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Arte e Estética no Enem: O que é feio? O que é belo? – Revisão de Filosofia.

A disciplina de Filosofia Enem é muito importante para você aprender alguns conceitos sobre a ciência, sobre as civilizações e sobre a própria história da Humanidade. Veja agora os conceitos sobre Arte e Estética para o Enem.

Filosofia Enem. A discussão sobre Arte e Estética. O que é ‘Feio’. O que e ‘Belo’?

 A sensibilidade de quem admira um objeto (qualquer ser ou paisagem) Quem é bonito? Quem é feio? O que é bonito? O que é feio? Qual expressão artística pode ser considerada bonita, feia, boa ou ruim? Difícil de responder né!? Bom, a resposta para tais perguntas parece dizer respeito à questão de gosto de cada pessoa. Será?

O certo é que todas as vezes que observamos algo, sentimos e escutamos qualquer coisa, os nossos órgãos sensoriais produzem informações para o nosso cérebro que rapidamente processa e nos proporciona uma interpretação sobre o que nos cerca. Geralmente esta interpretação pode nos levar a um sentimento de prazer, aprovação, reprovação, nojo, beleza, feiúra, etc.

E isso tudo ainda depende de como a nossa sociedade percebe as coisas e de como nós absorvemos da sociedade esses significados. Assim, as ideias de belo, feio, bom, ruim estão intimamente ligadas à cultura à qual pertencemos.

arte e estética no Enem
Revisão de filosofia para o Enem

Mas como identificamos ou como escolhemos o nosso estilo musical, o estilo de pintura, o tipo de filme ou peça de teatro que gostamos de assistir? Qual o melhor ou pior estilo? Para tentar responder a estas questões, a Filosofia Enem possui um ramo de estudo chamado: “Estética”.

ARTE

Do latim, ars, artis significa: o “ato de fazer”. Para os Gregos Antigos, a arte significava o domínio do ser humano de uma ou mais técnicas. Deriva daí a ideia de que saber faze r algo muito bem feito é uma arte, por exemplo: a arte da guerra, a arte da política, a arte de fazer parto, da medicina, do direito, etc. Deste modo, arte é o ato de fazer a obra que será admirada, seja ela uma canção, uma escultura, uma poesia, uma dança, uma arquitetura. A estética será, portanto, a disciplina que irá estudar, analisar a relação existente entre a arte e o homem.

Mas o que determinaria o ato de fazer uma obra de arte? A resposta mais aceita é a personalidade do artista e o contexto histórico-cultural do qual o artista faz parte e todas as influências que ele possa receber. Para Gallo (1997), o próprio artista é quem determina a funcionalidade de sua obra.

Na política, por exemplo, o artista pode retratar uma injustiça, um problema social, uma ideologia. A obra “Os retirantes”, de Cândido Portinari (1903-1962), representa a vida difícil dos milhares de brasileiros que migram de cidades do interior para os grandes centros em busca de melhores condições de vida. A imagem retrata a magreza, a fome, a miséria e
o sofrimento das pessoas que se encontram nesta situação.

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“Os Retirantes”, de Portinari. 1944.

Na religião, a arte serve para a representação do sagrado e está a serviço das instituições religiosas e de suas crenças. A arte está presente nas pinturas, esculturas, hinos e arquitetura dos templos religiosos. A maior representação de arte sacra está relacionada à Igreja Católica na forma das imagens e esculturas que representam todas as divindades do cristianismo católico.

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Anjo com o cálice da Paixão, na Via Sacra de Congonhas.

Na educação, a arte assume o compromisso com o lúdico, ou seja, busca, a partir da perspectiva pedagógica, ensinar as pessoas a compreender o mundo a partir da criação de obras artísticas.

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Na arte naturalista, Gallo (1997), menciona a finalidade de retratar a realidade tal como ela é. Podemos assim representar a realidade através de um quadro de natureza morta, com uma foto 3×4 ou a pintura de uma paisagem ou de uma pessoa.

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Há ainda a arte da técnica formalista, na qual a preocupação central do artista é o emprego correto de uma técnica específica para realizar uma obra de arte. Exemplos: Impressionismo, Expressionismo, Cubismo ou Surrealismo.

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Metamorfose de Narciso, de Salvador Dalí.

O conceito moderno de arte estaria contido nos trabalhos de Kant. Basicamente, o filósofo fez a seguinte diferenciação: arte e natureza de arte e ciência. Para a primeira, distingue-se o significado de arte no sentido de haver uma arte da mecânica, na qual o ser humano teria a capacidade de fazer algo a partir do seu próprio conhecimento. Para a segunda, desenvolveu a terminologia de arte estética, que tem por finalidade a contemplação do sentimento de prazer, ou seja, do aprazível, que significa algo agradável e alegre. Daí o significado de Belas Artes.

ESTÉTICA

Foi o filósofo Alexander Gottlieb Baumgarten (1714-1831), que utilizou a palavra “estética”, no conceito moderno, pela primeira vez. Ele tinha o intuito de estabelecer uma disciplina da Filosofia que se encarregaria de estudar todas as manifestações artísticas. Assim, já na Grécia Antiga, outros filósofos já faziam o uso da palavra “estética” que deriva da palavra grega aesthesis e que significa sensibilidade. Deste modo, no sentido mais estreito do significado, a palavra “estética” significa: “sensibilidade”.

Atualmente, seu significado moderno corresponde a: “doutrina do conhecimento sensível”. Baumgarten definiu a estética como sendo uma disciplina que deveria refletir sobre as emoções produzidas pelos objetos que são admirados pelos seres humanos. O autor ainda afirmava que a estética deveria ser abordada de forma subjetiva, ou seja, a partir da consciência da cada indivíduo.

Este filósofo da arte entende que a única forma de se apreciar uma obra de arte se dá pela sensibilidade do observador. Ela, a sensibilidade, só é possível quando o observador se permite contemplar a arte a partir da sua própria subjetividade.

RELAÇÃO ENTRE ARTE E NATUREZA: são três concepções.

1. Arte como imitação: arte dependente da natureza. Nesta concepção encontramos a inspiração do artista altamente atrelada à cópia de algum elemento pertencente à própria natureza, que é representado em uma pintura ou escultura. Também é conhecida como arte morta.

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“Esporas-bravas”, de Henri Latour. 1892

2. Arte como criação: arte independente da natureza. A originalidade de uma obra se expressa no próprio sentimento do artista, de modo que este é comparado a Deus como o criador da sua obra. O artista busca a perfeição não dos traços, mas dos sentimentos expressos. O Romantismo é um bom exemplo, no qual a criação estética se desvincula da natureza e representa sistematicamente a liberdade criativa do homem.

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“Sansão e Dalila”, de Oscar Pereira da Silva. 1893

3. Arte como construção: arte condicionada pela natureza. Nesta perspectiva há uma mistura conceitual entre homem e natureza. O homem cria uma obra artística na qual ele conjuga os elementos da natureza e os sentimentos do próprio homem. O melhor exemplo desta perspectiva é, sem dúvida, a arte abstrata.

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