Enem – Polêmica na adoção do exame para bolsas no exterior

Enem vira exigência para o programa Ciência Sem Fronteiras e gera protestos dos candidatos. Governo insiste na adoção.

E parece que nem todo mundo está aceitando bem a adoção do nosso querido Enem para o programa de bolsas no exterior “Ciência Sem Fronteiras“. Muitos universitários afirmam que não precisaram fazer o Enem para ingressar em seus cursos superiores. Dessa forma, seria necessário fazer o exame apenas para o processo da bolsa.

O edital lançado nesta terça, dia 4 de junho, traz as regras para intercâmbios em cinco países: Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Hungria e Japão. Para participar o candidato deve ter 600 pontos como nota mínima no Enem. Só valem as notas dos exames após 2009.

A principal preocupação dos universitários é data de divulgação das notas do Enem. É possível que não sejam divulgadas a tempo para a inscrição do “Ciência Sem Fronteiras”, tornando impossível a inscrição dos candidatos que tiveram que fazer o Enem 2013.

Isso sem falar nos já veteranos, que estão em fase final de curso e muito tempo longe dos estudos regulares. Pelas regras do programa federal, só podem disputar as vagas os estudantes que tiverem concluído pelo menos 20% e, no máximo, 90% do currículo da graduação.

Governo não abre mão do Enem

Mesmo com toda a polêmica, parece que o governo está irredutível quanto ao assunto. Até a edição passada do programa de bolsas de estudo, o Enem eram apenas um dos critérios de classificação. A escolha do exame como fator indispensável partiu do dos órgãos que coordenam o programa: MEC, Ministério da Ciência e Tecnologia, Capes e CNPq.

“Se já era interesse dos responsáveis [pelo Ciência sem Fronteiras] a utilização do Enem como item obrigatório na seleção dos estudantes, o mínimo que deveria ter sido feito, e que teria demonstrado sinal de respeito aos estudantes, era avisar sobre as mudanças nas regras a tempo de os estudantes terem realizado a edição de 2012 do exame, possibilitando que nós estivéssemos aptos a participar do novo edital”, reclamou ao G1 André Vargas, estudante do sétimo semestre de engenharia mecatrônica da Universidade de Brasília.

Mobilização nas Redes Sociais

Com a modernidade a seu favor, os candidatos recorreram às redes sociais para manifestar suas indignações. Nas redes, os candidatos sugerem a adoção do Enem somente após 2015, tempo suficiente para a preparação dos candidatos que não fizeram o exame.

Na esperança da mudança das regras, alguns grupos se organizaram e reuniram em uma petição eletrônica mais de 2 mil assinaturas.

Apesar da mobilização, o governo não dá indícios que irá mudar o sistema. Em nota enviada ao G1, o governo deu a seguinte declaração:

“O governo federal não abre mão do Enem como o principal critério de seleção de candidatos à bolsa de estudo no programa Ciência sem Fronteiras, uma vez que o referido exame não é apenas um indicador de qualidade para o ensino médio, mas também um dos instrumentos de política pública voltado a permitir maior democratização das oportunidades de acesso ao ensino superior”

Governo quer manter regra
Apesar das críticas à nova exigência, o Executivo não demonstra a intenção de modificar o conteúdo dos editais. Em nota oficial enviada ao G1 nesta segunda, a coordenação do programa enfatizou que pretende manter as regras previamente anunciadas.

“O governo federal não abre mão do Enem como o principal critério de seleção de candidatos à bolsa de estudo no programa Ciência sem Fronteiras, uma vez que o referido exame não é apenas um indicador de qualidade para o ensino médio, mas também um dos instrumentos de política pública voltado a permitir maior democratização das oportunidades de acesso ao ensino superior”, diz o texto.

E você, caro leitor, o que acha da decisão do governo??

Enem

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Fonte: G1.