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Surgimento e características do Estado Moderno – História Enem

Vem com a gente revisar história para o Enem e aprender tudo sobre a formação do Estado Moderno. Garanta sua vaga na universidade!

No post de hoje falaremos sobre o nascimento do Estado Moderno e consequente fim do sistema feudal, bem como as principais características desta nova forma de organização política e econômica.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=RTL7Z-xeDvY

O objetivo desta postagem é fazer um resumo voltado para o Enem acerca do surgimento e principais características dos Estados Modernos, a partir do renascimento comercial e urbano, novas concepções econômicas, sociais e políticas, ou seja, falaremos do surgimento das monarquias modernas e suas principais transformações.

O real desenvolvimento do comércio na Europa feudal encontrava no próprio sistema feudal seus principais entraves.

Cada feudo tinhas seus próprios padrões monetários e, além disso, uma série de tributos era cobrada dos comerciantes, impostos, tarifas e até mesmo direitos de passagem castigavam tais mercadores. Além disso, havia sempre o risco de saques e assaltos praticados por bandidos e salteadores, quando não pelos próprios nobres.

Desta maneira, a classe burguesa buscou apoiar-se nos reis, que a época possuíam poderes apenas em seus feudos, no entanto contavam com as obrigações de respeito de outros nobres, seus vassalos.

Assim, o Rei nada mais era do que um suserano, no entanto, possuía força capaz para unificar e padronizar a atividade comercial em territórios mais vastos, o que vinha de encontro com os interesses burgueses.

Em resumo, o que aconteceu em termos gerais foi a centralização política e econômica através da cobrança de impostos pela atividade comercial.

Fonte: http://construindohistoriahoje.blogspot.com.br/2015/08/a-formacao-dos-estados-europeus-modernos.html

Com cofres melhor abastecidos, os suseranos puderam ampliar suas forças militares e área de influencia, tornando-o capaz de centralizar o poder de legislar, punir e taxar, criando moedas, estabelecendo padrões de pesos e medidas e aplicando suas próprias concepções de justiça e buscando assimilar os elementos mais importantes da antiga nobreza, que perderam poder, mas puderam conservar por muito tempo seus privilégios. No entanto, fato é que a descentralização política característica da nobreza feudal deu lugar a autoridade centralizadora do Rei.

Dica 1: Você não lembra muito bem como funcionava o sistema feudal? Então se liga nesse post do professor Bruno e arrebente em história no Enem!

Península Ibéria:

A península Ibérica foi ocupada pelos mouros (muçulmanos) a partir de 711, e tão logo foi organizada uma tentativa de resistência que só foi capaz de fazer frente ao poderio muçulmano no século XI.

Portugal foi o primeiro estado Nacional a desenvolver-se, ainda no contexto das cruzadas de reconquistas e tentativas de expulsão do árabes. Por volta de 1142, Afonso Henriques declarou independentes as terra que seu pai, Henrique de Borgonha havia recebido do rei de leão e Castela (futuro Reino Espanhol) e o chamou de Reino de Portugal.

Os descendentes de Afonso Henriques governaram Portugal por cerca de 240 anos marcados por conflitos com Leão e Castela e pela ampliação do território português.

Por volta de 1383 tem fim a dinastia de Borgonha, ocasião em que Castela tentou novamente a reanexar Portugal aos seus domínios. Diante de tal fato ocorreu uma divisão da sociedade portuguesa, tendo vencido os comerciantes que defendiam a manutenção da independência.

Apoiado por mercadores, alguns nobres e a população mais pobre, Dom João, mestre da ordem militar de avis. Chamada de Revolução de Avis, tal episódio consolidou a monarquia portuguesa e Dom João I tratou de privilegiar a classe burguesa e lançou as bases para que Portugal obtivesse posição pioneira nas grandes navegações.

A unificação do território espanhol se deu através do casamento entre o rei Fernando, de Aragão e Isabel, rainha de Castela, que unificaram as duas coroas. Ambos tornaram-se conhecidos pela alcunha de reis católicos, e com o apoio da igreja deram início a expulsão de muçulmanos e também judeus do território espanhol.

O poder real na Inglaterra era forte desde 1066 quando Guilherme, O Conquistador, submeteu todos os homens livres do reino a vassalagem.

Cada vez mais insatisfeitos, os barões ingleses  conseguiram a assinatura de João Sem Terra, o novo rei Inglês, na famosa Carta Magna, datada de 1215, que por sua vez buscava controlar o poder real, estabelecendo limites as decisões do rei, que não poderia aumentar os impostos e criar novas leis sem o apoio do Parlamento, que em 1350 foi dividido em duas câmaras, a dos lordes (nobres e membros do clero) e a dos comuns (cavaleiros e burgueses).

A França unificou-se e estabeleceu-se como estado nação a partir da dinastia capetíngia e sua estrita relação com a burguesia, garantindo a segurança para a realização da prática comercial e mesmo colocando alguns representantes da classe mercantil em altas funções do Estado.

Luís IX, também conhecido como São Luís, haja vista que foi canonizado pela Igreja Católica, implementou um padrão de moeda nacional e proibiu os demais senhores feudais de cunharem suas próprias moedas, prática comum na época, e aumentou a influência da justiça real.

Felipe IV, O Belo, obrigou a cobrança de impostos do clero e obteve a aprovação da medida convocando os chamados Estados Gerais, uma assembleia de representantes dos três estamentos sociais.

Alemanha e Itália, por sua vez, só viveriam a unificação territorial anos mais tarde, em pleno século XIX e desenvolvimento da economia capitalista e industrial.

Para completar a sua revisão sobre a Formação das Monarquias Nacionais, veja esta excelente videoaula:

Exercícios:

1- (FUVEST) No processo de formação dos estados Nacionais da França e da Inglaterra, podem ser identificados os seguintes aspectos:

a) Fortalecimento do poder da nobreza e retardamento da formação do estado moderno.

b) Ampliação da dependência do rei em relação aos senhores feudais e à Igreja.

c) Desagregação do feudalismo e centralização política.

d) Diminuição do poder real e crise do capitalismo comercial.

e) Enfraquecimento da burguesia e equilíbrio entre o Estado e a Igreja.

Resposta: C

2- (UNESP/SP) A respeito da formação das monarquias nacionais europeias na passagem da Idade Média para a Época Moderna, é correto afirmar que:

a) o poder político dos monarcas firmou-se graças ao apoio da nobreza, ameaçada pela força crescente da burguesia;

b) a expansão muçulmana e o domínio do Mar Mediterrâneo pelos árabes favoreceram a centralização;

c) uma das limitações mais sérias dos soberanos era a proibição de organizarem exércitos profissionais;

d) o poder real firmou-se contra a influência do Papa e o ideal de unidade cristã, dominante no Período Medieval;

e) a ação efetiva dos monarcas dependia da concordância dos principais suseranos do reino.

Resposta: D

Bruno História
Os textos e exemplos acima foram preparados pelo professor Bruno Anderson para o Blog do Enem. Bruno é historiador formado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de história em escolas da Grande Florianópolis desde 2012. Facebook e Twitter.