Resumo da Escravidão, Resistência e Abolição no Brasil

Teste seus conhecimentos de História com questões sobre escravidão e resistência no Brasil colônia! São 10 exercícios e você confere seu desempenho com o gabarito!

A escravidão e a resistência de pessoas escravizadas é um tema que cai em todas as edições do Enem. Por isso, não pode ficar de fora dos seus estudos! Confira nosso resumo e a lista de questões sobre escravidão e resistência no Brasil colonial!

Resumo sobre escravidão

O açúcar, o ouro e os diamantes que trouxeram riqueza para o Brasil colônia foram obtidos por meio da mão de obra escravizada de negros e indígenas.

O Brasil foi o país que mais recebeu africanos escravizados, somando aproximadamente 4,8 milhões de pessoas. Para cá foram trazidas pessoas de regiões como Guiné, Congo, Angola e Moçambique. Apesar disso, em maior ou menor proporção, indígenas continuaram sendo escravizados durante todo o período colonial.

A origem da Escravidão no Brasil

Comece a sua revisão com um resumo sobre a Escravidão no Brasil com o professor Eduardo Volpato, do canal do Curso Enem Gratuito:

Em seguida, veremos brevemente como a sociedade colonial escravocrata estava organizada e algumas formas de resistência dos escravizados.

Escravidão na economia açucareira

Até o século XVIII, a vida no Brasil colônia se orientou, principalmente, pela economia açucareira de plantation. Os latifúndios eram compostos pelo engenho e suas instalações. A propriedades eram compostas pela casa-grande, onde moravam os proprietários e agregados; pela senzala, onde habitavam os escravizados; pela capela; e pela lavoura, mais distante.

Durante o período de economia açucareira, praticamente não havia mobilidade social. A estrutura da sociedade colonial era muito rígida. No topo da pirâmide socioeconômica estavam os senhores de engenho.

Em seguida estavam o denominados homens livres, entre os quais estavam os funcionários que administravam os engenhos, os donos de terras que não tinham engenho, e os ferreiros, carpinteiros e capatazes. E, num verdadeiro regime de segregação, a base da pirâmide era formada pelos escravos.

A fim de saber mais sobre o trabalho escravo nos engenhos, confira a videoaula do Curso Enem Gratuito:

Escravidão nas minas

No século XVIII, com o ciclo do ouro, Minas Gerias se tornou o principal destino dos africanos que eram trazidos para o Brasil.  Tantos negros trabalharam nas minas que o tráfico negreiro ganhou um novo fôlego.

A maior parte da do trabalho escravo nas minas ocorria no leito dos rios. Portanto, os cativos trabalhavam com o corpo imerso nas águas frias que vinham das montanhas. Além do trabalho duro, os escravizados corriam perigos como alagamentos, queda de barragens e desabamentos.

Contudo, o trabalho nas minas não era a única atividade realizada pelos cativos na região. Também trabalhavam na produção de alimentos, no transporte de mercadorias e pessoas, e na construção de estradas, edifícios e chafarizes. Havia casos em que proprietários alugavam seus escravos para terceiros. Eles eram chamados de “escravos de ganho” ou “de aluguel”.

As chamadas “negras de tabuleiro”, por exemplo, eram escravas de ganho. Eram mulheres andavam pelas ruas vendendo doces e salgados em tabuleiros. Também eram conhecidas por ajudarem escravos fugidos e por esconderem ouro e diamante entre seus produtos com o objetivo de comprar sua liberdade.

A conquista da Abolição da Escravidão

Veja agora como aconteceu o movimento abolicionista, e como as leis foram se modificando ao longo do tempo, até chegar no 13 de maio de 1888 , com a Lei Áurea, que decretou oficialmente o fim da escravidão no Brasil.

Para complementar seus estudos, não deixe de conferir o conteúdo que está logo depois das questões sobre escravidão.

Questões sobre escravidão

Em seguida, teste seus conhecimentos com exercícios do Enem e vestibulares sobre escravidão e resistência:

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Resistência dos escravizados

Para compreender a resistência de escravizados é necessário levar em consideração os vários tipos de violência. Para além de agressões como castigos e combates, há também violência simbólica, cultural, econômica.

Por exemplo, a submissão ao trabalho compulsório é uma forma de violência econômica, enquanto o apagamento forçado de práticas religiosas, nomes e até mesmo a proibição de uma língua são violências culturais ou simbólicas.

A partir disso, o racismo do período colonial serviu para africanos e seus descendentes como combustível da resistência. Foi aí que optaram por reagir às diferentes formas de violência a que eram submetidos.

Por causa dessa violência racial, milhões de africanos e seus descendentes passaram por agressões. Desde o rapto de indivíduos, passando pelo seu transporte e até às pressões que sofriam ao chegar nas propriedades coloniais. Resistir era quase sempre assumir o risco de perder sua vida, mas isso não os impediu de lutar.

Das inúmeras tentativas de resistência às violências cometidas no período colonial destacam-se a capoeira e a formação de quilombos.

Jogar Capoëra - Questões sobre escravidãoJogar Capoëra – Danse de la guerre. Johann Moritz Rugendas, 1835.

Ana Cristina Peron

Ana Cristina Peron é formada em História pela Universidade Federal de Santa Catarina. É redatora do Curso Enem Gratuito e do Blog do Enem.
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