Cinco dicas para fazer uma Redação Enem nota mil

Tirar uma nota alta na Redação é tudo de bom para vencer as Notas de Corte nos cursos mais procurados. Veja cinco dicas para você não correr riscos na hora de escrever o seu texto dissertativo-argumentativo no próximo Enem.

O cuidado essencial para você tentar uma Redação Enem nota 1000 é a preparação ao longo do ano. Por isso, você deve se exercitar nos rascunhos para fazer um bom texto. Veja também aqui as redações premiadas pelo MEC com a nota máxima.  Assim você abre as portas do tão sonhado curso superior.

Para ajudar você a se preparar o Blog do Enem produziu esta série especial de posts com Dicas de Redação Enem. Veja aqui estas cinco especiais orientações para você arrasar na prova de Redação Enem. Confira!

1 – Leia a proposta com calma

A primeira preocupação é redigir um texto condizente com a proposta feita. Para isso, você tem que entender bem o que estão pedindo. É um texto narrativo ou dissertativo? Qual o tema? É para comparar o tema geral com algum outro evento? No Enem a pedida é de um texto dissertativo-argumentativo.

Você precisa estabelecer um Ponto de Vista; apresentar os Argumentos; e concluir com uma Proposta de Intervenção. Veja na imagem a estrutura sugerida:A Estrutura da Redação do EnemDepois de entender o que realmente estão pedindo, então pense sobre o tema. Certamente você já leu, conversou com alguém ou viu notícias sobre o que estão pedindo.

Reúna suas ideias e organize-as mentalmente antes de começar a escrever. Lembre-se de pensar em fatos e argumentos que possam defender a sua posição.

2 – Opine

Lembre-se de que em um texto dissertativo, que é o que quase sempre pedem, você precisa opinar. Porém, nunca use expressões como “eu acho” ou “eu acredito”. Simplesmente embuta as suas ideias e o seu ponto de vista com naturalidade em meio aos fatos apresentados. Veja na imagem como estabelecer e defender um Ponto de Vista: Redação Enem Ponto de VistaEmitir a opinião em um texto dissertativo não é opcional e sim obrigatório, pois quando se pede uma dissertação, já se espera que o autor opine durante a escrita.

3 – Faça um rascunho e não se esqueça da gramática

Quando for escrever seu rascunho, já se preocupe com a escrita correta, com concordância verbal e nominal. Não use gírias; a língua deve ser escrita na norma culta.  Cuidado também com a grafia errada das palavras, principalmente com as abreviações comumente usadas na internet, como “vc”, “tb” e “baum”, entre outros. Isso não pode aparecer na sua redação de maneira alguma.

Depois de terminar o seu rascunho, leia com atenção o texto e verifique se as frases têm sentido. Só depois comece a transcrever para a folha oficial. Nessa leitura, veja também se você não fugiu do tema proposto. Caso tenha fugido, refaça tudo ou o trecho que não está adequado.

Veja na imagem 10 textos aprovados com a Nota 1000 na correção oficial do MEC. Pode ajudar vocêa melhorar os seus rascunhos. redação enem nota 1000Veja na imagem 10 exemplos de Redação Enem nota 1000. Ajuda você a chegar lá. Confira aqui

4 – Mantenha o seu estilo

Cada pessoa tem uma maneira de escrever e você vai descobrir a sua através de treino. Por isso, fazer redações enquanto estuda é de extrema importância. No geral, os avaliadores gostam de identificar que a pessoa tem um estilo de escrita que é seu e não escreve tentando imitar alguém.

5 – Esqueça os clichês

Ninguém gosta de ler um texto que usa expressões como “inserido no contexto”, “abrir com chave de ouro”, “antes de mais nada”, “é preciso ter consciência” e “por último, mas não menos importante”, entre outros clichês. Isso certamente ajudará você a perder pontos na sua redação.

Quatro passos para a Redação Enem Nota 1000

1A Estrutura da Redação
2Como fazer a Introdução da Redação
3Como defender um ponto de vista
4Três técnicas para fazer uma boa Conclusão

Gostou das nossas dicas? Qual é a sua maior dificuldade na hora de escrever? Deixe o seu comentário! 

Veja agora uma Redação Enem Nota 1000

Tema do Enem 2017: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Ana Beatriz Vasconcelos Coelho – Redação Enem nota mil –  Aluna SAS

No atual contexto social brasileiro, a inclusão de surdos nas instituições de ensino é um verdadeiro desafio que, muitas vezes, não é realizado de forma efetiva, gerando implicações negativas para toda a população. Essa situação fomenta uma atuação mais empenhada por parte do Poder Público e da sociedade em geral no sentido de evidenciar causas e de buscar soluções conjuntas para mudar a referida realidade.

Acerca dessa discussão, é válido ressaltar que, apesar da criação do Estatuto da Pessoa com deficiência, no ano de 2016, o qual garante um sistema inclusivo em todos os níveis de ensino para os indivíduos portadores de deficiência, o país ainda carece de escolas preparadas para acolher esses estudantes.

A referida precariedade tem como uma de suas causas a falta de preocupação das autoridades públicas em formar professores capacitados a oferecer aulas em libras, pois, apesar dessa forma de comunicação já ser reconhecida como a segunda língua oficial do país, ela ainda é pouco difundida.

Com isso, é possível inferir que, ao negligenciar o aprimoramento da formação educacional de surdos, o Estado não está agindo de acordo com o pensamento do economista Arthur Leuris, o qual afirma que, gastos com educação são investimentos com retorno garantido.

Ademais, outra grande dificuldade ao oferecer uma educação de qualidade para os surdos é o preconceito que eles podem sofrer. Segundo dados publicados no jornal Estadão, cerca de 77% dos deficientes já foram vítimas de alguma forma de agressão, como o preconceito.

Tal circunstância pode ser extremamente prejudicial para esses alunos, já que, o sentimento de inferioridade causado pode ser determinante para que haja a evasão escolar.

Portanto, cabe ao Estado voltar mais recursos para a criação de cursos que ofereçam aulas de libras para professores que desejam atuar no ensino de alunos surdos, isso pode ser alcançado por meio de uma administração de gastos mais responsável, visando a capacitação de mais profissionais aptos para exercer essa profissão.

Além disso, é dever da comunidade escolar realizar campanhas educativas sobre o respeito que todos devem ter pelos portadores de necessidades especiais, tais ações devem ser feitas por meio de “banners” e palestras com profissionais especializados no assunto, com o fito de diminuir a evasão escolar desses indivíduos e os casos de preconceito que eles sofrem.

Enem 2017 – Tema: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Ester Godinho Sousa –
Redação Enem nota mil. Aluna SAS

A plenitude do processo educacional das populações é uma questão essencial para o desenvolvimento psicossocial nas nações, visto que práticas basilares, como a manutenção de vínculos empregatícios e o exercício da cidadania, são bastante facilitados.

No Brasil, entretanto, esse setor vem sendo prejudicado por problemas estruturais e sociais históricos, a exemplo da insuficiência de projetos voltados à educação inclusiva, que são evidenciados nos prejuízos durante a formação intelectual da expressiva parcela populacional de surdos, como a dificuldade de ingresso no mercado de trabalho, fatos que contrariam os preceitos dos Direitos Humanos e reduzem o desempenho socioeconômico da nação.

Diante disso, os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil representam uma questão de urgente resolução.

Decerto, um dos principais desafios referentes à problemática é a inserção efetiva dos deficientes auditivos no sistema de educação fundamental devido, principalmente, à insuficiência de práticas inclusivas, como cursos sistemáticos de capacitação dos docentes para a utilização da Língua Brasileira de Sinais, aliada à ocorrência expressiva de casos de violência e de discriminação, como o “bullying”, que difundem a sensação de vulnerabilidade social e prejudicam a permanência desses alunos no ambiente escolar.

Tendo em vista esses aspectos, mudanças jurídicas, como a implementação da lei que obriga as instituições de ensino a matricularem alunos portadores de deficiência sem a cobrança de pagamentos adicionais, vêm auxiliando no combate à discriminação dos surdos e no acesso regular a todas as etapas de ensino.

Entretanto, a fiscalização insuficiente da aplicabilidade dessa medida ainda limita o registro de melhorias mais efetivas.

Além do desafio supracitado, a difusão histórica de estereótipos inferiorizantes relacionados aos surdos prejudica o ingresso efetivo de muitos jovens com formações educacionais exemplares no mercado de trabalho, mesmo diante do progresso representado pela efetivação da Lei de Cotas, que determina a ocupação de um número significativo de cargos nas empresas por portadores de deficiência; fato que reduz a população economicamente ativa do país e dificulta a garantia de outros direitos fundamentais dos surdos, como o acesso a atividades de lazer, que dependem diretamente da conquista de independência financeira, por exemplo, desestimulando, assim, a continuidade das atividades educacionais por esses indivíduos.

Logo, é necessário que ONGs em defesa da causa enviem petições para o governo cobrando maiores investimentos em práticas inclusivas no setor educacional, como o oferecimento de cursos gratuitos de capacitação dos docentes para a democratização do ensino e a integração efetiva dos surdos, aliados à intensificação da fiscalização da aplicação das leis relacionadas já existentes, por meio de campanhas que estimulem as denúncias populacionais sobre escolas que rejeitam o ingresso de alunos surdos, por exemplo, para que a identificação e o combate de situações discriminantes e violentas sejam facilitadas, estimulando, assim, a valorização desses indivíduos e o desempenho adequado de suas capacidades psíquicas nesse nível educacional.

Ademais, profissionais conscientes, como médicos, podem ministrar palestras, para serem divulgadas no meio virtual, que esclareçam sobre o fato das capacidades psicológicas não serem afetadas por problemas auditivos, para que estereótipos preconceituosos sejam “descontruídos”, facilitando, assim, o desempenho psicossocial desses indivíduos surdos e o progresso da nação.

Quem pode concorrer às bolsas do Prouni? Quase todo mundo. Tem gente que perde a chance porque não sabe como fazer o cálculo da Renda Familiar Mensal Bruta Per Capita

cálculo da renda familiar . Veja aqui como é simples. Quem sabe você não pode concorrer a uma bolsa do Prouni: https://blogdoenem.com.br/prouni-enem/


A autora desse texto é Milena Godoy, médica veterinária formada pela Universidade Federal do Paraná.