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Como pedir atendimento especializado no Enem 2026

Jaqueline Padilha 25 maio, 2026 Atualizado em 25 maio, 2026 Avaliação:

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Se você possui alguma deficiência, transtorno ou condição que exija adaptações para realizar o Enem 2026, entender as regras de acessibilidade do edital é fundamental para garantir sua participação na prova sem imprevistos.  Além...

Como pedir atendimento especializado no Enem 2026

Se você possui alguma deficiência, transtorno ou condição que exija adaptações para realizar o Enem 2026, entender as regras de acessibilidade do edital é fundamental para garantir sua participação na prova sem imprevistos. 

Além disso, cada condição possui exigências e necessidades próprias. Portanto, não basta apenas informar a demanda durante a inscrição, é preciso comprovar por meio de documentos legais a condição. Na verdade, para muitas doenças e transtornos existem documentos específicos que podem ser apresentados. Ainda, existe a etapa de aprovação da documentação para  aí sim o candidato conseguir realizar a prova com as demandas de acessibilidade atendidas. 

Vale destacar ainda que toda a solicitação de atendimento especializado do Enem deve ser feita diretamente na Página do Participante, no Inep, incluindo o envio de documentos e o acompanhamento da inscrição. 

Documentos aceitos para atendimento especializado

De um modo geral, independente da condição, o candidato deve enviar um documento legível, em português, que comprove sua condição. O documento precisa conter:

  • Nome completo do participante;
  • Diagnóstico ou descrição da condição;
  • Código da doença (CID 10 ou CID 11), quando houver;
  • Assinatura do profissional responsável;
  • Identificação e registro profissional válido (CRM, RMS ou outro órgão competente).

Documentação aprovada em anos anteriores

Quem já teve a documentação aprovada nas edições de 2021 a 2025, não precisa enviar novos documentos, caso o tipo de atendimento siga sendo o mesmo. 

Casos específicos

Os candidatos que possuem Transtorno do Espectro Autista podem anexar a CIPTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) no lugar do laudo tradicional. 

Participantes com dislexia, discalculia, TDAH ou transtornos mentais

Nesses casos, também será aceita:

  • declaração;
  • parecer;
  • ou documento emitido por profissional ou entidade habilitada da área da saúde.

O documento precisa ter:

  • nome completo do participante;
  • descrição do transtorno;
  • assinatura e identificação do profissional ou da instituição.

E caso o participante solicite recursos adicionais, como tempo extra ou uso de calculadora, será necessário apresentar documentação específica indicando no documento a necessidade desses atendimentos. 

Lactantes que precisam de acompanhantes 

Quem estiver amamentando e precisa que a criança esteja no local de prova existem algumas regras específicas. Primeiro é necessário comprovar a lactação com: 

  • certidão de nascimento da criança (com até 1 ano no último dia de prova);
    ou 
  • documento que comprove a gestação.

Para participantes lactantes, é obrigatório levar um acompanhante adulto nos dois dias de prova. Esta pessoa será a responsável pela criança e ficará em uma sala destinada a acompanhantes. 

Da mesma forma, participantes que necessitem de acompanhante autorizado durante o exame também precisarão apresentar um parecer justificando a necessidade. 

Se a solicitação for aprovada, o participante que pedir sala reservada para acompanhante deverá:

  • levar um acompanhante adulto nos dois dias de prova;
  • o acompanhante ficará em uma sala reservada;
  • no caso das lactantes, ele será responsável pela guarda da criança;
  • no caso de participantes com acompanhante autorizado, ele poderá ser chamado em situações de necessidade ou intercorrências durante o exame.

Sem a presença do acompanhante adulto, o atendimento especializado para lactantes não poderá ser realizado conforme previsto no edital.

Além disso, o acompanhante deverá cumprir os mesmos horários do participante e também passará pelo detector de metais e outros procedimentos de segurança do local de prova.

Salas e profissionais para a acessibilidade 

Participantes que precisam de recursos de acessibilidade, salas acessíveis ou profissionais de suporte, também devem seguir algumas regras. 

Prova em Braille: versão da prova em sistema Braille para pessoas que utilizam esse tipo de leitura.

Tradutor-intérprete de Libras: profissional que ajuda na comunicação em Libras e esclarece dúvidas sobre o português escrito, mas não traduz toda a prova.

Videoprova em Libras: prova traduzida em Libras exibida em computador fornecido pelo Inep com adicional de 120 minutos em cada dia de prova. 

Prova com letra ampliada: prova com fonte maior (tamanho 18) e imagens ampliadas.

Prova com letra superampliada: prova com fonte ainda maior (tamanho 24).

Leitor de tela: computador com softwares de acessibilidade, como DosVox e NVDA.

Guia-intérprete: profissional que auxilia participantes surdocegos durante a aplicação da prova, podendo fazer a tradução integral.

Auxílio para leitura: profissional que realiza a leitura da prova para o participante.

Auxílio para transcrição: profissional responsável por escrever as respostas e a redação ditadas pelo participante.

Leitura labial: apoio especializado para participantes surdos ou com deficiência auditiva que utilizam comunicação oralizada.

Tempo adicional: acréscimo de 60 minutos em cada dia de prova, caso a documentação seja aprovada.

Calculadora: recurso oferecido pelo Inep para participantes com discalculia aprovados nessa solicitação. Não é permitido levar calculadora própria.

Sala com acessibilidade: sala adaptada para pessoas com mobilidade reduzida.

Apoio para pernas e pés: suporte físico para maior conforto durante a prova.

Mesa para cadeira de rodas: mesa adaptada para cadeirantes.

Mesa e cadeira sem braços: mobiliário adaptado para necessidades específicas.

Sala reservada para acompanhante: espaço destinado ao acompanhante autorizado do participante em casos aprovados pelo Inep.

Pessoas hospitalizadas 

Existem pessoas com a necessidade de ficar longos períodos hospitalizadas. Para que esses candidatos é possível fazer o Enem no hospital em que se está realizando o tratamento. 

Para isso, é necessário enviar uma declaração do hospital contendo:

  • nome completo e CPF do participante;
  • diagnóstico e descrição da condição de saúde;
  • nome e endereço completo do hospital;
  • assinatura e identificação do médico ou profissional responsável;
  • confirmação de que o hospital possui estrutura adequada para aplicação da prova.

O que fazer se a documentação for recusada 

Os participantes que tiverem seus pedidos de atendimento especializado recusados ainda podem entrar com recurso e enviar novos documentos comprobatórios, desde que sigam as regras estabelecidas no edital. 

Jaqueline Padilha

Jornalista formada pela UFSC e Redatora da Rede Enem.

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