Redação Enem – Veja como fazer o texto dissertativo-argumentativo

Mandar bem na redação todo mundo quer, mas poucos conseguem a tão sonhada nota 1000. Para chegar lá, você precisa dominar o estilo exigido pelo Inep: o texto dissertativo argumentativo.

 Uma boa nota no texto vale ouro, pois o peso da Redação é muito alto na hora de calcular as notas de corte do Enem. Confira as dicas para criar um texto dissertativo-argumentativo e veja modelos de Redação Nota 1000.

Perca o Medo da Redação do Enem! 

Para conseguir uma nota bem alta na Redação do Enem existem alguns passos para você chegar lá. O essencial é você saber qual o tipo de texto que a proposta de redação solicita, e ter a capacidade para ler e compreender o tema sugerido na hora da prova.

A partir do tema o Ministério da Educação exige que o candidato estabeleça uma Tese, que consiste num Ponto de Vista em relação à problemática; que desenvolva os Argumentos para sustentar o seu ponto de vista; e apresentar na conclusão uma Proposta de Intervenção para solucionar ou minimizar o problema.

E, sobre o formato do texto exigido para fazer a redação do Enem o estilo obrigatório é o de uma dissertação-argumentativa. Ou seja, o candidato pode e deve se posicionar perante o Tema apresentado.

Esse gênero textual exige que o estudante construa e defenda seu ponto de vista e uma construção em três blocos que são os elementos centrais da Redação do Enem: 1 –  Introdução; 2 – Desenvolvimento; e 3 – Conclusão.

O 1º passo para fazer uma Redação Enem nota mil:

Em primeiro lugar, leia e releia o tema e os textos motivadores. Interpretação de Texto é o fundamento para você ‘ler e entender’ o enunciado. Esse será o seu grande ponto de partida para escrever uma boa dissertação.  Uma leitura atenta evita que você cometa um dos erros mais comuns dos estudantes: fugir do tema. Razão pela qual muitas redações ganham nota zero. Fugir do Tema é perder pontos na certa .

Dica: Foque no problema para sugerir uma solução – Em geral, nos vestibulares ou na Redação Enem o enunciado propõe como tema um problema, e que exige uma proposta de encaminhamento ou de solução. Por isso essa estratégia é bastante eficiente: Foque primeiro no problema; Depois, atenção para as causas indicadas para o problema; E, finalmente, nos Argumentos e as Possíveis Soluções.

Agora, antes de ler os Modelos de Redação Enem nota 1000 veja as seis perguntas essenciais para um texto nota mil.

Responda seis perguntas para uma Redação Enem Nota Mil:

  1.  Qual o problema?
  2.  Por que se trata de um problema?
  3.  Quais as causas para tal problema?
  4.  Há alguma solução?
  5.  Como e por que colocar tal solução em prática?
  6.  Como essa proposta pode, de fato, resolver o problema?

As respostas a estas seis perguntas orientam a produção da Redação do Enem – Uma vez respondidas essas questões, elabore um projeto de texto e defina com mais detalhes a tese a ser defendida.

Veja agora como fazer o Dissertativo Argumentativo

  1.  Anote suas ideias em uma folha de rascunho.
  2. Tome cuidado para escolher uma tese que você conheça profundamente e possa defender com desenvoltura.
  3. A partir dessa fase, você começa a colocar “a mão na massa”.
  4. Seu principal foco no rascunho deve ser o conteúdo, e não tanto a gramática e ortografia, que você pode corrigir na hora de passar a limpo.
  5. Dê mais importância para a organização de seus argumentos. Suas ideias devem fazer sentido.
  6. Apresente seus argumentos de forma harmoniosa para que a leitura do texto seja fluida, ou seja, fácil de ler e de compreender.
  7. A coerência e a organização valorizam cada ponto de seus argumentos.
  8. Quanto mais fácil for para o corretor entender seu texto, maiores as chances de garantir uma boa nota.
  9. Antes de passar a limpo, confira se o seu texto contempla a estrutura clássica de Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

 Componentes de uma Redação Nota Máxima: 

A – Introdução 

A introdução equivale ao primeiro parágrafo. Nessa parte você fará a apresentação do problema e de suas principais abordagens. Sua tese principal também deve estar aqui. Os argumentos que vão explicar e defender seu ponto de vista estarão nos parágrafos seguintes. Dessa forma, você irá direcionar o olhar do leitor para seguir sua linha de raciocínio.

B – Desenvolvimento 

Os dois ou três parágrafos depois da introdução compõem o desenvolvimento. É a partir do segundo parágrafo que você vai defender a tese apresentada na introdução.

Cada parágrafo do desenvolvimento deve apresentar argumentos que sustentem as afirmações anteriores. Dessa forma, será possível analisar de forma profunda e contextualizar sua ideia principal.

C – A Conclusão da Redação

No parágrafo final da dissertação, você deve retomar o que apresentou na introdução, de modo a reforçar o problema discutido até aqui. A diferença é que na conclusão, você apresentará soluções sobre as questões levantadas anteriormente.

As frases-chave de cada parágrafo também serão retomadas. Dessa forma, quando o leitor terminar a leitura, estará certo de que você propõe as melhores soluções possíveis para os problemas apresentados ao longo do texto.

Veja agora um resumo em vídeo, com 5 minutos, com os elementos centrais para elaborar uma boa Redação Enem. É com a professora Tharen Teixeira, do Curso Enem Gratuito:

Gostou da aula da professora Tharen? Para você aumentar suas chances, veja a seguir Modelos de Redação Enem nota 1000 aprovados na correção oficial.

Ester Godinho Sousa – Redação Enem nota mil. Aluna SAS

A plenitude do processo educacional das populações é uma questão essencial para o desenvolvimento psicossocial nas nações, visto que práticas basilares, como a manutenção de vínculos empregatícios e o exercício da cidadania, são bastante facilitados.

No Brasil, entretanto, esse setor vem sendo prejudicado por problemas estruturais e sociais históricos, a exemplo da insuficiência de projetos voltados à educação inclusiva, que são evidenciados nos prejuízos durante a formação intelectual da expressiva parcela populacional de surdos, como a dificuldade de ingresso no mercado de trabalho, fatos que contrariam os preceitos dos Direitos Humanos e reduzem o desempenho socioeconômico da nação.

Diante disso, os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil representam uma questão de urgente resolução.

Decerto, um dos principais desafios referentes à problemática é a inserção efetiva dos deficientes auditivos no sistema de educação fundamental devido, principalmente, à insuficiência de práticas inclusivas, como cursos sistemáticos de capacitação dos docentes para a utilização da Língua Brasileira de Sinais, aliada à ocorrência expressiva de casos de violência e de discriminação, como o “bullying”, que difundem a sensação de vulnerabilidade social e prejudicam a permanência desses alunos no ambiente escolar.

Tendo em vista esses aspectos, mudanças jurídicas, como a implementação da lei que obriga as instituições de ensino a matricularem alunos portadores de deficiência sem a cobrança de pagamentos adicionais, vêm auxiliando no combate à discriminação dos surdos e no acesso regular a todas as etapas de ensino.

Entretanto, a fiscalização insuficiente da aplicabilidade dessa medida ainda limita o registro de melhorias mais efetivas.

Além do desafio supracitado, a difusão histórica de estereótipos inferiorizantes relacionados aos surdos prejudica o ingresso efetivo de muitos jovens com formações educacionais exemplares no mercado de trabalho, mesmo diante do progresso representado pela efetivação da Lei de Cotas, que determina a ocupação de um número significativo de cargos nas empresas por portadores de deficiência; fato que reduz a população economicamente ativa do país e dificulta a garantia de outros direitos fundamentais dos surdos, como o acesso a atividades de lazer, que dependem diretamente da conquista de independência financeira, por exemplo, desestimulando, assim, a continuidade das atividades educacionais por esses indivíduos.

Logo, é necessário que ONGs em defesa da causa enviem petições para o governo cobrando maiores investimentos em práticas inclusivas no setor educacional, como o oferecimento de cursos gratuitos de capacitação dos docentes para a democratização do ensino e a integração efetiva dos surdos, aliados à intensificação da fiscalização da aplicação das leis relacionadas já existentes, por meio de campanhas que estimulem as denúncias populacionais sobre escolas que rejeitam o ingresso de alunos surdos, por exemplo, para que a identificação e o combate de situações discriminantes e violentas sejam facilitadas, estimulando, assim, a valorização desses indivíduos e o desempenho adequado de suas capacidades psíquicas nesse nível educacional.

Ademais, profissionais conscientes, como médicos, podem ministrar palestras, para serem divulgadas no meio virtual, que esclareçam sobre o fato das capacidades psicológicas não serem afetadas por problemas auditivos, para que estereótipos preconceituosos sejam “descontruídos”, facilitando, assim, o desempenho psicossocial desses indivíduos surdos e o progresso da nação.

Marcus Vinícius M. de Oliveira – Redação Enem nota mil – SAS

No Brasil, o início do processo de educação de surdos remonta ao Segundo Reinado. No entanto, esse ato não se configurou como inclusivo, já que se caracterizou pelo estabelecimento de um “apartheid” educacional, ou seja, uma escola exclusiva para tal público, segregando-o dos que seriam considerados “normais” pela população.

Assim, notam-se desafios ligados à formação educacional das pessoas com dificuldade auditiva, seja por estereotipação da sociedade civil, seja por passividade governamental.

Portanto, haja vista que a educação é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do referido público e, logo, da nação, ela deve ser efetivada aos surdos pelos agentes adequados, a partir da resolução dos entraves vinculados a ela.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à implementação desse direito, reconhecido por mecanismos legais, a discriminação enraizada em parte da sociedade, inclusive dos próprios responsáveis por essas pessoas com limitação.

Isso pode ser explicado segundo o sociólogo Talcot Parsons, o qual diz que a família é uma máquina que produz personalidades humanas, o que legitima a ideia de que o preconceito por parte de muitos pais dificulta o acesso à educação pelos surdos.

Tal estereótipo está associado a uma possível invalidez da pessoa com deficiência e é procrastinado, infelizmente, desde o Período Clássico grego, em que deficientes eram deixados para morrer por serem tratados como insignificantes, o que dificulta, ainda hoje, seu pleno desenvolvimento e sua autonomia.

Além do mais, ressalte-se que o Poder Público incrementou o acesso do público abordado ao sistema educacional brasileiro ao tornar a Libras uma língua secundária oficial e ao incluí-la, no mínimo, à grade curricular pública. Contudo, devido à falta de fiscalização e de políticas públicas ostensivas por parte de algumas gestões, isso não é bem efetivado.

Afinal, dados estatísticos mostram que o número de brasileiros com deficiência auditiva vem diminuindo tanto em escolas inclusivas – ou bilíngues – como em exclusivas, a exemplo daquela criada no Segundo Reinado. Essa situação abjeta está relacionada à inexistência ou à incipiência de professores que dominem a Libras e à carência de aulas proficientes, inclusivas e proativas, o que deveria ser atenuado por meio de uma maior gerência do Estado nesse âmbito escolar.

Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca dessa limitação em palestras elucidativas por meio de exemplos em obras literárias, dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, em especial os pais de surdos, não seja complacente com a cultura de estereótipos e preconceitos difundida socialmente.

Outrossim, o próprio público deficiente deve alertar a outra parte da população sobre seus direitos e suas possibilidades no Estado civil a partir da realização de dias de conscientização na urbe e da divulgação de textos proativos em páginas virtuais, como “Quebrando Tabu”.

Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério ou na Secretaria de Educação, pressionando os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los a profissionalizarem adequadamente os professores – para que todos saibam, no mínimo, o básico em Libras – e a efetivarem o estudo da Língua Brasileira de Sinais, por meio da disponibilização de verbas e da criação de políticas públicas convenientes, contrariando a teórica inclusão da primeira escola de surdos brasileira.

Veja uma excelente Redação com 940 pontos:

A estudante Isabel Pires Barra fez uma super nota na Redação Enem 2015: 940 pontos. Ela conversou com o Blog do Enem para passar adiante sua experiência.  Não dá para  não ler e aproveitar!
Quer se dar bem na redação do Enem deste ano? Então confira a entrevista pingue-pongue com as dicas da Isabel, de 21 anos, que atualmente é acadêmica do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Leia: entrevista com a Isabel, e a Redação Enem 940 pontos:

Blog do Enem – Fez o Enem quantas vezes e como se saiu nas tentativas?

Isabel – Fiz o Enem duas vezes. A primeira experiência foi desanimadora, contudo, por meio dela, pude perceber minhas dificuldades e onde eu deveria me dedicar mais nos estudos.

Blog do Enem – Ficou contente com a sua nota na redação no Enem 2015?

Isabel – Nossa!!! Muito feliz. Sinceramente, eu não esperava essa nota, pois a banca é bem exigente.

Blog do Enem – Como você se preparou para o Enem? Como era sua rotina de estudos?

Isabel – Eu tinha apenas três meses para me preparar para o Enem de 2015 (estava em processo de mudança residencial).

Então, assim que me instalei, procurei um cursinho de ensino intensivo, para revisar alguns conteúdos e, também, usei o Blog do Enem com o mesmo objetivo. Algumas dúvidas foram tiradas com os professores ou em vídeos aulas. Minha rotina era de segunda a sábado: cursinho pela manhã, tarde e noite estudava em casa. O dia de descanso era aos domingos.

Blog do Enem – Como você estruturou sua redação que te deu um resultado tão bom? O que te inspirou para escrever?

Isabel – Minhas professoras, Aline de Oliveira e Ana Casanova (Cursinho DCE/UFRN), sempre me diziam para fazer um planejamento antes de realmente escrever. Ou seja, um rascunho, só para eu não esquecer das ideias que vão surgindo no decorrer da leitura dos textos, disponibilizados na prova. Para escrever meu texto, segui estas orientações.

Considerando o tema da redação “Violência contra a mulher”, minha inspiração teve relação com o fato ser mulher, ter mãe, avós, tias, primas e amigas. Juntamente, quando vejo seguidamente nos jornais a persistência da violência contra a mulher, me imagino no lugar da vítima ou uma das que eu amo.

É inaceitável, são décadas de mobilização dos movimentos sociais das mulheres e, ainda assim, percebo em variados níveis sociais a reincidência da violência contra as mulheres. Muito já conquistamos, mas, até chegar o ideal, percorreremos um longo caminho, na busca por nossos direitos e da nossa dignidade preservada.

Blog do Enem- Que dicas você daria aos estudantes que farão o Enem este ano e que estão em busca de uma nota tão boa quanto a sua?

Isabel – Primeira dica é, ler. Ler o quê? Revistas, artigos, blogs, jornais, qualquer instrumento que te faça ter contato com as atualidades, além disso, assistir jornais, documentários e entrevistas. Por exemplo, a leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, também me ajudou no desenvolvimento da redação.

Como o tema da redação pode vir de qualquer assunto, ou seja, temos que ter conhecimento sobre política, economia, saúde, educação, meio ambiente, dentre outros.

Mais dicas da Isabel: Ademais, ter cuidado com o uso de gírias, atentar para a norma padrão, ser coerente ao longo da redação, usando conectivos e sinônimos, dessa maneira enriquecendo seu texto. É importante salientar para as cinco competências:

  • (i) Demonstrar domínio da norma da língua escrita;
  • (ii) Compreender a proposta de redação;
  • (iii) Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações;
  • (iv) Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos;
  • (v) Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

No mais, praticar, uma vez que a prática nos leva a perfeição. Eu escrevia de 3 a 4 redações por semana e discutia com as professoras do cursinho e com familiares. Como consequência, a cada redação eu me sentia mais segura em escrever e expor meu posicionamento crítico.

Agora, confira na íntegra a redação feita por Isabel Pires Barra:  

A violência contra a mulher ainda faz parte do convívio familiar da sociedade brasileira. Agressões, xingamentos, humilhações, pressão psicológica, cárcere privado entre outros atos se constituem em violência e em pleno século XXI, apesar das conquistas alcançadas por elas em busca de igualdade de gênero, há falhas em relação a sua segurança e integridade física, até mesmo a liberdade, e isto é um absurdo pois viola seus direitos enquanto cidadã.

Em primeiro plano, é evidente que a falta de conhecimento gera o preconceito que por sua vez leva a violência. Ao voltar no tempo, vê-se uma sociedade extremamente machista, em que a mulher servia apenas para gerar filhos e aos serviços domésticos, sendo vítima também de violência e era visto como normal. Atualmente, a cada dia a mulher tem conquistado seu lugar na sociedade, apesar da lei Maria da Penha a violência permanece, devido muitos carregarem sentimentos machistas, inaceitáveis neste século, é como se ainda permanecessem presos na “Caverna”, e não querem sair e conhecer por fim aceitar o mundo real, o que ele é hoje, isto pode ser comparado ao que o filósofo Platão fala em “O Mito da Caverna”.

Em segundo plano, muito dos crimes contra a mulher, como o cárcere privado, viola diretamente a Declaração Universal dos Diretos Humanos, mas este não é o que vem sendo alvo de preocupação e sim a violência física, que segundo os dados obtidos do balanço realizado em 2014 pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, representou mais de 50% dos casos. Sendo assim, isso ocorre pela falta de denúncias em alguns casos, não feitas devido o medo, ocasionado por ameaças de morte ou por dependerem financeiramente do companheiro.

Diante disso, é notório que a violência contra a mulher é um assunto de grande preocupação, pois afeta a estrutura familiar e consequentemente a sociedade. Portanto, para a diminuição da mesma é necessário que as escolas por meio de palestras promovam o conhecimento da importância da mulher na sociedade e sua luta e conquistas no decorrer da história, garantindo sua valorização e respeito enquanto cidadã, enquanto isso Ongs em defesa da mulher junto com a mídia promover campanhas contra a violência com o objetivo de conscientizar e mudar o pensamento de muitos, também é necessário maior fiscalização pelas varas especializadas e possam garantir a segurança para essas mulheres vítimas.

 

Martha Ramos

Post escrito por Martha Ramos. Jornalista formada na Universidade Estácio de Sá em Santa Catarina. Fez Pós-Graduação em Marketing e trabalha com produção de conteúdos para jornais, revistas, empresas e blogs. Face: https://www.facebook.com/martha.ramos.5203