A Economia Açucareira no Brasil Colonial – Resumo online com Simulado Enem

Os temas do Brasil Colonial caem direto no Enem e nos vestibulares. Veja como foi o Ciclo da Cana de Açúcar com um resumo completo. Em seguida teste o seu nível com 10 questões do simulado Enem de História. Se errar, têm dicas para estudar e garantir o sucesso nas provas!

Refresque a sua memória sobre a  Economia Açucareira, tema recorrente no Enem e vestibular. Mas antes, que tal ver este resumo sobre o tema para mandar bem na prova?

Você sabia que Portugal construiu o maior império litorâneo da História?

Contudo, quando outros países ingressaram na expansão marítima, os portugueses não conseguiram manter o gigantesco império, principalmente no Oriente. Foi então que o Brasil entrou nos planos coloniais portugueses. Era o início da colonização, pautada na economia açucareira. Vamos entender como isso tudo ocorreu para gabaritar História no Enem!

Por volta de 1530, as perdas territoriais no Oriente provocaram uma forte retração no comércio lusitano de especiarias. Foi então que o interesse pelo Brasil aumentou significativamente. Isto porque o território reunia condições muito favoráveis à produção do açúcar, já praticada pelos portugueses em suas ilhas atlânticas desde o século XV.  1 Diferente da extração de pau-brasil, a produção do açúcar exigia o deslocamento e a fixação de um grande número de pessoas, o que implicaria a colonização efetiva do Brasil. Soma-se a isso a necessidade de povoar o território para garantir a posse sobre o mesmo, o que estava ameaçado pela presença francesa no litoral através fundação de várias feitorias.

A primeira expedição colonizadora ocorreu entre 1530 e 1532 sob a liderança de Martim Afonso de Souza.

Patrocinado pelo rei, Martim Afonso de Souza deu início à colonização por meio da produção açucareira, construindo o primeiro engenho de açúcar na mesma região onde fundou a primeira vila do Brasil: São Vicente (1532). Aos poucos, a produção açucareira foi assumindo características comuns em toda a colônia:

Latifúndio

O caráter extensivo da agricultura canavieira exigia grandes extensões de terra para o seu cultivo, fazendo predominar no Brasil a grande propriedade, o que era compatível com a enorme extensão territorial da colônia. Contribuía para isso a ocorrência em grandes áreas de um solo argiloso muito propício à cultura canavieira: o solo de massapé.

O latifúndio foi sem dúvida a base de uma sociedade historicamente marcada pela desigualdade social e pela má distribuição de terras, permitindo a formação de uma sociedade aristocrática dominada pelos donos de terras e escravos: os senhores de engenho.

As fazendas canavieiras, mais conhecidas como engenhos de açúcar, eram um grande complexo agro-manufatureiro auto-suficiente, o que desfavoreceu no início da colonização o surgimento de pequenas propriedades voltadas para o mercado interno.

economia açucareira no Brasil Colonial
Engenho de açúcar. Fonte: essaseoutras.xpg.uol.com.br

Monocultura de exportação

Por ser um produto de clima tropical, o açúcar alcançava grande valor comercial na Europa, onde o clima mais frio tornava-o raro e muito valorizado, tão valorizado que chegou a fazer parte do dote pago em casamento por nobres europeias. Este foi um dos fenômenos econômicos da economia açucareira.

Desta forma, o açúcar era produzido exclusivamente para atender ao mercado europeu, sendo o único produto na colônia voltado a esse fim. Isso não quer dizer que nada mais era produzido nos engenhos brasileiros. Havia o cultivo em pequena escala de gêneros alimentícios voltados à subsistência dos habitantes do engenho: mandioca, feijão, milho etc.

Parceria holandesa na economia açucareira

A crise lusitana no comércio de especiarias orientais afetava não somente a capacidade financeira da burguesia portuguesa, mas também da Coroa, que sofria com uma queda brusca na arrecadação de impostos. Faltavam recursos para a montagem da estrutura necessária à colonização do Brasil.

Foi então que a burguesia portuguesa recorreu a empréstimos contraídos junto a bancos holandeses para a compra dos engenhos de açúcar, das mudas de cana e dos escravos africanos. Os holandeses também compravam em Portugal o açúcar brasileiro para revendê-lo no mercado europeu.

Mão de obra escrava africana

A colonização iniciada em 1530 mudou a relação entre portugueses e índios. A relação amistosa baseada no escambo cedeu lugar às guerras de ocupação e escravização promovidas pelos portugueses. A superioridade bélica portuguesa se sustentava no uso de  armas de fogo, desconhecidas pelos índios. Mesmo vencendo as guerras, os portugueses tinham dificuldade de submeter os índios ao trabalho escravo.

Mesmo quando o faziam, não obtinham grande produtividade em função da grande distância cultural. Os índios, em sua economia de subsistência, não se adequavam, mesmo sob castigos físicos, ao trabalho compulsório voltado para o acúmulo de excedentes e ao lucro. Outro importante obstáculo à escravidão indígena foi o genocídio provocado pela transmissão de doenças oriundas da Europa.

Diante destas dificuldades, a Coroa portuguesa preferiu o uso da mão de obra escrava africana. Isto se deveu a três motivos principais. O comércio de escravos africanos já era uma atividade praticada pelos portugueses desde a metade do século XV, gerando lucros à burguesia portuguesa e impostos à Coroa, o que não era possível no Brasil através da captura de índios, atividade que barateava a produção aos colonos, mas não beneficiava a metrópole.

Além disso, a escravidão já era uma prática recorrente entre vários povos africanos, mesmo não sendo marcada pela imposição de um ritmo de trabalho tão intenso quanto aquele a ser praticado no Brasil. Por fim, acrescenta-se a experiência das tribos africanas com a prática agrícola, fundamento econômico da sua organização social, o que não alcançava a mesma importância nas tribos indígenas do Brasil.

Veja a aula completa sobre o Ciclo da Cana de Açúcar:

Economia açucareira – Revisão História Enem

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Economia açucareira

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