Enem – Grifar e fazer resumos são técnicas de estudo pouco eficientes

Antes de começar sua tarde de estudos, leia esse post! Pesquisa de 4 universidades americanas mostra  as melhores formas de se preparar para o Enem.

Precisamos avisar de um resultado de uma pesquisa antes que você comece seus estudos de hoje para o Enem! Afinal, queremos que você se prepare da melhor maneira possível para o exame. Um estudo realizado por quatro universidades americanas concluiu que, as duas formas preferidas pelos alunos para estudo, grifar e fazer resumos, não são as mais eficientes. Criar palavras-chaves, usar imagens para fixação de conceitos e releitura também compõe a lista de piores técnicas para o aprendizado dos estudantes.

Dica 1 – Confira todas as notas de corte no Sisu: https://blogdoenem.com.br/category/basicao/notas/

Segundos um dos pesquisadores, o professor John Dunlosky, da Kent State University (Ohio), marcar frases individuais com canetas marca-texto pode prejudicar a revisão do conteúdo. “Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo”, diz ele. “Isso pode comprometer a compreensão sobre o material”, afirma. Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um “cobertor de segurança” para muitos estudantes.

Sobre fazer resumos, Dunlosky comenta que “para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada e os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem”.

Dica 2 – Veja exemplos de Redações que tiraram nota 1000: https://blogdoenem.com.br/redacao-enem-nota-1000/

O uso de truques mnemônicos, ou seja, técnicas para memorizar palavras, fórmulas ou conceitos, podem funcionar para lembrar pontos específicos, como a já velha conhecida “minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A”, para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa. Mas o professor adverte: eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais. “Não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física”.

Fazer exercícios práticos e estudar aos poucos ao longo de todo o curso são, segundo a pesquisa, as melhores formas de aprendizagem por beneficiar diretamente alunos de idades e habilidades diversas. Essa técnica de estudar aos poucos se chama “prática distribuída” e consiste em se planejar e estudar em espaço de tempo espalhados – evitando deixar para estudar tudo na véspera da prova. “Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material”, diz Dunlosky. “Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho”.

Dica 3 – Tudo que cai na prova do Enem: https://blogdoenem.com.br/category/cainaprova/

A pesquisa analisou as técnicas de estudo levando em conta quatro critérios: condições de aprendizagem (inclui aspectos do ambiente em que a técnica é aplicada, avaliando estudos em grupo e individuais); características dos alunos (incluem variáveis como idade, capacidade e nível de conhecimento prévio); materiais (variam de conceitos simples para problemas matemáticos até textos científicos complexos) e critério de tarefas (incluem diferentes medidas de resultados que são relevantes para o desempenho do aluno, como os de memória, resolução de problemas e compreensão).

Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes, certo? Dunlosky afirma que não – as melhores técnicas funcionam para todos. E os especialistas acreditam que esse estudo possa ajudar os professores a ajudar seus alunos a estudar.

Dica 4 – Os melhores Simulados para o Enemhttps://blogdoenem.com.br/category/simulado-enem/

Veja a avaliação de todas as técnicas de estudo resultante da pesquisa:

TÉCNICAS COM ALTA EFICIÊNCIA

Teste prático – considerado uma das técnicas com maior utilidade no aprendizado dos estudantes, uma vez que pode ser implementado com um mínimo de treinamento e ainda exige um tempo razoável para sua prática. Além disso, os testes possuem ampla aplicabilidade em relação aos tipos de materiais, idade dos alunos e intervalos de retenção do conteúdo.

Prática distribuída de estudos – programe-se e estudo o conteúdo ao longo dos dias e não deixe para estudar tudo na véspera da prova. Segundo o estudo, divulgado recentemente pelo jornal da Associação pela Ciência Psicológica dos Estados Unidos, a técnica funciona com estudantes de diferentes idades e com uma ampla variedade de conteúdos.

TÉCNICAS COM EFICIÊNCIA MODERADA

Técnica de perguntas elaboradas – essa técnica consiste em ser capaz de explicar um conceito ou fato específico. O problema é que o nível de conhecimento prévio interfere na eficiência dessa técnica. O aluno precisa ter uma certa bagagem de conhecimento para elaborar as perguntas que irá fazer a si mesmo.

Técnica de auto-explicação – nessa técnica, o aluno deve refletir sobre como uma nova informação está relacionada com uma informação antiga ou então deve explicar como chegou a resposta de determinado problema. Essa técnica também depende do conhecimento do aluno e do nível de habilidade.

Prática intercalada – o estudante usa um cronograma de estudos e nele pode misturar diferentes tipos de conteúdos dentro de uma sessão de estudo, ou seja, ele não se limita a absorver o conteúdo de uma matéria específica naquele determinado período. Os resultados dessa prática se mostraram bons para matemática, mas, pouco satisfatórios para literatura.

TÉCNICAS COM BAIXA EFICIÊNCIA

Resumos  – é uma estratégia eficaz de aprendizagem para os alunos que já sabem fazer resumo. No entanto, muitos precisam de treinamento extensivo para adotar a técnica adequadamente. Para ser eficaz, é preciso que o resumo tenha qualidade. O fato do aluno não enfatizar os pontos principais de um texto ou incluir uma informação incorreta não beneficia o aprendizado e nem a retenção das informações apresentadas.

Grifar textos – pode até ajudar quando os alunos têm o conhecimento necessário para destacar as informações de forma eficaz, mas não é um indicativo de alto nível de utilidade. A marcação no texto chama a atenção do leitor, mas este precisa refletir sobre o significado e como suas peças diferentes se relacionam entre si.

Palavra-chave mnemônica – envolve a criação de imagens mentais associadas aos conteúdos apresentados. Apesar de resultados positivos, alguns aspectos implicam limitações em relação à utilidade da prática. Um deles é que o uso da palavra-chave mnemônica pode não resultar em uma retenção durável de conteúdo, ou seja, em longo prazo ela pode não ser tão eficaz dificultando o desempenho dos estudantes.

Uso de imagens – implica na formação de imagens mentais de partes do texto durante a leitura ou escuta. De acordo com o levantamento, a técnica pode ser bastante limitada e não é sólida. Além disso, não há definição consistente em relação à quantidade de treinamento necessária para garantir que os alunos utilizem a técnica corretamente.

Releitura dos textos –  a relação do nível do conhecimento com os efeitos da técnica ainda é pouco explorada. Além disso, o estudo indica que quase nenhuma pesquisa sobre releitura envolveu alunos mais jovens que estudantes em idade universitária.

Enem 2013

 

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