Comércio exterior brasileiro

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Olá, tudo certinho? Você acha que o Brasil vive em seu “casulo” e não se relaciona com ninguém? Muito engana-se meu pequeno ser! O Brasil tem uma relação comercial externa bastante interessante. Para saber um pouco mais sobre o comércio exterior brasileiro, acompanhe o post. Vamos lá?

Até, mais ou menos, a década de 1960, o Brasil era um país que exportava, basicamente, produtos do setor primário como açúcar, carne, fumo, café, feijão, algodão, cacau, madeiras, minérios (ferro e manganês principalmente), chegando a ser responsável por mais de 70% do que era exportado pelo país.

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Com o capitalismo numa fase mais avançada do neoliberalismo, países subdesenvolvidos industrializados, passaram a ganhar importância na produção industrial. Assim, o Brasil passou a exportar produtos industrializados e processados (os semimanufaturados) como suco de laranja, calçados, produtos químicos, veículos, peças para aviões e até aviões completos, tornando a economia brasileira mais diversificada e complexa.

Dica 1: Você sabia que os meios de transportes são fundamentais para escoação das mercadorias. Quer revisar o sistema de transporte brasileiro? Então, clique aqui.

Só para você ter uma ideia, esses últimos produtos que te mostrei, na década de 1960, não passavam de 5% das exportações brasileiras. Hoje, esse tipo de produção representa mais de 60% das exportações do nosso país. Você percebeu que houve uma mudança significativa na economia brasileira? O Brasil passou a ganhar um novo mercado consumidor em novas áreas.

Mas tudo que é produzido de industrializado aqui no Brasil, é de tecnologia brasileira? Pois é, essa é a grande questão. Não, na maior parte, o Brasil é o local onde as empresas encontraram uma forma de economizar com mão de obra, impostos, propriedades, entre outros custos importantes para uma indústria. A tecnologia, na maioria, vem de fora, mas a produção é brasileira.

Antes de continuar lendo a aula, que tal dar uma olhada na videoaula do prof. Carrieri? 

Comércio exterior brasileiro e o setor primário 

Nessas últimas décadas, entrou na pauta de exportação do setor primário, a soja. Esse produto tem grande influência no comércio exterior brasileiro. Dá para afirmar, que é o produto mais exportado pelo Brasil em quantidade, porém, seu valor agregado ainda é muito baixo.

Esse é outro problema brasileiro, o baixo valor agregado dos produtos do setor primário. Se o Brasil investisse mais na transformação desses produtos, ou seja, agregasse valor a ele, com certeza, aumentaria o valor exportado.

Comércio exterior brasileiro: quem são os maiores parceiros? 

Dentre os principais parceiros comercias do Brasil temos os Estados Unidos, a União Europeia (principalmente Alemanha, Itália, França, Espanha e Holanda) Argentina, Uruguai, Arábia Saudita, China, Hong Kong, Coreia do Sul, Chile, México, Japão, Kuwait, Nigéria e Venezuela.

Além disso, temos que lembrar que o Brasil compra muito produto de outros países. Na verdade, há uma relação de via dupla, pois os mesmos que são importadores, exportam para nós.

Dica 2: E já que estamos falando sobre comércio exterior brasileiro, que tal relembrar a industrialização no país? Clique aqui e não guarde essa dúvida para o dia da prova.

Nas últimas duas décadas, o Brasil passou a apresentar uma balança comercial positiva, ou seja, apresentou superávit, pois até então, a balança era negativa, que facilmente era explicada. Produtos primários tem valor agregado baixo, então o que o Brasil comprava era muito mais caro. Hoje, esse processo é diferente.

Exercícios

1- (UNIFENAS) Sobre o comércio exterior brasileiro seria errado afirmar que:

a) Houve grande aumento das exportações de manufaturados e semi-industrializados superando exportações de produtos primários.

b) Menor dependência em relação ao mercado norte-americano.

c) Grande diversificação quanto aos tipos de produtos exportados e quanto aos parceiros comerciais.

d) Apresenta diminuição gradativa do volume de mercadorias exportadas e do valor de exportações.

e) A balança comercial apresenta um superávit, desde 82, apesar de não poder ser considerado como lucro.

2- (UFMG) Com a abertura das fronteiras brasileiras aos produtos manufaturados estrangeiros, evidenciou-se a fraca competitividade da maioria dos setores industriais do país. Sobre esse aspecto da nossa indústria, todas as alternativas estão corretas, exceto:

a) A competitividade da indústria está comprometida pelas recentes e generalizadas restrições à entrada de tecnologia estrangeira a à penetração de bens de capital.

b) A falta de competitividade da indústria brasileira resulta da fraca produtividade de determinados setores e da baixa qualidade dos produtos colocados no mercado.

c) A indústria brasileira adotou, até bem recentemente, a estratégia de aumentar receitas por meio de aplicações financeiras em detrimento de investimentos produtivos na modernização do setor.

d) A maior parte dos setores dessa atividade é voltada apenas para o mercado interno que, embora se situe entre os maiores do mundo, é pouco exigente e não estimula a competitividade.

3- (UFPE) Todas as afirmativas apresentam características do comércio externo brasileiro, EXCETO
a) A safra agrícola apresentou crescimento significativo em alguns dos últimos anos, mas, nem por isso, os produtos agrícolas superaram os industrializados em valor de exportação.

b) As crises sucessivas que atingiram a economia do país afetaram, de certa forma, o comércio externo sem, contudo, eliminar os superávits da balança comercial.

c) O café tem uma participação relativamente pequena no valor das exportações do país, mas o Brasil é ainda um dos principais fornecedores do produto para o mercado mundial.

d) O petróleo continua tendo um peso grande no valor das importações do Brasil, mesmo com o aumento da produção ocorrida nos últimos anos.

e) Os países do MERCOSUL são os principais compradores dos produtos brasileiros, mas as relações comerciais com essas nações são deficitárias para o Brasil.

GABARITO

1 – D

2 – A

3 – E

Os textos e exemplos acima foram produzidos pelo professor Leandro, formado em Geografa pela Udesc. Leandro é professor de Geografia em escolas da Rede Particular de Ensino da Grande Florianópolis.