Introdução à Genética: revisão gratuita com Simulado Biologia Enem

Veja resumo completo com a Introdução à Genética para mandar bem na Biologia Enem e do Vestibular. Confira aula gratuita e depois responda 10 questões do Simulado sobre genética e prepare-se para as provas!

Genética é conteúdo básico de Biologia para o Enem e os vestibulares. Afinal, os segredos da vida estão no DNA, e o estudo da genética investiga a raiz do código da vida e como ocorrem os processos de reprodução e de transmissão das características hereditárias. Veja aula gratuita com dicas e Simulado Enem.

Quando você ouve falar de hereditariedade, provavelmente logo relaciona o tema com o DNA. Ora! Você já aprendeu que o DNA é a molécula que carrega as informações genéticas ou hereditárias. Porém, nem sempre essa foi uma ideia tão óbvia. A herança genética só foi relacionada a esta molécula especial no início do século passado. As Leis de Mendel estão na origem dos estudos da GenéticaMas, mesmo antes desta descoberta, as leis básicas que regem a hereditariedade nos seres vivos já começaram a ser desvendadas pelo monge e botânico austríaco Gregor Mendel. Ele entrou para a história da ciência com As Leis de Mendel.

Ao logo de sua vida, Mendel realizou inúmeros experimentos onde observou a herança de caracteres biológicos em plantas. Utilizando principalmente ervilheiras (plantas que dão ervilhas) ele demonstrou que as plantas transmitiam suas características seguindo padrões simples estatisticamente.

Mendel utilizou estas plantas por terem fácil cultivo, produzirem muitas sementes e terem um ciclo de vida curto (e, quem sabe, ele também gostasse de comer ervilhas). Outra vantagem na utilização desta planta, é que elas poderiam apresentar características variáveis na cor e no formato de suas sementes, por exemplo. E assim foi construindo As Leis de Mendel.

Dica 1: Quer relembrar  aquele estudo de Biologia sobre a estrutura do DNA e do RNA? É conteúdo frequente nos vestibulares, na Fuvest e no Enem. Veja aqui post com aula da Khan Academy e resumo da professora de biologia Juliana sobre o tema: https://blogdoenem.com.br/biologia-khan-academy/

Mendel observou as diferentes características das ervilheiras e supôs que cada característica apresentada pela planta deveria ter um “fator” que produzia esta cor. Veja bem, ele chamou de “fator” o que anos depois viria a ser chamado de gene, que é um trecho do DNA que produz determinada característica. Em um dos experimentos que realizou, Mendel cruzou plantas que produziam ervilhas amarelas com plantas que produziam ervilhas verdes. Antes de realizar este experimento, ele selecionou ao longo de algumas gerações plantas que só produziam sementes amarelas, assim como plantas que só produzissem sementes verdes.

Com estas plantas, Mendel realizou cruzamentos artificiais, em que ele pegava o pólen de uma variedade de ervilha e aplicava-os no gineceu (parte feminina) de outra planta.  Essas primeiras plantas foram chamadas de geração Parental ou P.

As sementes resultantes desse cruzamento geraram plantas cujas ervilhas eram todas amarelas, chamadas de geração F1. Como a geração F1 foi produzida a partir de plantas com duas características diferentes, a geração F1 desse cruzamento foi também considerada por Mendel como híbrida. Então, você, assim como Mendel naquela época, deve estar pensando: Ué, mas onde foi parar a característica verde? Para responder a esta pergunta, Mendel cruzou os indivíduos híbridos.

O resultado desse cruzamento (geração F2) foi muito interessante: foram produzidas 75% de sementes amarelas e 25% de sementes verdes. Ou seja, uma proporção de 3 sementes amarelas para 1 verde. O aparecimento de sementes verdes mostrou a Mendel que o fator para a produção de ervilhas verdes não havia desaparecido durante o primeiro cruzamento e sim que ele não teria conseguido se expressar. A partir dessa ideia, Mendel passou a chamar o fator para a ervilha amarela de “dominante” e o fator para a ervilha verde de “recessivo”. Nasciam os fundamentos das Leis de Mendel.

As Leis de Mendel

Veja na imagem Experimento de Mendel com o cruzamento de ervilhas verdes e amarelas. É o básico do básico para você entender as Leis de Mendel, abrir a cabeça para aprender o restante, e depois gabaritar em Genética no Enem e nos vestibulares.As ervilhas de MendelA 1ª Lei de Mendel – Dessa maneira, Gregor Mendel levantou algumas hipóteses:

  1. todos os organismos possuem um par de fatores responsável por cada característica que apresenta;
  2. os fatores de cada característica são recebidos dos pais, cada um dos pais contribui com um fator do par;
  3. quando um indivíduo possui dois fatores diferentes, geralmente apenas um deles pode se manifestar (o dominante) e o outro ficar “escondido” ou inativado (o recessivo);
  4. os fatores geralmente não se misturam e nos gametas eles aparecem em doses simples.

Esta última conclusão ficou conhecida como 1ª Lei de Mendel ou lei da segregação de um par de fatores.

Dica 2: Que tal revisar a matéria biologia sobre a meiose e entender melhor a produção dos gametas? Veja o post a seguir sobre biologia: https://blogdoenem.com.br/biologia-meiose-aula-khan-academy/

Os fundamentos da Genética

Hoje, como disse anteriormente, sabemos que os “fatores” descritos por Mendel são, na verdade, os genes. Precisamos relembrar então, que a maioria dos organismos é formada por células 2n. No nosso caso, nosso código genético completo (2n) está dividido em 46 pedaços de DNA – os cromossomos. Destes, 23 vieram do pai e 23 da mãe do indivíduo, formando 23 pares de cromossomos homólogos.

Quando dizemos que os nossos cromossomos formam 23 pares, estamos nos referindo à homologia entre eles. Traduzindo: cada par de cromossomos possui um cromossomo vindo de cada genitor, sendo que os cromossomos que formam cada par trazem genes para as mesmas características genéticas, porém podem trazer informações diferentes. Geneticamente dizemos, então, que cada gene pode ter “alelos” diferentes, ou seja, informações diferentes para uma mesma característica. 

Por exemplo, a sequência de DNA que condiciona olhos claros e a sequência para olhos escuros, são alelos para o mesmo par de genes, localizados na mesma posição (mesmo lócus) nos cromossomos homólogos e que produzirão resultados para a mesma característica – a cor dos olhos. Embora os alelos, neste e em outros casos, estejam controlando as mesmas características, eles podem ter resultados diferentes.

Por uma questão de convenção, usamos a primeira letra do caráter recessivo para denominar os alelos: o alelo recessivo recebe a letra minúscula e o dominante a maiúscula. No caso da cor dos olhos, por exemplo, utilizamos a letra “a” de “azul” para nomear os alelos para cor de olhos. Como o alelo para cor azul é recessivo, chamamo-lo de “a”. Já o alelo para cor castanha é dominante, por isso é chamado de “A”.

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Antes de começar o simulado de genética, assista a uma aula-resumo com a professora Juliana Evelyn Santos, do canal Curso Enem Gratuito.

Simulado de Genética

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