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A importância dos Direitos Humanos na Redação Enem

Melina Zanotto 4 julho, 2024 Atualizado em 4 julho, 2024

Os Direitos Humanos na redação Enem estão diretamente ligados à elaboração de uma proposta de intervenção para concluir o seu texto. Você já sabe como fazer?

A importância dos Direitos Humanos na Redação Enem

Os Direitos Humanos na redação Enem estão diretamente ligados à elaboração de uma proposta de intervenção para concluir o seu texto. Você já sabe como fazer?

Você conhece a relação e a importância dos Direitos Humanos na Redação Enem? Sim, você leu certo! Dominar esse tema pode ser a chave para garantir uma nota 1000

Certamente você já percebeu que o Enem busca muito mais do que decorar fórmulas ou escrever frases bonitas. A prova quer avaliar se você tem senso crítico, sabe analisar informações e defender um ponto de vista de forma clara e convincente. 

E adivinha só? Os Direitos Humanos frequentemente estão relacionados ao tema da redação e te ajudam a mostrar tudo isso (e muito mais!) para os examinadores. Então, que tal saber mais sobre o assunto? Continue lendo! 

O que são Direitos Humanos?

Imagine um mundo onde todos os seres humanos, independentemente de raça, gênero, religião, nacionalidade, orientação sexual ou qualquer outra característica, sejam tratados com dignidade, respeito e liberdade

Essa é a base fundamental dos Direitos Humanos: um conjunto de princípios e normas que garantem a todos os indivíduos a proteção de seus direitos básicos.

Leia também: Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+: referências para a redação do Enem

Contexto histórico: da Declaração Universal à atualidade

As primeiras sementes dos Direitos Humanos foram plantadas ainda nas sociedades primitivas, quando a necessidade de organização social se tornou evidente. As regras e normas que surgiram nesse contexto, embora rudimentares, estabeleceram bases para a harmonia e a coexistência pacífica.

Em 539 a.C., o Cilindro de Ciro, um decreto do rei persa Ciro, marcou um ponto importante. Esse documento libertava o povo hebreu do cativeiro babilônico, proclamava a liberdade religiosa e estabelecia a igualdade racial na região.

No entanto, a ideia de Direitos Humanos ainda estava longe de ser universalizada. 

Na Roma Antiga, por exemplo, a Lei das Doze Tábuas, promulgada em 450 a.C., permitia a execução de bebês nascidos com deficiências, demonstrando a disparidade entre as concepções de justiça naquela época.

Foi durante a Idade Média e Moderna que documentos importantes começaram a incorporar princípios relacionados aos Direitos Humanos. A Carta Magna da Inglaterra, em 1215, limitou o poder dos monarcas e estabeleceu a ideia de que ninguém está acima da lei.

Na Idade Moderna, a Declaração de Direitos (Bill of Rights) da Inglaterra, em 1689, consolidou a vitória do parlamentarismo sobre o absolutismo e proclamou a liberdade de eleição dos membros do Parlamento.

A Declaração da Independência dos EUA, em 1776, foi um marco fundamental. Ao afirmar que “todos os homens são criados iguais“, serviu de inspiração para movimentos de independência em todo o mundo.

No entanto, a escravidão ainda assolava grande parte do planeta. No Brasil, a escravidão perdurou por três séculos, deixando feridas profundas que persistem na sociedade até hoje.

O jusnaturalismo moderno, nascido na Idade Moderna, propôs a existência de uma lei natural universal, superior às leis criadas pelos homens. Essa teoria rompeu com a tradição medieval que vinculava os direitos à vontade divina, muitas vezes utilizada para justificar a opressão.

O jusnaturalismo influenciou as grandes revoluções liberais dos séculos XVII e XVIII, como a Revolução Francesa, que resultou na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em 1789.

As atrocidades da Primeira e Segunda Guerra Mundial sensibilizaram a comunidade internacional. Em 1945, a Carta das Nações Unidas foi assinada, fundando a ONU com o objetivo de promover a paz e a segurança internacionais.

Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi elaborada pela ONU, representando um marco histórico na luta por um mundo mais justo e equitativo. A DUDH reconheceu a dignidade da pessoa humana e proclamou que todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos.

A DUDH impulsionou a criação do Sistema Internacional de Proteção dos Direitos Humanos, composto por diversos tratados internacionais e órgãos responsáveis por monitorar o cumprimento desses direitos pelos países signatários.

Atualmente, a Assembleia Geral da ONU conta com nove principais tratados internacionais de Direitos Humanos, cada um com um Comitê de especialistas que acompanha a implementação por parte dos Estados membros.

O Brasil é signatário de diversos tratados internacionais relacionados aos Direitos Humanos e tem feito progressos na sua implementação. No entanto, ainda há muitos desafios a serem superados, como a desigualdade social, a violência e a impunidade.

Direitos humanos na redação Enem

Desde a sua criação, o Enem sempre esteve conectado à avaliação da capacidade do candidato de se posicionar como cidadão crítico e engajado na sociedade

E qual tema mais central para essa avaliação do que os Direitos Humanos? Anualmente, os temas da redação giram em torno da cidadania, questões sociais e desafios da sociedade brasileira

Daí a importância de compreender e defender os Direitos Humanos como requisito fundamental para construir um texto de sucesso.

Veja também: Redação do Enem: conheça todos os temas já cobrados no exame

Competência 5: a chave para a nota máxima

A competência 5 da redação, que avalia a proposta de intervenção, é exatamente onde os Direitos Humanos assumem um papel essencial. Para construir uma proposta consistente, eficaz e com alto potencial de nota máxima, é fundamental que você demonstre:

  • Compreensão crítica do tema da redação: demonstrar conhecimento profundo sobre os aspectos relevantes do tema, incluindo os impactos dos Direitos Humanos na problemática em questão.
  • Respeito à diversidade de pensamentos: reconhecer e considerar diferentes perspectivas sobre o tema, evitando ofensas, preconceitos e discriminação.
  • Proposição de soluções viáveis e justas: apresentar medidas concretas e factíveis para solucionar o problema abordado, sempre em consonância com os princípios dos Direitos Humanos.

Ferir os Direitos Humanos na redação Enem pode zerar a prova? 

Em 2018, uma mudança significativa impactou o Enem: a proibição de zerar a redação por ferir os Direitos Humanos

Essa decisão foi tomada em resposta à ação da Associação Escola sem Partido, que defendia a liberdade de expressão dos candidatos. Embora a redação não seja mais zerada por esse motivo, a atenção aos Direitos Humanos ainda é essencial

Ferir os Direitos Humanos na sua redação pode levar à nota zero na Competência 5, comprometendo seriamente seu desempenho no exame.

Além disso, respeitar os Direitos Humanos na redação Enem te coloca em vantagem:

  • Argumentação sólida: mostra sua capacidade de construir uma argumentação consistente e bem fundamentada, com base em dados, fatos e exemplos relevantes.
  • Maturidade intelectual: demonstra sua maturidade intelectual e capacidade de lidar com temas complexos de forma crítica e reflexiva.
  • Cidadania ativa: evidencia seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, valorizando os Direitos Humanos e a diversidade.

Videoaula direitos humanos na redação Enem

Para ficar ainda mais clara essa questão sobre zerar ou não a prova, assista à videoaula apresentada pela professora Daniela Garcia. 

Ela fala sobre a mudança nas regras do exame e mostra exemplos de textos em que os candidatos desrespeitam os Direitos Humanos na redação Enem, zerando a competência 5. 

Recursos para uma redação nota 1000

Agora que você já sabe qual é a importância dos Direitos Humanos na redação Enem, é hora de conhecer recursos para potencializar os seus conhecimentos e habilidades de escrever um bom texto. 

Para saber mais sobre os Direitos Humanos, indicamos algumas obras: 

Carandiru (2003)

Baseado nas experiências do médico Dráuzio Varella, “Carandiru” convida a uma profunda reflexão sobre a realidade do sistema prisional brasileiro. 

Através da história de um médico sanitarista que se dedica à prevenção do HIV/Aids no maior presídio da América Latina, o filme mostra a realidade brutal do dia a dia dos detentos.

Ao longo da narrativa, somos transportados para dentro das paredes de Carandiru, presenciando a violência policial, a superlotação, a precariedade das condições de vida e a desumanização dos presos.

Amar é para os fortes (2023)

“Amar é Para os Fortes” é uma série que tece um retrato visceral da realidade das favelas brasileiras, expondo as violações constantes dos Direitos Humanos, a falta de acesso à justiça e a desumanização dos moradores.

A história gira em torno de duas mães: Rita, uma mulher negra e pobre que perde seu filho em uma operação policial, e Edna, mãe branca e de classe média alta do policial responsável pela morte.

A série celebra a força e a resiliência das mulheres das favelas, destacando a importância da família, da comunidade e da fé como pilares de sustentação em meio às adversidades.

“Amar é Para os Fortes” é um convite à reflexão e à ação, ao questionamento das estruturas de poder que perpetuam a violência e a buscar soluções para construir uma sociedade mais justa e humanizada.

Nise: O Coração da Loucura (2015)

Em um Brasil marcado por preconceitos e práticas desumanas na saúde mental, surge a figura da psiquiatra Nise da Silveira. Determinada a desafiar o status quo, ela se rebela contra os métodos brutais de eletrochoque e lobotomia utilizados no tratamento da esquizofrenia.

Ao chegar ao Hospital Engenho de Dentro, Nise se depara com pacientes negligenciados, expostos à violência e privados de qualquer direitoEla inicia uma revolução silenciosa, buscando alternativas mais compassivas e eficazes para o tratamento da loucura. 

Nise assume o comando do setor de terapia ocupacional, transformando-o em um refúgio de arte, literatura, bem-estar e interação social. Através de atividades como pintura, música, dança e teatro, ela abre espaço para que os pacientes expressem suas emoções, explorem sua criatividade e se conectem com a vida fora dos muros do hospital.

“Nise: O Coração da Loucura” é um filme biográfico e também um poderoso manifesto contra a crueldade e a desumanização na saúde mental, que emociona com a força e a perseverança de Nise da Silveira. 

Sua luta incansável por um tratamento mais humano da loucura nos inspira a defender os direitos humanos das pessoas com transtornos mentais e a construir um futuro mais justo e inclusivo para todos.

Curso Redação Enem Começando do Zero

Aproveite as dicas e comece hoje mesmo o Curso Redação Enem Começando do Zero, do Curso Enem Gratuito. 

Você vai aprender, com a professora Daniela Garcia, a escrever um texto dissertativo-argumentativo do início ao fim, contemplando as cinco competências e também os Direitos Humanos na redação Enem. 

  

Melina Zanotto

Melina Zanotto é Jornalista, formada pela Universidade de Caxias do Sul em 2007. De lá para cá, sempre atuou com conteúdo digital em seus mais diversos formatos. Foi redatora da Rede Enem, produzindo textos para o Blog do Enem e Curso Enem Gratuito.

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