Sujeito Indeterminado – Aula de Português Enem e Vestibular com exemplos

Vamos entender o que é sujeito indeterminado? Essa “história” de sujeito indeterminado causa uma confusão danada nas cabecinhas dos estudantes de língua portuguesa. Mas agora isso vai ficar “facinho, facinho”, é só acompanhar o meu raciocínio. Depois de ler este post do professor Wilson Rochencah, não haverá mais dúvida acerca desse assunto.

A indeterminação do sujeito pode se apresentar de duas formas: com verbos na 3ª pessoa do plural e com verbos na 3ª pessoa do singular mais o pronome ‘se’.

O maior problema em relação ao sujeito indeterminado é que se pensa, normalmente, que ele é indeterminado quando não é possível saber exatamente o que ou quem ele é. Nota-se esse fato quando se analisa a frase “Alguém bateu à porta.”; afinal, não se sabe quem bateu à porta, não é possível determinar quem fez, por isso deduz-se que o sujeito é indeterminado.  Porém, nesse caso, o sujeito é determinadoDeterminado? Como assim?

– Simples, a palavra que está agindo no verbo, que o deixa na 3ª pessoa do singular é o pronome indefinido “ninguém”, portanto ele é sujeito determinadoXiii! Agora é que ficou mesmo confuso? Fique tranquilo, que já vou explicar.

sujeito-indeterminadoVamos começar pelo conceito de sujeito: sujeito é a palavra que age no verbo, ou seja, dá um formato a ele, por exemplo, eu falo, nós falamos. Esses verbos mudaram de forma porque os pronomes eu e nós agem neles, ou seja, são o sujeito. Não se esqueça de que o sujeito pode executar a ação ou sofrê-la – sujeito agente e sujeito paciente. E então, a primeira parte ficou clara?

Preste atenção ao que vou dizer agora: sujeito indeterminado não está na frase – nem expresso, nem oculto. A indeterminação do sujeito ocorre quando não se sabe se ele é singular ou plural, embora o verbo esteja conjugado em uma das formas: 3ª pessoa do singular ou do plural.

  • Observe as frases:
  • A)  “Telefonaram para você.”
  • B)  “Trabalhase de dia, descansase à noite.”

Veja que em A o verbo está conjugado na 3ª pessoa do plural (eles) sem que apareça o pronome, no entanto não se pode afirmar que o sujeito é oculto (desinencial) porque não há como ter certeza de que foi mais de uma pessoa que telefonou. A mesma frase pode ser usada para a representação de que apenas uma pessoa ligou ou de que várias ligaram.

Em B, os verbos trabalhar e descansar estão conjugados na 3ª pessoa do singular acompanhados do pronome se, que nesse caso se chama índice de indeterminação do sujeito.  É exatamente ele que transforma essas orações em sujeito indeterminado. Nesse caso, é necessário que o verbo seja intransitivo, transitivo indireto ou de ligação.  Se nós retirarmos o pronome se, teremos orações com sujeito oculto (ele): “Trabalha de dia, descansa à noite.”

  • Observe mais alguns exemplos:
  • “Estão batendo à porta.”  “Assaltaram a vizinha.”  “Deixaram este envelope para você.”
  • Precisa-se de secretárias.” “Vive-se bem aqui” Era-se feliz naquela época.”
          VTI                                   VI                        VL

Em todas essas situações, nós podemos considerar que uma ou que muitas pessoas “executaram” a ação: “Estão batendo” pode ser uma pessoa a bater ou mais; “Era-se feliz” uma pessoa, provavelmente, muitas pessoas eram felizes. Isso é indeterminação do sujeito.

Facinho, facinho, viu só.

Agora assista a uma videoaula sobre o sujeito indeterminado:

Fique ligado! Frequentemente, os vestibulares apresentam questões sobre esse assunto. A partir de agora, tenho certeza de que você não vai ter mais dúvidas sobre as questões de identificação de sujeito indeterminado.

Valeu! E até o próximo!

Prof. wilson - Redação
Este post foi elaborado pelo professor Wilson Rochenbach Nunes para o Blog do Enem. Wilson é formado em Letras pela Unilassale Canoas – RS e Mestre em Linguística Aplicada pela PUCRS. Dá aulas de Português para concursos em cursos da Grande Florianópolis e Grande Porto Alegre desde 2002.