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Revolução Industrial: do artesanato à maquinofatura – História Enem

É hora de rever o conteúdo sobre a Revolução Industrial. Nesta aula você fica sabendo como surgiu a maquinofatura. Cai no Enem e nos vestibulares do todo o Brasil. Confira!

Em meados do século XVIII surgem na Inglaterra as primeiras fábricas modernas, com máquinas movidas pela energia do vapor. As mudanças provocadas pela industrialização no modo de os seres humanos viverem, se relacionarem e de produzirem mercadorias foram tão profundas que esse período ficou conhecido como Revolução Industrial.

A Revolução Industrial é um evento ainda em curso. A tecnologia da produção não para de avançar, tornando a fabricação de bens de consumo uma tarefa cada vez mais mecânica e menos humana. A mudança radical que ocorreu na Revolução Industrial  na Inglaterra entre 1780 e 1840 trouxe a produção mecanizada.  Os equipamentos movidos pela força da máquina a vapor inventada por James Watt em 1760 substituiam o trabalho humano em atividade repetitivas ou que exigiam o uso da força. Nascia ali a produção em série e a organização da força de trabalho na planta de produção com (longas) jornadas definidas e funções especializadas.

Veja porque a Revolução Industrial ocorreu na Inglaterra:

  • A Revolução Industrial teve início na Inglaterra em função do conjunto de características favoráveis ao desenvolvimento da produção industrial. Confira os fatores que propiciaram a Revolução Industrial:
  • Havia grande concentração de riquezas nas mãos da burguesia inglesa, resultado de seus ganhos com as atividades mercantilistas;
  • A partir do século XVII a Inglaterra controlava a oferta de manufaturados nos mercados coloniais;
  • Desde a Revolução Gloriosa de 1688, ocorrida na Inglaterra, governo inglês apoiava efetivamente a busca do lucro privado pelos comerciantes;
  • A Inglaterra possuía grandes jazidas de carvão e ferro, matérias-primas indispensáveis à fabricação de máquinas e geração de energia, e as extraía para o abastecimento doméstico;
  • Nas cidades inglesas havia concentração de mão de obra, resultado do forte êxodo rural provocado pelos cercamentos.

Veja as principais formas de produção na Revolução Industrial:

Antes do surgimento das fábricas o artesanato era o principal meio de organização do processo produtivo de utensílios básicos utilizados no cotidiano, tais como móveis, ferramentas e roupas.

Os artesãos conheciam todas as etapas de fabricação de uma mercadoria: compravam a matéria-prima, confeccionavam o produto e vendiam-no. A produtividade dependia do ritmo e da habilidade do artesão. Por isso, o artesanato não garantia uma produção volumosa.

Ainda convivemos com esse tipo de produção, porém, o artesanato voltou-se para a produção de artigos de luxo, peças artísticas e de decoração etc.

No século XV, desenvolveu-se o sistema doméstico: o artesão recebia encomendas de homens de negócio para produzir certas peças. Estes empresários forneciam a matéria-prima, pagavam o artesão e revendiam o produto final. Mesmo trabalhando no sistema doméstico, o artesão ainda mantinha grande autonomia, pois conhecia todas as etapas de produção da mercadoria e controlava o tempo necessário para a execução de cada tarefa.

Nesta obra abaixo vemos um artesão e sua esposa trabalhando em uma oficina doméstica. Podemos perceber que há uma criança no cesto e outra brincando ao lado enquanto os pais trabalham. O sistema doméstico de produção não separava a vida familiar das tarefas do trabalho.Revolução Industrial - História EnemA oficina de um tecelão, pintura de Gillis Rombouts, 1656. Museu Frans Hals, Holanda. In: BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar história: das origens do homem à era digital. 8º. ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2011. p. 82.

A manufatura surge no mesmo período, quando estes empresários começam a agrupar os artesãos em grandes galpões para controlar melhor a produção. Neste sistema a produção era dividida em diferentes etapas, cada qual realizada por um trabalhador, contando com o auxílio de ferramentas e algumas máquinas simples.

Imagem de uma oficina que fabrica botas e está organizada a partir da divisão do trabalho.Revolução Industrial - História EnemFonte: VICENTINO, Cláudio. Projeto Radix: história. 8º. ano. 2. ed. São Paulo: Scipione, 2012. p. 104.

Neste sistema o artesão deixou de ser o dono dos instrumentos e do local de trabalho e passou a trabalhar em troca de um salário.

Na segunda metade do século XVIII, a manufatura foi substituída pela maquinofatura. Os comerciantes queriam mais mercadorias para vender e reclamavam do ritmo de trabalho dos artesãos, o qual achavam lento. Buscaram, então, uma saída para aumentar a produtividade sem depender do conhecimento do artesão sobre o processo de produção: a máquina.

A tarefa do trabalhador era alimentar a máquina, controlar sua velocidade e zelar por sua manutenção.  A principal conseqüência dessa organização foi a dependência do homem em relação à tecnologia. O trabalhador deixou de ser o dono dos instrumentos de trabalho e perdeu o conhecimento que tinha de todo o processo de produção.

A imagem representa uma tecelagem na Inglaterra. Gravura de 1833.revolucao-industrial-4Fonte da imagem: BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar história: das origens do homem à era digital. 8º. ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2011. p. 83.

A Segunda Revolução Industrial

A evolução contínua no campo da ciência e da tecnologia permitiu o desenvolvimento de máquinas cada vez mais eficazes na produção em série e nas formas de domínio humano sobre as fontes de energia. Este ciclo contínuo provocou nas décadas de 1850 a 1870 um novo salto, denominado A Segunda Revolução Industrial. A Segunda Revolução IndustrialConfira aqui um resumo completo da Segunda Revolução Industrial para as provas do Enem e dos vestibulares.

Aula Gratuita sobre A Revolução Industrial

Vamos revisar este conteúdo? Assista a esta aula em vídeo da professora Alessandra Nóbrega e fique atento às fases da Revolução Industrial.

Exercício de Revolução Industrial: Agora chegou a vez de você testar o seu conhecimento. Responda a esta questão do Enem que o Blog do Enem preparou para você.

(Enem-MEC)

“Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes.”

SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre a sua natureza e suas causas. São Paulo: Nova Cultural, 1985. v. 1.

Revolução Industrial - História Enem

A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações.

I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários.

II. O texto refere-se à produção informatizada e o quadrinho, à produção artesanal.

III. Ambos contêm a ideia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário.

Dentre essas afirmações, apenas:

a) (     ) I está correta.
b) (     ) II está correta.
c) (     ) III está correta.
d) (     ) I e II estão corretas.
e) (     )  I e III estão corretas.

Resposta: a resposta correta é a letra “e”.

Carla Regina História
O texto desta aula foi preparado pela professora Carla Regina da Silva para o Blog do Enem. Carla é formada em licenciatura e bacharelado em História pela UFSC. https://www.facebook.com/carla.regina.779.