Enem e a História – Veja agora tudo sobre a Idade Média (parte 1)

Veja nesta aula, para o Enem, que a Idade Média esteve muito além de  castelos, guerreiros e princesas. Neste primeiro momento, vamos aprender a primeira parte sobre o período medieval da Europa.

Enem 2013
Iluminura representando as três classes da sociedade medieval: o clero, a nobreza e o povo.

Uma imagem clássica e que imediatamente nos remete à Idade Média, mostra uma princesa presa na torre de um castelo esperando que um nobre cavaleiro venha salvá-la. Claro que estes elementos faziam parte do mundo medieval, mas não apenas eles. A imagem acima mostra as três ordens presentes na sociedade medieval: cavaleiro, camponês e monge. Atenção para o Enem, pois a imagem representa aqueles que trabalhavam os que lutavam e os que oravam!

Ao estudar para o Enem, você  pode encontrar expressões como : “ Idade das Trevas” ou “Noite de Mil Anos” para se referir ao Medievo. Estas expressões foram muito utilizadas no passado para se referir a Idade Média, pois desde o Renascimento os estudiosos tinham como referência a cultura greco-romana e desprezavam a cultura do medievo por ela ter sido influenciada pela Igreja Católica. Eles afirmavam que praticamente não ocorreu desenvolvimento científico e técnico, pois a Igreja impedia estes avanços ao colocar a fé como único caminho a seguir.

Nas questões do Enem, procure ter cuidado sempre que aparecer expressões depreciativas sobre este período, pois a partir da segunda metade do século XX, com novos estudos históricos sobre a cultura e ciência da Idade Média, houve uma nova visão sobre este período. Alguns historiadores chegaram a conclusão que o desenvolvimento cultural e científico foi muito rico durante a época Medieval. Ocorreram avanços científicos e técnicos (ex: arquitetura). As Universidades Medievais foram ricos centros de produção de conhecimentos e debates. Então hoje em dia, o uso do termo “Idade das Trevas” é considerado preconceituoso e principalmente incorreto, pois desqualifica a cultura, a ciência e a arte da Idade Média.

Para você que está estudando para as provas do Enem, saiba que a Idade Média é frequentemente dividida em dois períodos: a Alta Idade Média e a Baixa Idade Média.

Na  Alta Idade Média,verificamos os processos de despovoamento, regressão urbana, e as invasões Bárbaras. Os ocupantes bárbaros formam reinos apoiando-se nas estruturas do antigo Império Romano e isto contribuiu para que as alterações sociais não fossem tão acentuadas.  Neste momento, o Cristianismo disseminou-se pela Europa ocidental e muitas construções monásticas foram edificadas. Entre os séculos  VII e VIII, a Dinastia Carolíngia estabeleceu um Império, sendo o imperador Carlos Magno o principal  monarca. Este império dominou grande parte da Europa ocidental até ao século IX, quando novas investidas bárbaras causaram seu desmoronamento.

A Baixa Idade Média teve início depois do ano 1000, e as características mais importantes para você entender para a Prova do Enem são: aumento demográfico expressivo e  renascimento do comércio.  É ainda durante este período que se iniciam e consolidam as duas estruturas sociais que dominam a Europa até ao Renascimento: o senhorialismo, ou seja , a organização de camponeses em aldeias que pagam renda e prestam vassalagem a um nobre – e o feudalismo — uma estrutura política em que cavaleiros e  outros nobres de estatuto inferior prestam serviço militar aos seus senhores, recebendo como compensação uma propriedade senhorial o direito a cobrar impostos em determinado território.

Ao estudar para o Enem, note que os dois últimos séculos da Baixa Idade Média tiveram acontecimentos marcantes que merecem basante atenção. A população foi dizimada por sucessivos períodos de fome e  pestes; só a  Peste Negra foi responsável pela morte de um terço da população europeia entre 1347 e 1350. Inúmeras guerras civis e revoltas populares dentro dos próprios reinos marcaram este período. A Igreja Católica passou por momentos de  instabilidade que resultaram no Grande Cisma do Oriente (divisão da cristandade em dois blocos: oriente e ocidente) e a questão das heresias, pensamentos contrários aos que a Igreja pregava (ex: Catarismo, Valdeísmo  e Hussitas).

Não deixe de assistir a aula abaixo, ela explica de foma clara e objetiva o Feudalismo. E entender o sistema feudal é  super importante para compreender a Idade Média . Assista e não fique com dúvidas para o Enem!

A filmografia existente sobre a Idade Média é bem vasta. Você pode utilizar alguns filmes para conhecer mais sobre o cotidiano medieval e assim melhorar seus conhecimentos para o Enem. Aconselho o filme O Incrível Exército de Brancaleone, você vai rir muito! E se quiser um drama baseado em fatos reais veja Em nome de Deus. Os dois títulos vão mostrar detalhes da vida e das crenças do homem medieval.

EXERCÍCIOS

1.(Vunesp) “Na sociedade feudal, o vínculo humano característico foi o elo entre subordinado e chefe mais próximo. De escalão em escalão, os nós assim formados uniam, tal como se tratasse de cadeias infinitamente ramificadas, os menores e os maiores. A própria terra só parecia ser uma riqueza tão preciosa por permitir obter ‘homens’, remunerando-os.” (Marc Bloch. A sociedade feudal.)

O texto descreve a:

a) hierarquia eclesiástica da Igreja Católica;

b) relação de tipo comunitário dos camponeses;

c) relação de suserania e vassalagem;

d) hierarquia nas corporações de ofício;

e) organização política das cidades medievais.

2. (Fatec-SP) Uma das características a ser reconhecida no feudalismo europeu é:
a) A sociedade feudal era semelhante ao sistema de castas.

b) Os ideais de honra e fidelidade vieram das instituições dos hunos.

c) Vilões e servos estavam presos a várias obrigações, entre elas o pagamento anual de capitação, talha e banalidades.

d) A economia do feudo era dinâmica, estando voltada para o comércio dos feudos vizinhos.
e) As relações de produção eram escravocratas.

3. (PUC-SP) “(…) a própria vocação do nobre lhe proibia qualquer atividade econômica direta. Ele pertencia de corpo e alma à sua função própria: a do guerreiro. (…) Um corpo ágil e musculoso não é o bastante para fazer o cavaleiro ideal. É preciso ainda acrescentar a coragem. E é também porque proporciona a esta virtude a ocasião de se manifestar que a guerra põe tanta alegria no coração dos homens, para os quais a audácia e o desprezo da morte são, de algum modo, valores profissionais.”
(Bloch, Marc. A sociedade feudal. Lisboa: Edições 70, 1987).

O autor nos fala da condição social dos nobres medievais e dos valores ligados às suas ações guerreiras. É possível dizer que a atuação guerreira desses cavaleiros representa, respectivamente, para a sociedade e para eles próprios:

a) a garantia de segurança, num contexto em que as classes e os Estados nacionais se encontram em conflito, e a perspectiva de conquistas de terras e riquezas.

b) o cumprimento das obrigações senhoriais ligadas à produção, e à proibição da transmissão hereditária das conquistas realizadas

c) a permissão real para realização de atividades comerciais, e a eliminação do tédio de um cotidiano de cultura rudimentar e alheio a assuntos administrativos.

d) o respeito às relações de vassalagem travadas entre senhores e servos, e a diversão sob a forma de torneios e jogos em épocas de paz.

e) a participação nas guerras santas e na defesa do catolicismo, e a possibilidade de pilhagem de homens e coisas, de massacres e mutilações de inimigos. 

GABARITO:

1.C; 2.C; 3.E.

Enem 2013

 

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