Quem fez textos avaliados com nota mil na redação do Enem 2016? Confira!

Veja textos corrigidos e aprovados com a nota máxima pelos avaliadores oficiais do Exame. Confira quem se deu bem na redação do Enem, leia os exemplos selecionados, e comece a treinar para as provas deste ano!

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 77 candidatos atingiram a pontuação máxima na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio de 2016 (Enem 2016), dentre os 6,1 milhões que realizaram as provas. Veja bons exemplos aqui.

O número é inferior ao registrado em 2015, quando foram 104 os candidatos com nota mil na redação do Enem. Com um tema bastante polêmico em 2016, “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, muitos foram os candidatos que zeraram na redação.

As notas zero ocorrem quando os candidatos fogem ao tema, quando apenas repetem o enunciado, quando não utilizam  a tipologia textual exigida na prova, que é a dissertativa argumentativa, ou quando meramente escrevem aleatoriamente ou com provocações do tipo receitas de bolo ou hinos de clubes de futebol. nota mil

Redações Enem nota mil

Quem manda bem no texto dissertativo-argumentativo e consegue uma boa nota na Redação do Enem pode arrebentar depois nas disputas das notas de corte do Sisu, do Prouni e do Fies. Uma nota alta na correção vale ouro. Confira abaixo uma seleção de textos avaliados pelo Ministério da Educação com nota mil na Redação no Enem 2016 (fonte: G1).

  • Os autores dos textos nota mil na Redação selecionados são estes:
  • Marcela Sousa Araújo, de Itabuna, na Bahia;
  • Vinícius Oliveira de Lima, de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Quatro passos para a Redação Enem Nota 1000. Veja!

1A Estrutura da Redação
2Como fazer a Introdução da Redação
3Como defender um ponto de vista
4Três técnicas para fazer uma boa Conclusão

 

Veja as Redações Enem Nota 1000

Candidata: Marcela Sousa Araújo, 21 anos, Itabuna (Bahia)

“No meio do caminho tinha uma pedra

No limiar do século XXI, a intolerância religiosa é um dos principais problemas que o Brasil foi convidado a administrar, combater e resolver. Por um lado, o país é laico e defende a liberdade ao culto e à crença religiosa. Por outros, as minorias que se distanciam do convencional se afundam em abismos cada vez mais profundos, cavados diariamente por opressores intolerantes.

O Brasil é um país de diversas faces, etnias e crenças e defende em sua Constituição Federal o direito irrestrito à liberdade religiosa. Nesse cenário, tomando como base a legislação e acreditando na laicidade do Estado, as manifestações religiosas e a dissseminação de ideologias fora do padrão não são bem aceitas por fundamentalistas. Assim, o que deveria caracterizar os diversos “Brasis” dentro da mesma nação é motivo de preocupação.

Paradoxalmente ao Estado laico, muitos ainda confundem liberdade de expressão com crimes inafiançáveis. Segundo dados do Instituto de Pesquisa da USP, a cada mês são registrados pelo menos 10 denúncias de intolerância religiosa e destas 15% envolvem violência física, sendo as principais vítimas fieis afro-brasileiros. Partindo dessa verdade, o então direito assegurado pela Constituição e reafirmado pela Secretaria dos Direitos Humanos é amputado e o abismo entre oprimidos e opressores torna-se, portanto, maior.

Parafraseando o sociólogo Zygmun Bauman, enquanto houver quem alimente a intolerância religiosa, haverá quem defenda a discriminação. Tomando como norte a máxima do autor, para combater a intolerância religiosa no Brasil são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas a tríade Estado, escola e mídia.

O Estado, por seu caráter socializante e abarcativo deverá promover políticas públicas que visem garantir uma maior autonomia religiosa e através dos 3 poderes deverá garantir, efetivamente, a liberdade de culto e proteção; a escola, formadora de caráter, deverá incluir matérias como religião em todos os anos da vida escolar; a mídia, quarto poder, deverá veicular campanhas de diversidade religiosa e respeito às diferenças. Somente assim, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á um Brasil mais tolerante.”

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Veja mais uma Redação Enem nota mil

Candidato: Vinícius Oliveira de Lima, de 26 anos – Duque de Caxias (RJ)

“Tolerância na prática

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.

Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-Grande Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.

De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é descontruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.

Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de descontruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.”

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Martha Ramos
Post escrito por Martha Ramos. Jornalista formada na Universidade Estácio de Sá em Santa Catarina. Fez Pós-Graduação em Marketing e trabalha com produção de conteúdos para jornais, revistas, empresas e blogs. Face: https://www.facebook.com/martha.ramos.5203