Redação Enem – Tire dúvidas sobre Regência verbal com aula grátis

Prepare-se para Redação Enem revisando um dos aspectos que mais causam dúvidas na hora de escrever: Regência V­­erbal.

“Maria namora com José”. “Prefiro dormir do que ir a festa”.  Quem nunca cometeu errinhos como os dessas sentenças? A regência verbal é um aspecto que sempre nos deixa em dúvida e que acaba nos prejudicando em nossas redações.  Essa dificuldade em escrever ocorre, pois na linguagem oral não costumamos empregar corretamente as regênciasdos verbos.

Lembre-se que as regras de correção da Redação Enem mudaram de 2012 para 2013, e que os pequenos deslizes gramaticais não serão mais perdoados. Então, para não marcar bobeira na redação do Enem, chegou a hora de retomar esse conteúdo.

Dica 1 –Redação Enem – Dicas para mandar bem na Redação – https://blogdoenem.com.br/redacao-enem-dicas/

Como fazer corretamente a Regência Verbal? – A maioria dos verbos da língua portuguesa apresenta apenas uma transitividade, ou seja, uma única regência. Há, porém, os que apresentam múltipla regência. Vamos nos ater a revisar estes, pois dominar a aplicação correta das regências vai contribuir para o seu sucesso na Redação Enem.

Em primeiro lugar, vale lembrar que, quanto à regência verbal, os verbos podem ser:Transitivo direto, quando seu complemento é um objeto direto; Transitivo indireto, nos casos em que o complemento é um objeto indireto; Transitivo direto e indireto, que apresentam um objeto direto e um indireto, e Intransitivo, que se apresenta sem objeto.

Para aprender tantos detalhes da nossa língua vale reforçar os estudos com essa vídeo-aula sobre regência verbal, do professor Fábio D’Avila, do portal Aula livre.

Não quer pagar mico na Redação Enem? Agora é assim: Errou na Regência Verbal, perdeu pontos na Redação. Para ajudar você a mandar bem na Redação consultamos no site Info escola uma lista de verbos que corriqueiramente nos deixam com dúvida sobre qual regência aplicar:

ASPIRAR – O verbo aspirar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. Ele é transitivo direto quando significa “sorver”, “tragar”, “inspirar” e exige complemento sem preposição. Como nos exemplos: “Ela aspirou o aroma das flores.” e“Todos nós gostamos de aspirar o ar do campo.”.  E se caracteriza como um verbo transitivo indireto quando significa “pretender”, “desejar”, “almejar” e exige complemento com a preposição “a”.

Exemplos: “O candidato aspirava a uma posição de destaque.” e “Ela sempre aspirou a esse emprego.”. Vale observar que quando esse verbo é transitivo indireto, não admite a substituição pelos pronomes lhe(s). Devemos substituir por “a ele(s)”, “a ela(s)”. Exemplo: “- Aspiras a este cargo? – Sim, aspiro a ele. (e não “aspiro-lhe”).”

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ASSISTIR – O verbo assistir pode ser transitivo indireto, transitivo direto e intransitivo. Nos casos em que ele é transitivo indireto traz o significa de “ver”, “presenciar”, “caber”, “pertencer” e exige complemento com a preposição “a”.

Exemplos: “Assisti a um filme. (ver)”, “Ele assistiu ao jogo.” e “Este direito assiste aos alunos. (caber)”. Ele é transitivo direto: quando significa “socorrer”, “ajudar” e exige complemento sem preposição. Exemplo: “O médico assiste o ferido. (cuida)”. Nesse caso o verbo “assistir” pode ser usado com a preposição “a”, como no exemplo: “Assistir ao paciente.”. Já quando o verbo “assistir” significa “morar”, ele é intransitivo e exige a preposição “em”. Exemplos: “O papa assiste no Vaticano. (no: em + o)”, “Eu assisto no Rio de Janeiro.”.  “No Vaticano” e “no Rio de Janeiro” são adjuntos adverbiais de lugar.

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CHAMAR – O verbo chamar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. É transitivo direto quando significa “convocar”, “fazer vir” e exige complemento sem preposição.

Exemplo: “O professor chamou o aluno.”.  Ele é transitivo indireto quando significa “invocar” e é usado com a preposição “por”. Exemplo: “Ela chamava por Jesus.”. Com o sentido de “apelidar” pode exigir ou não a preposição, ou seja, pode ser transitivo direto ou transitivo indireto, admitindo as seguintes construções: “Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)”; “Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo)”; “Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)”, e “Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)”.

VISAR – Pode ser transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto (com preposição). Quando significa “dar visto” e “mirar” é transitivo direto. Exemplos: “O funcionário já visou todos os cheques. (dar visto)” e “O arqueiro visou o alvo e atirou. (mirar)”. Quando significa “desejar”, “almejar”, “pretender”, “ter em vista” é transitivo indireto e exige a preposição “a”.

Exemplos: “Muitos visavam ao cargo.” e “Ele visa ao poder.”. Nesse caso não admite o pronome lhe(s) e deverá ser substituído por a ele(s), a ela(s). Ou seja, não se diz: viso-lhe. Vale observar que quando o verbo “visar” é seguido por um infinitivo, a preposição é geralmente omitida. Exemplo: “Ele visava atingir o posto de comando.”.

ESQUECER – LEMBRAR – Os verbos lembrar e esquecer são transitivos diretos quando exigem complemento sem preposição. Como observamos nos exemplo: “Ele esqueceu o livro.”. Eles são transitivos indiretos quando exigem complemento com a com a preposição “de”. Exemplos: “Ele se esqueceu do caderno.”; “Eu me esqueci da chave.”; “Eles se esqueceram da prova.”, e “Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.”.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes, veja: “Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)” e “Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)”.  O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa).

PREFERIR – É transitivo direto e indireto, ou seja, possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um objeto indireto (complemento com preposição). Exemplos: “Prefiro cinema a teatro.” e “Prefiro passear a ver TV.”. Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”

SIMPATIZAR – É um verbo transitivo indireto e exigem a preposição “com”. Exemplo: “Não simpatizei com os jurados.”.

QUERER – Pode ser transitivo direto (no sentido de “desejar”) ou transitivo indireto (no sentido de “ter afeto”, “estimar”). Exemplos: “A criança quer sorvete.” e “Quero a meus pais.”.

NAMORAR – É transitivo direto, ou seja, não admite preposição. Exemplo: “Maria namora João.”. Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

OBEDECER – É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a). Exemplo: “Devemos obedecer aos pais.”. Vale observar que, embora seja transitivo indireto esse verbo pode ser usado na voz passiva. Exemplo: “A fila não foi obedecida.”.

VER – É transitivo direto, ou seja, não exige preposição. Exemplo: “Ele viu o filme.”.

Hora de relaxar! Para descontrair um pouquinho, separamos para você um vídeo em que o professor Laert Júnior canta uma composição com as temáticas de Regência Verbal e nominal, confira!  Regência nominal e verbal – Música.

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Este post foi elaborado por Amanda Nascimento. Ela é formada em jornalismo pela Unisul. Atualmente é acadêmica do curso de Letras – Português e Literaturas, na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, editora de revistas, e colaboradora do Blog do Enem. Amanda está aqui no Facebook:  https://www.facebook.com/amanda.nascimento.9066 .

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