As partes do CAULE – Revisão de Organologia Vegetal para o Enem!

Caule, nós, internós, gemas... Você conhece as partes de um caule? E as funções e tipos de caule? Revise organologia vegetal com o Blog do Enem!

O caule é um órgão vegetativo que sustenta as estruturas dos vegetais, conduz as seivas e pode armazenar nutrientes. Normalmente os caules são aéreos (ficam acima do solo), porém podem também ser subterrâneos ou aquáticos. Dos caules são extraídos produtos vegetais utilizados na alimentação (como o xarope de bordo e a batata inglesa), na indústria (como o látex para a produção de borracha) e também a madeira, utilizada para os mais diversos fins. Existem diferentes tipos de caules onde podemos encontrar estruturas como nós, internós e gemas. Você conhece estas estruturas? Não? Então saiba tudo sobre organologia vegetal com o Blog do Enem e gabarite as questões de Biologia! Vem com a gente!

Funções do caule: O caule faz a conexão entre e folhas e raízes. Assim, podemos considerar o caule como a principal estrutura de transporte de seiva bruta (sais minerais e água da raiz até as folhas) e da seiva elaborada (açúcares e água das folhas até as raízes).  Plantas jovens podem utilizar o caule clorofilado também para a fotossíntese. Em alguns casos, os caules podem também armazenar substâncias nutritivas, como no caso da batata inglesa.

Dica 1: Antes de continuar estudando organologia vegetal, que tal dar uma revisada nos tecidos meristemáticos primários e secundários dos vegetais? Então veja este super post sobre histologia vegetal com videoaula do professor Artur Ramos e dicas da professora Juliana Evelyn dos Santos: https://blogdoenem.com.br/tecidos-vegetais-biologia-enem/

Direção de crescimento dos caules: Geralmente os caules apresentam fototropismo (crescimento em direção à luz) positivo e geotropismo (crescimento em direção à terra) negativo.

 Partes do Caule Regiões do caule: De maneira geral, podemos dividir o caule em nós, internós (ou entrenós) e gemas.

Gemas ou meristemas: As gemas são regiões do caule onde se encontram os tecidos meristemáticos. São geralmente protegidas por folhas modificadas, chamadas de escamas ou catáfilos. As células que formam estes tecidos são capazes de se reproduzirem constantemente por mitose. Quando se diferenciam, os tecidos meristemáticos presentes nas gemas darão origem a novos órgãos vegetais. As gemas de um vegetal podem ser apicais ou laterais. A gema apical (ou terminal) se localiza no ápice do vegetal e tem como principal função gerar o crescimento vertical dos vegetais. As gemas laterais ou axilares (pois ficam “axilas”, ou bifurcações da planta) são estruturas exclusivas dos caules. Estas gemas surgem, como seu próprio nome já diz, nas laterais dos caules. As gemas laterais também possuem tecidos meristemáticos, porém, neste caso, irão realizar a produção de folhas, flores ou novos ramos do vegetal (crescimento secundário). As gemas axilares podem permanecer dormentes durante longos períodos e passarem a ficar ativas quando o vegetal atinge certas alturas (dependendo da espécie) ou quando sua gema apical é removida.

Dica 2: Revise também os tecidos vegetais de condução – O xilema e o floema! Veja este super post com dicas da professora Juliana Evelyn dos Santos.

Nós:  Os nós são as regiões onde surgem folhas, ramos ou flores. Neles estão localizadas as gemas laterais ou axilares.

Internós ou entrenós: Os internós são as regiões compreendidas entre dois nós. Em alguns tipos de caule os nós e os entrenós são bem visíveis, como no caso dos caules tipo colmo (como do bambu).

Nós e entre nós do Caule

Meristema intercalar: Em algumas angiospermas monocotiledôneas, podem ocorrer meristemas intercalares. Estes meristemas são parte do meristema apical que se desprenderam. Nestes casos, há crescimento longitudinal nos entrenós. Mas, fique ligado(a)! Na maior parte das plantas o crescimento longitudinal do vegetal se dá apenas pela gema apical. Assim, se você decidir fazer um coração com as suas iniciais e de seu amor em uma árvore a um metro do solo, daqui a 10  anos ele estará no mesmo lugar.

Agora, que tal ver uma videoaula bacaninha para resumir o conteúdo? Então veja este vídeo do canal “Me salva!”, do Youtube:

Dica 3: Parênquimas? O que é isso? Não se desespere, querido(a) candidato(a)! Nós podemos te ajudar! Veja este super post sobre os tecidos vegetais de sustentação e preenchimento dos vegetais (tem videoaula joinha do professor Artur Ramos!).

E aí, curtiu o vídeo? Bem legal, não é mesmo? Agora que você já está fera na estrutura do caule, que tal testar seus conhecimentos?

(Uel 2003) Geralmente, caules subterrâneos que acumulam substâncias nutritivas, denominados tubérculos, são confundidos como sendo raízes tuberosas que também acumulam reservas de amido. Um caso típico desse equívoco seria o de classificar a batata-inglesa como raiz tuberosa. Qual das alternativas apresenta uma característica que diferencia um tubérculo de uma raiz tuberosa?

  1. a) O tubérculo possui pelos absorventes para a absorção de água.
  2. b) A raiz tuberosa possui gemas axilares para o crescimento de ramos.
  3. c) O tubérculo possui coifa para proteger o meristema de crescimento.
  4. d) A raiz tuberosa possui gemas apicais para desenvolver novas raízes.
  5. e) O tubérculo possui gemas laterais para desenvolver ramos e folhas.

Resposta: e.

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Juliana Biologia Enem
Os textos e exemplos acima foram preparados pela professora Juliana Santos para o Blog do Enem. Juliana é formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de Ciências e Biologia em escolas da Grande Florianópolis desde 2007. Facebook: https://www.facebook.com/juliana.evelyndossantos.