Transporte de seiva bruta: Revise fisiologia vegetal

Você sabe como ocorre o transporte de seiva bruta dentro dos vegetais? Não? Então revise aqui nesta aula de biologia, com o Blog do Enem!

Pteridófitas, gimnospermas e angiospermas possuem um sistema de vasos para transportar por toda a planta substâncias de que estes vegetais necessitam. Por possuírem este sistema de vasos, chamamos estas plantas de traqueófitas. Mas, apesar de terem um sistema de vasos, as plantas não possuem uma bomba para impulsionar as substâncias ao longo de seus vasos, como nos animais – que possuem um coração. Então, como ocorre esse transporte? Você sabe como se dá o transporte de seiva bruta dentro de uma planta traqueófita? Não? Então revise com este super post e arrase nas questões de biologia do Enem e dos vestibulares.

Antes de falarmos sobre o transporte de substâncias é importante que você se lembre de que existem dois tipos de seivas dentro de uma planta. A seiva bruta (também chamada de inorgânica), assunto deste post, é composta de água e sai minerais absorvidos pelas raízes da planta. A seiva bruta, nas traqueófitas, é transportada pelos vasos lenhosos, também chamados de xilema. Há também a seiva elaborada, ou orgânica, que é composta de água e produtos da fotossíntese (como a glicose) e é transportada pelos vasos liberianos, também chamados de floema.

Dica 1: Antes de continuar revisando o transporte de seiva bruta, que tal revisar os tecidos de condução (xilema e floema)? Então veja este super post sobre Tecidos Vegetais e fique craque em botânica!

Transporte de seiva bruta: as raízes absorvem do solo sais minerais através de transporte ativo, ou seja, aquele transporte que se dá contra um gradiente de concentração e assim, configura gasto de energia para a célula. Porém, ao absorver estes sais minerais, as células das raízes tornam-se hipertônicas. Assim, a água passa a entrar na raiz naturalmente, através de osmose. Esta entrada de água e sais minerais nas raízes gera uma pressão positiva, chamada de pressão da raiz. Esta pressão acaba empurrando a seiva bruta para cima, em direção às folhas, através dos vasos lenhosos. Isso funciona bem em plantas de pequeno porte, porém, em árvores grandes, a pressão da raiz não é suficiente para empurrar a seiva bruta até o topo do vegetal. Mas então, como a seiva bruta sobe até os galhos mais altos de uma grande árvore? Com a ajuda da transpiração que ocorre nas folhas!  Para que a planta realize fotossíntese, ela precisa que os estômatos, situados nas folhas, abram-se para trocar gases. Assim, eles acabam perdendo água através da evapotranspiração. Com isso, as células dos parênquimas presentes nas folhas acabam ficando com maior concentração de sais e, através de processos osmóticos, passam a absorver a seiva bruta que está passando nos vasos do xilema próximos a elas.  A contínua absorção de líquidos por parte das células das folhas gera uma tensão constante na coluna de líquidos dentro do xilema, fazendo com que a água seja puxada para cima. Outro fator que ajuda é o tipo de ligação que as moléculas de água formam entre si – as pontes de hidrogênio. Essas ligações mantêm a coesão entre as moléculas de água, fazendo com que o líquido forme uma rede tridimensional dentro do xilema e se sustente. A absorção constante de água pelas raízes repõe a água perdida pelos estômatos durante a transpiração e garante a continuidade do processo. Esse processo foi descrito pela primeira vez pelo cientista irlandês Henry Dixon e é conhecido como teoria da coesão e tensão ou teoria de Dixon.

Transporte de seiva bruta: Revise fisiologia vegetal

Dica 2: Estômatos? O que é isso? Para revisar esta e outras estruturas epidérmicas, veja este super post com a segunda parte de tecidos vegetais com videoaula do canal Me Salva e dicas da professora Juliana Evelyn dos Santos.

Controle da transpiração pelos estômatos: Os estômatos são estruturas epidérmicas geralmente encontradas nas superfícies inferiores dos limbos das folhas. Cada estômato é formado por duas células clorofiladas chamadas de células-guarda. Quando a água entra dentro dessas células, deixa-as intumescidas e altera seu formato, fazendo com que pareçam dois feijões. Esse formato faz com que se abra entre estas células uma abertura chamada de ostíolo. Em situações de grande quantidade de água disponível no ambiente, as células-guarda ficam cheias permitindo a evapotranspiração. Caso haja falta de água, as células-guarda ficam murchas e acabam fechando o ostíolo. O controle do fechamento dos estômatos em caso de stress hídrico é feito pela presença de um hormônio vegetal chamado de ácido abscísico, secretado pelas células do parênquima clorofiliano quando estas se encontram com baixa quantidade de água. Outro fator que influencia a abertura e o fechamento dos estômatos é a presença de íons potássio (K+). A absorção de água pelas células-guarda resulta principalmente da absorção de íons K+ através da membrana por transporte ativo.  Quando a célula acumula estes íons por transporte ativo, sua pressão osmótica aumenta e por osmose a célula acaba absorvendo água das células vizinhas. Se o transporte ativo é interrompido, o potássio acumulado sai das células, diminuindo sua concentração e, consequentemente, a entrada de água nas células. Alguns fatores ambientais, além da disponibilidade de água podem  influenciar a entrada e saída de água, pois interferem na absorção de potássio, como a quantidade de luz e a concentração de gás carbônico. Normalmente os estômatos estão abertos durante o dia e fechados durante a noite, pois a absorção de energia luminosa estimula o transporte ativo de íons potássio que se acumulam na célula.  Sem luz, não há transporte ativo de potássio. Sendo assim, os íons saem das células-guarda, a concentração de sais dentro delas diminui e assim param de absorver água.  Já a baixa concentração de gás carbônico estimula o transporte ativo de íons potássio, para dentro das células-guarda, estimulando a abertura dos estômatos. O efeito do ácido abscísico supera o estímulo de abertura pela luz e pelo gás carbônico. Isso garante que, caso a planta esteja quase desidratada, os estômatos se fechem.

Transporte de seiva bruta: Revise fisiologia vegetal

Dica 3: Revise também as partes do caule! Veja este post com várias dicas para você arrasar em biologia no Enem e nos vestibulares!

E aí, curtiu nosso resumo? Beleza! Agora, para finalizar sua revisão, veja esta videoaula sobre condução de seiva bruta do canal “Me salva”:

Agora que você já sabe tudo sobre a condução de seiva bruta, que tal testar seus conhecimentos?

(UFSCar) Nas angiospermas, a condução da seiva bruta (água e sais minerais) ocorre das raízes até as folhas, as quais podem estar situadas dezenas de metros acima do nível do solo. Nesse transporte estão envolvidos

a) elementos do xilema, no interior dos quais as moléculas de água se mantêm unidas por forças de coesão.
b) elementos do floema, no interior dos quais as moléculas de água se mantêm unidas por pressão osmótica.
c) elementos do parênquima, dentro dos quais as moléculas de água se mantêm unidas por pressão osmótica e forças de coesão.
d) elementos do parênquima e floema, dentro dos quais as moléculas de água se mantêm unidas por forças de coesão.
e) elementos do xilema e do floema, dentro dos quais as moléculas de água se mantêm unidas por pressão osmótica.

Resposta: A

(UFSM) A capilaridade e transpiração, segundo a teoria da coesão-tensão, são dois fenômenos responsáveis pelo(a)

a) transporte da seiva elaborada apenas.
b) entrada de água nas raízes.
c) transporte da seiva bruta apenas.
d) processo de gutação.
e) transporte da seiva bruta e elaborada.

Resposta: C

Dica 4: Quer treinar seus conhecimentos em Biologia? Baixe esta apostila de biologia gratuitamente!

Juliana Biologia Enem
Os textos e exemplos acima foram preparados pela professora Juliana Santos para o Blog do Enem. Juliana é formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de Ciências e Biologia em escolas da Grande Florianópolis desde 2007. Facebook: https://www.facebook.com/juliana.evelyndossantos.