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Grécia Antiga: Período Clássico – Revisão de História para o Enem

Aproveite para revisar o período Clássico da história grega antiga para o Enem e Vestibulares!

Neste post você vai conferir um resumo sobre o período Clássico grego para estar melhor preparado para o Enem. Este é um dos principais períodos históricos dos helenos, acontecimentos importantes como a rivalidade entre Esparta e Atenas, as Guerras Médicas contra os Persas e a Guerra do Peloponeso são apenas alguns dos momentos que iremos relembrar. Vamos Lá?

Durante os períodos anteriores, a Hélade (Grécia Antiga) organizou-se em Cidades-Estados. Em verdade, se fossemos analisar o mapa da Grécia segundo valores atuais poderíamos dizer que cada cidade era uma espécie de país. Cada uma delas possuía independência política e governava-se segundo razões próprias, o que as tornava uma civilização única eram a cultura geral que desenvolviam e as aproximava seja pelo idioma, seja pela religião, ou qualquer outro elemento cultural comum.

Desta forma, as cidades cresceram e desenvolveram-se paralelamente, porém algumas acabaram por tornar-se mais ricas por diversos motivos e contextos. Durante o período Clássico, entre os séculos V e IV a.C ocorreu o apogeu desta forma de organização política e duas cidades tornaram-se rivais, cada uma delas poderosa e rica, mas com visões de mundo, sociedade, economia e política completamente diferentes. Não é à toa que vieram a se tornar as cidades gregas mais conhecidas e por isso lembradas, Esparta e Atenas.

Além da rivalidade entre as duas grandes cidades, durante o período clássico os gregos, extremamente belicosos, envolveram-se em grandes batalhas pelo domínio da atividade comercial e navegação em geral no mar Mediterrâneo. O grande império persa tentou por diversas vezes dominar os gregos durante as ditas Guerras Médicas, no entanto, pelo bem maior da própria Hélade, mais de uma vez os helenos deixaram suas diferenças de lado para lutar por seus interesses comuns.

Todavia, passado o perigo estrangeiro, velhas rivalidades afloraram mergulhando toda a Grécia em uma guerra envolvendo praticamente todo o mundo grego, enfraquecendo o poderio militar e a capacidade e articulação entre as cidades, facilitando a conquista hegemônica de uma delas, a Macedônia, não reconhecida por muitos gregos, mas que terá sucesso em dominar a todos sob um mesmo líder capaz de, através de suas próprias conquistas, já no Período Helenístico, expandir como nunca a própria cultura grega aos confins da Ásia.

Guerras Médicas:

Ao fim do século VI a.C o grande Império Persa governado por Dario resolveu invadir a Grécia a fim de consolidar o domínio persa sobre o mar Egeu. Desta maneira, no ano de 490 a.C tinha início as guerras Médicas (Um dos povos fundadores da Pérsia eram chamados de Medos) quando uma força de 50 mil homens atacou a Grécia. Atenienses, auxiliados por Espartanos e outros gregos rechaçaram o ataque.

Em 486 a.C Xerxes tornou-se imperador após a morte do pai, Dario. Dando continuidade aos planos do pai, Xerxes enviou nova força militar contra os gregos, agora com números superiores aos 250 mil. Ainda sim, o heroísmo grego, tanto de espartanos quanto atenienses seria cantado e lembrado por muitos séculos depois, sobremaneira no que tange as batalhas de Termópilas, Salamina (naval) e Plateia.

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Fonte: http://ohistoriante.com.br/images/guerras-medicas2.jpg

O mapa revela os locais onde ocorreram as principais batalhas das Guerras Médicas, além de traçar o caminho feito pelas duas grandes expedições militares enviadas pelos imperadores persas Dario e Xerxes

Vencido o inimigo externo, o esforço gerado para conter o avanço persa fez com que Atenas lançasse as bases de um sistema imperialista expresso por uma aliança militar marítima que congregava sob sua liderança e domínio grande parte das cidades-estados gregas que possuíam ligação com o mar.

A liga de Delos, como ficou conhecida esta associação chegou a reunir por volta de duas centenas de cidades-estados gregas, causando forte preocupação dos espartanos frente ao enorme poderio militar ateniense que transformava esta última em um Império militar, comercial e econômico.

Desta forma, Esparta reuniu aliados e formou a Liga do Peloponeso e em 435 a.C os gregos enfrentaram gregos, dando início a guerra do Peloponeso.

Para compreender melhor as diferenças entre Esparta e Atenas, analise o quadro abaixo e assista o vídeo logo abaixo:

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Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/1856511/

A imagem consiste em um quadro comparativo de Esparta e Atenas

Para compreender melhor as diferenças entre Esparta e Atenas, e o que levou ambas a enfrentarem-se durante a Guerra do Peloponeso, veja a videoaula a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=D8r9y2IBvIw

A guerra do Peloponeso durou cerca de 27 anos e após um período de aparente equilíbrio de forças, Esparta submeteu Atenas a um governo espartano, isto até a rebelião de Corinto e Tebas contra Esparta. Tebas manteria hegemonia por cerca de dez anos, mas ao cabo de alguns anos todas as cidades-estados gregas acabariam submetidas pela Macedônia de Felipe II (pai de Alexandre “O Grande), que “administraria” a Grécia como líder da Liga de Corinto.

Por fim, as disputas entre a Liga de Delos e a Liga do Peloponeso resultou em um enfraquecimento geral de toda a Hélade, facilitando a conquista de Felipe II, que logo seria assassinado, dando lugar ao filho, Alexandre da Macedônia, que levaria a cultura grega as montanhas afegãs, à índia, e promoveria ao longo de dez anos a expansão e fusão da cultura grega por todo o império persa.

Bruno História
Os textos e exemplos acima foram preparados pelo professor Bruno Anderson para o Blog do Enem. Bruno é historiador formado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de história em escolas da Grande Florianópolis desde 2012. Facebook e Twitter.