O MEC soltou a nova Cartilha da Redação do Enem. Veja as dicas

Saiu a nova Cartilha da Redação do Enem, publicada pelo MEC e pelo INEP. As regras básicas continuam valendo nas 5 Competências que valem nota. A novidade são os modelos de textos de redação nota mil. Veja:

Agora é oficial: O Ministério da Educação atualizou a Cartilha da Redação do Enem para orientar os Participantes do Exame em 2021. O texto foi publicado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que é o órgão vinculado ao MEC responsável pelo Enem.

A nova Cartilha traz as dicas básicas e modelos de textos nota mil selecionados entre os melhores da edição anterior do Enem. Veja também o e-book gratuito de Redação Enem.

Cartilha da Redação do Enem

O Básico da Redação do Enem continua valendo nesta nova edição da Cartilha da Redação do Enem A primeira explicação é justamente “O que é a Redação do Enem”, em cinco pontos:

1 – Texto dissertativo-argumentativo. A prova de redação exigirá de você a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Os aspectos a serem avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas durante os anos de escolaridade.

2 – A sua Tese sobre o Tema. Nessa redação, você deverá defender uma  tese – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual.

3 – Respeito à norma culta. Seu texto deverá ser redigido de acordo com a modalidade escrita formal da língua portuguesa.

4 – Proposta para mitigar ou resolver o problema. Você também deverá elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto.

5 – Considerar os Direitos Humanos na Conclusão. Essa proposta deve respeitar os direitos humanos.

e-book gratuito de Redação

Os professores do Blog do Enem prepararam um e-book de redação para você aumentar suas chances. Têm o e-book completo e mais 10 aulas com todos os tópicos que você precisa saber. Confira agora o e-book do Curso de Redação Enem Gratuito: Curso de Redação Enem gratuitoConfira no e-book como montar a estrutura da redação do Enem.

O esquema para fazer a redação

A Cartilha da Redação do Enem publicada pelo INEP traz um esquema básico para você se orientar. É bem simples. Você parte do Tema para fazer a leitura e a interpretação; cria a sua Tese; utiliza os Argumentos; e apresenta a sua Proposta de Intervenção: Cartilha da Redação do Enem

 

Veja 11 motivos da nota Zero

A Cartilha da Redação do Enem deixa bem claras todas as regras que provocam a nota zero. Confira na lista os 11 motivos que provocam a nota zero na redação do Enem:

1• fuga total ao tema;
2• não obediência ao tipo dissertativo-argumentativo;
3• extensão de até 7 (sete) linhas manuscritas, qualquer que seja o conteúdo, ou extensão
de até 10 (dez) linhas escritas no sistema Braille;
4• cópia de texto(s) da Prova de Redação e/ou do Caderno de Questões sem que haja pelo
menos 8 linhas de produção própria do participante;
5• impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, em qualquer parte da
folha de redação;
6• números ou sinais gráficos sem função clara em qualquer parte do texto ou da folha de
redação;
7• parte deliberadamente desconectada do tema proposto;
8• assinatura, nome, iniciais, apelido, codinome ou rubrica fora do local devidamente
designado para a assinatura do participante;
9• texto predominante ou integralmente escrito em língua estrangeira;
10• folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho; e
11• texto ilegível, que impossibilite sua leitura por dois avaliadores independentes.

As Cinco Competências cobradas pelos avaliadores na hora da correção da Redação:

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As Cinco Competência da Redação Enem

Pontos

Competência

 1 0 a 200 Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa
 2 0 a 200 Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa
 3 0 a 200 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista
 4 0 a 200 Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
 5 0 a 200 Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos

  Nota máxima: 1000

  Você precisa mandar bem em todas as competências para a nota mil

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Como escrever a Redação do Enem?

O MEC deu as dicas básicas sobre o que é o texto dissertativo-argumentativo, o tamanho mínimo e o máximo do texto, e os elementos básicos que serão cobrados pelos avaliadores.  Tem tudo na Cartilha da Redação do Enem. Mas, o Blog do Enem pode te ajudar ainda mais a compreender melhor sobre Como escrever a Redação do Enem.

Veja agora um resumo com aula-gratuita da professora Tharen Teixeira, do canal do Curso Enem Gratuito, com uma explicaçãobem simples e rápida para você mandar bem na produção do seu texto da redação:

E aí, gostou do resumo da professora Tharen? Muito bom. Veja agora na prática como ficaram as melhores redações do Enem, na seleção dos textos premiados pelo MEC:

Modelos de Redação Enem nota 1000

Confira agora a seleção que o Ministério da Educação fez de textos considerados excelentes, premiados com a nota máxima na correção oficial. Só tem redação Enem nota 1000. Veja esta primeira da lista, com apenas 4 parágrafos:

GABRIEL MELO CALDAS NOGUEIRA

Para o filósofo escocês David Hume, a principal característica que difere o ser humano dos outros animais é o poder de seu pensamento, habilidade que o permite ver aquilo que nunca foi visto e ouvir aquilo que nunca foi ouvido. Sob essa ótica, vê-se que o cinema representa a capacidade de transpor para a tela as ideias e os pensamentos presentes no intelecto das pessoas, de modo a possibilitar a criação de novos universos e, justamente por esse potencial cognitivo, ele é muito relevante. É prudente apontar, diante disso, que a arte cinematográfica deve ser democratizada, em especial no Brasil – país rico em expressões culturais que podem dialogar com esse modelo artístico –, por razões que dizem respeito tanto à sociedade quanto às leis.

 Em primeiro lugar, é válido frisar que o cinema dialoga com uma elementar necessidade social e, consequentemente, não pode ser deixada em segundo plano. Para entender essa lógica, pode-se mencionar o renomado historiador holandês Johan Huizinga, o qual, no livro “Homo Ludens”, ratifica a constante busca humana pelo prazer lúdico, pois ele promove um proveitoso bem-estar. É exatamente nessa conjuntura que se insere o fenômeno cinematográfico, uma vez que ele, ao possibilitar a interação de vários indivíduos na contemplação do espetáculo, faz com que a plateia participe das histórias, de forma a compartilhar experiências e vivências – o que representa o fator lúdico mencionado pelo pensador. É perceptível, portanto, o louvável elemento benfeitor dessa criação artística, capaz de garantir a coesão da comunidade.

Em segundo lugar, é oportuno comentar que o cenário do cinema supracitado remete ao que defende o arcabouço jurídico do país. Isso porque o artigo 215 da Constituição Federal é claro em caracterizar os bens culturais como um direito de todos, concebidos com absoluta prioridade por parte do Estado. Contudo, é desanimador notar que tal diretriz não dá sinais de plena execução e, para provar isso, basta analisar as várias pesquisas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN ) que demonstram a lamentável distribuição irregular das práticas artísticas – dentre elas, o cinema –, uma vez que estão restritas a poucos municípios brasileiros. Vê-se, então, o perigo da norma apresentada findar em desuso, sob pena de confirmar o que propunha Dante Alighiere, em “A Divina Comédia”: “As leis existem, mas quem as aplica?”. Esse cenário, certamente, configura-se como desagregador e não pode ser negligenciado.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para democratizar o acesso ao cinema no Brasil, levando-se em consideração as questões sociais e legislativas abordadas. Sendo assim, cabe ao Governo Federal – órgão responsável pelo bem-estar e lazer da população – elaborar um plano nacional de incentivo à prática cinematográfica, de modo a instituir ações como a criação de semanas culturais nacionais, bem como o desenvolvimento de atividades artísticas públicas. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras, governadores e setores federais – já que o fenômeno envolve todos esses âmbitos administrativos –, os quais devem executar periódicos eventos, ancorados por atores e diretores, que visem exibir filmes gratuitos para a comunidade civil. Esse projeto deve se adaptar à realidade de cada cidade para ser efetivo. Dessa forma, o cinema poderá ser, enfim, democratizado, o que confirmará o que determina o artigo 215 da Constituição. Assim, felizmente, os cidadãos poderão desfrutar das benesses advindas dessa engrandecedora ação artística.

Mandou muito bem o Gabriel, e entrou para a lista oficial dos campeões da Redação do Enem. Ele dominou já desde a Introdução, e seguiu firme por todo o texto. Veja agora com a professora Daniela Garcia os segredos de uma boa introdução para a Redação:

O segredo é você conquistar os avaliadores desde o começo com o ponto de vista sobre o Tema, com a sua perspectiva sobre o assunto, e depois construir os argumentos alinhados com este olhar inicial.

Confira agora mais uma Redação Enem nota 1000

MARIA ANTÔNIA DE LIMA BARRA

O filme “Bastardos inglórios”, ao contextualizar cenas em meados do século XX, retrata o caráter elitista das exibições de cinema, uma vez que eram feitas em espaços de socialização das classes ricas da época. Na contemporaneidade, embora seja mais amplo, ainda há entraves a serem superados quanto à democratização do acesso às salas cinematográficas (e seus conteúdos) no Brasil. Nesse sentido, os resquícios de uma herança segregacionista no que diz respeito à frequência de locais de cinema geram a dificuldade em manter esse hábito em parte da população, o que perpetua a problemática.

Nessa linha de raciocínio, é fundamental ressaltar que a urbanização tardia e a constante gentrificação de espaços citadinos brasileiros são responsáveis pela permanência de costumes elitistas. Com efeito, o geógrafo Milton Santos, ao estudar a organização das cidades do Brasil, postula que o processo rápido e desorganizado de construção urbana provocou a marginalização de grande parte dos cidadãos. Desse modo, o acesso a shopping centers e demais espaços de lazer, como os cinemas, ficou restrito àqueles que possuem meios para tal, ou seja, à parcela da população que mora perto desses locais centrais – a elite –, ou que possui recursos para consumir esses produtos culturais – também a elite. Assim, no que tange à exibição de filmes, há resquícios de um caráter segregacionista, visto que a marginalização e a gentrificação excluem a massa populacional dos espaços cinematográficos, mantendo, estruturalmente, a problemática na sociedade brasileira.

Consequentemente, a dificuldade de manter o hábito de frequentar tais locais impede a plena democratização do acesso ao cinema. Nesse aspecto, a teoria do sociólogo Pierre Bourdieu acerca do “capital cultural” vai ao encontro da realidade discutida. Em seus postulados, Bourdieu discute a influência das referências socioespaciais nos costumes do indivíduo, concluindo que o desenvolvimento de valores que incluam certas culturas é imprescindível à manutenção dos costumes referentes a elas. Sendo assim, a herança segregacionista de frequência às salas cinematográficas e demais plataformas de exibição impede a construção de um capital cultural em parte da população do país, prejudicando sua democratização. Um exemplo disso é o relato da autora Carolina Maria de Jesus, em seu livro “Quarto de despejo”, no qual ela conta que, por residir na periferia, o dinheiro que seus filhos gastariam para assistir aos longas no cinema não seria suficiente nem para pagar seus deslocamentos.

Portanto, visando mitigar os entraves à resolução da problemática, algumas medidas são necessárias. Primeiramente, cabe ao Governo Federal criar programas de apoio à cultura cinematográfica, por meio de sistemas de assistência às famílias carentes e especialmente distantes dos centros de lazer, como “vales cultura”, junto a “vales transporte”, para que os processos conceituados por Milton Santos (como gentrificação, que é a expulsão de indivíduos de uma área para a construção de espaços elitizados) não interfiram no acesso populacional ao cinema. Por fim, é dever das escolas promover formas de desenvolvimento de valores referentes à cultura cinematográfica, através de exibições extra-classe, como em gincanas e trabalhos lúdicos, a fim de que tanto os alunos quanto os pais possam construir o “capital” postulado por Bourdieu, de modo que tenham interesse de frequentar os espaços de plataformas de filmes, ampliando, então, o acesso a elas. Enfim, o cenário retratado no longa “Bastardos inglórios” não será reproduzido no Brasil, haja vista que o aporte ao cinema será democratizado.

Muito boa esta Redação da Maria Antônia. Ela também fez o texto dissertativo-argumentativo em quatro parágrafos.

E você, está pronto para o desafio? A Cartilha da Redação do Enem mostrou o caminho completo para você mandar bem no Enem. Agora, é com você. Vem!

Download da Cartilha

Confira agora um resumo completo sobre Como Escrever a Redação do Enem:

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. Veja agora três técnicas para você utilizar na conclusão da Redação do Enem.