História da Ciência: Karl Popper e a falseabilidade – Filosofia Enem

O que significa falseabilidade? Por que devemos testar as teorias pela falseabilidade e não pela verdade? Entenda as respostas para estas perguntas no pensamento de Karl Popper e fique por dentro dos conteúdos de Filosofia do Enem!

Karl Raimund Popper (1902-1994) nasceu em Viena, na Áustria, no dia 28 de julho de 1902. Descendente de família judaica recebeu grande incentivo para os estudos. Ingressou na Universidade de Viena e doutorou-se em Filosofia.

Com a ascensão do nazismo, emigrou para a Nova Zelândia. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, tornou-se assistente de ensino na London School of The Economics em método científico, e passou a professor em 1949. Karl Popper faleceu em Kenley, Inglaterra, no dia 17 de setembro de 19941.

Karl PopperApós essa breve informação da vida de Popper vamos nos ater na sua teoria da falseabilidade. Na filosofia da ciência contemporânea temos duas correntes científicas: uma histórica e outra analítica.

Nosso Filósofo de estudo segue a tendência analítica, isto é, prioriza os aspectos metodológicos do desenvolvimento científico, também conhecido como “contexto de justificação”.

Através do método Hipotético-Dedutivo, Popper afirma que a busca do conhecimento não é fruto de uma simples observação de fatos e inferências de enunciados, segundo ele, este novo método pressupõe o interesse do sujeito em conhecer algo que dentro do seu quadro de referências não os satisfazem mais, por isso que deve haver uma observação internacionalizada, orientada e seletiva.

O método proposto por Popper, em vez de buscar a verificação de experiências empíricas que confirmassem uma teoria, buscava fatos particulares que, depois de verificados, refutariam a hipótese.

Assim, em vez de se preocupar em provar que uma teoria era verdadeira, ele se preocupava em provar que ela era falsa. Quando a teoria resiste à refutação pela experiência, pode ser considerada comprovada.

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Ao contrário do método indutivo que partia da observação, Popper afirma que os problemas são o ponto de partida da investigação científica.

Quando um investigador observa o mundo, fala de um modo seletivo, prestando atenção apenas ao que é relevante para resolver os problemas que motivam a sua investigação. É importante realçar que estes problemas surgem de teorias anteriormente aceitas pelo investigador.

Depois da observação, o investigador elabora teorias mediante um processo de criação de conjecturas, isto é, hipóteses sugestivas. Para Popper são conjecturas ousadas, pois têm um grau de falseabilidade elevado.

O conhecimento científico – Isto é, o que determina que uma teoria científica é de maior ou menor grau de falseabilidade é o seu conteúdo empírico, isto é, a informação que a proposição nos dá sobre o mundo. Quanto mais é o grau de falseabilidade de uma teoria, maior é o seu conteúdo empírico, mais informativa é.

É desejável que uma teoria nos dê muita informação sobre o mundo da experiência, por isso é também desejável que uma teoria seja falsificável num grau elevado. Por fim, depois de a teoria ter sido elaborada é importante tentar refutá-la ou falsificá-la.

Resumo

A teoria da falseabilidade de Popper consiste em submeter permanentemente as hipóteses ou teorias científicas a testes e críticas no sentido de lhes detectar erros ou falhas. O papel dos testes é tentar mostrar que as teorias são falsas e não provar que são verdadeiras.

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História da Ciência: dos Filósofos da Natureza até o Renascimento. Resumo Enem

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Filosofia Enem: Thomas Kuhn e as perspectivas da História da Ciência

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Referência

http://nucleo-filosofia.blogspot.com.br/2007/04/cincia-em-karl-popper.html Acessado em 18 de abril de 2017.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Falseabilidade Acessado em 18 de abril de 2017.

Chegou a sua vez. Resolva essas questões de vestibulares e prepare-se para o Enem!

1. (Uel 2005) “As experiências e erros do cientista consistem de hipóteses. Ele as formula em palavras, e muitas vezes por escrito. Pode então tentar encontrar brechas em qualquer uma dessas hipóteses, criticando-a experimentalmente, ajudado por seus colegas cientistas, que ficarão deleitados se puderem encontrar uma brecha nela. Se a hipótese não suportar essas críticas e esses testes pelo menos tão bem quanto suas concorrentes, será eliminada”.

(POPPER, Karl. Conhecimento objetivo. Trad. de Milton Amado. São Paulo: Edusp & Itatiaia, 1975. p. 226.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre ciência e método científico, é correto afirmar:

a) O método científico implica a possibilidade constante de refutações teóricas por meio de experimentos cruciais.

b) A crítica no meio científico significa o fracasso do cientista que formulou hipóteses incorretas.

c) O conflito de hipóteses científicas deve ser resolvido por quem as formulou, sem ajuda de outros cientistas.

d) O método crítico consiste em impedir que as hipóteses científicas tenham brechas.

e) A atitude crítica é um empecilho para o progresso científico.02) (Uel 2011) Leia o texto a seguir.

2. […] não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas em sentido negativo […]. (POPPER, K. A lógica da pesquisa científica. Trad. L. Hegenberg e O. S. da Mota. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 42.)

Assinale a alternativa que corresponde ao critério de avaliação das teorias científicas empregado por Popper.

a) Falseabilidade

b) Organicidade

c) Confiabilidade

d) Dialeticidade

e) Diferenciabilidade

3. (Uel 2008) Considerando a solução apresentada por Karl Popper ao problema da indução nos métodos de investigação científica, é correto afirmar que, para ele,o método científico:

a) é indutivo e racional.

b) é dedutivo e irracional.

c) é indutivo e irracional.

d) não segue os padrões de racionalidade impostos pela lógica.

e) é dedutivo e racional.

4. Karl Popper, em “A lógica da investigação científica”, se opõe aos métodos indutivos das ciências empíricas. Em relação a esse tema, diz Popper: “Ora, de um ponto de vista lógico, está longe de ser óbvio que estejamos justificados ao inferir enunciados universais a partir dos singulares, por mais elevado que seja o número destes últimos”. Fonte: POPPER, K. R. A lógica da investigação científica. Tradução de Pablo Rubén Mariconda. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p.3.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre Popper, assinale a alternativa correta:

a) Para Popper, qualquer conclusão obtida por inferência indutiva é verdadeira.

b) De acordo com Popper, o princípio da indução não tem base lógica porque a verdade das premissas não garante a verdade da conclusão.

c) Uma inferência indutiva é aquela que, a partir de enunciados universais, infereenunciados singulares.

d) A observação de mil cisnes brancos justifica, segundo Popper, a conclusão de que todos os cisnes são brancos.

e) Para Popper, a solução para o problema do princípio da indução seria passar a considerá-lo não como verdadeiro, mas apenas como provável.

Respostas:

1: a; 2: a; 3: e; 4:b

Post escrito por Gilson Luiz Corrêa. Gilson é bacharel em Filosofia pela UNISUL, possui Licenciatura em Filosofia pela UFSC e em Psicopedagogia pela FMP. É professor do Colégio Catarinense. Facebook: https://www.facebook.com/gilsonluiz.correa