impacto ambiental é

a) a extinção dos predadores de topo em função do menor fluxo gênico.
b) o aumento do perímetro da borda delimitante do fragmento.
c) a maior captação de água da chuva na área preservada.
d) o aumento na produção de flores, frutos e sementes nas árvores remanescentes.
e) a divisão de populações e a consequente formação de novas espécies.

Gab: B

05 – (UFG/2012) Leia o texto a seguir.

O Parque Nacional da Tijuca completa 50 anos em 2011 e sua origem está, historicamente, associada ao desenvolvimento econômico do Brasil. Quase toda a vegetação que compõe o parque é originada do primeiro reflorestamento heterogêneo da América Latina, que se iniciou em 1861 mediante um decreto de Dom Pedro II, que desapropriava as fazendas associadas à atividade econômica mais rentável da época, para transformá-las em floresta. Neste período, o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, já sofria de problemas de abastecimento hídrico decorrentes do desequilíbrio ambiental pela ação antrópica.

JORNAL DA CIÊNCIA. Rio de Janeiro, 8 jul. 2011, ano XXIV, n. 693, p. 12. [Adaptado].

De acordo com as informações contidas no texto, a que cultivo agrícola essas fazendas estavam associadas e qual o objetivo de Dom Pedro II ao promulgar o referido decreto?

a) Fumo – reduzir a erosão e o desabamento de encostas.
b) Fumo – deter a perda da exuberância da fauna e da flora nativas.
c) Cana-de-açúcar – reter a água da chuva e manter o manancial hídrico.
d) Cana-de-açúcar – deter a perda da exuberância da fauna e da flora nativas.
e) Café – reter a água da chuva e manter o manancial hídrico.

Gab: E

06 – (ASCES PE/2012)   O problema ambiental ilustrado na charge abaixo geralmente é produzido pelo homem com a justificativa de:

problema ambiental
Fonte: http://kwnecologia.blogspot.com/p/quadrinhos.html

a) eliminar as pragas agrícolas.
b) renovar o solo para rotação de culturas.
c) construir habitações na zona rural.
d) ampliar áreas de pastagem.
e) reformar estradas em áreas urbanas.

Gab: D

Os textos e exemplos acima foram preparados pela professora Juliana Santos para o Blog do Enem. Juliana é formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de Ciências e Biologia em escolas da Grande Florianópolis desde 2007. Facebook: https://www.facebook.com/juliana.evelyndossantos.