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Segundo Reinado (Crise) – Aula de revisão para História Enem

Relembre tudo sobre a Crise do Segundo Reinado nesta aula preparatória para a prova de História Enem. Estude conosco para o Exame Nacional do Ensino Médio!

O fim da escravidão gerou grande insatisfação entre os produtores de café. Esta insatisfação simbolizou um grande golpe para o Império, uma vez que esta aristocracia cafeeira sustentava a política imperial de D. Pedro II.

As ideias sobre a República já circulavam no Brasil desde os movimentos separatistas, como exemplo podemos citar a Revolução Farroupilha. Porém, pode-se dizer que foi a partir da segunda metade do século XIX, que o movimento republicano ganhou força para entrar em choque com o modelo imperial.

Os cafeicultores do oeste paulista obtinham modernas técnicas de produção, e por representarem grande parte da produção de café nacional, requeriam mais direitos.

Dica 1 – Estude sobre o Período Regencial, o momento histórico de muitos conflitos social e revoltas separatista em mais esta aula de História Enem – https://blogdoenem.com.br/periodo-regencial-historia-enem/

O Manifesto Republicano, organizado pelos chamados evolucionistas, queria o fim da monarquia, porém sem violência. Em oposição, havia os revolucionários, que acreditam que apenas a violência seria capaz de derrubar o Império.

Em 1873, um grupo de fazendeiros de café reuniu-se na cidade de Itu (SP), e criaram o Partido Republicano Paulista.

Questões religiosas

No sistema imperial, o imperador possuía uma relação próxima com a Igreja, basicamente através da relação de padroado, na qual D. Pedro II era responsável pela escolha dos cargos eclesiásticos. Além disso, o clero recebia salários fornecidos pelo estado Brasileiro. Havia também o beneplácito, quando os documentos oficiais do clero e as bulas papais precisavam da autorização de D. Pedro II para circular no Brasil.

Dica 2 – Revise tudo sobre o Brasil Império em mais esta aula preparatória para a prova de História Enem. Estude com a gente para o Exame Nacional do Ensino Médio – https://blogdoenem.com.br/brasil-imperio-historia-enem-2/

Com a crise entre o governo brasileiro e a maçonaria, a Igreja tomou partido. Foi emitida uma bula papal denominada Syllabus, que estipulava a proibição da expulsão de membros da Igreja ligados à maçonaria. O governo brasileiro vetou esta bula, porém dois bispos, de Olinda e de Belém, obedeceram à bula papal. Ambos foram presos e condenados a anos de trabalho forçado. Esta decisão imperial gerou protestos clericais pelo Brasil, resultando no rompimento do apoio ao Império.

Questão militar

A guerra do Paraguai contribuiu para a circulação de ideias republicanas entre os militares que participaram da guerra. Após este conflito, é possível dizer que estes militares passaram a se organizar enquanto uma classe: o exército.

Assim, como classe, os militares exigiam uma maior participação política no país. Além disso, ao longo do conflito do Paraguai, muitas alforrias foram prometidas aos escravos que lutaram na guerra, e que ao fim do conflito, não receberam tais promessas. Isso gerou frustração e insatisfação.

Havia um conflito, pois o exército organizava-se e constituía um grupo forte, com novas e modernizadas ideias contra um império retrógrado e escravocrata.

Dica 3 – Relembre sobre a Segunda Revolução Industrial nesta aula de revisão para a prova de História Enem. Estude com o Blog do Enem e fique preparado! – https://blogdoenem.com.br/segunda-revolucao-industrial-historia-enem/

Em 1887, foi fundado o Clube Militar, espaço onde se reuniam aqueles que eram contra o Império. Estes militares sofreram fortes influências positivistas, e acreditam que a solução do Brasil estava em uma ditadura republicana.

A proclamação da República

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Proclamação da República, por Henrique Bernardelli. Na imagem, marechal Deodoro da Fonseca (1889-1891). 

Devido ao aumento do custo de vida, muitas manifestações populares ocorriam no Brasil no fim do Império. A imprensa realizava severas críticas ao governo, além de criticar a frágil saúde de D. Pedro II.

Deodoro da Fonseca, importante figura militar, liderou um movimento armado com o Clube Militar, assim, em 15 de novembro de 1889, foi declarada o fim da monarquia e o início da República. É importante ressaltar que não houve participação popular no processo de Proclamação da República no Brasil. Foi um movimento que se centralizou principalmente nas mãos dos militares, apoiados pela classe média e pelos cafeicultores.

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Caricatura de 1882, representando ironicamente a queda da monarquia, que aconteceria um pouco mais tarde, em 1889.

D. Pedro II estava em Petrópolis, e só foi comunicado no dia 16. No dia 17 de novembro de 1889, partiu com a família para o exílio, na Europa. O país iniciava nova fase política.

Saiba mais sobre a Crise do Segundo Reinado nesta aula do canal Megaaluno.com, disponível no Youtube. Após assistir, revise o que você aprendeu respondendo aos nossos desafios!

Desafios

Questão 01

Como era denominado o poder que o Imperador D. Pedro II possuía de nomear os cargos do clero?

a) Beneplácito

b) Padronagem

c) Padroado

d) Bulas

e) Syllabus

Questão 02

Destaca-se na questão militar, qual instituição que se designava a reunir os militares interessados no fim da monarquia?

a) Clube do Prata

b) Encontro dos Militares

c) Clube Positivista Militar

d) Clube Militar

e) Reunião Republicação do Partido Militar

Questão 03

(PUC-RJ) Sobre a religiosidade e a Igreja Católica no século XIX, no Brasil, é correto afirmar que:

a) Segundo as leis do Império, ao Imperador cabia o direito do padroado, nomeando bispos e outros titulares de cargos eclesiásticos no Brasil e, desta forma, subordinando a hierarquia da Igreja ao poder imperial.

b) A Constituição de 1824 estabelecia a “Religião Católica Apostólica Romana” como “Religião do Império”, e, assim, proibia, terminantemente, o culto de todas as outras religiões.

c) A quase totalidade da população brasileira era católica e utilizava o espaço das igrejas para praticar a religião. O episódio de Canudos, ao final do século, representando um desvio nos cânones da Igreja pelos seguidores de Conselheiro, configurou uma exceção.

d) A união entre Igreja e Estado nem sempre se realizou de forma harmônica. A “Questão religiosa”, em fins do Império, expressou a insatisfação de alguns bispos perante a proibição do Imperador ao livre funcionamento das lojas maçônicas.

e) Enquanto algumas ordens religiosas, como a dos beneditinos e a dos carmelitas, estabeleceram-se livremente, no Brasil, outras, como a dos jesuítas e a dos franciscanos foram proibidas de construir igrejas e mosteiros.

Questão 04

A crise do Império, no Brasil, foi marcada por uma série de questões que favoreceram a Proclamação da República. Sobre essas questões e suas características, analise as proposições abaixo.

1) No período colonial, a Igreja Católica no Brasil era uma instituição submetida ao Estado. Ou seja, nenhuma ordem papal poderia vigorar no Brasil sem a autorização do imperador. A desobediência a esses preceitos, por parte dos bispos de Olinda e Belém, em 1872, deu início ao que se convencionou chamar de Questão Religiosa.

2) Os militares, após a Guerra do Paraguai, passaram a gozar de mais prestígio na sociedade brasileira, o que também era reconhecido pelo Imperador, que precisava deles para manter-se no poder. Daí, a sua lealdade à monarquia quando se proclamou a República no Brasil.

3) Dentre as questões que contribuíram para a Proclamação da República no Brasil não se pode inserir a questão militar, pelas razões expostas no item anterior.

Estão corretas:

a) Apenas o número 1.

b) Apenas os números 2 e 3.

c) Todos estão corretas.

d) Apenas o número 2.

e) Todas estão incorretas.

 Você consegue resolver estes exercícios? Então resolva e coloque um comentário no post, logo abaixo, explicando o seu raciocínio e apontando a alternativa correta para cada questão. Quem compartilha a resolução de um exercício ganha em dobro: ensina e aprende ao mesmo tempo. Ensinar é uma das melhores formas de aprender!

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