Enem 2013 – Maioria de inscritos não entrará na universidade pelo Sisu

O Enem 2013 atingiu um recorde com suas mais de 7 milhões de inscrições, mas apenas 1,1 milhão de vagas estão disponíveis nas universidades.

O número de inscritos no Enem 2013 superou as expectativas do Ministério da Educação (MEC) e atingiu a marca recorde de 7.173.574 inscrições confirmadas. Mas, a maioria desses candidatos não conseguirá uma vaga no ensino superior através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o número de vagas nas universidades é  de 1,1 milhão.

O governo reconhece que existe uma demanda que não é atendida. “O Ministério da Educação administra 22 mil obras. Construiu 3 milhões de metros quadrados para expandir a rede federal de ensino e não damos conta da demanda”, comentou Mercadante. Para suprir essa necessidade, instituições privadas e educação a distância são as apostas do MEC, com ações como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o Censo da Educação Superior de 2011, as instituições privadas atendiam a 88% do ensino superior.

O ministro da Educação destaca também o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado em 2011 para ampliar o número de cursos de educação profissional e tecnológico no Brasil. “Quem não tem uma especialização tecnológica profissionalizante deve procurar este caminho e deve continuar disputando o Enem e tentar uma vaga na universidade”, afirma Mercadante.

No entanto, a nota do Enem não é usada apenas pelo Sisu. Serve para concorrer a vagas em instituições privadas de ensino superior por meio do ProUni. Além disso, é requisito no Programa Ciência sem Fronteiras e serve também para o estudante receber o benefício do Fies. O exame é usado ainda para certificação do ensino médio de estudantes maiores de 18 anos que não têm o documento.

O investimento em educação aumentou no Brasil de 2000 para 2011. Segundo dados divulgados hoje, em 2011 foram investidos em educação o equivalente a 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2000, a porcentagem era 4,7%. Em tramitação no Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação (PNE) – que traça metas a serem cumpridas pelo setor nos próximos dez anos – estabelece que 10% do PIB devem ser investidos em educação.

Aloizio Mercadante ressaltou que o número de inscritos no Enem 2013 é uma vitória: “o brasileiro está querendo estudar e sabe que tem que estudar mais”.

Enem 2013

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Fonte: Agência Brasil