O que são conjunções? – Português Enem

Vem com a gente estudar sobre as conjunções! Revise Português para gabaritar no Enem!

Hoje vamos aprender sobre as conjunções! Já ouviu falar sobre elas? As conjunções são palavras que participam de construções coordenadas e subordinadas, ligando normalmente termos de mesma função sintática, orações, períodos e parágrafos, numa relação lógica.

Ou seja, a conjunção liga duas orações ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro de uma oração.

Por exemplo:

Pedro chegou atrasado e João ficou aborrecido. (- e é a conjunção.)

Eram dez horas quando Pedro chegou. (- quando é a conjunção.)

Outro termo presente no assunto conjunção é a locução conjuntiva. O termo significa o conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção. Em geral, as locuções conjuntivas terminam pela conjunção que.

Por exemplo: a fim de que, à medida que, à proporção que, ainda que, contato que , desde que, de maneira que, já que, se bem que, uma vez que.

Para entendermos como elas funcionam, vamos a algumas definições:

1) Apresentam valores semânticos de adição, oposição, conclusão, oposição e adição; observe a relação lógica e semântica entre as partes do texto;
2) Não variam de forma;
3) Ligam termos de mesma função sintática coordenados, orações coordenadas, períodos, parágrafos e termos de mesma função sintática coordenados.

Para identifica-se uma conjunção por saber qual é a função dela na língua. Seu objetivo é conectar partes do texto: vocábulos, orações, períodos…

Por exemplo:

– Farei exames pré e pós-operatórios. (liga prefixos)
– Paradoxalmente, Vítor está contra e a favor do novo acordo ortográfico. (liga preposição a
locução prepositiva)
– Uma luz bruxuleante mas teimosa continuava a brilhar nos seus olhos. (liga vocábulos,
termos de mesma função sintática)
– Nós esperamos que você estude mais. (liga orações)
– Fale com ela assim que chegar de viagem. (liga orações)

– Desejo que venha comigo. E desejo ainda mais que se deixe seduzir. (liga períodos)

As conjunções podem mudar de posição na frase. Elas podem vir invertidas da ordem dos termos na oração, por exemplo:

– Podem sair; voltem às onze, porém.
– Enquanto as coisas não se resolverem por aqui, jamais te deixarei só.
– Tudo concluído enfim; podemos, pois, comemorar até o dia seguinte!

Classificação das conjunções:

Assim como as locuções conjuntivas, as conjunções se classificam em coordenativas e subordinativas.

Lembrete! Se ficar com dúvida nesse assunto coordenadas e subordinadas, você pode saber mais no Post que fiz sobre esse assunto, clica aqui: As coordenativas são: aditivas, alternativas, conclusivas e explicativas:

Aditivas – exprimem ideia de adição, soma: e, não só, mas também, nem (= e não) etc.;

Adversativas – exprimem ideia de contraste, oposição: mas, porém, contudo, no entanto, entretanto, etc.;

Alternativas – exprimem ideia de alternância ou exclusão: ou, ou…ou, ora…ora, etc.;

Conclusivas – exprimem ideia de conclusão: pois, logo, portanto, por isso, etc.;

Explicativas – exprimem ideia de explicação: porque, que, etc..

Já as subordinativas são: causais, condicionais, consecutivas, comparativas, conformativas, concessivas, temporais, finais, proporcionais e integrantes.

Integrantes – são introdutórias de orações subordinadas substantivas: que, se, como, etc.;

Causais – exprimem causa: porque, como, uma vez que, já que, etc.;

Concessivas – exprimem concessão: embora, ainda que, mesmo que, apesar de que, etc.;

Condicionais – exprimem condição ou hipótese: se, desde que, contanto que, caso, se, etc.;

Conformativas – exprimem conformidade: conforme, segundo, como, consoante.;

Comparativas – estabelecem comparação: como, mais…do que, menos…do que, etc.;

Consecutivas – exprimem consequência: de forma que, de sorte que, que, etc.;

Finais – exprimem finalidade: a fim de que, que, porque, para que, etc.;

Proporcionais – estabelecem proporção: à medida que, à proporção que, ao passo que, etc.;

Temporais – indicam tempo: quando, depois que, desde que, logo que, assim que, etc..

Veja essa videoaula do professor Fávio Alves para entender mais sobre as conjunções:


Vamos praticar?

Disponível em: http://clubedamafalda.blogspot.com.br. Acesso em: 21 set. 2011. (Foto: Reprodução)

1 – Nessa charge, o recurso morfossintático que colabora para o efeito de humor está indicado pelo(a)

a) emprego de uma oração adversativa, que orienta a quebra da expectativa ao final.
b) uso de conjunção aditiva, que cria uma relação de causa e efeito entre as ações.
c) retomada do substantivo “mãe”, que desfaz a ambiguidade dos sentidos a ele atribuídos.
d) utilização da forma pronominal “la”, que reflete um tratamento formal do filho em relação à “mãe”.
e) repetição da forma verbal “é”, que reforça a relação de adição existente entre as orações.

2 – Veja o texto a seguir:

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

No poema “E agora, José?”, de Carlos Drummond de Andrade, o trecho em destaque está construído com base nos sentidos estabelecidos pelas conjunções, respectivamente, de

a) adição e oposição

b) condição e oposição

c) condição e adição

d) consequência e adição

e) condição e adição

3 – (Enem)

Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como uma lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas.

LISPECTOR, C.Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o conectivo mas:

a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.
b) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.
c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.
d) contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.
e) assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.

4 – (Enem)

O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto o Botafogo procurava fazer uma forte marcação no meio-campo e tentar lançamentos para Victor Simões, isolado entre os zagueiros rubro-negros. Mesmo com mais posse de bola, o time dirigido por Cuca tinha grande dificuldade de chegar à área alvinegra por causa do bloqueio. montado pelo Botafogo na frente da sua área.
No entanto, na primeira chance rubro-negra, saiu o gol. Após cruzamento da direita de Ibson, a zaga alvinegra rebateu a bola de cabeça para o meio da área. Kléberson apareceu na jogada e cabeceou por cima do goleiro Renan. Ronaldo Angelim apareceu nas costas da defesa e empurrou para o fundo da rede quase que em cima da linha: Flamengo 1 a 0.

O texto, que narra uma parte do jogo final do Campeonato Carioca de futebol, realizado em 2009, contém vários conectivos, sendo que:

a) após é conectivo de causa, já que apresenta o motivo de a zaga alvinegra ter rebatido a bola de cabeça.
b) enquanto tem um significado alternativo, porque conecta duas opções possíveis para serem aplicadas no jogo.
c) no entanto tem significado de tempo, porque ordena os fatos observados no jogo em ordem cronológica de ocorrência.
d) mesmo traz ideia de concessão, já que “com mais posse de bola” ter dificuldade não é algo naturalmente esperado.
e) por causa de indica consequência, porque as tentativas de ataque do Flamengo motivaram o Botafogo a fazer um bloqueio.

Gabarito:

1 – Alternativa A. emprego de uma oração adversativa, que orienta a quebra da expectativa ao final.O que gera humor nessa charge é justamente a quebra de expectativa introduzida por uma oração coordenada adversativa, com a conjunção “mas”. No início da charge o leitor se depara com o conceito negativo da preguiça, como mãe de todos os vícios, e, de repente, é surpreendido pela sua aceitabilidade, devido ao respeito que a maternidade impõe aos seus filhos.

2 – Alternativa B.

3 – Alternativa E.

4 – Alternativa D.

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Os textos e exemplos acima foram preparados pela professora Su, com base em manuais gramaticais. A maioria dos exemplos são do Livro “A Gramática para Concursos Públicos”, do professor Fernando Pestana. A professora é Licenciada Plena em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Pará (UFPA).