Pronomes Possessivos e Pronomes Demonstrativos – Português Enem & Encceja

Meu, Minha; Teu, Tua; Seu, Sua; Nosso, Nossa; Vosso, Vossa; Você lembra? É hora de pegar firme neste resumo aqui: tem aula gratuita explicando como usar corretamente os Pronomes na Redação do Enem e do Encceja. Vem, para não pagar mico nas provas. Revise os pronomes possessivos e também os demonstrativos.

Já pensou o quanto usamos pronomes possessivos em nossa vida? Acabei de usar um, e assim vai. Nós usamos esses pronomes nas nossas conversas, quando queremos dar pessoalidade ou se referir às pessoas do discurso, dando uma ideia de posse, uma posse de quem fala para quem fala. Entendeu?

É como se você estivesse falando de algo que é seu para outro amigo: Meu; Minha, por exemplo. Já os pronomes demonstrativos são usados para indicar a posição espacial de um ser em relação às pessoas do discurso. Este; Aquele, por exemplo. Vamos começar pelos possessivos!pronomes possessivos e demonstrativos

 

Os pronomes possessivos estabelecem essa relação de posse (normalmente) entre seres e conceitos e as pessoas do discurso, e podem ser classificados, como:Eles vão variar (concordar) em gênero e número com o substantivo a que se ligam (João deixou uma herança vultosa para suas mulheres.) ou a que se referem (Filhos? Sempre estou atento aos meus.).

Quando o pronome possessivo determina mais de um substantivo, ele deverá concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo.

  • Segundo o professor Fernando Pestana, em “A Gramática para Concursos Públicos”, “Varia é uma coisa e referir-se a algo/alguém é outra. Note que o pronome possessivo, como todo pronome, faz referência às pessoas do discurso:
  • o pronome adjetivo possessivo suas se refere à 3a pessoa do discurso (João), mas concorda em gênero e número com mulheres;
  • o pronome substantivo possessivo meus refere-se à 1a pessoa do discurso (o falante), mas concorda em gênero e número com seu referente: Filhos.”.

1 – O pronome possessivo seu/sua:

O pronome possessivo seu, de 3a pessoa, é muito usado para se referir à 2a pessoa do discurso. Ex.: “Você não deve deixar de considerar suas virtudes.”.

Um dos cuidados que se deve ter ao usar esses pronomes é buscar diminuir a ambiguidade, ou seja, identificar claramente a qual pessoa do discurso está se referindo em uma frase.

  • Veja alguns exemplos do mal uso do pronome possessivo:
  • Ex.: A professora disse ao diretor que concordava com a sua nomeação. ( A nomeação de quem?).
  • Um jeito de ajustar isso, seria usando a forma dela e suas flexões. O dele/dela não são pronomes possessivos, mas trocando por esses, a frase fica menos ambígua.
  • Ex.: A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dela. (Ficou bem melhor, não é?)

Outros exemplos de ambiguidade com o uso do pronome possessivo “seu/sua”

– O PM prendeu o bandido em sua casa. (Na casa de quem?)
– João, Maria e seu filho saíram. (Filho de quem?)
– José contou-me que Rute perdeu seus documentos e ficou desesperada. (Documentos
de quem?)
– A professora disse-lhe que acreditava em sua nomeação. (Nomeação de quem?)

Para desfazer a ambiguidade poderia usar vírgulas, trocar também o (seu) pela forma dele(a/s) e transformar a frase em oração subordinada adjetiva.

– O PM, em sua própria casa, prendeu o bandido.
– João, Maria e o filho dela saíram.
– José contou-me que Rute, cujos documentos perdera, ficou desesperada.

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2 – Os pronomes de tratamento exigem os possessivos na 3a pessoa:

– Vossa Senhoria deve encaminhar suas reivindicações ao diretor.

3 – Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos podem assumir o valor de possessivos:

– Vou seguir-lhe os passos. (Vou seguir os seus passos.)

4 – A mudança de posição do pronome possessivo pode gerar uma mudança de sentido, são exemplos disso:

– Envio tuas fotos ainda hoje. (Fotos tiradas por mim.)
– Envio fotos tuas ainda hoje. (Fotos em que estou presente.)
– Minha mulher não anda com roupas indecentes. (Só tem uma mulher.)
– Mulher minha não anda com roupas indecentes. (Qualquer mulher dele.)

5 – Outra situação importante em relação ao emprego dos possessivos, o artigo definido é facultativo antes dos pronomes adjetivos possessivos, mas dos pronomes substantivos possessivos, o artigo é obrigatório.

– Gosto de meu trabalho. / Gosto do meu trabalho. / Gosto de meu trabalho, mas
não do teu.

6 – Há casos em que o pronome possessivo não exprime propriamente ideia de posse. Ele pode ser utilizado para indicar diversos sentidos, que são: aproximação, afeto, parentesco, estimativa, indefinição, ironia, cortesia/respeito, hábito, intimidade, simpatia, permanência, realce…

– Como vão os seus, João?*. (parentesco).
– Roberto tem seus vinte e quatro anos. (tempo/idade/estimativa)
– Eu sei que tu passas lá teus apertos. (realce)
– Deixe-me ajudar, minha boa senhora. (respeito).
– No seu passo de tartaruga, devagar ia o homem. (ironia).
– Meu filhinho, quero-lhe bem! (afeto).
– O meu Mengão me dá muito orgulho ainda. (intimidade).
– Já falei para você ficar na sua. (hábito).
_ Aquele senhor deve ter seus cinquentas anos (aproximação)
_ Meu caro aluno, procure esforçar-se mais. (afeto)
_ Minha senhora, permita-me um aparte. (respeito).

7 – Quando a palavra seu vir antecedida de nome de pessoas, ela vai corresponder a palavra senhor ou senhora, e não vai se tratar necessariamente de um pronome possessivo:

  • Ex.: Seu Humberto, o senhor poderia emprestar-me a furadeira?
  • Os pronomes demonstrativos: marcam a posição temporal ou espacial de um ser em relação a uma das três pessoas do discurso, fora do texto (exófora/dêixis) ou dentro de um texto (endófora – anáfora ou catáfora).
  • O que isso quer dizer: exófora, dêixis, endófora, anáfora ou catáfora?

Exófora ou dêixis: conceitos que se referem a elementos fora do texto, numa perspectiva espacial ou temporal.
Endófora (anáfora e catáfora): conceitos que se referem a elementos dentro do texto; a anáfora trata da retomada de termos ou ideias, e a catáfora trata da antecipação de termos ou ideias.

Veja a classificação dos pronomes demonstrativos:

As formas variáveis este, esse, aquele (e flexões) podem funcionar como pronomes substantivos ou pronomes adjetivos. As formas invariáveis isto, isso e aquilo sempre funcionarão como pronomes substantivos.Dependendo do contexto podem funcionar como pronomes demonstrativos as seguintes palavras: o, mesmo, próprio (variam em gênero e número), semelhante e tal (variam apenas em número).

1) Mesmo(a/s), próprio(a/s) com o sentido de “igual, exato, idêntico, em pessoa”. Estão sempre se referindo a um substantivo ou pronome com o qual deverão concordar em gênero e número.

Exemplos:

Ele mesmo preparou o jantar.(exato)
Ela própria autorizou a viagem do filho. (em pessoa)
Ela própria costura seus vestidos. (= em pessoa)
A mesma mulher tem talento de sobra. (= exata)

2) Tal(s), semelhante(s), quando aparecem no lugar de este(a/s), isto, aquilo, aquele(a/s).

Exemplos:

Jamais consegui compreender tais decisões.
Não diga semelhante asneira!
Tal absurdo eu não cometeria.
Você precisa de teoria com bastantes questões. A solução para tal está em A Gramática.
Nunca vi semelhante explicação, meu Deus!

3) Pode haver contração entre os demonstrativos e as preposições “a, de, em”: a + aquilo = àquilo; de + este = deste; em + essa = nessa etc. Com exceção de mesmo, próprio, semelhante e tal.

4) o(s), a(s), são pronomes demonstrativos quando podem ser substituíveis por “aquele(a/s), aquilo, isso”.

Exemplos:

Falaram tudo o que queriam.
As atletas convocadas não eram as que estavam em melhor forma.
Somos o que somos. (Somos aquilo que somos.)
Estou fora de mim, alheio ao que pensem de mim. (… alheio àquilo que…)
A da esquerda está olhando para você, mas a menina da direita, para mim. (Aquela da esquerda…)*

Essa situação ocorre, normalmente, antes de pronome relativo (o que), antes de preposição ( a de) e junto ao verbo ser ou fazer. Este último caso só se dá com o (= isso):

Exemplos:

Ela estudava, mas não o fazia com vontade. (Ela estudava, mas não fazia isso com vontade)
Fora evangélico durante sua juventude; já não o é agora. (já não é isso)

Os pronomes demonstrativos também possuem valores estilísticos que podem ser exemplificados dependendo do contexto e ocorre de forma coloquial.

Exemplos:

– Isso não! Isso não! Que absurdo! (indignação)
– Não dou dessas, não! (desprezo)
– Essa, não! (surpresa)
– Não consigo acreditar que ele tenha virado aquilo. (pena, comiseração)
– Ufa! Esta foi uma questão daquelas… (intensificação)
– Isso mesmo, vai fundo! (incentivo)

Saiba mais sobre os pronomes aqui estudados, assista o vídeo que a professora Su escolheu:
Sobre os pronomes possessivos:

Sobre os pronomes demonstrativos:

Vamos praticar?

1 – (Enem-2009) 

Manuel Bandeira

Filho de engenheiro, Manuel Bandeira foi obrigado a
abandonar os estudos de arquitetura por causa da tuberculose.
Mas a iminência da morte não marcou de forma lúgubre sua
obra, embora em seu humor lírico haja sempre um toque de
funda melancolia, e na sua poesia haja sempre um certo toque
de morbidez, até no erotismo.

Tradutor de autores como Marcel Proust e William
Shakespeare, esse nosso Manuel traduziu mesmo foi a nostalgia
do paraíso cotidiano mal idealizado por nós, brasileiros, órfãos
de um país imaginário, nossa Cocanha perdida, Pasárgada.
Descrever seu retrato em palavras é uma tarefa impossível,
depois que ele mesmo já o fez tão bem em versos.

Revista Língua Portuguesa, n° 40, fev. 20

A coesão do texto é construída principalmente a partir do (a):

(A) repetição de palavras e expressões que entrelaçam as informações apresentadas no texto.
(B) substituição de palavras por sinônimos como “lúgubre” e “morbidez”, “melancolia” e “nostalgia”.
(C) emprego de pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos: “sua”, “seu”, “esse”, “nosso”, “ele”.
(D) emprego de diversas conjunções subordinativas que articulam as orações e períodos que compõem o texto.
(E) emprego de expressões que indicam sequência, progressividade, como “iminência”, “sempre”, “depois”.

2 – (ETF-SP) Em “O casal de índios levou-os à sua aldeia, que estava deserta, onde ofereceu frutas aos convidados”, temos:

a) dois pronomes possessivos e dois pronomes pessoais
b) um pronome pessoal, um pronome possessivo e dois pronomes relativos
c) dois pronomes pessoais e dois pronomes relativos
d) um pronome pessoal, um pronome possessivo, um pronome relativo e um pronome interrogativo
e) dois pronomes possessivos e dois pronomes relativos

3 – Observe:
Reclinada molemente na sua verdejante colina, como odalisca em seus aposentos, está a sábia Coimbra, a Lusa Atenas. Beija-lhe os pés segredando-lhe de amor, o saudoso Mondego. E em seus bosques, no bem conhecido salgueiral, o rouxinol e outras aves canoras soltam seus melancólicos trilos. Quando vos aproximais pela estrada de Lisboa, onde outrora uma bem organizada mala-posta fazia o serviço que o progresso hoje encarregou à fumegante locomotiva, vede-la branquejando, coroada do edifício imponente da Universidade, asilo da sabedoria.
(O primo Basílio. São Paulo, Abril Cultural, 1979)

Os pronomes, cuja função essencial é denotar ou determinar os seres, funcionam também como elementos coesivos, isto é, estabelecem a ligação entre os elementos de uma frase ou de um texto, a fim de manter a sua unidade. Leia o texto acima e marque a alternativa em que o termo referente não é retomado pelo pronome indicado.

a) “vede-la” — o pronome oblíquo “a” retoma o substantivo próprio “Coimbra”.
b) “onde” — o pronome relativo retoma o seu termo antecedente “estrada de Lisboa”.
c) “seus bosques” — o pronome possessivo refere-se a “saudoso Mondego”.
d) “que”— o pronome relativo refere-se ao termo antecedente “serviço”.

4 – (Enem-2009):

Quanto às variantes linguísticas presentes no texto, a norma padrão da língua portuguesa é rigorosamente obedecida por meio

A) do emprego do pronome demonstrativo “esse” em “Por que o senhor publicou esse livro?”.
B) do emprego do pronome pessoal oblíquo em “Meu filho, um escritor publica um livro para parar de escrevê-lo!”
C)do emprego do pronome possessivo “sua” em “Qual foi sua maior motivação?”.
D) do emprego do vocativo “Meu filho”, que confere à fala distanciamento do interlocutor.
E) da necessária repetição do conectivo no último quadrinho.

5 – (UNIRIO) Assinale o item que completa convenientemente as lacunas do trecho:

“A maxila e os dentes denotavam a decrepitude do burrinho; ………., porém, estavam mais gastos que ………. .”

a) esses, aquela
b) estes, aquela
c) estes, esses
d) aqueles, esta
e) estes, esses

Gabarito:

1 – Alternativa C. A coesão é revelada por meio de marcas linguísticas presentes na estrutura sequencial do texto. Ela estabelece a relação semântica entre elementos do texto que são cruciais para a sua interpretação. Nesse sentido, como os pronomes pessoais são palavras que têm sua carga semântica plena apenas quando relacionadas a um substantivo, significa que nunca têm autonomia e, por referir-se a outro termo, tornam-se peça fundamental na arquitetura de um texto.
2 – Alternativa B.
3 – Alternativa C.
4 – ANULADA, já que duas alternativas respondem à questão: B e C.
5 – Alternativa B. Nessa questão, é imprescindível saber que o pronome “este” refere-se ao termo mencionado em último lugar e o pronome “aquele” ao mencionado em primeiro lugar. Como a palavra “maxila” foi a primeira a ser mencionada, deve ser substituída por “aquela”, já a palavra “dentes” deve ser substituída por “estes”, pois foi citada por último. Esse critério tem a ver até mesmo com a questão espacial, se pensarmos na disposição das palavras na frase, pois o pronome “este” é usado para indicar algo que está próximo, e o aquele para indicar algo distante.

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Os textos e exemplos acima foram preparados pela professora Su, com base em manuais gramaticais. A maioria dos exemplos são do Livro “A Gramática para Concursos Públicos”, do professor Fernando Pestana. A professora é Licenciada Plena em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Pará (UFPA).