Quem sabe Tabuada de cor tem vantagem no Enem e nos Vestibulares. Veja!

Sim, é verdade: Quem sabe Tabuada 'na ponta da língua' tem vantagens nas provas do Enem e do Vestibular. Pesquisas mostram que os estudantes que são estimulados a 'estudar mais', a fazer listas de exercícios, saber tabuada de cor, e que fazem provas ‘puxadas’ durante o Ensino Fundamental e o Ensino Médio têm mais chances no Enem. Veja abaixo, e trate de mudar sua rotina se você estiver numa escola 'frouxa'. Confira!

O Blog do Enem levantou uma boa polêmica para você cobrar mais profissionalismo no Colégio Particular ou na Escola Pública em que você está matriculado. Para você se dar bem no Enem o que importa é mais conteúdo e mais rigor nas avaliações do que uma postura paternalista dos professores em sala de aula. E, quer saber mais? – Quem sabe tabuada na ponta da língua tem mais chances de se dar bem. Confira.

A dica é do matemático Nuno Crato, 61 anos, vencedor do prêmio European Science Award de 2008, e Ministro da Educação de Portugal. Pra ele, não há dúvida: Escolas que adotam o modelo construtivista, onde o professor é um “facilitador”, que cobra pouco dos alunos, e que deixa que o estudante desenvolva o próprio conhecimento num ritmo autônomo, estão na contramão do que se passa no mundo desenvolvido. Ao invés de ajudar, estas escolas prejudicam o futuro dos alunos.

Achou complicado de entender? O professor Nuno dá exemplos para facilitar o entendimento. Segundo ele, ‘o ensino deve ser progressivo, sem pular etapas, e sempre reforçando o mais básico’. Professores que adotam teorias em que os alunos devem aprender por si mesmos, construindo a partir do que julgarem interessante são adeptos ingênuos de teorias ou ideologias ultrapassadas. O resultado é menos aprendizado em comparação ou as escolas mais puxadas.

Na hora do Enem esta estratégia de aprendizagem pode resultar em prejuízo para quem estudou assim, pois o candidato pode demorar muito mais a resolver as questões ou nem mesmo ter aprendido todo o conteúdo que cai nas provas.

O que faz a diferença entre aprender mesmo e apenas tentar construir o conhecimento é estudar em colégios onde os professores ‘tem o dever de transmitir aos seus alunos os conteúdos nos quais se graduou’. Os professores precisam ter objetivos claros e bem definidos sobre o que vai ensinar, recomenda o professor Nuno.

Não vacile. Saber a Tabuada não é caretice. Oxigena o cérebro e coloca você no pelotão da frente.

 Decorar tabuada não faz mal, só ajuda a ganhar velocidade.

Ele afirma que as pesquisas contemporâneas sobre o cérebro concluem que decorar tabuada e outros fundamentos básicos só ajuda, pois acelera o raciocínio do estudante, que passa a ter muitas respostas já consolidadas e não perde tempo tendo que montar contas todo o tempo.EnemO aluno que já sabe o básico de cor pode cuidar de questões mais complexas e relevantes, e seguir avançando ser desperdiçar energia.

Quem não aprende tabuada perde tempo na prova no Enem

Numa disputa como a do Enem, onde estão em jogo vagas gratuitas nas universidades públicas e bolsas de estudo nas melhores universidades particulares pelo Prouni errar uma questão simples pode derrubar as suas chances. E, na outra ponta, acertar uma questão mais difícil faz toda a diferença para obter mais pontos no resultado do Enem.

O professor Nuno discorda das teorias que em Portugal ele chama de ‘Eduquês’, e que no Brasil são chamadas de “Pedagogês”. Para ele, desde crianças ainda pequenas os alunos devem saber claramente o que acertaram e o que erraram. Devem fazer provas e, se errarem, devem ser orientados a recuperar o que ficou para trás sem passar por cima dos erros. Nuno recomenda ainda listas de exercícios para consolidar na mente do aluno os aprendizados científicos essenciais.

Confusão entre Escola Exigente x Escola Autoritária.

Quem estuda assim, chega mais longe. Ele fala Acom uma boa dianteira do Brasil, pois as escolas que ele comanda em Portugal colocaram o país no 27º lugar mundial em Educação Básica. O Brasil tem a 6ª economia do mundo, o 2º ou o 3º mercado mundial que mais cresce em internet, smartphones e notebooks, é o 1º na exportação de minério de ferro, mas ocupa apenas a 65ª posição em educação.

A formação de professores no Brasil vive um falso dilema entre ‘Escola Exigente’ e ‘Escola Autoritária’. Um envolvimento crescente de movimentos políticos levou para dentro de uma grande parte das escolas públicas de que professores e alunos ‘aprendem juntos’, provocando uma perda de autoridade para o professor em sala de aula e no ambiente escolar. Não precisa de palmatória ou ‘vara’ para o professor se impor. Basta o domínio da metodologia, da disciplina, e de regras claras para que todos cumpram para chegar aos objetivos de aprendizagem, e que são cobrados com rigor para que os alunos evidenciem a aprendizagem ou recebam o reforço escolar necessário.

Em grande parte das escolas públicas uma conduta de baixa exigência dos professores em relação aos alunos traz  prejuízos para a disciplina dos estudantes e para o rendimento em aprendizagem. Estes resultados negativos aparecem nos baixos índices de rendimento escolar dos jovens brasileiros em comparação com os demais países com as mesmas condições socioeconômica.

Uma escola exigente não precisa ser autoritária, como exemplificam os países que lideram os rankings mundiais de qualidade. O Brasil só perde neste falso dilema que domina o pensamento da maioria dos sindicatos de professores.

E na sua opinião, por que será que a gente paga este mico internacional na educação?

Como é na sua Escola ou no seu Colégio?

E na sua Escola Pública ou no seu Colégio Particular, os professores estão na onda ‘construtivista’ que o professor Nuno afirma que ficou já no passado, e que mais prejudica do que ajuda? Ou o ensino é puxado e focado nos conhecimentos científicos?

Veja no site da revista Veja uma entrevista completa com o professor Nuno Crato,

Veja aqui as melhores escolas do Brasil no Enem.