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O Renascimento Cultural e a Europa Absolutista – História, Artes, e política.

Entenda nesta aula de História Enem, como o movimento cultural do Renascimento, iniciado na Itália no século XI, motivou o desenvolvimento humano independente da influencia religiosa. Confira abaixo. Cai no Enem e no Vestibular.

Veja o que foi o Renascimento cultural na Europa. O movimento deixou marcas que até hoje encantam todo o mundo. Confira.

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O mundo conhecido no Renascimento

O nome Renascimento identifica um período rico na cultura européia, marcado como uma revitalização das ciências, das artes e da filosofia, marcando uma cultura que começava a se consolidar fora da influência religiosa. Ele ocorre na ‘saída’ da Idade Média. Tem suas origens no século XIV e se consolida no século XV.

A Itália foi a precursora do Renascimento devido a uma série de motivos que, dentre eles destacam-se: a ação da burguesia (mecenato), ser um dos berços da cultura clássica (Roma), possuir centros comerciais desenvolvidos, a vinda dos sábios bizantinos que fugiram dos turcos, quando da queda de Constantinopla, etc. Para a expansão das ideias renascentistas, seus pensadores tiveram a invenção da imprensa (Gutemberg 1450) como grande aliada.

O Renascimento é dividido praticamente em três períodos distintos: o Trecento, ocorrido no século XIV, conhecido também como a época do Humanismo; onde temos Dante Alighiere, Pico Della Mirandola, Francisco Petrarca.

O Quatrocento, período de maior florecimento do Renascimento, que toma suas características clássicas, aliadas ao conhecimento do mundo daquele tempo e o Cincocentoou o fim do Renascimento no século XV, que, pelo apoio que a Igreja Católica passou a dar para o barroco, às críticas da Reforma Protestante, no que tange às representações de imagens dentro das igrejas e a decadência comercial italiana, devido ao fechamento da rota oriental pelos turcos não conseguiu sobreviver mais, entrando em declínio.

Dica 1 – Sabe tudo sobre a Alta Idade Média, Europa Feudal e a Baixa Idade Média? Confira a Idade Média aqui nesta aula de História para o Enem e fique preparado para o Exame!

Características do Renascimento

As principais características do Renascimento são: o antropocentrismo, que consistia na valorização do ser humano; naturalismo ou valorização da natureza como obra de Deus, interligada ao ser humano; racionalismo ou culto à razão, onde era necessário uma prova científica para todos os fatos da natureza, indo contra o misticismo medieval e o dogmatismo da Igreja.

Claro que essas provas eram conseguidas através de um cientificismo grande; universalismo, onde havia uma grande necessidade de saber todas as matérias daquele tempo para se poder provar algum experimento; classicismo, como já vimos, era a revitalização da cultura clássica, época que reunia todas as características anteriormente citadas e, por fim, o individualismo, sentimento típico burguês, que visava à autopromoção conseguida por do meio do mecenato, onde burgueses, nobres, reis e membros do clero patrocinavam e protegiam as artes e os artistas, com encomendas de obras artísticas. Pode-se colocar ainda o heliocentrismo e outras teorias variadas nesse tempo de tantas descobertas.

A Reforma Protestante e Martinho Lutero

Desde a Idade Média, a Igreja vinha sofrendo ataques ao seu posicionamento, ora de heresias, consistindo em movimentos de certo vulto, que agregavam populações e cidades; ora de pensadores, que defendiam ideais diferentes dos praticados até então. Um desses casos foi o de John Huss, na Boêmia, e Wiclef, na Inglaterra, onde ambos pregavam mudanças dentro do clero e de várias de suas práticas, e acabaram sendo condenados como hereges.

Dentre os motivos da Reforma Protestante, encontramos os pensamentos dos humanistas que passaram a encorajar as críticas contra o clero católico; o desregramento da corte dos papas Alexandre VI e Leão X; o desrespeito ao celibato; o baixo nível cultural do clero regular; a venda de indulgências, ou perdão divino aos pecados capitais; a prática da simonia ou venda de bens e/ou cargos eclesiásticos; o nicolaísmo, que era o fato de membros do clero possuírem companheiras ou praticarem sexo deliberadamente. Muitos outros motivos foram relacionados, mas sempre rodam em torno da Igreja e suas práticas.

Um frade agostiniano de nome Martinho Lutero criticou a venda das indulgências e fixou 95 Teses na porta da catedral de Winttenberg em 1517, atacando diversos pontos da doutrina católica. Apesar da repercussão de seu ato, a Igreja achou que isso seria uma mera “querela de frades”, porém Lutero continuou seus ataques e ao ser convidado a uma retratação negou-se e, por isso, foi excomungado em 1520.

martinho lutero e a reforma protestante
Veja sobre Martinho Lutero e a Reforma
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Vendo a disputa, vários príncipes alemães perceberam aí uma chance para contestar o poder da Igreja e do imperador Carlos V, protetor e aliado do Papa; nesta oportunidade partiram em apoio aberto a Lutero, protestando contra o imperador e o Papa; isto lhes deu o título de Protestantes por desafiarem a ambos.

Os príncipes alemães viram a chance para voltar a escolher seu imperador entre eles, por meio de uma eleição, como era feito durante a Idade Média; mas, com o passar do tempo, o poder caiu nas graças de uma família que, protetora e protegida pela Igreja, conseguiu a hereditariedade do cargo de Imperador do Sacro Império Romano Germânico e por meio de uma série de enlaços matrimoniais foi parar nas mãos da Espanha com a coroação de Carlos V.

Lutero foi condenado na Dieta de Worms, esconde-se em Wartburg, onde recebe proteção e resolve traduzir a Bíblia para o alemão; tal tradução é considerada uma obra-prima sob o aspecto literário. As doutrinas luteranas espalham-se rapidamente pelo território alemão, com apoio dos príncipes e de camponeses, que viam nelas uma forma de exigir reformas sociais; isto acabou gerando revoltas, entre elas a de Thomas Münzer. Lutero pedia à nobreza no início que fizesse concessões aos camponeses, mas ao final do tempo criticava a insurreição.

A proibição da propagação das ideias luteranas nos territórios católicos e a obrigatoriedade da propaganda católica nos territórios reformistas, como eram chamados, causou protestos, daí uma origem para o nome de protestantes. Em Augsburg, os protestantes apresentaram um resumo de suas crenças, a chamada “Confissão de Augsburg”, que Carlos V nega-se a aprovar; em consequência é criada a Liga de Smalkalde, prontamente combatida pelo imperador. O fim momentâneo dos conflitos veio com a Paz de Augsburg, com a dada liberdade de culto, em que teriam de professar a religião de seu príncipe (“cujus regio ejus religio”) aos protestantes e reconheceriam o luteranismo como nova religião.

Na Suíça, as ideias de Lutero influenciaram Zwinglio, que morreu em combate por seus ideais; abriu-se caminho para as ideias de Calvino, consideradas mais severas que as de Lutero; perseguido na França, Calvino vai para a Suíça, onde organiza sua igreja e um seminário, para preparar novos líderes com fins de espalhar a sua crença pela Europa. As doutrinas de Calvino são basicamente a salvação pela predestinação absoluta dos eleitos e condenados.

Entre suas doutrinas figuram o fim do culto aos santos, a livre interpretação da Bíblia, permitiu só a eucaristia e o batismo, eliminou a missa instrumental, vitrais e celebrações que não estivessem de acordo com as Escrituras; proibiu ainda bailes, jogos, enfeites, uso de nomes fora das Escrituras e o livre arbítrio; excomungava e condenava à fogueira os ditos hereges. Exaltava o trabalho como forma de riqueza também espiritual, transformando a poupança e o lucro em sinal de eleição divina.

Isto veio de encontro aos anseios burgueses de santificar o dinheiro ganho por eles, coisa que a Igreja condenava; a junção de interesses provocou a expansão das ideias calvinistas para a Holanda, Inglaterra (puritanos), Escócia (presbiterianos) e França (hugenotes).

O caso inglês será visto mais a frente, mas tem início com o fim do casamento de Henrique VIII com Catarina de Aragão. Para conseguir a anulação do casamento, o monarca teve que pedir apoio ao seu parlamento, que concedeu no Ato de Supremacia, onde, além de Ter o poder temporal, o rei passaria também a Ter o poder espiritual, por se tornar chefe da nova igreja, a Igreja Anglicana.

O Absolutismo e Mercantilismo

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Europa absolutista

Origens do Absolutismo

As origens do absolutismo monárquico encontram-se no processo de centralização monárquica, com a aliança do Estado com a burguesia desde a Idade Média.

O progressivo fortalecimento do governo, com a criação de uma justiça comum ligada ao Estado, leis unificadas sob os reis e a manutenção de um exército permanente, foi desembocar numa clara concentração de poder nas mãos reais, que recebem força com o apoio da nobreza, que veem vantagens em se aliar ao rei, pois podem participar das tropas reais, conseguindo favores e pensões e também o clero, desejoso em se manter em cima, apoiando o poder real justificando-o se necessário.

Vários pensadores fizeram obras sobre governos e formas de governar, mas nenhum tão famoso quanto Nicolau Maquiavel. Sua obra, “O Príncipe”, é vista por muitos como um manual de como se governar, mas no fundo é uma obra que analisa (fortemente na verdade) o que os reis fizeram e não fizeram, comentando os erros e acertos; a obra tornou-se um manual do absolutismo, sendo usado até por Napoleão Bonaparte.

Outros autores, que também fizeram análises sobre as formas de governos, foram: Thomas Hobbes, com o “Leviatã”, onde afirma que os homens viviam na anarquia e o rei com o consentimento dos súditos controlaria o governo com poderes ilimitados, protegendo-os da violência em troca do fim da maioria de seus direitos; Jean Bodin, com o “Seis Livros da República”, analisa as duas formas de governo, república e monarquia, defendendo essa última; Jacques Bossuet é considerado o pai da “teoria do direito divino”, com a obra “A Política Extraída da Sagrada Escritura”, afirmando que o monarca é o legítimo representante de Deus e que só deve prestar contas a este.

Dica 3 – Que tal relembrar sobre o Egito, os sumérios e a sociedade de castas? Revise com esta aula sobre o surgimento da humanidade e fique preparado para o Enem! – https://blogdoenem.com.br/historia-enem-surgimento-sociedade/

Das monarquias absolutistas tivemos duas, a francesa, que é um modelo no assunto, e a inglesa, que não se concretizou, devido à força do Parlamento.

O Mercantilismo

O mercantilismo surgiu com o progressivo desenvolvimento do capitalismo e tomou formas quando das Grandes Navegações, com a relação metrópole/colônia. Com características e tipos variados, está ligado diretamente ao absolutismo monárquico, sendo considerado a prática econômica do Estado absolutista.

Entre os princípios comuns do mercantilismo, temos o metalismo, onde a acumulação de metais preciosos significava a riqueza do país; alguns governos viram que somente isso era pouco e passaram a incentivar as exportações, para que essa ficasse sempre acima do nível das importações; essa política ficou conhecida como balança comercial favorável. O monopólio se torna a fonte segura de renda de muitos governos, que ainda praticavam o protecionismo, elevando as taxas das barreiras alfandegárias, protegendo o produto nacional. O intervencionismo estatal na economia era grande, o que passa a desagradar a burguesia, desejosa de liberdade comercial.

Exercícios

Desafios sobre o Renascimento – Questão 1

Um dos motivos do surgimento do Renascimento na Itália foi?

a) As lutas que as cidades italianas se encontravam.
b) O poder econômico e a força da burguesia italiana.
c) A permanência da cultura clássica na região, sobrevivendo à Idade Média.
d) O estímulo às artes dado pelos papas hereges.
e) A vitória sobre os bizantinos pelos italianos, recuperando assim os padrões artísticos do ocidente.

Questão 2

A Reforma Protestante pode ser também chamada de:

a) O Grande Cisma do Oriente.
b) O Grande Cisma do Ocidente.
c) Concílio de Trento.
d) Contrarreforma.
e) Presbiterianismo.

Questão 3

Vários princípios nortearam o mercantilismo, mas sempre objetivando o fortalecimento nacional. Como se pode caracterizar o mercantilismo?

a) Através das lutas sucessórias entre os reis.
b) Pela força e independência política da burguesia nacional.
c) Como forma de enriquecimento simples das nações europeias, baseando-se nas indústrias.
d) Um modelo econômico forte, sendo adotado até os nossos dias nas nações do G-7.

Como a política econômica do Estado absolutista.

Questão 4

No mercantilismo:

a) ocorre a formação de colônias para a exploração.
b) acumulam-se metais preciosos e produtos industrializados.
c) criam fazendas coletivas.
d) desenvolvem indústrias têxteis.
e) forma-se uma classe operária.

Questão 5

(FUVEST 95) Com relação às artes e às letras de seu tempo, os humanistas dos séculos XV e XVI afirmavam:

a) que a literatura e as artes plásticas passavam por um período de florescimento, dando continuidade ao período medieval.

b) que a literatura e as artes plásticas, em profunda decadência no período anterior, renasciam com o esplendor da Antiguidade.

c) que as letras continuavam as tradições medievais, enquanto a arquitetura, a pintura e a escultura rompiam com os velhos estilos.

d) que as artes plásticas continuavam as tradições medievais, enquanto a literatura criava novos estilos.

e) que o alto nível das artes e das letras do período nada tinha a ver com a Antiguidade nem com o período medieval.

Você consegue resolver estes exercícios? Então resolva e coloque um comentário no post, logo abaixo, explicando o seu raciocínio e apontando a alternativa correta para cada questão. Quem compartilha a resolução de um exercício ganha em dobro: ensina e aprende ao mesmo tempo. Ensinar é uma das melhores formas de aprender!