Faltam:
para o ENEM

Guia Oficial do MEC para a Redação do Enem. Acesse aqui.

Agora é pra valer: o MEC publicou o Guia da Redação do Enem. Veja as regras para mandar bem no texto dissertativo-argumentativo. Confira os elementos cobrados na correção, e uma seleção oficial de redações Enem nota 1000.

Mandar bem na redação do Enem é tudo de bom. Uma boa nota abre as portas do futuro para os seus sonhos. Veja o Guia de Redação Enem publicado pelo MEC e Redações Nota 1000 selecionadas pelo Ministério.

Confira neste post as dicas oficiais do Ministério da Educação para a elaboração do seu texto dissertativo-argumentativo. A Diretoria de Avaliação da Educação Básica do MEC lançou o Guia da Redação do Enem. Então, é pegar as dicas e mandar bem. guia da Redação do Enem

Você pode ler online aqui no Blog do Enem ou fazer um download gratuito para conhecer todas as regras de correção da Redação que serão utilizadas para avaliar o seu texto. O MEC também colocou no Guia da Redação do Enem  exemplos de textos Nota 1000 avaliados como muito bons pela equipe do Ministério e do INEP, que é o orgão vinculado ao MEC e responsável pelo Enem.  Veja o link no final do post.

O Blog do Enem também fez uma pesquisa e separou 10 exemplos de Redação Enem Nota 1000 para você consultar e comparar com os seus textos de rascunho ou de preparação para o Exame. Confira aqui as dicas para a Estrutura da Redação (Introdução; Desenvolvimento; e, Conclusão), e leia neste link dez modelos de Redação Enem Nota Mil:Veja 10 exemplos de Redação Enem Nota 1000

  • Veja as dicas (exigências) do MEC no Guia da Redação do Enem:
  • Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
  • Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
  • Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
  • Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
  • Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
  • Dentro do Guia da Redação Enem você encontra a explicação completa de todas as Competências cobradas na Redação, e ainda tem exemplos de textos aprovados com Medalha de Ouro no Enem, com a nota 1000. Um deles está reproduzido abaixo para você ver agora:

Veja abaixo texto Nota 1000 selecionado pelo MEC no Guia da Redação do Enem:

Redação Nota 1000 de LAIANE DA SILVA CARVALHO – Enem 2015.

Mesmo com a vigência da Lei Maria da Penha , com a criminalização do feminicídio na última década , o aumento percentual do número de mulheres vítimas de homicídio no Brasil persiste. Tipificada pela violência f ísica , moral , psicológica ou sexual , a violação dos direitos femininos tem suas raízes em construções sociais e culturais, incorporadas como legítimas, que precisam ser desfeitas, pois, do contrário, o ideal de indistinção no gozo dos direitos fundamentais do cidadão não se consolidará.

A crença na subalternidade femina é construída socialmente. A filósofa Simone de Beauvoir corrobora isso ao afirmar que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher ”. Os dizeres de Beauvoir revelam como a associação da figura feminina a determinados papéis não é condicionada por características biológicas, mas por pré-determinações sociais.

Seguindo essa linha de pensamento, é usual , por exemplo, que mulheres que exerçam profissões tradicionalmente associadas a homens, como a de motorista , sofram preconceito no ambiente de trabalho e sejam violentadas psicologicamente. Além disso, a continuidade de práticas violentas contra a mulher é favorecida pelo que o pensador Pierre Bourdieu definiu como violência simbólica.

Nesse tipo de violência , a sociedade passa a aceitar como natural as imposições de um segmento social hegemônico, neste caso, o gênero masculino, causando a legitimação da violação de direitos e/ou da desigualdade.

Nesse contexto, urge a tomada de medidas que visem mitigar a crença de que as mulheres são inferiores. Para isso, cabe à sociedade civil organizada , o terceiro setor, a realização de palestras que instruam acerca da igualdade entre os gêneros. Ao poder público, cabe instituir a obrigatoriedade de participação masculina em fóruns, palestras e seminários que discorram acerca da importância do respeito às mulheres.

Procedendo-se assim, casos como o da francesa Olympe de Gouges, guilhotinada na Revolução Francesa por exigir direitos femininos, ficarão apenas como o símbolo de um passado em que os Direitos Humanos não eram para todos.

Veja as Dicas de uma Campeã do Enem

O Blog do Enem selecionou uma campeã do Enem para conversar com você. Tainá Rocha mandou bem e tirou a nota máxima na correção da Redação do Enem. Além de fazer os mil pontos (que sonho!) ela também deu um show com as notas de corte do Enem e passou para Medicina na disputa de vagas do Sisu, que é o funil mais apertado depois do Enem. Confira o texto e as dicas da Tainá:

Esse é o tipo de história que parece ser surreal e muito difícil ou quase impossível de se conquistar. Mas a estudante de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Tainá Rocha Josino, de 24 anos, está aqui para mostrar que é possível sim se dar bem no Enem e ingressar no curso e na universidade dos seus sonhos. Ela mandou bem na Redação do Enem 2015, com a nota máxima, e entrou pelo Sisu na UFC.redacao

A moça é natural de Fortaleza (CE) fez sua preparação para o Enem e vestibulares no Colégio Ari de Sá. Concluiu o Ensino Médio em 2009, fez o Enem, mas não conseguiu a pontuação necessária para ingressar em Medicina e acabou partindo para o seu plano B, estudar Engenharia de Energias Renováveis. Tainá fez engenharia por quatro anos, mas resolveu prestar a prova do Enem novamente e correr atrás da realização do seu sonho: estudar Medicina.

Veja o texto nota mil da Tainá:

Apesar de destacar enquanto potência econômica mundial, o Brasil ainda vivencia problemas sociais arcaicos, como a persistência da violência contra a mulher. Diante da gravidade desta questão urge a mobilização conjunta do Estado e da sociedade para seu efetivo combate.

A violência contra a mulher no Brasil está atrelada, entre outros fatores, ao processo histórico do país. A herança do patriarcalismo colonial ainda é sensível em nossa cultura, sendo evidenciada, inclusive, em discursos de várias pessoas públicas, como candidatos à presidência ou à liderança de comissão de Direitos Humanos. Mesmo que extremamente retrógrado, o machismo segue sustentando o consciente coletivo de suposta superioridade masculina, e, lamentavelmente, proporcionando a inúmeras mulheres cotidianos humilhantes, com afronta a seus direitos humanos mais básicos.

É justo reconhecer, no entanto, as iniciativas públicas e privadas que têm como objetivo a debelação dessa triste realidade. Por exemplo, a lei Maria da Penha, em vigor desde 2006, já um marco democrático para o Brasil, pois contribui exemplarmente para a proteção da dignidade e soberania da mulher, em uma tentativa legítima de reverter o cenário violento contra esse gênero. Juizados e varas especializadas neste âmbito foram criados, denúncias de opressões foram estimuladas, entre outras ações admiráveis, contudo, isso não tem sido suficiente para anular o número de vítimas.

Dentre os agentes e impossibilidades do fim desse tipo de agressão, destaca-se a infraestrutura inadequada para este tipo de investigação de possíveis abusos, apreensão de agressores e sua devida prisão. A falha acarreta constante impunidade e altos índices de reincidência de agressões, que podem se agravar e se tornar fatais. Também há carência de profissionais preparados para acolher a vítima e dar-lhe apoio psicológico.

Além disso, o desconhecimento ou até descrédito da população quanto ao amparo jurídico dado às vítimas de violência resulta na escassez de denúncias frente ao real número de agressões.

Portanto, para que haja o fim deste cenário violento contra a mulher, é imprescindível esforço coletivo. O Estado deve otimizar a infraestrutura destinada a essa seara, ampliando o número de delegacias da mulher, por exemplo, além de se unir a instituições profissionalizantes, com o fito de capacitar cada vez mais profissionais que lidem de forma mais positiva possível com a proteção dos direitos femininos. A população, previamente orientada por campanhas públicas e por eventos culturais, contribuirá denunciando agressões. A educação é ponto nevrálgico deste processo, de forma que as escolas precisam promover debates e seminários acerca do tema, a fim de consolidar valores morais e éticos nesta geração e nas futuras.

Através dessas e outras medidas de promoção da cidadania a sociedade brasileira se tornará cada vez mais sensata e consciente de sua responsabilidade no combate à violência (covarde, desproporcional e insustentável) contra a mulher.

Tainá passou para a Universidade Federal do Ceará no Sisu 2016, vencendo as notas de corte para medicina com o desempenho dela no Enem 2015. Você quer chegar lá também? Veja aqui as aulas gratuitas do Curso Enem Online, com todas as matérias das provas objetivas e as dicas para uma Redação Nota 1000:

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“Durante todo esse tempo de curso, pensava se eu não tinha fugido muito do meu foco por conveniência (apesar de eu ser apaixonada por engenharia também). Até que eu decidi que iria correr atrás do que eu realmente julgo ter vocação: a Medicina. Entrei no cursinho atrasada (em março) e tive a felicidade de ser aprovada na primeira tentativa”, lembra a estudante que fez nota mil na redação do Enem.

Ela fazia três redações Enem por semana

Tainá conta que, durante sua preparação para o Exame, costumava fazer três redações por semana e também criou o hábito de anotar ideias e assuntos que julgasse interessantes e importantes que poderiam ser cobrados na prova.

“Sempre soube que deveria dar muita atenção à redação. Além disso, tinha consciência das matérias que eu tinha dificuldade e das que eu gostava de estudar, de forma que tentava sempre ir intercalando elas, com um descanso de 10, 15 minutos entre uma e outra. Eu estudava em média 10 horas por dia, alguns dias mais, outros menos. Mas isso vai de pessoa para pessoa. O importante é você reconhecer suas necessidades e suas limitações, aceitá-las e adaptar-se a elas da melhor forma possível”, indica a caloura de Medicina.

Dica do Blog: Veja a Estrutura da Redação Enem para um texto nota mil

Segredo não tem. Uma boa redação para o Enem o para o Vestibular exige do candidato uma estrutura para organizar bem as ideias e formular as partes do texto. Tudo começa com uma Introdução, evolui com o Desenvolvimento, e o texto se fecha na Conclusão. Esta fórmula clássica ajuda você a não se perder. Veja aqui uma aula gratuita sobre a Estrutura da Redação.

A estrutura da redação do Enem
Veja aqui com fazer a Introdução, o Desenvolvimento, e a Conclusão da Redação

Veja as aulas de Redação do Blog do Enem com os Quatro Passos para uma Redação Nota 1000

Quatro passos para a Redação Enem Nota 1000. Veja!

1A Estrutura da Redação
2Como fazer a Introdução da Redação
3Como defender um ponto de vista
4Três técnicas para fazer uma boa Conclusão

A campeã Tainá Rocha Josino reforça também a importância de manter uma rotina de estudos, organização e persistência: “Tinha dias que eu estava esgotada e ia dormir mesmo, mas no outro eu estudava em dobro. Não tem segredo: é encarar o estudo com maturidade e pragmatismo, confiar em si mesmo e fazer por onde alcançar seu objetivo”.

Perguntada se teve algum segredo para obter uma nota tão boa no Enem, Tainá responde: “Você deve ser humilde para reconhecer seus limites e suas falhas (e compensá-las), mas precisa acreditar no seu potencial. Não sou mais inteligente que ninguém”, destacou a universitária.

Projeto de Vida – Você percebeu nas palavras da Tainá que ela tinha segurança sobre o que pretendia alcançar? É fundamental você ter uma perspectiva, um horizonte. Veja aqui uma aula sobre como elaborar o seu Projeto de Vida. As dicas são das professoras Vânia Hernandes e Milena Mascarenhas. Confira:   projeto de vida destacada

Tema da redação

Além de saber estruturar uma boa redação, o tema que poderá ser cobrado deixa muitos estudantes aflitos. Por isso, o Blog do Enem conversou com a Tainá sobre o tema da Redação de 2015 que foi: “persistência da violência contra a mulher”.

Blog do Enem: Como você estruturou sua redação que te deu um resultado tão bom? O que te inspirou para escrever?

Tainá: O tema passado tem uma importância inegável para mim. Sou uma entusiasta da igualdade de gêneros, então escrevi aquela redação não só com a bagagem teórica que fui adquirindo enquanto estudante, mas também com minha vivência enquanto mulher.

A violência contra meu gênero é um assunto de urgente debate e me sinto bastante feliz de ter conseguido argumentar de forma clara e convincente, aos olhos de meus corretores, sobre quão absurda e insustentável é essa realidade.

Download Gratuito do Guia da Redação do Enem:

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